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sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Principais cuidados com os alimentos no verão

 Especialista orienta sobre como evitar doenças gastrointestinais durante a estação mais quente do ano

 

Com as altas temperaturas do verão, os cuidados com a alimentação devem ser redobrados. O calor favorece a proliferação de microrganismos e pode acelerar a deterioração dos alimentos, aumentando o risco de infecções e intoxicações alimentares. 

A gastroenterologista do Hospital Icaraí, Dra. Márcia Moreira Rocha do Canto (CRM 52.654949), destaca que a forma correta de armazenamento, conservação e manipulação dos alimentos é fundamental para prevenir doenças gastrointestinais. A especialista reuniu cinco orientações essenciais para essa época do ano:

 

1. Armazenamento e conservação 

Alimentos perecíveis devem ser mantidos sob refrigeração, em temperaturas abaixo de 5 °C. 

Preparações quentes devem permanecer acima de 60 °C até o momento do consumo. 

Evite deixar alimentos prontos em temperatura ambiente por mais de 1 a 2 horas — ou apenas 1 hora em dias muito quentes. 

“Nunca recongele alimentos que já foram descongelados”, alerta a médica. 

 

2. Higiene e manipulação 

Lave bem as mãos antes de preparar ou consumir alimentos. 

Higienize frutas, verduras e legumes com água potável e solução sanitizante adequada. 

Evite a contaminação cruzada: utensílios e superfícies usados para carnes cruas não devem entrar em contato com alimentos prontos para consumo. 

 

3. Atenção especial aos alimentos de maior risco 

Carnes, aves e peixes devem estar bem cozidos, sem partes cruas. 

Ovos devem ser totalmente cozidos; evite preparações com ovos crus. 

“Maioneses, molhos e cremes precisam ser mantidos sob refrigeração e, sempre que possível, devem ser evitados em ambientes como a praia”, reforça a especialista.

 

Alimentos que devem ser evitados no verão

Maionese caseira, mousses e sobremesas com ovos crus. 

Frutos do mar crus ou malcozidos, como ostras e mariscos. 

Carnes malpassadas sem garantia de procedência. 

Leite e derivados não pasteurizados. 

Alimentos vendidos sem refrigeração adequada ou controle sanitário. 

O que evitar consumir em praias e piscinas

Alimentos expostos ao sol por longos períodos. 

Produtos vendidos por ambulantes sem condições adequadas de higiene e refrigeração. 

Água de procedência desconhecida — dê preferência à água mineral lacrada.

  

Gelo de origem duvidosa. 

Sucos naturais preparados com água não tratada. 

 

Principais doenças gastrointestinais no verão 

Durante o verão, aumentam os casos de:gastroenterites bacterianas, causadas por Salmonella, Escherichia coli e Campylobacter. 

Intoxicações alimentares por toxinas bacterianas, como Staphylococcus aureus e Bacillus cereus. 

Infecções virais, como norovírus e rotavírus. 

Hepatite A, relacionada ao consumo de água e alimentos contaminados. 

Parasitoses intestinais, especialmente em regiões com saneamento inadequado.

  

Quando procurar atendimento médico? 

É fundamental buscar avaliação médica diante de diarreia persistente ou com sangue, vômitos intensos, febre alta, dor abdominal intensa ou sinais de desidratação, especialmente em crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas. 

“Essas orientações simples têm grande impacto na prevenção de complicações gastrointestinais comuns no verão”, conclui a gastroenterologista.

 

 

Pediatra enumera 5 dicas para proteger as crianças do calor excessivo do verão  

O verão tem sido marcado por fortes ondas de calor, com sensação térmica chegando a 40°C, o que pode trazer questões de saúde para as crianças, como desidratação, queimaduras e problemas gastrointestinais.  

Segundo o pediatra Dr. Gabriel Farias da Cruz do Hospital Icaraí, em Niterói, a recomendação médica é de atenção especial diante de temperaturas tão elevadas e de tanto calor. 

“É importante beber bastante líquido, fazer o uso do protetor solar indicado para a idade da criança e manter a hidratação corretamente, além da alimentação equilibrada”, explica o médico que também é membro titular da Sociedade Brasileira de Pediatria.

 

A seguir, o especialista separou algumas dicas:  

1 - É necessário priorizar locais fora da incidência direta dos raios solares (sombras), evitar o período crítico de exposição ao sol (das 10h às 16h) e utilizar protetor solar (o recomendado é de FPS 30+).

 

2 - A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda que seja utilizado o protetor solar a partir dos 6 meses, lembrando sempre de atentar-se para as especificações e escolhendo produtos de uso infantil e hipoalergênicos. 

 

3 - É necessário manter a criança sempre hidratada, de preferência com água. É adequado também priorizar alimentos leves, frutas e sucos naturais. 

 

4 - As frutas são bastante ricas em água e eletrólitos, podendo sim contribuir para a hidratação das crianças. Os sorvetes também contribuem para a taxa hídrica diária (quantidade total de líquidos ingeridos ao longo do dia), porém esses produtos podem conter ingredientes não tão adequados como: açúcares em excesso e corantes. É interessante dar preferência aos picolés naturais da fruta. 

 

5 - Vale lembrar também que no verão é muito importante proteger as crianças da exposição a insetos, já que é uma época em que aumenta o número de arboviroses (doenças causadas por insetos, como a dengue, por exemplo). Além disso, qualquer sinal como febre, dor no corpo, vômitos, diarreia e hipoatividade (quando a criança fica mais quietinha, sonolenta), merece avaliação médica. 

 

“Vamos cuidar bem das nossas crianças e aproveitar o que tem de melhor na estação mais esperada do ano, que é o verão”, diz o médico. 

  

Gabriel Farias da Cruz - pediatra do Hospital Icaraí e membro titular da Sociedade Brasileira de Pediatria. CRM: 5291848-2 | RQE 42992

 

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