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domingo, 5 de julho de 2026

Pesquisa inédita da Royal Canin revela que 50% dos brasileiros evitam falar sobre o envelhecimento de seus pets

Divulgação/
OYAL CANIN®
Estudo mostra que responsáveis adiam cuidados preventivos relacionados à longevidade saudável de gatos e cães; pets adotados na pandemia começam a chegar à meia-idade

 

Uma pesquisa recente com 1.000 responsáveis por gatos e cães no Brasil, encomendada pela Royal Canin e conduzida pela Censuswide, revelou que o envelhecimento dos pets ainda é um tema sensível para muitos. O estudo aponta que essa percepção pode impactar a forma como os responsáveis encaram os cuidados e o acompanhamento da saúde dos animais ao longo da vida. 

Essa dificuldade em lidar com o tema está fortemente ligada a questões emocionais. Entre os tutores que preferem não abordar o assunto, 67% afirmam que pensar nisso causa muita tristeza, enquanto 38,7% dizem evitar enxergar o animal como idoso por considerá-lo parte da família. A preocupação com o futuro também é latente: 63% dos entrevistados temem não conseguir dar o suporte necessário ao pet à medida que ele fica mais velho, enquanto 32% acreditam erroneamente que não há nada que possa ser feito para lidar com o avanço da idade animal. 

Embora o envelhecimento seja um processo natural e inevitável, muitos acreditam que o tema não exige conversas com o médico-veterinário. Essa barreira emocional impacta diretamente os cuidados: mais de um terço dos participantes (34,3%) admite só pensar no assunto quando surgem problemas de saúde, e 35,2% afirmam não adotar medidas preventivas porque o animal aparenta estar bem e não apresenta sinais visíveis. 

Entre os sinais físicos mais associados ao envelhecimento na percepção dos tutores estão a redução do ritmo nos passeios, o aparecimento de pelos brancos, a perda auditiva e alterações na visão. No entanto, especialistas alertam que essas manifestações costumam surgir apenas em fases mais avançadas. A discussão sobre o tema nunca foi tão urgente: muitos animais acolhidos durante a pandemia de COVID-19 estão chegando exatamente agora na metade da vida. Pesquisas científicas recentes, desenvolvidas com o apoio do Royal Canin Research Center¹, apontam que este período — geralmente entre 6 e 8 anos para gatos e entre 5 e 7 anos para cães — é uma janela crítica para a saúde a longo prazo, onde alterações fisiológicas sutis, como mudanças no metabolismo, na composição corporal, na função cognitiva e na mobilidade, começam a ocorrer de forma silenciosa. 

Embora 61,2% dos tutores afirmem levar seus pets para check-ups regulares e 38,5% procurem atendimento quando percebem mudanças de comportamento, 25% apontam os altos custos veterinários como um obstáculo para agir precocemente. Como muitos associam a velhice apenas ao surgimento de alterações perceptíveis, perde-se a oportunidade de discutir medidas preventivas na fase em que elas geram maior impacto. 

"O envelhecimento de nossos pets começa antes do que muitos de nós imaginamos, frequentemente durante a metade da vida, quando gatos e cães ainda parecem perfeitamente saudáveis e cheios de energia. Como Médicos-Veterinários e também como responsáveis por eles, sabemos como é fácil focar no presente quando os animais estão bem e o quanto pensar neles chegando à maturidade pode ser angustiante. No entanto, iniciar check-ups e conversas de forma preventiva é a chave para garantir não apenas uma vida mais longa, mas com mais qualidade e saúde", afirma Priscila Rizelo, Médica-Veterinária e Gerente de Comunicação e Assuntos Científicos da Royal Canin Brasil. 

É nesse contexto que ganha relevância o conceito de longevidade saudável, amplamente discutido pela ciência veterinária atual. A proposta representa uma mudança de paradigma: em vez de focar apenas na expectativa de vida, o objetivo passa a ser ampliar o período vivido com saúde, antes do surgimento de doenças crônicas ou declínio funcional. A forma como os pets passam por essa etapa pode ser influenciada por fatores como nutrição adequada, controle de peso, atividade física, acompanhamento veterinário regular e intervenções precoces. 

Ainda assim, as preocupações continuam concentradas nas consequências e não na prevenção. O câncer é apontado como o maior temor (42,5%), seguido por problemas de mobilidade e articulações (28,9%) e doenças renais (11,3%). Para os especialistas, isso reforça a importância de promover o envelhecimento saudável desde a meia-idade, em vez de apenas esperar que essas condições se manifestem. 

A percepção dos brasileiros já avança para essa mudança: questionados sobre o que tem maior impacto na qualidade de vida dos pets na maturidade, 35,2% apontam a nutrição específica e 34,1% destacam os check-ups regulares. Além disso, 46,6% destacam a compreensão do processo de envelhecimento. Eles também estão dispostos a promover adaptações na rotina da família (33%) para oferecer melhor cuidado aos pets, incluindo levá-los com maior frequência em suas atividades (51,7%), reduzir o tempo dedicado ao lazer fora de casa (39,9%), passar as férias em casa (25,2%), cancelar viagens (15,5%) e até considerar uma mudança de residência para atender às necessidades do animal (27,9%). 

O levantamento revela o quanto o vínculo afetivo influencia as prioridades. Mais da metade dos responsáveis celebra os marcos de idade dos animais todos os anos (50,4%), e 77,7% compram presentes nessas ocasiões, com gasto médio de R$ 178,93. A relação é tão próxima que 57,5% os enxergam como um filho ou irmão e 36% afirmam gastar mais com presentes para os pets do que para os próprios parceiros e outros membros da família. 

"À medida que uma grande geração dos chamados 'pets da pandemia' chega à meia-idade, temos uma oportunidade única de mudar a forma como encaramos o envelhecimento. Ele não deve ser visto como o início dos problemas, mas como um convite para agir de forma preventiva. Quanto mais cedo começamos a cuidar da saúde dos nossos pets, maiores são as chances de proporcionar mais anos de vida com qualidade. Esse é o verdadeiro significado da longevidade saudável”, conclui Priscila. 

Para mais informações sobre a ROYAL CANIN®, visite o site da empresa.

 

¹Moniot, D., Allaway, D., Bermingham, E., Dowgray, N., Gruen, M., Hoummady, S., McKenzie, B., Olby, N.J., & Schoeman, T. Aging is modifiable: current perspectives on healthy aging in companion dogs and cats. Royal Canin Research Center et al. 

 

Sobre a pesquisa

A pesquisa geral foi conduzida pela Censuswide, com uma amostra global de 19.012 responsáveis por gatos e cães no Reino Unido, EUA, Austrália, Canadá, Índia, México, China, Coreia do Sul, Tailândia, França, Alemanha, Itália, Portugal, Espanha, Brasil, Japão, Hong Kong e Taiwan. No Brasil, conforme informações trazidas acima, foram entrevistados 1.000 tutores de gatos e cães de diferentes regiões do país. Os dados foram coletados entre 17 e 24 de março de 2026. A Censuswide é membro da Market Research Society (MRS) e do British Polling Council (BPC), e signatária do Global Data Quality Pledge, aderindo ao Código de Conduta da MRS e aos princípios ESOMAR.

 

ROYAL CANIN®


Frio exige cuidado especial com os pets

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Queda nas temperaturas exige atenção com saúde e bem-estar dos animais de estimação; especialista orienta adaptação da rotina


A chegada do inverno exige atenção redobrada com os pets para garantir o bem-estar e a saúde de cães e gatos, que são as espécies mais comuns nos lares brasileiros. Assim como os humanos, os animais de estimação sentem frio e ficam mais propensos a desenvolver doenças respiratórias e dores articulares.

 

“Esses cuidados são ainda mais essenciais com os filhotes, os idosos, aqueles de pequeno porte ou com pelagem curta, pois eles pertencem ao grupo mais sensível e vulnerável ao clima gelado”, explica a médica veterinária da Clínica Veterinária do Centro Universitário Integrado de Campo Mourão (PR), Mariane Cynara da Silva.

 

Segundo a especialista, a primeira providência deve focar no ambiente onde o animal descansa. O ideal é manter os companheiros em locais protegidos do vento, da chuva e da umidade. Para os que aceitam o uso de roupinhas, o vestuário pode ser um forte aliado, desde que seja confortável e não limite os movimentos biológicos do pet.

Para ajudar os tutores a cuidarem de seus amigos de quatro patas durante o inverno, a médica veterinária elaborou um roteiro com diversas recomendações:

Médica veterinária alerta que os pets precisam de
 cuidados especiais durante o inverno
Magnific

1) Proteção térmica e abrigo adequado

Roupas e cobertores: Cães de pelagem curta, filhotes, idosos e felinos sem pelo se beneficiam muito de roupinhas. Certifique-se de que a vestimenta está confortável e limpa. Deixe cobertores disponíveis na caminha para que eles possam se aninhar e preservar o calor.

 

Isolamento do chão: Evite deixar a caminha diretamente em contato com o piso frio. Use estrados de plástico, paletes ou um tapete grosso por baixo, mantendo o local longe de correntes de ar ou umidade.

 

Abrigo do vento: Se o pet fica no quintal, ele precisa obrigatoriamente de uma casinha coberta, protegida da chuva e do vento encanado. Em noites de frio extremo, o ideal é recolhê-lo para uma área interna.

 

2) Cuidados com a saúde e prevenção de doenças

Doenças respiratórias: No inverno, a imunidade pode baixar. Fique atento à Gripe Canina (Tosse dos Canis) e ao Complexo Respiratório Felino (Rinotraqueíte). Ambas as condições causam espirros, secreção e tosse. Manter o protocolo de vacinação anual atualizado é a melhor prevenção.

 

Atenção extra aos idosos: O clima gelado intensifica os desconfortos nas articulações de animais mais velhos que sofrem com artrose ou problemas de coluna, já que a musculatura se contrai e as juntas ficam mais rígidas. Caso note dificuldade para levantar, caminhar ou subir degraus, o médico-veterinário deve ser consultado.

 

Banhos reduzidos e monitorados: Diminua a frequência das lavagens nos dias mais frios. Quando forem necessárias, utilize água morna, higienize o animal em ambientes fechados e seque completamente os pelos com secador (com cuidado para não queimar a pele), evitando problemas dermatológicos por umidade acumulada.

 

Tosa consciente: Evite cortes muito curtos durante a estação. A pelagem funciona como um isolante térmico natural. Opte apenas pela tosa higiênica para preservar o comprimento dos fios.

 

Passeios em horários estratégicos: Não interrompa os exercícios físicos, que são fundamentais para a saúde mental e física dos cães, mas escolha os momentos mais quentes da tarde, evitando o sereno e o frio do início da manhã ou da noite.

 

Proteção da pele e patinhas: Os coxins (almofadinhas das patas) e a derme tendem a ressecar no inverno. Seque bem as extremidades após as caminhadas e utilize hidratantes específicos de uso veterinário, se notar rachaduras.

 

Uso de filtro solar: Mesmo no inverno, animais de pele e pelagem clara precisam de protetor solar próprio para pets em áreas com menos pelos, como focinho, orelhas e abdômen, prevenindo o câncer de pele.

 

3) Alimentação e hidratação equilibradas

Estímulo à hidratação: O tempo seco e o frio costumam diminuir a sede dos pets, o que eleva o risco de problemas urinários. Estimule o consumo espalhando mais potes de água pela casa, trocando o líquido com frequência e usando fontes para gatos. No caso dos felinos, oferecer alimentos úmidos (sachês) também ajuda muito.

 

Manutenção da dieta: Diferente de bichos que vivem estritamente no quintal e gastam mais energia para manter a temperatura corporal, os animais domésticos de interior não precisam de acréscimo calórico na ração, sob o risco de desenvolverem obesidade devido ao sedentarismo de inverno.

 

“Ao notar sinais como tremores contínuos, isolamento, apatia, postura encolhida ou sonolência excessiva, o tutor deve ficar atento. Em casos mais severos, esses sintomas podem indicar um quadro de hipotermia, que demanda atendimento veterinário especializado", enfatiza Mariane Cynara da Silva.

 

Ainda de acordo com a médica veterinária, pets exóticos como coelhos, hamsters e aves devem ser mantidos longe de correntes de ar. Peixes necessitam de aquecedor no aquário, enquanto répteis dependem de luz artificial para a regulação térmica.


Ansiedade em gatos: sinais silenciosos que impactam o bem-estar felino

Divulgação
 Mudanças sutis de comportamento podem indicar desconforto emocional e reforçam a importância do acompanhamento veterinário


Gatos são mestres em esconder desconfortos. E quando o assunto é o bem-estar, isso fica ainda mais evidente: sinais de ansiedade podem aparecer de forma discreta, confundindo tutores e atrasando o início do tratamento.

Antes de tudo, vale diferenciar dois conceitos que costumam ser usados como sinônimos, mas não são iguais. Estresse é a resposta do organismo a um evento desafiador, como transporte, barulho intenso ou mudança de rotina. A ansiedade, por sua vez, é um estado emocional de alerta e insegurança que pode persistir mesmo quando o gatilho não está mais presente, afetando o comportamento e a qualidade de vida do animal.

Na prática, situações estressantes repetidas ou mal manejadas aumentam a chance de um felino desenvolver ou agravar quadros de ansiedade. Mudanças no ambiente, chegada de novos animais ou pessoas à casa, conflitos entre gatos, ausência de locais seguros para descanso e experiências negativas anteriores, inclusive em idas ao
médico-veterinário, estão entre os fatores mais comuns.

Para o tutor, o desafio está em reconhecer como esses processos se manifestam no dia a dia. Um exemplo frequente é o gato que passa a se esconder após uma mudança de casa ou reforma: o evento inicial gera estresse, mas, quando o comportamento de evitação persiste por semanas, mesmo após o ambiente se estabilizar, pode indicar ansiedade. Outro caso comum envolve o uso da caixa de transporte: após uma experiência negativa, o gato passa a demonstrar tensão, vocalizar excessivamente ou resistir à manipulação sempre que a caixa aparece, mesmo fora do contexto da consulta.

Os sinais comportamentais tendem a ser discretos. Em vez de agitação, muitos gatos apresentam evitação, ou seja, diminuem a interação com os tutores, passam mais tempo escondidos, reduzem brincadeiras ou se tornam mais reativos ao toque. Alterações no apetite, no padrão de sono e no uso da caixa de areia também são frequentes, assim como lambedura excessiva e vocalizações fora do habitual. “Essas mudanças costumam ser interpretadas como traços da personalidade do gato, quando, na verdade, podem refletir um estado de ansiedade que merece avaliação”, explica Marina Tiba, médica-veterinária gerente de produtos da Avert Biolab Saúde Animal.

Além do impacto comportamental, o estresse sustentado provoca alterações importantes no organismo. “Quando o gato é exposto de forma contínua a estímulos estressantes, há ativação persistente do eixo do estresse, com liberação prolongada de hormônios como o cortisol. Isso pode interferir na imunidade, na digestão, no apetite e até na qualidade do sono, além de favorecer o aparecimento ou agravamento de doenças”, detalha Marina.

Segundo a especialista, esse desequilíbrio fisiológico ajuda a explicar por que gatos ansiosos podem apresentar problemas recorrentes, como alterações comportamentais persistentes, redução do apetite e episódios repetidos de distúrbios gastrointestinais, mesmo sem uma causa ambiental clara para o tutor.

Ao entender que a ansiedade não afeta apenas o comportamento, mas também o equilíbrio fisiológico do animal, fica claro que o manejo deve ir além da correção pontual de sinais. A prevenção começa pela estabilidade no ambiente. Previsibilidade de rotina, oferta adequada de recursos, como caixas de areia em número suficiente, locais elevados de descanso, arranhadores e momentos de interação respeitando o tempo do gato, são medidas essenciais para reduzir o estresse cotidiano. “Em muitos casos, essas mudanças já promovem melhora significativa do comportamento do pet”, conta Marina.

No entanto, quando a ansiedade é persistente, intensa ou começa a limitar a rotina do animal, o acompanhamento veterinário se torna indispensável. “A avaliação clínica é fundamental para diferenciar reações pontuais de estresse de quadros ansiosos mais duradouros e para investigar se existe dor ou outra condição de saúde associada”, ressalta Marina.

Em situações específicas, como transporte, manejo em consulta ou procedimentos inevitáveis, a literatura veterinária descreve o uso de estratégias clínicas de suporte que auxiliam na redução do estresse e no bem-estar do felino. Entre elas, está o uso de substâncias como a gabapentina, empregada pelo médico-veterinário em contextos bem definidos, sempre com avaliação individual do paciente. “O manejo da ansiedade felina não se resume a uma ação pontual, ele exige acompanhamento profissional para avaliar quando, como e por quanto tempo cada estratégia deve ser utilizada”, reforça Marina.

O tutor desempenha um papel fundamental nessa equação.  Observar mudanças sutis de comportamento, como isolamento, alterações no apetite, resistência ao contato ou maior reatividade, e relatar essas informações ao médico-veterinário é fundamental para orientar as decisões clínicas. É esse olhar atento que ajuda a construir uma vida mais equilibrada para felinos ansiosos, com mais conforto e bem-estar no dia a dia. 



Avert Saúde Animal
www.avertsaudeanimal.com.br
www.vidamaisromrom.com.br


Diagnóstico molecular ganha espaço na medicina veterinária e ajuda no tratamento precoce de pets

Identificar rapidamente a doença faz toda a diferença para iniciar o tratamento adequado e aumentar as chances de recuperação

 

Quem convive com um pet sabe como é angustiante perceber que o animal não está bem sem conseguir entender exatamente o que está acontecendo. Falta de apetite, febre, vômitos ou mudanças no comportamento podem indicar diferentes doenças, muitas delas com sintomas parecidos. Nesses casos, identificar rapidamente a causa do problema faz toda a diferença para iniciar o tratamento adequado e aumentar as chances de recuperação.

Uma das formas mais eficientes de identificar o agente infeccioso é por meio do diagnóstico molecular, um tipo de exame que identifica vírus, bactérias e outros agentes infecciosos por meio da análise do material genético, permitindo resultados mais rápidos e precisos.

“Com isso, é possível garantir mais sensibilidade e precisão, o que permite decisões clínicas mais rápidas e seguras. Isso impacta diretamente na recuperação do animal e também na redução dos riscos de transmissão em ambientes compartilhados, como clínicas, hospitais veterinários, canis e gatis”, explica a biomédica Gabriela Cesarini, gestora de pesquisa e desenvolvimento da Loccus. 

A rapidez, ressalta Gabriela, é um fator decisivo principalmente em casos críticos, de animais internados ou imunossuprimidos. “Isso porque diferentes doenças podem apresentar sinais clínicos semelhantes, mas exigem tratamentos e manejos específicos e, quanto mais cedo o agente infeccioso é identificado, mais assertiva tende a ser a conduta”, afirma.

Entre as doenças que reforçam a importância desse tipo de exame estão a cinomose, parvovirose, leishmaniose, FeLV, FIV, PIF e infecções respiratórias felinas, que demandam diagnósticos rápidos para uma melhor condução clínica. Além disso, doenças infecciosas respiratórias, gastrointestinais e transmitidas por vetores seguem como desafios frequentes em clínicas e hospitais veterinários.

Esse cuidado cada vez mais próximo com os animais acompanha uma mudança no perfil das famílias brasileiras. Hoje, o Brasil tem cerca de 160 milhões de pets e ocupa a terceira posição entre os maiores mercados pet do mundo, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet). O setor também segue em expansão: apenas em 2024, o mercado pet brasileiro faturou R$ 75,4 bilhões, crescimento de 9,6% em relação ao ano anterior. 

 

Loccus


Controle das moscas-das-frutas agora pode ser feito por armadilhas inteligentes

Dotada de IA, ferramenta desenvolvida pela startup Tarvos é a mais recente alternativa aos fruticultores, auxiliando no controle dos insetos-pragas, principalmente no cultivo de uva, manga e melão


Com a produção de cerca de 40 milhões de toneladas de frutas por ano, o Brasil está entre os destaques da atividade a nível mundial, atrás apenas da China e da Índia. Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), são mais de 940 mil estabelecimentos agropecuários distribuídos em todas as regiões do país, empregando 193 mil trabalhadores formais. Essa excelência e diversidade têm conduzido o setor a uma escalada de crescimento no mercado internacional, mas para expandir ainda mais os embarques, os fruticultores têm como principal gargalo problemas de ordem fitossanitária, entre eles os causados pelas moscas-das-frutas.

Atualmente existem algumas espécies que são consideradas pragas-chaves na fruticultura brasileira e que causam prejuízos milionários todos os anos. Trata-se de diferentes espécies do gênero Anastrepha, como por exemplo Anastrepha fraterculus, Anastrepha oblíqua, dentre outras. Há também a Ceratitis capitata, comumente chamada de mosca-das-frutas do mediterrâneo. Todas pertencem à família Tephritidae e geram danos diretos e indiretos em diversas culturas.

Para ajudar os fruticultores a vencer essa batalha, a startup Tarvos apresenta uma novidade. A empresa, que já disponibiliza suas armadilhas inteligentes no controle de insetos-praga como a cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis) e a traça-do-tomateiro (Tuta absoluta), agora poderá oferecer a tecnologia para o cultivo de uva, manga, melão e outras fruteiras hospedeiras de Tephritidae.

De acordo com a bióloga Nathalia Silva, coordenadora de entomologia na Tarvos, tanto Anastrepha spp quanto a Ceratitis capitata geram muita dor de cabeça aos produtores por suas características. “As fêmeas desses insetos fazem a oviposição dentro do fruto, através de perfurações feitas por seu aparelho ovipositor, lá ocorre a eclosão das lagartas que se desenvolvem, consumindo e danificando a polpa do fruto durante sua movimentação”, diz.

Além disso, as fêmeas ao introduzirem seu ovipositor, provocam ferimentos nos frutos, facilitando a entrada de patógenos causadores de podridões, reduzindo a produtividade e a qualidade deles, tornando-os impróprios para consumo, comercialização e a industrialização. “O ciclo biológico completo da praga é variável de acordo com o hospedeiro, ou seja, a cultura em que o inseto se desenvolve, e fatores climáticos (temperatura e umidade relativa), podendo ter diferenças entre os dias para a alternância de estágio”, destacou a bióloga.


Monitoramento eficiente

Para ser eficiente, o monitoramento de culturas perenes precisa ser contínuo e deve ser feito em todos os pomares com plantas hospedeiras das espécies de moscas-das-frutas. Com isso, o uso de armadilhas automatizadas da Tarvos permite, por meio de dados diários de captura, detectar o momento e região de chegada do inseto no pomar, conhecer a flutuação populacional da praga em diferentes épocas do ano, além de identificar os focos de maior infestação, facilitando a tomada de decisão e aplicação de estratégias de controle com maior assertividade.

Segundo Carolina Suffi, diretora de negócios estratégicos da Tarvos, com a digitalização do monitoramento a ideia é ter um impacto social-econômico dentro da região, ajudando a classe produtora a acessar novos mercados, que embora sejam mais exigentes, melhor remuneram pela qualidade dos frutos. Para ampliar essa tecnologia para um número maior de produtores, a empresa acaba de firmar parceria com o Sebrae da Bahia. “Eles nos procuraram com o objetivo de escalonar o monitoramento e incentivar a digitalização dos processos dos pequenos produtores de frutas, como uva, manga e melão com foco na exportação. Como esse mercado já vinha sendo estudado por nossa equipe, conseguimos atender a essa demanda”, destacou.

Os monitoramentos nas lavouras em parceria com o Sebrae/BA se iniciam em agosto, mas a meta da empresa é até dezembro colocar 300 armadilhas no Vale do São Francisco. Em um segundo momento, a previsão é de mais 150 armadilhas para as diferentes espécies de moscas-das-frutas. “A nossa relação com o Sebrae é muito boa e devemos ampliá-la para outras unidades no Brasil. Além disso, essa união nos abre também portas para atendermos produtores particulares”, reforçou a diretora de negócios estratégicos da Tarvos.

Além da tecnologia das armadilhas, a empresa contratou um Engenheiro Agrônomo especialista em moscas-das-frutas. O profissional, com mais de 17 anos de experiência, ajudará a auditar pequenas e médias propriedades que exportam. “O monitoramento digital não existia em frutas, por isso estamos montando uma equipe e operação em Juazeiro/BA e Petrolina/PE para absorver toda essa demanda, tanto de instituições públicas, quanto para acessibilizar a tecnologia aos produtores particulares. Temos uma base física dentro do Centro de Excelência em Fruticultura-CEF/SENAR, e isso irá agilizar o andamento de toda a operação na região”, completou Suffi.


A tecnologia

A armadilha digital da Tarvos, além de utilizar inteligência artificial (IA) e alta tecnologia, consegue medir produtividade e economia no uso de defensivos agrícolas. O equipamento atrai, identifica e contabiliza diariamente exemplares dos insetos-pragas, tornando-se uma aliada altamente eficiente para identificação preventiva de manejo e janela de aplicação de produtos, gerando mais assertividade.

Na prática, estas armadilhas inteligentes atraem os insetos através de um feromônio sexual sintético, atrativo alimentar ou cor, a depender da espécie a ser monitorada, contam com uma câmera que faz o registro e transmite os dados via satélite. “Os algoritmos de reconhecimento de imagem permitem o monitoramento em tempo real e on-line, medindo a dinâmica populacional dos insetos-praga de forma constante e simultânea”, explica Nathalia Silva. “Com as informações em mãos, acertar qual medida adotar se torna mais fácil principalmente pelo fato da armadilha fornecer dados diários em relação à chegada da praga e seu nível populacional”, completa a especialista.


Inverno chegou: entenda os cuidados com os pets

Weslei Santana, professor do curso de medicina veterinária da FSG, explica que compreender os riscos da exposição ao frio, fornecer abrigo adequado, considerar a necessidade de proteção adicional e adotar medidas preventivas são pontos cruciais nesta época do ano


Os meses entre junho e setembro marcam o início da estação do ano amada por poucos e repugnada por muitos, o inverno. Neste período, é necessário cuidados adicionais com a saúde e bem-estar. Além disso, a atenção com os pets não fica de fora deste dever.  

Weslei Santana, professor do curso de medicina veterinária do do Centro Universitário da Serra Gaúcha – FSG, instituição pertencente a Cruzeiro do Sul Educacional, explica que a chegada do inverno requer atenção especial aos animais de estimação, pois eles também são afetados pelas baixas temperaturas. 

“A exposição prolongada ao frio intenso pode resultar em hipotermia, uma condição potencialmente perigosa para os animais de estimação. Além disso, cães e gatos com pelagem curta ou insuficiente isolamento térmico estão mais propensos a desenvolver desconforto, problemas respiratórios, dores articulares e condições dermatológicas. Além disso, também pode comprometer o sistema imunológico dos pets, tornando-os mais suscetíveis a doenças.”  

Assim como nos humanos, as afecções respiratórias em cães e gatos de origem alérgica, viral ou bacteriana aumentam nos consultórios veterinários durante o período de frio intenso, e muitas delas podem ser prevenidas com manejo profilático e cuidados individualizados. Segundo o docente, em cães, essa época do ano é marcada por inúmeras infecções do complexo respiratório canino, também conhecida como Tosse dos canis ou gripe canina.  

“Essa é uma condição viral e bacteriana, que afeta cães das mais variadas idades, e tem como principal sinal clínico a tosse que pode causar extremo desconforto respiratório ao cão. No gato o complexo respiratório felino também é marcado por infecções virais e bacterianas, que podem causar sinais como espirro, coriza e secreções oculares, além de falta de apetite. É importante manter a carteira de vacinação em dia pensando na prevenção destas doenças.”  

Pensando nas doenças de origem alérgica/irritativas, é importante que o tutor tenha um olho apurado sobre o seu animal, principalmente em relação a sinais como espirros e tosse. A asma felina por exemplo, pode ser mais perceptível nessa época do ano, já que normalmente, oferecemos aos animais cobertores que podem conter ácaros e poeira. “Estes fatores desencadeiam resposta inflamatória a nível de brônquios e provocam a agudização da condição. No cão esses sinais também podem aparecer, e quadros como rinite alérgica possuem como principal sinal: o espirro e a secreção nasal.”  

Já em relação a pele, o ar frio favorece o ressecamento epitelial, podendo causar irritações, coceira e até mesmo feridas. Muitas das doenças de pele crônicas, como a dermatite atópica, podem piorar nessa estação, já que a hidratação é um fator importante no manejo dessa doença. “A dica aqui é manter a pele hidratada, com loções indicadas pelo veterinário dermatologista, troca da roupinha e escovar o animal de pelagem longa diariamente. Os banhos nessa época são recomendados a serem espaçados, realizados com água morna e a secagem deve ser minuciosa, com todo cuidado para evitar queimaduras”, explica Santana.  


Cuidados essenciais:  

Para garantir o conforto e a saúde dos animais, é fundamental proporcionar abrigo adequado. Recomenda-se fornecer uma casinha ou espaço interno aquecido, longe de correntes de ar frio e umidade. Além disso, é importante limitar a exposição externa em dias muito frios e vestir os pets com roupas ou acessórios adequados, que proporcionem isolamento térmico.  
 
É comum nessa época, utilizarmos aquecedores, tapetes térmicos ou até mesmo bolsinhas de água morna com intuito de nos aquecermos. Os animais procuram naturalmente essas fontes térmicas de aquecimento. É extremamente importante ressaltar os cuidados em relação a queimaduras, sejam elas diretas ou indiretas, já que o ar quente proporcionado por aquecedores (elétricos ou de combustão) podem ressecar os olhos, facilitando as infecções oculares, provocar queimaduras de pele e até mesmo angústia respiratória.   


Sinais de desconforto térmico:  

É crucial estar atento aos sinais indicativos de desconforto térmico nos animais de estimação seja eles por falta de calor ou por excesso. Tremores, encolhimento do corpo, busca constante por abrigo e diminuição da atividade física são indicativos de que o pet está sentindo frio. Já inquietação, ofegância e aumento da frequência respiratória podem significar excesso de calor que pode ocorrer caso o aquecimento do animal ultrapasse a zona de conforto térmico.  

Weslei finaliza dizendo que ao adotar os cuidados essenciais durante o inverno, os donos de pets devem garantir a segurança, o conforto e a saúde de seus animais. 

“Compreender os riscos da exposição ao frio intenso, fornecer abrigo adequado, considerar a necessidade de proteção adicional e adotar medidas preventivas/terapêuticas para problemas respiratórios, articulares e dermatológicos são medidas cruciais. Além disso, a conscientização sobre os perigos dos aquecedores próximos aos bichos é essencial para evitar lesões térmicas. Ao implementar essas medidas, contribuiremos para o bem-estar e a qualidade de vida de nossos fiéis companheiros durante o inverno.”

 

FSG
www.fsg.edu.br


Como os cães ajudam a compreender os laços que nos unem?

Em O velho e o cão, Fernando Machado narra a jornada de um cachorro que atravessa abandonos, reencontros e descobertas para revelar uma forma mais simples — e profunda — de enxergar os vínculos humanos

 

Os cães ocupam um lugar especial na vida de milhões de pessoas. Para além de companheiros, eles participam de rotinas, atravessam momentos difíceis e constroem relações marcadas por confiança, presença e afeto. Não por acaso, a convivência costuma despertar reflexões sobre pertencimento, cuidado e a capacidade de criar conexões genuínas.

Essa é uma das questões centrais de O velho e o cão, de Fernando Machado. Narrada pela perspectiva de Brown, um cachorro que experimenta o abandono, a busca por acolhimento e a construção de laços verdadeiros, a obra é um convite para observar o comportamento humano por outro ângulo. Ao longo da narrativa, o autor mostra como encontros com os bichos podem transformar trajetórias e revelar aspectos fundamentais da experiência de viver em comunidade. A seguir, cinco reflexões que surgem desses encontros:


O sentimento de pertencimento é uma necessidade universal

Todos buscam segurança, acolhimento e referências afetivas. A trajetória de Brown evidencia como a ausência desses vínculos gera insegurança e sofrimento, enquanto a sensação de fazer parte de um lugar transforma completamente a forma de existir.


O afeto se constrói nos pequenos gestos

Nem sempre são os grandes acontecimentos que fortalecem um vínculo. Rotinas compartilhadas, presença constante e demonstrações simples de cuidado costumam ser os elementos que sustentam os laços mais duradouros. No livro, esses detalhes assumem um papel central na construção da confiança.


Animais e humanos transformam a vida uns dos outros

A convivência não acontece em uma única direção. Os bichos também influenciam nossos comportamentos, oferecem companhia e despertam novas formas de enxergar o mundo. A relação entre Brown e seus humanos mostra como essa troca pode ser profundamente transformadora.


A empatia começa quando tentamos compreender o outro

Ao dar voz a um cachorro, Fernando Machado convida o leitor a imaginar sentimentos, medos e necessidades que normalmente passam despercebidos. O exercício reforça uma habilidade essencial para qualquer convivência: a disposição de enxergar além da própria perspectiva.


Viver o presente pode ser um aprendizado valioso

Enquanto os humanos frequentemente se prendem a preocupações futuras ou experiências passadas, os cães tendem a experimentar a vida de forma mais imediata. Em O velho e o cão, essa característica reforça a importância de desacelerar e reconhecer as conexões que existem no agora.


Para a MSD Saúde Animal, o futuro do cuidado pet passa por entender o comportamento dos responsáveis e investir em inovação

 

José Carlos Pereira Jr., diretor da unidade de Animais de Companhia da MSD Saúde Animal, destaca que compreender as necessidades dos responsáveis por pets é fundamental para o desenvolvimento de soluções que ampliem a proteção e o bem-estar animal 


O mercado pet brasileiro consolidou-se como um dos mais dinâmicos e resilientes da economia nacional, movimentando mais de R$ 76 bilhões em 2025. Para a MSD Saúde Animal, referência global em saúde e bem-estar animal, a evolução desse setor está diretamente relacionada à crescente valorização dos cuidados preventivos e à busca por soluções que promovam mais qualidade de vida para os animais de companhia.

De acordo com José Carlos Pereira Jr., diretor da unidade de negócios de Animais de Companhia da MSD Saúde Animal, acompanhar essa transformação exige compreender as novas demandas dos responsáveis por pets e investir continuamente em pesquisa e inovação para ampliar o acesso à prevenção e aos cuidados de saúde animal.

“Observamos uma evolução no perfil dos responsáveis por pets, que estão cada vez mais atentos à prevenção e à busca por soluções que contribuam para a saúde e o bem-estar dos animais ao longo da vida. Nosso papel é desenvolver soluções que tornem o cuidado preventivo mais simples, acessível e eficaz para os responsáveis e para os médicos-veterinários”, afirma o executivo.


Dados e inovação a serviço da prevenção

Para apoiar essa evolução, a MSD Saúde Animal investe em pesquisas e estudos que ajudam a compreender os principais desafios relacionados à prevenção e à adesão aos tratamentos. Levantamentos globais da companhia, que tiveram o Brasil como a maior amostra entre 15 países, mostram que, embora 83% dos responsáveis considerem a prevenção essencial, cerca de metade deles ainda admite esquecer a administração de tratamentos no prazo correto.

Para José Carlos, esses indicadores são fundamentais para direcionar a inovação e o desenvolvimento de novas soluções. “Quando os dados revelam que 56% dos responsáveis consideram difícil administrar soluções preventivas frequentes, entendemos que existe uma oportunidade importante para desenvolver produtos e soluções que facilitem a adesão aos protocolos recomendados pelos médicos-veterinários. Nosso objetivo é contribuir para uma proteção mais contínua e reduzir as chances de falhas na administração dos tratamentos”, pontua.


Inovação e prevenção contínua como resposta às necessidades dos responsáveis

A estratégia da companhia para 2026 busca responder a uma demanda crescente por praticidade e conveniência no cuidado com os animais. De acordo com os levantamentos realizados pela MSD Saúde Animal, três em cada quatro responsáveis afirmam que adotariam tratamentos de proteção anual caso estivessem disponíveis.

Nesse contexto, o lançamento do BRAVECTO® 365, a primeira e única solução sistêmica injetável que oferece um ano inteiro de proteção contra pulgas e carrapatos com apenas uma aplicação, amplia as opções disponíveis para médicos-veterinários e responsáveis que buscam soluções de longa duração.

“Quando disponibilizamos tecnologias capazes de proteger o animal por períodos mais longos, contribuímos para uma proteção mais consistente e para uma melhor adesão aos protocolos preventivos. O médico-veterinário tem um papel cada vez mais importante na orientação dos responsáveis e na construção de estratégias preventivas de longo prazo, sempre considerando as necessidades específicas de cada animal”, afirma o diretor.

Além disso, a companhia disponibiliza ferramentas digitais de apoio, como o Bravecto® Lembretes e o LembraPets, desenvolvidas para auxiliar os responsáveis e os médicos-veterinários na manutenção da regularidade dos tratamentos e no acompanhamento dos protocolos preventivos.


Saúde Única: um compromisso com a saúde animal, humana e ambiental

A visão institucional da MSD Saúde Animal é fundamentada no conceito de Saúde Única (One Health), que reconhece a interconexão entre a saúde animal, humana e ambiental. Para a companhia, a prevenção contra parasitas e outras enfermidades em animais de companhia contribui não apenas para o bem-estar dos pets, mas também para a proteção da saúde pública.

“Entendemos que a saúde animal está diretamente conectada à saúde das pessoas e do meio ambiente. Por isso, investimos continuamente em pesquisa e desenvolvimento para oferecer soluções que contribuam para a prevenção de doenças e para o fortalecimento do vínculo entre os animais e suas famílias”, reforça o executivo.

José Carlos destaca que o futuro do mercado pet estará cada vez mais associado à combinação entre ciência, inovação e prevenção. “Os responsáveis por pets buscam soluções que tragam praticidade sem abrir mão da segurança e da eficácia. Nosso compromisso é continuar investindo em inovação para apoiar médicos-veterinários e responsáveis no cuidado contínuo dos animais, contribuindo para mais saúde, bem-estar e qualidade de vida ao longo dos anos”, finaliza.


MSD Saúde Animal
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Declarações Prospectivas da Merck & Co., Inc., Kenilworth, N.J., EUA
Este comunicado à imprensa da Merck & Co., Inc., Kenilworth, N.J., EUA (“empresa”) inclui “declarações prospectivas” de acordo com o significado das disposições de segurança da U.S. Private Securities Litigation Reform Act (Lei Norte-Americana de Reforma de Litígios de Ações Privadas) de 1995. Essas declarações são baseadas em suposições e expectativas atuais da direção executiva da empresa e estão sujeitas a riscos e incertezas significativos. Se as suposições subjacentes forem incorretas ou houver riscos ou incertezas, os resultados reais podem diferir substancialmente daqueles contidos nas declarações prospectivas. Os riscos e incertezas incluem, mas não estão limitados a, condições gerais da indústria e da concorrência, fatores econômicos gerais, incluindo taxa de juros e flutuações da taxa de câmbio; o impacto da epidemia global do novo coronavírus (COVID-19);impacto da regulamentação da indústria farmacêutica e legislação de saúde nos Estados Unidos e internacionalmente; tendências globais para contenção de custos com a saúde; avanços tecnológicos, novos produtos e patentes obtidas por concorrentes; desafios inerentes ao desenvolvimento de novos produtos, incluindo a obtenção de aprovações regulatórias; capacidade da empresa prever com precisão as condições futuras de mercado; dificuldades ou atrasos de produção; instabilidade financeira das economias internacionais e de risco à soberania; dependência da eficácia das patentes da empresa e outras proteções para produtos inovadores; e exposição a litígio, incluindo litígios de patentes e/ou ações regulatórias. A empresa não assume nenhuma obrigação de atualizar publicamente qualquer declaração prospectiva, seja como resultado de novas informações, eventos futuros ou de qualquer outra forma. Outros fatores que possam fazer com que os resultados difiram substancialmente daqueles descritos nas declarações prospectivas podem ser encontrados no Relatório Anual de 2020 da empresa, no Formulário 10-K e outras submissões da Empresa junto à Securities and Exchange Commission (SEC) (Comissão Norte-Americana de Valores Mobiliários), disponível no site da SEC (www.sec.gov).


O que muda na alimentação quando o pet envelhece?

Divulgação
Mudanças no metabolismo, no apetite, na mobilidade e na percepção sensorial exigem ajustes na forma como a alimentação é oferecida para animais idosos

 

O envelhecimento dos pets aparece em pequenos sinais que se acumulam na rotina: o cachorro que antes corria até o pote, passa a caminhar com mais calma; o gato que explorava a casa inteira, escolhe descansar por horas perto de uma janela, o animal que aceitava qualquer textura de alimento começa a demonstrar preferências mais claras. Essas mudanças podem parecer apenas comportamentais, mas revelam transformações importantes no organismo.

Com o avanço da idade, os cachorros e felinos passam por ajustes fisiológicos que afetam diretamente a relação com a alimentação. O metabolismo tende a desacelerar, a composição corporal se modifica, a massa muscular pode diminuir e o gasto energético diário costuma ser menor. Ao mesmo tempo, alterações no olfato, no paladar, na mastigação e na digestão podem influenciar o interesse pela comida e a forma como o pet vivencia esse momento.

Segundo Bruna Isabel Tanabe, médica-veterinária e gerente de produtos da Pet Nutrition, a alimentação na fase sênior precisa ser avaliada a partir de sinais práticos da rotina. “O responsável deve observar se o animal demora mais tempo para comer, se evita determinados formatos, se deixa cair alimento da boca, se procura locais mais tranquilos ou se perdeu interesse em horários antes habituais. Esses comportamentos ajudam a identificar desconfortos que nem sempre aparecem de forma óbvia”, explica.

A redução da atividade física também muda a forma como o corpo utiliza energia. Cães idosos podem precisar de passeios mais curtos e intervalos maiores de descanso. Já os felinos tendem a selecionar melhor seus deslocamentos, evitando saltos altos ou trajetos longos. Nesse cenário, o alimento completo continua sendo a base do cuidado, com acompanhamento veterinário para avaliar peso, escore corporal, saúde oral e possíveis condições clínicas.

O ambiente onde a refeição acontece passa a ter mais importância. Potes em altura confortável, piso estável e não escorregadio, locais sem disputa com outros animais e fácil acesso à água ajudam a preservar autonomia. Para gatos mais velhos, evitar que a comida fique em pontos elevados pode reduzir esforço desnecessário. Para cachorros com mobilidade limitada, aproximar pote e bebedouro das áreas de descanso facilita o acesso sem transformar o momento em um desafio físico.

Os petiscos também podem acompanhar essa nova fase. Texturas mais fáceis de mastigar, aromas perceptíveis e formatos adequados tornam a experiência mais acessível para pets com menor disposição ou seletividade aumentada. Pequenas porções podem ser usadas como parte da rotina de cuidado e interação, ajudando a tornar a alimentação mais prazerosa sem exigir esforço excessivo do animal.

“Para os cachorros, isso pode significar oferecer poucos snacks em trajetos curtos, próximos ao local onde costumam descansar, ou associá-los a comandos simples que estimulem foco sem sobrecarregar articulações. No caso dos gatos, recipientes rasos, pontos de fácil acesso e pequenas variações de apresentação ajudam a despertar curiosidade mantendo conforto e controle do espaço”, indica a profissional.

Bruna reforça que o estímulo precisa acompanhar a condição física do pet. “Nessa fase, o mais importante é adaptar a experiência ao animal. O petisco pode manter interesse, vínculo e participação na rotina, mas a forma de oferta deve considerar mobilidade, mastigação, apetite e nível de energia”, afirma.

Outro ponto relevante é que a refeição pode se tornar um momento de segurança emocional. Animais mais velhos muitas vezes reduzem a iniciativa para buscar estímulos sozinhos, mas continuam respondendo bem à presença calma do responsável, a rituais consistentes e a interações que respeitam seu ritmo. O cuidado passa a estar menos na quantidade de estímulos e mais na qualidade da experiência oferecida.

Alguns sinais, porém, não devem ser interpretados apenas como parte natural da idade. Recusa alimentar persistente, perda de peso, sede excessiva, engasgos, vômitos frequentes, alteração nas fezes, dificuldade para mastigar ou isolamento merecem avaliação veterinária. Na fase sênior, mudanças pequenas podem indicar dor, desconforto oral, alterações digestivas ou condições metabólicas que precisam de acompanhamento.

Adaptar a rotina alimentar de pets idosos é reconhecer que o corpo muda, mas a necessidade de estímulo, vínculo e prazer permanece. O cuidado está em preservar autonomia, respeitar limites e manter viva a conexão construída ao longo de toda a vida. 



Pet Nutrition
https://www.petnutrition.com.br/


Férias: o que observar antes de deixar seu pet em um hotel ou creche e quais são os direitos do tutor

Além da preocupação com o conforto do pet, especialistas alertam que esses serviços também estão sujeitos às regras do Código de Defesa do Consumidor

 

Com a chegada das férias escolares e o aumento das viagens, cresce também a procura por hotéis e creches para animais de estimação. A praticidade desse tipo de serviço, no entanto, exige atenção dos tutores na hora da contratação. Estrutura adequada, protocolos de segurança, qualificação da equipe e transparência nas informações estão entre os principais fatores que devem ser observados antes de confiar o bem-estar do animal a um estabelecimento. 

Além da preocupação com o conforto do pet, especialistas alertam que esses serviços também estão sujeitos às regras do Código de Defesa do Consumidor (CDC), que garante direitos aos tutores e impõe deveres aos prestadores de serviço. Segundo o advogado Giordano Malucelli, especialista em Direito do Consumidor e sócio-fundador do GMP G&C Advogados Associados, o estabelecimento deve oferecer muito mais do que um local para hospedagem. “É fundamental que o hotel ou creche disponha de estrutura adequada, equipe capacitada, controle de entrada e saída dos animais, ficha individual com informações de saúde, regras claras de funcionamento e monitoramento constante. Pelo Código de Defesa do Consumidor, o serviço deve ser seguro, transparente e adequado à finalidade contratada”, explica. 

Antes da hospedagem, o advogado também recomendam que o tutor solicite todas as informações sobre o funcionamento do estabelecimento. Entre os pontos que merecem atenção estão a rotina de alimentação, administração de medicamentos, higiene, critérios para convivência entre os animais, procedimentos em casos de emergência e acompanhamento veterinário. 

“É importante que exista um contrato ou termo de prestação de serviço detalhando as responsabilidades de cada parte. A boa-fé, a transparência e a informação clara são princípios básicos das relações de consumo”, afirma Malucelli. Segundo ele, a ausência desses procedimentos pode caracterizar falha na prestação do serviço.

 

O que fazer em caso de acidente ou negligência 

Apesar dos cuidados, acidentes podem acontecer. Em situações de ferimentos, desaparecimento ou até morte do animal durante a hospedagem, o estabelecimento pode ser responsabilizado civilmente. Nesses casos, o advogado orienta que o tutor reúna toda a documentação possível. “Fotos, vídeos, conversas por aplicativos, contrato, nota fiscal, prontuários veterinários e laudos são provas importantes para demonstrar o que ocorreu”, explica. 

Além disso, é recomendável formalizar a reclamação junto ao estabelecimento e, se necessário, buscar reparação pelos prejuízos materiais e pelos danos morais sofridos. “O Código de Defesa do Consumidor estabelece a responsabilidade objetiva do fornecedor. Isso significa que, comprovada a falha na prestação do serviço e o dano, o estabelecimento pode ser responsabilizado independentemente da demonstração de culpa”, afirma. 

Da mesma forma, hotéis e creches também possuem deveres claros quando ocorre algum incidente envolvendo um animal. Segundo Malucelli, a primeira providência deve ser prestar atendimento imediato. “O estabelecimento deve comunicar rapidamente o tutor, providenciar socorro veterinário, preservar todas as provas relacionadas ao ocorrido, registrar internamente os fatos e fornecer informações claras sobre o que aconteceu”, explica. 

Para o especialista, a transparência é fundamental não apenas para preservar a relação de confiança com o consumidor, mas também para reduzir conflitos futuros. “A omissão ou a demora na comunicação podem agravar a responsabilidade do estabelecimento e aumentar o dever de indenizar”, alerta.

 

Cuidados antes da contratação 

Antes de fechar a hospedagem, Malucelli recomenda que os tutores façam uma visita presencial ao local, observem as condições de limpeza, segurança e organização, conversem com a equipe responsável e verifiquem se o estabelecimento possui protocolos claros para situações de emergência. 

Também é importante confirmar se serão exigidos documentos como carteira de vacinação atualizada, histórico de saúde e informações comportamentais do animal, medidas que ajudam a garantir a segurança de todos os pets hospedados. 

“Assim como acontece na contratação de qualquer outro serviço, informação, planejamento e transparência são fundamentais para que as férias ocorram com tranquilidade tanto para os tutores quanto para seus animais de estimação”, conclui Malucelli.


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