O retorno das aulas em agosto exige cuidados em casa e na escola para cuidar da imunidade das crianças. Veja as recomendações médicas
Retorno
das aulas e os encontros diários na sala de aula trazem não só um novo semestre
de aprendizados, mas um convívio físico próximo que pede atenção de pais e
escola com vistas à saúde dos alunos. Dra. Roberta Pilla, Otorrinopediatra
membro da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia
Cérvico-Facial (ABORL-CCF), acredita na criação de ações conjuntas entre a
família e a escola para coordenar esse cuidado de maneira mais eficiente.
"Programas de ensino e orientação aos alunos e equipes escolares sobre
saúde, noções básicas de hábitos de higiene e transmissão de doenças são
medidas excelentes", exemplifica a especialista.
Isso
tudo porque, segundo a médica, uma criança que frequenta escola tem cerca de
dois eventos infecciosos por mês, ou seja, semana sim, semana não, pelo menos
um aluno provavelmente levará para a sala de aula alguma condição favorável ao
contágio. "Quando bebês, as infecções virais são ainda mais numerosas, por
conta da imunidade ainda em desenvolvimento. Esse volume vai caindo ao longo do
tempo, conforme a criança amadurece", explica a Dra. Roberta, destacando
que as infecções têm sua importância na formação dessa imunidade infantil.
Cuidados que funcionam
De modo a conter o alcance dessas infecções em casa e na escolinha, a otorrino sugere a adoção fixa de certas condutas, como:
- Evitar ambientes fechados e pouco arejados, onde há maior
propagação de vírus e bactérias, principalmente nos dois primeiros anos de
vida;
- Manter a cobertura vacinal em dia;
- Manter um bom consumo de água para maior hidratação do corpo;
- Ter hábitos de higiene regulares, como lavar as mãos e usar o
álcool gel;
- Evitar contato com pessoas que apresentem sintomas respiratórios;
- Estimular o uso de lenço descartável para limpar o nariz;
- Sempre cobrir o nariz ao tossir e espirrar (nunca com as mãos);
- Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos e
copos;
- Ter uma alimentação de qualidade, rica em vitaminas e nutrientes;
- Nutrir hábitos saudáveis desde cedo para um melhor desenvolvimento.
Ainda
assim, é provável que a criança desenvolva algum tipo de doença, principalmente
respiratória e surge a dúvida sobre qual é o fator de decisão entre mandar para
escola ou prover os cuidados em casa.
"O
afastamento da escola depende da doença e do estado geral da criança. Crianças
com quadros de febre, diarreia e vômitos devem ficar afastadas até a melhora
dos sintomas", resume a Dra. Roberta. Ela explica que os quadros de virose
pedem que o afastamento aconteça no período de grande manifestação da doença e
na presença de febre. "Depois de 24h sem febre, está liberado", diz.
Casos de gripe, segundo ela, costumam pedir de 5 a 7 dias de isolamento.
Um empurrão na saúde respiratória infantil
Dra.
Roberta lista dicas para turbinar a saúde de crianças em idade escolar, para
fortalecer os pequenos diante de possíveis contágios:
- Dieta rica em nutrientes combinada a uma boa hidratação;
- Manter uma higiene nasal rotineira, com solução nasal ou soro
fisiológico;
- Tratar as rinites e doenças nasais;
- Evitar fumaça de cigarro;
- Manter os ambientes arejados e bem limpos;
- Manter aparelhos de refrigeração e ventiladores limpos e com vento
afastado do corpo.
Aos menores, dicas para fazer em casa
"Entre
as estratégias que podem ser utilizadas com as crianças menores, as principais
combinam o aleitamento materno, hábitos saudáveis, como uma alimentação
equilibrada e rica em nutrientes, menos industrializados e açúcares, assim como
evitar a obesidade e estimular uma boa qualidade de sono", orienta a
otorrinopediatra. Também é importante para saúde da criança mantê-la em
movimento, ativa com brincadeiras ao ar livre, contato com a natureza e
estímulo a atividades físicas.
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