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sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

46% dos consumidores cuidam mais da saúde por meio de dietas específicas ou suplementos


FreePik

  • Pesquisa da GALUNION mostra que a população busca por alimentação saudável, redução no consumo de álcool e estilo de vida mais ativo
  • Uso de medicamentos também impacto nos hábitos de consumo alimentar

 

Nos últimos anos, o comportamento dos consumidores brasileiros tem passado por uma transformação cada vez mais aparente. A busca por qualidade de vida, impulsionada por uma maior conscientização sobre saúde e bem-estar, tem moldado novas escolhas na alimentação, no consumo de bebidas e na rotina de exercícios físicos. De acordo com a pesquisa "Alimentação Hoje: a visão do consumidor", realizada pela GALUNION, foi possível verificar tais mudanças. O estudo quis entender quais atividades os consumidores fazem com maior ou menor frequência atualmente do que há dois anos. Como resultado, 46% cuidam mais da saúde por meio de dietas específicas ou suplementos, 45% praticam mais atividades físicas e exercícios e 39% consomem bebidas alcoólicas com menor regularidade.

Este levantamento foi realizado de 25 a 31 de março de 2025, pela empresa especializada no setor de foodservice, com 1.008 participantes a partir de 18 anos, das classes ABC de todo o país. Com relação ao perfil da amostra, 21,5% dos respondentes tinham de 18 a 24 anos, 37% de 25 a 40 anos, 32,5% de 41 a 60 anos e 9% acima de 61 anos. Além disso, 10% pertencem a classe A, 41% a classe B e 49% a classe C.  

“Podemos observar que há um crescimento significativo no número de pessoas que priorizam o cuidado da saúde por meio de escolhas alimentares. Tanto é que nossa pesquisa mostra que 58% dos consumidores prestam cada vez mais atenção em rótulos e origem dos alimentos. Na pesquisa que realizamos em agosto de 2024, também com consumidores de todo o país, pudemos entender que os principais atributos que os consumidores que buscam uma alimentação saudável valorizam são alimentos frescos, funcionais, que geram bem-estar mental, tenham baixas calorias, altos em proteína e orgânicos”, explica a fundadora e CEO da GALUNION, Simone Galante. 



Outra mudança perceptível é a diminuição no consumo de bebidas alcoólicas. Especialmente entre os jovens adultos, há uma tendência crescente de reduzir ou até eliminar o álcool da rotina. As motivações variam desde saúde física e mental a uma importância ao estado de presença e conexão, e contenção de gastos. A indústria, atenta a esse movimento, tem investido em bebidas não alcoólicas com design e sabor sofisticados, como os chamados “mocktails” e cervejas sem álcool. “Nossa pesquisa mostra que, diante deste cenário, 48% das pessoas frequentam menos bares, pubs, casas de shows, danceterias, clubes, casas noturnas ou baladas. Vimos também um recente movimento global de experiência diurnas movidas a bebidas não alcoólicas, como as
coffee parties, com festas com DJ e música, em cafeterias, que ocorrem durante o dia”, explica.

 

 

Uso de medicações também reflete nos hábitos de consumo 

Pela primeira vez, o levantamento também quis saber se o consumidor ou alguém próximo está atualmente utilizando medicamentos para redução de peso ou apetite. Neste quesito, a pesquisa mostra que 22% conhecem ou estão usando, número que sobe para 32% na classe A. Para analisar essa questão mais a fundo, em caso positivo, houve a pergunta sobre quais mudanças de hábito alimentar foram observadas nos usuários após o início da medicação. Neste caso, 62% observaram uma redução significativa no apetite, levando a menor ingestão de alimentos, 55% diminuição do desejo por alimentos específicos, como doces, frituras ou bebidas alcoólicas, e 42% afirmaram que observaram a introdução de alimentos mais saudáveis na dieta diária.



"A mudança clara no comportamento alimentar de quem utiliza medicamentos para redução de peso ou de apetite pode ser observada em nossas pesquisas no Brasil, e em pesquisas feitas em outros países. As pessoas que usam esses medicamentos estão mudando a relação com a comida de emocional para uma relação mais funcional, com foco em maior quantidade de aporte nutricional, proteínas e fibras. Além disso, a preferência por porções menores tem sido demonstrada. Vemos um movimento claro em desenvolver opções para essas necessidades na indústria de alimentos, chegando também no foodservice", indica Simone Galante.

Para a CEO da GALUNION, essa virada no estilo de vida reflete uma sociedade mais conectada com o autocuidado. “Além dos dados já mencionados, a busca por opções saudáveis no foodservice é algo relevante para 40% dos consumidores de forma geral e para mais da metade dos consumidores da classe A, segundo dados da nossa pesquisa de agosto. Enquanto algumas dessas mudanças foram aceleradas pela pandemia da COVID-19, que escancarou a importância da saúde preventiva, o que se vê agora é um novo padrão que veio para ficar. O consumo consciente chegou definitivamente ao prato, ao copo e à rotina de milhares de brasileiros”, conclui.


Beta-talassemia – Consulta Pública

 Mesmo com avanços, pacientes com beta-talassemia enfrentam desafios no acesso a inovações no tratamento  

Consulta Pública do Ministério da Saúde pode ser passo decisivo para incorporar nova terapia no SUS 
 

Imagine precisar receber transfusões de sangue a cada 14 ou 21 dias e, em função disso, cancelar compromissos, faltar ao trabalho, deixar de participar de momentos importantes com a família. Essa é a realidade de muitas pessoas diagnosticadas com as formas mais graves da beta-talassemia, doença genética ultrarrara que compromete a produção da hemoglobina e exige transfusões regulares de sangue, frequentemente desde a infância e por toda a vida. 

Apesar dos avanços médicos nas últimas décadas, os desafios para esses pacientes ainda são significativos. Segundo a Associação Brasileira de Talassemia (ABRASTA), ​​aproximadamente 64% dos pacientes com a condição no Brasil dependem exclusivamente do Sistema Único de Saúde (SUS) para receber cuidados essenciais1. Isso inclui, além das transfusões, o uso contínuo de terapias quelantes de ferro para evitar danos a órgãos vitais em decorrência do acúmulo de ferro que é exacerbado pelas transfusões regulares2, 3. 

O Ministério da Saúde abriu nesta terça-feira (30) uma Consulta Pública para avaliar a incorporação do luspatercepte no SUS, a primeira e única nova terapia aprovada para beta-talassemia em mais de 10 anos3, 4. As contribuições podem ser feitas até 19 de janeiro, no endereço: https://brasilparticipativo.presidencia.gov.br/processes/consultas-publicas-conitec/f/2440/ 

Trata-se de uma terapia que, segundo estudos clínicos, é capaz de reduzir significativamente a necessidade de transfusões em pacientes com beta-talassemia dependente de transfusão (DT). Essa redução contribui para aliviar o fardo psicossocial e econômico enfrentado por pacientes e cuidadores, além de minimizar os riscos e desafios relacionados ao manejo da anemia e sobrecarga de ferro. Como resultado, há potencial de melhorar a qualidade de vida e atingimento dos objetivos clínicos. 5, 6   

“A rotina desses pacientes envolve internações frequentes, monitoramento constante e risco de complicações cardíacas, hepáticas e endócrinas. É um fardo físico, emocional e financeiro tanto para as famílias quanto para o sistema público”, explica Égyla Cavalcante, gerente médica de hematologia da Bristol Myers Squibb Brasil.
 

Entenda a doença 

A beta-talassemia é uma condição hereditária que afeta a produção da hemoglobina, proteína responsável por transportar oxigênio no sangue7. Quando essa produção é deficiente, o corpo sofre com quadros de anemia crônica, que podem variar de leves a graves, dependendo da mutação genética. 

Hoje, a classificação da doença é feita conforme a necessidade transfusional: pacientes que dependem regularmente de transfusões (forma DT) e os que não dependem (forma NDT)8. 

No Brasil, dados do sistema Hemovida, do Ministério da Saúde, registram mais de 1,2 mil pessoas diagnosticadas com beta-talassemia, sendo 592 pessoas com as formas mais graves. A condição é considerada ultrarrara no país1.
 

O papel da Consulta Pública 

A Consulta Pública que será conduzida pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) permitirá que pacientes, familiares, médicos, outros profissionais da saúde e a sociedade em geral contribuam com suas opiniões sobre a possível oferta do luspatercepte na rede pública. 

Essa participação será fundamental para demonstrar o impacto real da doença na vida das pessoas reforçar a importância da disponibilização de terapias inovadoras que já estão aprovadas e em uso em outros países. 

“A ciência avançou, e é fundamental que o Brasil acompanhe essas transformações. A Consulta Pública será uma oportunidade para ouvirmos quem convive com a beta-talassemia todos os dias”, afirma a Dra. Cavalcante. 

Além de aliviar a rotina exaustiva de transfusões, a incorporação de novas terapias pode desonerar o sistema de saúde e permitir que pacientes tenham mais autonomia, reduzindo a necessidade de hospitalizações. 

 

Bristol Myers Squibb (BMS)  

 

Referências:  

  1. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE TALASSEMIA. Números da beta-talassemia no Brasil: Uma análise a partir do cadastro de pacientes da Associação Brasileira de Talassemia (Abrasta). Disponível em: https://abrasta.org.br/noticias/2024/12/numeros-da-beta-talassemia-no-brasil-uma-analise-a-partir-do-cadastro-de-pacientes-da-associacao-brasileira-de-talassemia-abrasta. Acesso em: 22 abr. 2025. 
  2. Taher AT, Cappellini MD. Luspatercept for β-thalassemia: beyond red blood cell transfusions. Expert Opin Biol Ther. 2021 Nov;21(11):1363-1371.  
  3. Taher AT, Farmakis D, Porter JB, Cappellini MD, Musallam KM. Guidelines for the management of transfusion dependent beta-thalassaemia (TDT). In: (TIF) TIF, ed.2025. 
  4. BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Pareceres públicos sobre substâncias. Luspatercepte. Brasília: ANVISA, 2025. Disponível em: https://consultas.anvisa.gov.br/#/pareceres/q/?substancia=30672. Acesso em: 22 maio 2025. 
  5. PIGA, A.; PERROTTA, S.; GAMBERINI, M. R.; VOSKARIDOU, E.; MELPIGNANO, A.; FILOSA, A.; CARUSO, V.; PIETRANGELO, A.; LONGO, F.; TARTAGLIONE, I.; BORGNA-PIGNATTI, C.; ZHANG, X.; LAADEM, A.; SHERMAN, M. L.; ATTIE, K. M. Luspatercept improves hemoglobin levels and blood transfusion requirements in a study of patients with β-thalassemia. Blood, [s. l.], v. 133, n. 12, p. 1279-1289, 21 mar. 2019. DOI: 10.1182/blood-2018-10-879247. Disponível em: https://doi.org/10.1182/blood-2018-10-879247. Acesso em: 31 out. 2025.
  6. EUROPEAN MEDICINES AGENCY. Reblozyl: EPAR – Product Information. Londres: EMA, 2020. Disponível em: https://www.ema.europa.eu/en/medicines/human/EPAR/reblozyl. Acesso em: 10 abr. 2025. 
  7. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE TALASSEMIA. O que é Talassemia. Disponível em: Link. Acesso em 22 abr. 2025. 
  8. TUO, Yuanyuan; LI, Yang; LI, Yan; MA, Jianjuan; YANG, Xiaoyan; WU, Shasha; JIN, Jiao; HE, Zhixu. Global, regional, and national burden of thalassemia, 1990–2021: a systematic analysis for the global burden of disease study 2021. EClinicalMedicine, [S.l.], v. 72, p. 102619, 6 maio 2024. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC11090906/. Acesso em: 10 abr. 2025. 


Viajar com idosos nas férias: cuidados essenciais para uma temporada segura e tranquila

Especialista reúne orientações práticas para garantir conforto, segurança e bem-estar dos idosos durante as viagens.

 

Com a chegada do período de festas e férias, muitas famílias começam a organizar viagens e passeios prolongados. Para quem vai viajar com idosos, esse momento exige atenção redobrada. Nesse sentido, planejamento é peça-chave para garantir uma experiência tranquila, segura e prazerosa para todos.


De acordo com a professora de Geriatria da Afya Vitória, Karoline Fiorotti, antes mesmo de pegar a estrada ou embarcar no avião, é importante revisar questões básicas de saúde. “A primeira etapa é conferir o uso correto dos medicamentos, garantindo que nada será esquecido e que as doses serão mantidas no horário habitual durante a viagem”, explica Fiorotti. Ela reforça que a rotina medicamentosa não deve ser interrompida, especialmente em idosos com doenças crônicas.


Outro ponto essencial é a hidratação. Durante viagens longas, muitas pessoas, especialmente os mais velhos, tendem a beber menos água. “O idoso muitas vezes não sente sede com tanta intensidade, mas precisa manter a hidratação para evitar tonturas, quedas de pressão e mal-estar”, alerta a professora.


A postura durante o trajeto também merece cuidado. Passar longos períodos sentado, em pé ou em posições desconfortáveis aumenta o risco de inchaço nas pernas, dor lombar e até trombose. Por isso, a geriatra orienta que o roteiro inclua paradas estratégicas para movimentação, alongamento e descanso. Escolher destinos e horários que reduzam o cansaço, evitando calor extremo e tráfego intenso,  também contribui para uma viagem mais leve.


A geriatra destaca ainda a importância de observar sinais de alerta, como tontura, falta de ar, dor no peito, sonolência excessiva, desorientação ou inchaço persistente nas pernas. Caso algum desses sintomas apareça, a recomendação é interromper a viagem e buscar avaliação médica.

 

 

8 Dicas da geriatra para viajar com idosos: 

1.Revise todos os medicamentos, organize-os em caixas semanais e leve tanto as medicações de uso diário quanto as sintomáticas, como analgésicos, antialérgicos e remédios para náuseas. Garanta quantidade suficiente para toda a viagem, com uma pequena sobra para imprevistos. Transporte tudo na bagagem de mão, junto das receitas atualizadas, e inclua itens básicos de primeiros socorros, como curativos e antissépticos.

 

2.Estimule a hidratação: ofereça água regularmente durante todo o trajeto e carregue sempre uma garrafa de água com vocês. 

 

3.Planeje paradas para descanso e movimentação: a cada 1h a 2 horas de viagem, programe paradas se estiver viajando de carro ou estimule o idoso a levantar-se e caminhar pelo corredor (do avião, ônibus ou trem), se possível, para ativar a circulação e prevenir trombose.

 

4.Evite horários de calor intenso e trajetos muito longos: priorize ambientes frescos e confortáveis e trajetos não muito longos. Respeite os limites do idoso e observe os sinais de cansaço.

 

5.Fique atento a sinais de alerta como tontura, falta de ar e inchaço nas pernas: procure ajuda médica se necessário. Idosos com demência podem ficar mais confusos  e ansiosos fora do seu ambiente habitual. Mantenha uma rotina a mais próxima do habitual possível para promover segurança e bem-estar.

 

6.Cheque a carteira de vacinação: veja  se a mesma está atualizada e se existe alguma recomendação para o local onde irão viajar

 

7.Atenção ao local de hospedagem: no local de hospedagem durante a viagem, evite tapetes soltos, fios pelo caminho e outros objetos que possam aumentar o risco de queda.

 

8.Roupas leves e proteção solar: nos dias quentes, a escolha de roupas leves, arejadas e de tecidos naturais, como algodão e linho, ajuda a manter o corpo dos idosos mais fresco, reduzindo o risco de superaquecimento. Da mesma forma, o uso diário de protetor solar com fator de proteção adequado é fundamental para evitar queimaduras e proteger a pele, que tende a ser mais sensível com o envelhecimento. Aplicar o produto antes de sair de casa e reaplicar ao longo do dia, especialmente após suor excessivo, garante uma proteção mais eficaz durante as atividades ao ar livre.

 

A geriatra da Afya reforça que com cuidados simples e atenção às necessidades específicas da pessoa idosa, viajar pode ser uma oportunidade valiosa de convivência, lazer e criação de novas memórias familiares. “Com planejamento e respeito ao ritmo do idoso, toda a família pode aproveitar o período com tranquilidade e bem-estar”, conclui a professora.




Afya
www.afya.com.br
ir.afya.com.br


Acupuntura médica: conheça os benefícios em diferentes situações clínicas

Para pacientes com diabetes, psoríase e até mesmo para alívio das cólicas menstruais, a acupuntura tem resultados promissores 

 

A acupuntura, prática milenar reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), tem conquistado espaço cada vez maior dentro da medicina moderna, por seu potencial de promover equilíbrio e bem-estar em diferentes condições de saúde. No entanto, especialistas alertam: os benefícios só são alcançados de forma segura quando o procedimento é realizado por médicos devidamente habilitados, capazes de avaliar o paciente de maneira integral. 

É essencial que o profissional que realiza acupuntura tenha formação médica, pois muitos sintomas tratados com a técnica podem estar relacionados a doenças muitas vezes graves, que precisam ser diagnosticadas e tratadas adequadamente. Caso contrário, há risco de mascarar sinais importantes, retardar o início de tratamentos e agravar problemas sérios. 

A seguir, o Dr. André Horcajo Agostinetti, médico neurologista infantil, especialista em Acupuntura e professor da Fundação Brasileira de Acupuntura (FAMBA), dá alguns exemplos de como a acupuntura pode atuar como terapia complementar em diferentes situações clínicas.

 

Diabetes Mellitus tipo 2 

A acupuntura tem mostrado resultados promissores no manejo do Diabetes Mellitus tipo 2, especialmente por seu impacto sobre o controle glicêmico e marcadores inflamatórios. 

“A estimulação de pontos específicos pode reduzir significativamente os níveis de glicose de jejum, glicose pós-prandial e hemoglobina glicada (HbA1c)”, explica o Dr. Agostinetti. 

Além de favorecer o equilíbrio metabólico, a técnica auxilia na diminuição de citocinas pró-inflamatórias e na melhora da resistência insulínica, contribuindo para o controle da doença e a redução do estresse.

 

Disfunção Temporomandibular (DTM)

A DTM é uma condição dolorosa e multifatorial que afeta a articulação da mandíbula. 

“A acupuntura tem eficácia comparável às terapias convencionais, como placas oclusais e fisioterapia, no alívio da dor e na melhora da função mandibular”, afirma o médico.

A técnica promove o relaxamento muscular e estimula neurotransmissores como serotonina e endorfina, responsáveis pela sensação de bem-estar.

 

Psoríase 

A psoríase é uma doença autoimune crônica da pele que pode ser abordada pela acupuntura, que atua na regulação imunológica e redução da inflamação. Estudos indicam melhora nos sintomas cutâneos e no índice de gravidade da doença (PASI) após sessões regulares. 

“Sob a ótica da Medicina Tradicional Chinesa, a psoríase está relacionada à desarmonia entre o Qi e o Sangue. A acupuntura ajuda a restaurar esse equilíbrio, trazendo conforto e melhora na qualidade de vida”, comenta o Dr. Agostinetti.

 

Dismenorreia (cólicas menstruais) 

A dismenorreia é uma das indicações mais estudadas da acupuntura, melhorando o fluxo sanguíneo uterino, reduzindo substâncias pró-inflamatórias e favorecendo o equilíbrio emocional. 

“A técnica estimula a liberação de endorfinas e modula áreas cerebrais envolvidas na percepção da dor, proporcionando alívio significativo das cólicas menstruais”, explica o especialista.

 

Uso responsável e acompanhamento médico 

Apesar dos reconhecidos benefícios, a acupuntura sem avaliação médica pode trazer riscos. 

“É fundamental compreender que a acupuntura não substitui o tratamento médico tradicional, mas o complementa. Quando aplicada por um profissional habilitado, pode trazer ganhos expressivos em saúde e qualidade de vida. Mas quando feita por pessoas sem formação adequada, pode atrasar diagnósticos e agravar condições clínicas”, reforça o Dr. Agostinetti.

 

FAMBA 

Com quase 40 anos de tradição na formação em acupuntura, a FAMBA oferece conteúdos exclusivos e atualizados, além de cursos voltados à capacitação prática e teórica de médicos. 

Também são ministrados cursos de especialização em acupuntura, com duração de dois anos, voltados à prova para a especialidade pela Associação Médica Brasileira / Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura. Já são mais de mil médicos capacitados pela instituição, que segue transformando carreiras e fortalecendo a Acupuntura Médica no Brasil.

 

https://famba.org.br/


Principais cuidados com os alimentos no verão

 Especialista orienta sobre como evitar doenças gastrointestinais durante a estação mais quente do ano

 

Com as altas temperaturas do verão, os cuidados com a alimentação devem ser redobrados. O calor favorece a proliferação de microrganismos e pode acelerar a deterioração dos alimentos, aumentando o risco de infecções e intoxicações alimentares. 

A gastroenterologista do Hospital Icaraí, Dra. Márcia Moreira Rocha do Canto (CRM 52.654949), destaca que a forma correta de armazenamento, conservação e manipulação dos alimentos é fundamental para prevenir doenças gastrointestinais. A especialista reuniu cinco orientações essenciais para essa época do ano:

 

1. Armazenamento e conservação 

Alimentos perecíveis devem ser mantidos sob refrigeração, em temperaturas abaixo de 5 °C. 

Preparações quentes devem permanecer acima de 60 °C até o momento do consumo. 

Evite deixar alimentos prontos em temperatura ambiente por mais de 1 a 2 horas — ou apenas 1 hora em dias muito quentes. 

“Nunca recongele alimentos que já foram descongelados”, alerta a médica. 

 

2. Higiene e manipulação 

Lave bem as mãos antes de preparar ou consumir alimentos. 

Higienize frutas, verduras e legumes com água potável e solução sanitizante adequada. 

Evite a contaminação cruzada: utensílios e superfícies usados para carnes cruas não devem entrar em contato com alimentos prontos para consumo. 

 

3. Atenção especial aos alimentos de maior risco 

Carnes, aves e peixes devem estar bem cozidos, sem partes cruas. 

Ovos devem ser totalmente cozidos; evite preparações com ovos crus. 

“Maioneses, molhos e cremes precisam ser mantidos sob refrigeração e, sempre que possível, devem ser evitados em ambientes como a praia”, reforça a especialista.

 

Alimentos que devem ser evitados no verão

Maionese caseira, mousses e sobremesas com ovos crus. 

Frutos do mar crus ou malcozidos, como ostras e mariscos. 

Carnes malpassadas sem garantia de procedência. 

Leite e derivados não pasteurizados. 

Alimentos vendidos sem refrigeração adequada ou controle sanitário. 

O que evitar consumir em praias e piscinas

Alimentos expostos ao sol por longos períodos. 

Produtos vendidos por ambulantes sem condições adequadas de higiene e refrigeração. 

Água de procedência desconhecida — dê preferência à água mineral lacrada.

  

Gelo de origem duvidosa. 

Sucos naturais preparados com água não tratada. 

 

Principais doenças gastrointestinais no verão 

Durante o verão, aumentam os casos de:gastroenterites bacterianas, causadas por Salmonella, Escherichia coli e Campylobacter. 

Intoxicações alimentares por toxinas bacterianas, como Staphylococcus aureus e Bacillus cereus. 

Infecções virais, como norovírus e rotavírus. 

Hepatite A, relacionada ao consumo de água e alimentos contaminados. 

Parasitoses intestinais, especialmente em regiões com saneamento inadequado.

  

Quando procurar atendimento médico? 

É fundamental buscar avaliação médica diante de diarreia persistente ou com sangue, vômitos intensos, febre alta, dor abdominal intensa ou sinais de desidratação, especialmente em crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas. 

“Essas orientações simples têm grande impacto na prevenção de complicações gastrointestinais comuns no verão”, conclui a gastroenterologista.

 

 

Pediatra enumera 5 dicas para proteger as crianças do calor excessivo do verão  

O verão tem sido marcado por fortes ondas de calor, com sensação térmica chegando a 40°C, o que pode trazer questões de saúde para as crianças, como desidratação, queimaduras e problemas gastrointestinais.  

Segundo o pediatra Dr. Gabriel Farias da Cruz do Hospital Icaraí, em Niterói, a recomendação médica é de atenção especial diante de temperaturas tão elevadas e de tanto calor. 

“É importante beber bastante líquido, fazer o uso do protetor solar indicado para a idade da criança e manter a hidratação corretamente, além da alimentação equilibrada”, explica o médico que também é membro titular da Sociedade Brasileira de Pediatria.

 

A seguir, o especialista separou algumas dicas:  

1 - É necessário priorizar locais fora da incidência direta dos raios solares (sombras), evitar o período crítico de exposição ao sol (das 10h às 16h) e utilizar protetor solar (o recomendado é de FPS 30+).

 

2 - A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda que seja utilizado o protetor solar a partir dos 6 meses, lembrando sempre de atentar-se para as especificações e escolhendo produtos de uso infantil e hipoalergênicos. 

 

3 - É necessário manter a criança sempre hidratada, de preferência com água. É adequado também priorizar alimentos leves, frutas e sucos naturais. 

 

4 - As frutas são bastante ricas em água e eletrólitos, podendo sim contribuir para a hidratação das crianças. Os sorvetes também contribuem para a taxa hídrica diária (quantidade total de líquidos ingeridos ao longo do dia), porém esses produtos podem conter ingredientes não tão adequados como: açúcares em excesso e corantes. É interessante dar preferência aos picolés naturais da fruta. 

 

5 - Vale lembrar também que no verão é muito importante proteger as crianças da exposição a insetos, já que é uma época em que aumenta o número de arboviroses (doenças causadas por insetos, como a dengue, por exemplo). Além disso, qualquer sinal como febre, dor no corpo, vômitos, diarreia e hipoatividade (quando a criança fica mais quietinha, sonolenta), merece avaliação médica. 

 

“Vamos cuidar bem das nossas crianças e aproveitar o que tem de melhor na estação mais esperada do ano, que é o verão”, diz o médico. 

  

Gabriel Farias da Cruz - pediatra do Hospital Icaraí e membro titular da Sociedade Brasileira de Pediatria. CRM: 5291848-2 | RQE 42992

 

Retrospectiva IA 2025 - O Ano em que a Inteligência Artificial se Tornou Onipresente

De mega-aquisições como a da Manus pela Meta a investimentos governamentais na Intel, 2025 consolidou a IA como o principal campo de batalha tecnológico e econômico do século XXI, segundo o especialista Wilson Silva.

 

O ano de 2025 será lembrado como o período em que a Inteligência Artificial deixou de ser uma promessa futurista para se consolidar como uma força transformadora em todos os setores da economia e da sociedade. Com investimentos que ultrapassaram a marca de US$ 84 bilhões apenas nos 10 maiores mega-rounds [1], a IA generativa, os agentes autônomos e a infraestrutura de supercomputação dominaram as manchetes e redefiniram as fronteiras da inovação.

 

A Corrida Armamentista dos Modelos Fundacionais

O ano foi marcado por uma intensa competição entre as gigantes da tecnologia para desenvolver modelos de linguagem cada vez mais poderosos. A OpenAI, avaliada em US$ 300 bilhões após um aporte de US$ 40 bilhões liderado pelo SoftBank, lançou o GPT-4.5, enquanto a Anthropic, com seu valuation de US$ 183 bilhões, e a xAI de Elon Musk, avaliada em US$ 200 bilhões, não ficaram para trás, lançando o Claude 3 e o Grok 4, respectivamente [1]. 

"O que vimos em 2025 não foi apenas uma evolução, mas uma revolução na capacidade de processamento e raciocínio das IAs. Elas se tornaram mais rápidas, mais baratas e, acima de tudo, mais inteligentes, abrindo caminho para aplicações que antes eram consideradas ficção científica", afirma Wilson Silva, Mestre em Gestão de Negócios pela FIA e Coordenador do MBA em Marketing e IA da Faculdade Impacta.


A Ascensão dos Agentes Autônomos e a IA Física

Se 2024 foi o ano dos chatbots, 2025 foi o ano dos agentes de IA. A aquisição da startup de agentes autônomos Manus pela Meta por mais de US$ 2 bilhões [2] sinalizou uma mudança de paradigma: a IA agora pode executar tarefas complexas de ponta a ponta, desde a pesquisa e planejamento até a execução em softwares e sistemas.

Paralelamente, a "IA Física" ganhou tração com o Project Prometheus de Jeff Bezos, focado em engenharia e manufatura, e os investimentos da SoftBank em robótica e infraestrutura física, como a aquisição da DigitalBridge por US$ 4 bilhões [2].


O Ecossistema de IA se Expande: Segurança, Defesa e Ferramentas

O ecossistema de IA amadureceu, com o surgimento de empresas focadas em nichos estratégicos. A seguir, alguns dos destaques:

 

Segurança de IA: 

Empresa Destaque: Safe Superintelligence

Fato Relevante: Fundada por Ilya Sutskever, co-fundador da OpenAI, com foco em segurança.

 

Defesa: 

Empresa Destaque: Anduril

Fato Relevante: Unicórnio de tecnologia de defesa que dobrou sua receita para US$ 1 bilhão.

 

Ferramentas para Devs: 

Empresa Destaque: Anysphere (Cursor)

Fato Relevante: Atingiu valuation de US$ 29,3 bilhões com seu editor de código baseado em IA.

2026: O Ano da Governança e da Adoção em Massa

Para Wilson Silva, 2026 será o ano em que a governança de IA e a adoção em massa se tornarão os temas centrais. "Com o poder vem a responsabilidade. A discussão sobre ética, regulação e o impacto social da IA será ainda mais intensa. Ao mesmo tempo, as empresas que não integrarem a IA em suas estratégias de negócio ficarão para trás de forma irreversível", conclui.

  


Wilson Silva -Mestre em Gestão de Negócios pela FIA, Coordenador Acadêmico do MBA em Marketing e Inteligência Artificial da Faculdade Impacta, Professor de Growth Marketing da ESPM e fundador da WS Labs, empresa especializada em soluções de IA e Marketing. É palestrante sobre IA e Marketing, tendo atuado em grandes eventos como o Web Summit Rio e o AI Brasil Experience. É uma das principais vozes sobre a intersecção entre IA e negócios no Brasil.

 


Referências

[1]: TechFundingNews. "$84B story: The 10 AI mega-rounds that defined 2025." Acessado em 31 de dezembro de 2025. https://techfundingnews.com/openai-anthropic-xai-ai-funding-trends-2025/

[2]: Business Insider. "9 Deals That Defined the Year in AI, Ranked by Dollar Value." Acessado em 31 de dezembro de 2025. https://www.businessinsider.com/biggest-ai-deals-acquisitions-of-the-year-2025-12


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