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quarta-feira, 15 de julho de 2026

A engenharia do gasto: como o Executivo sustenta a expansão fiscal à custa do endividamento

IMAGEM: SXC
No acumulado de 12 meses, o rombo do setor público consolidado, em maio de 2026, atinge R$ 149 bilhões, equivalente a 1,14% do PIB

 

Por meio de uma combinação de emissão massiva de títulos da dívida, manobras orçamentárias, elevação da arrecadação com novos tributos e aceitação de déficits fiscais mais elevados, o governo federal vem acomodando o avanço contínuo das despesas públicas. Longe de estruturar um projeto de reforma administrativa ou de focar na redução real de custos, o Poder Executivo recorre a diferentes artifícios fiscais para cobrir o rombo entre o que arrecada e o que gasta, sem perder de vista o calendário eleitoral e as agendas que ajudam a manter a fidelidade de sua base política.

Esses mecanismos práticos utilizados para sustentar a expansão dos gastos revelam a criatividade contábil da gestão brasileira. No entanto, essa estratégia cobra o seu quinhão. A disparada do estoque de títulos públicos fez a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) atingir o patamar de 81,1% do PIB, consolidando a marca nominal histórica de R$ 10,6 trilhões. Esse patamar representa o maior nível de endividamento público visto no país desde maio de 2021. Como os juros domésticos seguem elevados para conter as pressões inflacionárias, o custo total para financiar esse passivo retroalimenta o endividamento em um ciclo de dominância fiscal.

Mecanismos de acomodação orçamentária

Para viabilizar essa dinâmica fiscal sem romper formalmente as amarras tradicionais, a administração pública tem operado por meio de três pilares centrais:

- Despesas fora do Orçamento tradicional: O governo tem acomodado gastos utilizando recursos paralelos que escapam da contabilidade convencional, somando uma expansão real de despesas estimada em mais de 1,5% do PIB, mais de R$ 170 bilhões acumulados desde 2023, superando três vezes o limite da regra fiscal oficial.

- Flexibilização de limites fiscais: Relatórios oficiais indicam que o governo projeta déficits contínuos (na casa de 0,4% do PIB) e admite dificuldades estruturais para atingir o centro das metas fiscais do arcabouço sem aplicar contingenciamentos severos.

Taxação como saída rápida

Para mitigar o déficit sem contingenciar despesas sociais ou programas de transferência de renda, o foco governamental direcionou-se para a taxação sobre o consumo e as importações.

- Alta na tributação de fundos exclusivos (alta renda) e das "offshores" (exterior);

- Mudanças na tributação de incentivos (subvenções) concedidos por estados;

- Aumento de impostos sobre combustíveis feito em 2023 e mantido desde então;

- Imposto sobre encomendas internacionais (taxa das blusinhas) suspenso provisoriamente no período pré-eleição. Deve voltar em 2027.

- Reoneração gradual da folha de pagamentos;

- Fim de benefícios para o setor de eventos (Perse);

- Início da taxação das bets;

- Aumento do IOF sobre crédito e câmbio;

- Alta na tributação dos juros sobre capital próprio.

Revisão do rombo primário

A projeção do déficit foi oficialmente elevada com o intuito de absorver pressões financeiras imediatas, a exemplo do pagamento de precatórios obrigatórios. No acumulado de 12 meses, o rombo do setor público consolidado, em maio de 2026, já atinge R$ 149 bilhões (1,14% do PIB).

Esse modelo político de acomodação baseia-se fortemente no precedente aberto por emendas à Constituição, a exemplo do formato inaugurado pela PEC da Transição, engrenagem jurídica que confere respaldo para abrir créditos adicionais e acomodar os gastos extras exigidos por programas de assistência e emendas parlamentares de pagamento obrigatório.

O peso crítico dos juros

Apesar da expansão dos desembolsos primários, analistas alertam para o fator monetário. No acumulado de 12 meses, o Brasil desembolsou R$ 1,11 trilhão apenas com o pagamento de juros nominais da dívida pública. Esse montante representa 8,48% do Produto Interno Bruto (PIB), a maior marca registrada pelo Banco Central desde fevereiro de 2016. Quando essa conta financeira é somada ao resultado primário, o déficit nominal total do país atinge a cifra de R$ 1,26 trilhão, o equivalente a 9,62% do PIB, evidenciando que os encargos financeiros sufocam o balanço soberano de forma mais severa do que os próprios gastos públicos cotidianos.



Arthur Gebara Junior
https://www.dcomercio.com.br/publicacao/s/a-engenharia-do-gasto-como-o-executivo-sustenta-a-expansao-fiscal-a-custa-do-endividamento

 

Dívidas no agronegócio devem manter aquecido o mercado de reestruturação empresarial

 Para o advogado especialista em Direito Empresarial Filipe Denki, o aumento das recuperações judiciais revela uma mudança no cenário financeiro do campo e reforça a importância de mecanismos jurídicos para preservar empresas economicamente viáveis.


O agronegócio brasileiro segue registrando níveis elevados de recuperação judicial em 2026, chegando a marca de 194 pedidos já no primeiro trimestre. O dado reflete a continuidade da pressão financeira sobre produtores rurais e empresas da cadeia agroindustrial. Depois de encerrar 2025 com 1.990 solicitações, o maior volume da série histórica da Serasa Experian e um crescimento de 56,4% em relação ao ano anterior, os indicadores deste ano mostram que o movimento permanece intenso. 

Para o advogado especialista em Direito Empresarial Filipe Denki, o dado evidencia que, embora o setor continue registrando safras recordes e mantendo o bom desempenho das exportações, produtores rurais e empresas da cadeia agroindustrial enfrentam uma crise de liquidez impulsionada pelo aumento do custo do crédito, alta dos insumos e redução das margens de rentabilidade. Segundo ele, a tendência é que o mercado de reestruturação empresarial continue aquecido nos próximos meses, impulsionado pela necessidade de reorganização financeira de empresas que permanecem economicamente viáveis.


Crise financeira avança mesmo com bons resultados no campo

A boa performance da produção agrícola não tem sido suficiente para proteger o caixa das empresas do setor. Levantamento da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) aponta que cerca de R$ 256 bilhões da carteira de crédito agropecuário já são considerados problemáticos, dentro de um estoque de aproximadamente R$ 1,2 trilhão em operações de crédito rural.

"O aumento de 56,4% nos pedidos de recuperação judicial em apenas um ano demonstra que a crise enfrentada pelo agronegócio deixou de ser pontual e passou a ter caráter estrutural. O produtor continua produzindo, exportando e movimentando a economia brasileira, mas enfrenta um ambiente financeiro muito mais adverso do que aquele em que grande parte dessas dívidas foi contratada. O problema hoje não é falta de produção, mas a dificuldade de transformar essa produção em capacidade de pagamento.", avalia o especialista.


Crédito mais caro e menor proteção aumentaram a pressão financeira

Além do encarecimento do crédito, outro fator que contribuiu para agravar o cenário foi a redução da cobertura do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

"O produtor administra riscos climáticos, financeiros e de mercado simultaneamente. Quando o seguro rural cobre apenas uma pequena parcela da produção e o crédito fica mais caro, qualquer perda de produtividade ou oscilação de preços compromete diretamente a capacidade de pagamento. É justamente nesse cenário que mecanismos de reestruturação financeira passam a ser fundamentais para garantir a continuidade das atividades.", afirma Denki.


Recuperação judicial passa a ser estratégia de reorganização

O aumento das recuperações judiciais também revela uma mudança de comportamento no meio empresarial. Segundo o especialista em Direito Empresarial Filipe Denki, a recuperação judicial deixou de ser encarada como um mecanismo destinado apenas a empresas sem perspectiva de continuidade.

"O crescimento dos pedidos de recuperação judicial não significa, necessariamente, que o agronegócio esteja quebrando. Na verdade, demonstra uma mudança importante de mentalidade. Cada vez mais empresários compreendem que a recuperação judicial é uma ferramenta de reorganização financeira capaz de preservar empresas viáveis, manter empregos, renegociar dívidas e garantir a continuidade da produção.", explica.


Buscar ajuda cedo faz diferença

Na avaliação do advogado, um dos erros mais comuns cometidos por produtores e empresários é adiar decisões importantes na tentativa de resolver problemas estruturais apenas com novos financiamentos.

"Muitos empresários insistem em contratar novas operações de crédito para cobrir dívidas antigas ou postergam negociações esperando uma melhora do mercado. Quando procuram orientação especializada, a empresa já perdeu capacidade de negociação e parte das alternativas disponíveis. A atuação preventiva amplia significativamente as possibilidades de reorganização. Desta forma, uma empresa financeiramente reorganizada tem muito mais condições de honrar seus compromissos do que uma atividade inviabilizada. A reestruturação empresarial busca justamente preservar valor para todas as partes envolvidas, mantendo empresas em funcionamento e evitando perdas ainda maiores." conclui Filipe Denki. 



Filipe Denki - advogado especialista em Direito Empresarial, com atuação em reestruturação de empresas, recuperação judicial, recuperação extrajudicial, negociação de passivos e resolução de conflitos empresariais. Atua assessorando empresas de diferentes segmentos na superação de crises financeiras, na preservação de negócios e na construção de soluções jurídicas estratégicas para garantir a continuidade das atividades e a segurança nas relações empresariais.


Países da Copa também disputam a preferência dos intercambistas brasileiros; veja o ranking

 

Copa 2026 Foto: Google Images/Jornal Acontece Avaré

Pesquisa Nacional Selo Belta 2026 mostra que, embora o Brasil tenha se despedido da Copa do Mundo, muitos dos países que seguem em destaque no torneio também figuram entre os destinos preferidos dos brasileiros para estudar no exterior

 

Enquanto milhões de brasileiros acompanham a reta decisiva da Copa do Mundo de 2026, outro ranking internacional revela uma disputa bem diferente: a dos países mais procurados por quem deseja estudar no exterior. Se dentro de campo seleções tradicionais e emergentes brigam pelo título mundial, fora dele destinos como Canadá, Reino Unido, Espanha, Austrália e Estados Unidos também competem pela preferência dos intercambistas brasileiros. 

É o que mostra a Pesquisa Nacional Selo Belta 2026, principal levantamento sobre o mercado brasileiro de educação internacional, divulgado pela Belta (Associação Brasileira de Agências de Intercâmbio). O estudo reúne dados consolidados do setor referentes ao desempenho de 2025 e é considerado a principal referência nacional sobre mobilidade acadêmica, comportamento dos estudantes brasileiros e tendências do mercado de intercâmbio. 

Mesmo após a eliminação da Seleção Brasileira nas oitavas de final da Copa do Mundo, o interesse dos brasileiros por experiências internacionais continua em alta. Segundo a pesquisa, o mercado movimentou R$ 7 bilhões em 2025, crescimento de 27,3% em relação aos R$ 5,5 bilhões registrados em 2024, reforçando a consolidação do intercâmbio como um investimento em educação, carreira e desenvolvimento pessoal.

 

Dos gramados para as salas de aula 

O ranking dos destinos mais escolhidos pelos brasileiros mostra que muitos países em evidência na Copa também ocupam posições de destaque quando o assunto é educação internacional. O Canadá, um dos países-sede da Copa do Mundo de 2026, manteve-se pela 11ª vez consecutiva como o destino preferido dos brasileiros para intercâmbio. O país combina qualidade de ensino, segurança, diversidade cultural e forte tradição em programas de idiomas, ensino superior e educação técnica. 

Logo atrás aparecem Estados Unidos e Reino Unido, separados por uma diferença mínima na pesquisa, mostrando uma disputa cada vez mais equilibrada entre dois dos principais centros acadêmicos do mundo. Enquanto os Estados Unidos seguem atraindo estudantes por suas universidades e variedade de cursos, o Reino Unido amplia sua presença impulsionado pela excelência acadêmica, programas de curta duração e reconhecimento internacional dos diplomas. 

A Irlanda permanece na quarta colocação, consolidando-se como referência para quem busca conciliar estudo e trabalho durante o intercâmbio. Já Malta, uma das grandes surpresas do levantamento, entrou pela primeira vez no Top 5 dos destinos mais procurados pelos brasileiros. O país tem atraído estudantes pelo custo-benefício, clima mediterrâneo, segurança e pelo fato de o inglês ser idioma oficial.

 

Espanha vive bom momento dentro e fora de campo 

Entre todas as movimentações do ranking, uma das que mais chama atenção é a da Espanha, que subiu duas posições e passou do 9º para o 7º lugar entre os destinos preferidos pelos brasileiros. Além de garantir vaga na final da Copa do Mundo de 2026 após eliminar a França na semifinal, o país vem consolidando sua atratividade para estudantes internacionais graças à combinação entre qualidade de vida, universidades reconhecidas, aprendizado do espanhol, custo competitivo em relação a outros mercados europeus e facilidade de circulação dentro da União Europeia. 

Outro destaque da pesquisa é a Itália, que entrou pela primeira vez no Top 10 dos destinos de intercâmbio dos brasileiros. Mesmo sem disputar esta edição da Copa do Mundo, o país reforça a tendência de fortalecimento dos destinos europeus, impulsionado pela excelência acadêmica, riqueza cultural, qualidade do ensino superior e crescente interesse de estudantes brasileiros em programas de idiomas, graduação e pós-graduação.

 

Futebol e intercâmbio nem sempre seguem o mesmo ranking 

Embora muitos países se destaquem tanto no esporte quanto na educação, os critérios que determinam a preferência dos brasileiros são diferentes. Na Copa do Mundo, a Espanha já garantiu presença na decisão após eliminar a França, enquanto Inglaterra e Argentina disputam a última vaga na final. Já no intercâmbio, fatores como qualidade do ensino, custo-benefício, oportunidades de trabalho, mobilidade internacional e segurança têm peso muito maior na decisão dos estudantes. 

Segundo Alexandre Argenta, presidente da Belta, o perfil do intercambista brasileiro evoluiu nos últimos anos. "O brasileiro está cada vez mais estratégico na escolha do intercâmbio. Hoje ele avalia qualidade do ensino, custo-benefício, oportunidades de trabalho, mobilidade internacional, segurança e perspectiva de carreira. É um processo muito mais racional do que apenas optar por um país tradicional", afirma. 

Esse comportamento ajuda a explicar as mudanças observadas na Pesquisa Nacional Selo Belta 2026. Em um cenário internacional marcado por transformações econômicas, ajustes em políticas migratórias e novas exigências para estudantes estrangeiros, os brasileiros passaram a ampliar o leque de opções para estudar no exterior. O resultado é o fortalecimento de destinos europeus, como Espanha, Malta e Itália, além da entrada dos Emirados Árabes Unidos no ranking pela primeira vez, refletindo a diversificação do mercado de educação internacional.

 

Confira o ranking dos destinos de intercâmbio dos brasileiros, segundo a Pesquisa Nacional Selo Belta 2026 (referente a 2025)

  1. Canadá
  2. Estados Unidos
  3. Reino Unido
  4. Irlanda
  5. Malta
  6. Austrália
  7. Espanha
  8. Nova Zelândia
  9. Itália
  10. África do Sul 

Para a Belta, a Copa do Mundo oferece uma oportunidade interessante para observar como diferentes países se destacam em áreas distintas. Se dentro de campo o desempenho depende dos resultados do torneio, fora dele a preferência dos intercambistas brasileiros é construída por fatores como qualidade da educação, oportunidades profissionais, políticas migratórias e experiências culturais, atributos que continuam redefinindo o mapa da educação internacional.


Belta - Associação Brasileira de Agências de Intercâmbio
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Lei de Cotas completa 35 anos e os desafios da inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho continuam

  Após mais de três décadas, a legislação ainda esbarra em impasses relacionados à contratação, à permanência e ao desenvolvimento profissional de pessoas com deficiência.

 

  • Lei de Cotas completa 35 anos e alerta para a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho;
  • Dados mostram que quase metade das vagas obrigatórias ainda não está preenchida no país;
  • Instituto Jô Clemente (IJC) oferece assessoria para incluir pessoas com deficiência no mercado de trabalho e destaca que a inclusão vai além da contratação, passando pela permanência e pelo desenvolvimento profissional da pessoa incluída.


Após 35 anos da criação da Lei de Cotas, os registros nacionais indicam que apenas cerca de 54% das vagas destinadas às pessoas com deficiência estão efetivamente ocupadas no Brasil. Embora a legislação tenha ampliado significativamente o acesso ao emprego formal, os desafios relacionados à inclusão, permanência e desenvolvimento profissional ainda fazem parte da realidade de milhares de trabalhadores. 

Instituída pela Lei nº 8.213/1991, a chamada Lei de Cotas representou um marco para a Inclusão Profissional ao estabelecer que empresas com 100 ou mais empregados reservassem de 2% a 5% de seus cargos para pessoas com deficiência. Desde então, tornou-se um dos principais instrumentos para ampliar o acesso dessa população ao mercado de trabalho formal, contribuindo para reduzir barreiras e promover maior participação social. No entanto, sua implementação plena ainda enfrenta obstáculos relacionados à fiscalização, à acessibilidade, ao capacitismo e outras formas de exclusão e, sobretudo, à falta de uma política efetiva de Emprego Apoiado que fomente a qualidade dos processos de inclusão e garanta o acesso a todas as pessoas.

 

Lei de Cotas impulsionou a empregabilidade 

Os impactos concretos gerados pela lei são encontrados nos dados mais recentes do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Apenas no primeiro semestre de 2025, mais de 63 mil pessoas com deficiência foram contratadas com carteira assinada em todo o país, sendo que mais de 93% dessas admissões ocorreram em empresas obrigadas a cumprir a Lei de Cotas, evidenciando a importância da legislação. Atualmente, cerca de 620 mil pessoas com deficiência possuem vínculo formal de emprego no Brasil. Ainda assim, apenas aproximadamente 54% das vagas que deveriam ser ocupadas por esse público estão preenchidas, demonstrando que milhares de oportunidades previstas em lei permanecem abertas. 

Para o Instituto Jô Clemente (IJC), Organização sem fins lucrativos que atua há mais de 65 anos na defesa dos direitos e na promoção da inclusão de pessoas com Deficiência Intelectual, Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Doenças Raras, a Lei de Cotas foi responsável por transformar a forma como as empresas passaram a olhar para a contratação de pessoas com deficiência. Agora, o desafio é avançar para uma inclusão efetiva, que contemple também a permanência, o desenvolvimento profissional e a construção de carreiras. 

"A Lei de Cotas vem sendo decisiva para ampliar oportunidades e abrir portas para milhares de brasileiros com deficiência. Hoje, no entanto, o desafio deixou de ser apenas contratar. Precisamos, além de cumprir efetivamente as exigências da lei, falar sobre permanência, desenvolvimento de carreira e ambientes verdadeiramente inclusivos. Quando a empresa investe em acessibilidade, prepara suas lideranças e valoriza a diversidade, ela fortalece sua cultura organizacional e ganha profissionais engajados que contribuem para a inovação e para melhores resultados", destaca Flavio Gonzalez, Coordenador de Inclusão Social do IJC.

 

Promover a permanência e o crescimento profissional 

Garantir a contratação é apenas o primeiro passo para uma inclusão efetiva no mercado de trabalho. A permanência e o desenvolvimento profissional das pessoas com deficiência ainda são impactados por barreiras comportamentais, de crenças e preconceitos, processos seletivos pouco acessíveis, ausência de recursos de acessibilidade, falta de tecnologia assistiva e capacitismo. 

Para o Instituto Jô Clemente (IJC), a inclusão só se concretiza quando as pessoas com deficiência encontram condições para desenvolver seu potencial e construir uma trajetória profissional em igualdade de oportunidades. Por meio do Programa IJC Inclui+, o IJC oferece uma assessoria completa para empresas que desejam incluir pessoas com deficiência em seus times. Saiba mais em: Link 

"Mais do que cumprir uma exigência legal, investir em inclusão é investir em pessoas. Quando uma empresa cria um ambiente acessível, acolhedor e preparado para a diversidade, ela fortalece sua cultura organizacional, amplia sua capacidade de inovação e contribui para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária para todas as pessoas", conclui Flávio. 



Instituto Jô Clemente (IJC)
ijc.org.br
redes sociais


Última semana: Fundação Florestal de São Paulo oferece 68 vagas com remunerações iniciais de até R$ 11,2 mil

Inscrições seguem até 16 de julho (quinta-feira) no site da Fundação Carlos Chagas. Provas serão aplicadas em agosto no estado de São Paulo 

 

As inscrições para o concurso público da Fundação para Conservação e a Produção Florestal do Estado de São Paulo (Fundação Florestal), vinculada ao Governo do Estado de São Paulo, estão na reta final. Os interessados podem se inscrever até o dia 16 de julho no site da Fundação Carlos Chagas (FCC).

 

Organizado pela FCC, o certame oferece 68 vagas imediatas para cargos de níveis técnico (19) e superior (49), contemplando diversas áreas de atuação voltadas à gestão pública, conservação ambiental, engenharia, tecnologia, comunicação, administração e áreas técnicas. 

 

As remunerações iniciais chegam a R$ 11.294,14 para os cargos de Engenharia e Arquitetura e a R$ 10.354,00 para os cargos de Advogado, Contador e Analista (com exceção de Analista de Gestão – Pedagogia, com remuneração de R$ 10 mil). Para os cargos de nível técnico, a remuneração inicial é de R$ 5.117,00.

 

Entre as oportunidades de nível superior estão vagas para Administração, Economia, Estatística, Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Ciência da Computação, Jornalismo, Comunicação Social, Psicologia, Pedagogia, Oceanografia, Medicina Veterinária, Biologia, Ecologia, Gestão Ambiental, Geografia, Ciências Sociais, Relações Internacionais, Turismo, Direito, Ciências Contábeis, Arquitetura e diversas especialidades de Engenharia.

 

Já para o nível técnico, o concurso contempla oportunidades para Técnico em Administração, Técnico em Mecânica (voltado à manutenção automotiva e de máquinas pesadas) e Técnico em Meio Ambiente, Gestão Ambiental, Controle Ambiental e Florestas


 

Como participar


As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pela internet, por meio do Portal do Candidato no site da Fundação Carlos Chagas, até as 23h59 do dia 16 de julho. O valor da inscrição é de R$ 79 para os cargos de curso técnico de nível médio e de R$ 114 para os cargos de nível superior.

Para participar, o candidato deve ler atentamente o edital, preencher o formulário eletrônico de inscrição, realizar o envio da fotografia exigida e efetuar o pagamento dentro do prazo estabelecido.


 

Provas


As provas objetivas e discursivas estão previstas para 30 de agosto na cidade de São Paulo, com horário e locais a serem divulgados posteriormente pela FCC, conforme cronograma do concurso. O certame avaliará conhecimentos gerais e específicos de acordo com o cargo escolhido, seguindo os conteúdos programáticos estabelecidos no edital.


 

Sobre a Fundação Carlos Chagas (FCC)


A Fundação Carlos Chagas (FCC) é uma instituição de direito privado e sem fins lucrativos que, pelos relevantes serviços prestados à sociedade brasileira, foi declarada como de utilidade pública. Há mais de 60 anos, é reconhecida pela competência na atuação em duas grandes áreas: 1) concursos e processos seletivos e 2) pesquisa educacional. Com um trabalho pautado sempre pela qualidade, segurança e fidelidade na prestação de serviços, a FCC já realizou mais de 2,7 mil projetos, atendeu a 550 instituições e avaliou mais de 313 milhões de candidatos. Por meio de seu Departamento de Pesquisas Educacionais, dedica-se a programas de investigação sobre temas direta ou indiretamente relacionados a avaliação, políticas públicas, formação e trabalho docente, direitos sociais e relações etárias, de gênero e raciais. Site | Instagram | LinkedIn | YouTube

 


Serviço


Concurso Público - Fundação Florestal do Governo de São Paulo

Vagas: 68 (49 para nível superior e 19 para nível técnico)

Inscrições: até 16 de julho (quinta-feira), no site da banca organizadora.

Valor da inscrição: R$ 79 para cargos de curso técnico de nível médio, R$ 114 para cargos de nível superior.

Provas: previstas para 30 de agosto, em São Paulo. 

 

Última semana: Polícia Militar do Piauí oferece 500 vagas para soldado e remuneração inicial de R$ 4,8 mil

Inscrições seguem até 22 de julho (quarta-feira) no site da Fundação Carlos Chagas. Certame também tem vaga para Oficial Capelão com subsídio inicial de R$ 9,7 mil 

 

Estão abertas as inscrições para o concurso público da Polícia Militar do Estado do Piauí (PMPI), que oferece 1.001 vagas para ingresso na corporação, sendo 500 imediatas e 500 para cadastro de reserva para o cargo de Praça PM (Soldado PM), além de uma vaga imediata para Oficial Capelão PM (1º Tenente QOCPM). Os interessados podem se inscrever até o dia 22 de julho no site da Fundação Carlos Chagas (FCC).

 

Para o cargo de Soldado PM, com subsídio inicial de R$ 4.896,84, é exigido curso superior completo, reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC). Das vagas oferecidas, 375 são destinadas à ampla concorrência e 125 para candidatos negros e pardos, tanto para as vagas imediatas quanto para o cadastro de reserva. Entre os requisitos estão idade entre 18 e 35 anos, possuir Carteira Nacional de Habilitação (CNH), altura mínima de 1,60 metro para homens e 1,55 metro para mulheres, além de atender aos demais critérios do edital.

 

Já para o cargo de Oficial Capelão PM (1º Tenente QOCPM), o subsídio inicial é de R$ 9.793,54. Para concorrer, o candidato deve possuir graduação em Filosofia ou Teologia, ser sacerdote da Igreja Católica Apostólica Romana há pelo menos dois anos e atender aos demais requisitos previstos, incluindo autorizações das autoridades eclesiásticas competentes.

 


Como participar


As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pela internet, por meio do Portal do Candidato no site da Fundação Carlos Chagas, até as 23h59 do dia 22 de julho (horário de Brasília). O valor de inscrição é de R$ 120 para o cargo de Soldado PM e de R$ 130 para o cargo de Oficial Capelão PM. Para participar, o candidato deve preencher o formulário eletrônico de inscrição, indicar o cargo desejado, realizar o envio da fotografia exigida e efetuar o pagamento do boleto bancário até 23 de julho.

 


Provas


As provas objetiva e discursiva (redação) estão previstas para o dia 23 de agosto em Teresina (PI). Caso o número de inscritos exceda a capacidade dos locais disponíveis na capital, os candidatos poderão ser alocados em municípios próximos.

 

As provas objetivas terão duração de três horas e serão compostas por questões de múltipla escolha sobre conhecimentos básicos e específicos de cada cargo. Para Soldado PM, os conteúdos incluem Língua Portuguesa, Raciocínio Lógico e Matemática Básica, Informática, Conhecimentos Gerais, Conhecimentos Regionais do Estado do Piauí, Legislação da Polícia Militar e Noções de Direito. Já para Oficial Capelão, os conteúdos englobam Língua Portuguesa, Direitos Humanos, Conhecimentos Regionais do Estado do Piauí, Legislação da Polícia Militar, Direito Constitucional e Conhecimentos Religiosos.

 

Além das provas objetiva e discursiva, os candidatos passarão por Teste de Aptidão Física (TAF) e Avaliação Psicológica, ambas de caráter eliminatório, conforme cronograma e regras estabelecidos no edital.

 


Sobre a Fundação Carlos Chagas (FCC)


A Fundação Carlos Chagas (FCC) é uma instituição de direito privado e sem fins lucrativos que, pelos relevantes serviços prestados à sociedade brasileira, foi declarada como de utilidade pública. Há mais de 60 anos, é reconhecida pela competência na atuação em duas grandes áreas: 1) concursos e processos seletivos e 2) pesquisa educacional. Com um trabalho pautado sempre pela qualidade, segurança e fidelidade na prestação de serviços, a FCC já realizou mais de 2,7 mil projetos, atendeu a 550 instituições e avaliou mais de 313 milhões de candidatos. Por meio de seu Departamento de Pesquisas Educacionais, dedica-se a programas de investigação sobre temas direta ou indiretamente relacionados a avaliação, políticas públicas, formação e trabalho docente, direitos sociais e relações etárias, de gênero e raciais. Site | Instagram | LinkedIn | YouTube

 


Serviço


Concurso Público - Polícia Militar do Estado do Piauí (PMPI)

Vagas: 501 (500 para Soldado PM, 500 para cadastro de reserva e 1 para Oficial Capelão PM)

Inscrições: até 22 de julho (quarta-feira), no site da banca organizadora.

Valor da inscrição:  R$ 120 para o cargo de Soldado PM, R$ 130 para o cargo de Oficial Capelão PM

Provas: 23 de agosto (domingo), em Teresina (PI). 

 

Atividades gratuitas para pessoas 60+ transformam universidade em espaço de cultura, bem-estar e aprendizagem

 

Projeto Aquarela, da Universidade Metodista, oferece aulas de digital, inglês, yoga, arteterapia, entre outras oficinas, e tem inscrições abertas até 31/07 

 

A Universidade Metodista de São Paulo está com matrículas abertas para uma nova edição do Programa Aquarela 60+, Projeto de Extensão que promove qualidade de vida, aprendizado contínuo e integração social para pessoas com 60 anos ou mais. Como parte da programação, até o dia 17 de julho, a instituição realiza a “Semana de Portas Abertas”, com oficinas experimentais gratuitas para que a comunidade conheça o projeto, seus professores e a estrutura do campus.

A programação inclui atividades nas áreas de idiomas, artes, literatura, artesanato, yoga e arteterapia, permitindo que os participantes experimentem diferentes oficinas antes de realizar a matrícula. A iniciativa é aberta à toda comunidade.

Gerido pelo Núcleo de Arte e Cultura (NAC) da Universidade Metodista, o Programa Aquarela 60+ utiliza a arte, a cultura e a educação como instrumentos para estimular o desenvolvimento cognitivo, motor e social, além de fortalecer o convívio, o protagonismo e a inclusão da população no ambiente universitário.

Além das oficinas semanais, o programa oferece uma série de atividades de integração, como sessões do Cine N.A.C., palestras gratuitas sobre temas como cidadania e finanças, apresentações culturais e projetos que valorizam as histórias de vida dos participantes por meio da produção de narrativas pessoais.

"O Programa Aquarela destaca o compromisso da Universidade Metodista com a extensão universitária e com a promoção de um amadurecimento ativo, oferecendo um espaço onde aprender, conviver e compartilhar experiências caminham juntos", destaca a Renata Eisinger, coordenadora do projeto.

As matrículas para novos alunos seguem abertas até 31 de julho, e as aulas do segundo semestre começam em 10 de agosto. O programa não possui mensalidade: cada oficina solicita, apenas, o pagamento de uma taxa de inscrição por semestre. Confira a programação abaixo:

 

Semana Portas Abertas


15 de julho (quarta-feira)

  • Clube de Leitura – 14h às 15h30 | Biblioteca.
  • Artesanato – 14h às 16h | Prédio Lambda 327.
  • Francês – 14h às 15h | Prédio Omicron 312.
  • Yoga – 15h às 16h | Prédio Lambda 503.


16 de julho (quinta-feira)

  • Crochê e Tricô – 14h às 16h | Prédio Lambda 503.
  • Italiano – 14h às 16h | Prédio Omicron 321.


17 de julho (sexta-feira)

  • Pintura em Tela – 9h às 11h | Prédio Lambda 503.
  • Arteterapia – 14h às 16h | Prédio Lambda 503.


Serviço

Programa Aquarela 60+ da Universidade Metodista de São Paulo

Matrículas: até 31 de julho.

Início das aulas: 10 de agosto.

Local: Campus Rudge Ramos da Universidade Metodista de São Paulo.

Inscrições:

Presencialmente: Rua do Sacramento, 230 – Prédio Sigma.

Via WhatsApp: (11) 93778-9969.

Horário de atendimento: das 13h às 19h.

 

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