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quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

Saúde digital: consultas online vão de 200 mil para 3 milhões em 5 anos, mostra primeiro indicador da parceria entre Serasa Experian e Saúde Digital Brasil (SDB)

·  Iniciativa revela dados consolidados sobre telemedicina entre 2020 e 2025 e inaugura uma nova era de transparência, gestão e visão estratégica na saúde brasileira

·    Número de atendimentos remotos cresceu 15 vezes


·    72% das consultas são resolvidas e finalizadas no ambiente digital 

·    Clínico geral e Psiquiatria estão entre as especialidades mais buscadas  

 

O Brasil passa a ter, pela primeira vez, um retrato oficial e transparente do uso da telemedicina no país. A Saúde Digital Brasil (SDB) e a Serasa Experian lançam o Painel de Indicadores da Saúde Digital, a primeira base nacional com dados consolidados de atendimentos digitais entre 2020 e 2025. Confira o painel na íntegra pelo link: https://saudedigitalbrasil.com.br/painel-de-indicadores/

 

De acordo com os primeiros resultados do painel, o número de atendimentos remotos saltou de 200 mil em 2020 para mais de 3,1 milhões em 2025, totalizando quase 8 milhões de consultas digitais realizadas no período. O painel também revela que 98% dos atendimentos aconteceram por vídeo, consolidando a telemedicina como uma prática segura, humana e acessível.

 

Além disso, os dados do novo indicador também revelaram que 72% das consultas são resolvidas e finalizadas no ambiente digital, fator que evidencia toda a eficácia da medicina à distância. Ainda nesse recorte, 36% dos atendimentos geram solicitações de exame aos pacientes, 26% são capazes de emitir atestados quando necessário, 15% prescrevem medicações controladas e apenas 6% terminam com encaminhamento para outra especialidade ou médico presencial. 

 

“A criação desse painel é um marco histórico de maturidade e credibilidade para o mercado de saúde digital no país. Tem como objetivo fornecer dados inéditos do setor e o Brasil passa a ter acesso a uma fotografia clara, validada e segura sobre o comportamento e os resultados dos atendimentos médicos digitais, que vai munir iniciativas pública e privada com informações essenciais que podem dar embasamento para priorização de investimento, desenvolvimento e governança de projetos voltados à saúde, um setor que cresceu exponencialmente nos últimos cinco anos e para o qual informação de qualidade e tecnologia são fundamentais para sustentar esse crescimento”, afirma Carlos Pedrotti, presidente da Saúde Digital Brasil.

 

Transparência inédita para o ecossistema da saúde

Desenvolvido pela Serasa Experian, o painel foi criado a partir do processamento e padronização técnica de bases de dados enviadas por empresas privadas que oferecem serviços de saúde digital, incluindo serviços prestados à saúde privada e pública via SUS. Todos os dados anonimizados foram validados pela datatech e tratados em ambiente seguro, sem coleta de informações sensíveis de pacientes, médicos ou instituições.

 

Para Valdemir Bertolo, CEO da Serasa Experian, a criação do painel inaugura uma nova etapa de governança e transparência no uso de dados no setor de saúde:

 

“A digitalização da saúde se tornou um pilar fundamental para garantir acesso, eficiência e qualidade no cuidado, principalmente em contextos que necessitam do acesso rápido aos profissionais e da ampliação da oferta em regiões com menor capilaridade presencial. Como uma datatech, que atua com dados, tecnologia e inteligência analítica para otimizar a tomada de decisão, trabalhamos no desenvolvimento desse painel a fim de embasar análises do setor de saúde que podem indicar tendências de comportamento e usabilidade. Esse tipo de aplicação tecnológica, que transforma insights em movimentações relevantes dentro do segmento, é o que nos move no sentido da inovação, da democratização da saúde no Brasil e da construção de um futuro melhor para todos”. 

 

A telemedicina segue em expansão por todo o Brasil, se consolidando como uma das principais ferramentas para ampliar o acesso e a continuidade do cuidado em saúde. O relatório idealizado pela SDB e desenvolvido pela Serasa Experian também revela dados demográficos sobre a ferramenta proporcionais à população de cada Estado frente ao número de habitantes. Veja abaixo as TOP5 regiões que mais realizaram consultas digitais ao longo dos últimos anos:  

 


Como o painel ajuda a transformar a saúde no Brasil

O Painel de Indicadores da Saúde Digital consolida diretrizes sobre ética, segurança da informação, interoperabilidade e humanização no cuidado digital. Ele permitirá compreender quem utiliza a telemedicina, em que regiões, quais especialidades são mais demandadas, o tempo de atendimento e os desfechos clínicos, criando um retrato robusto e tecnicamente validado do setor.

 

Ainda de acordo com o painel, algumas das especialidades médicas mais buscadas pelos brasileiros são a de Clínico geral, Clínica Médica (médico especializado em diagnósticos e medicações mais completas) e Psiquiatria. A Medicina da Família, a Ginecologia e a Pediatria, entre outros, também têm forte procura.

 

Confira no gráfico a seguir as 10 principais especialidades de consultas realizadas:

 


Evento de lançamento

O Painel de Indicadores da Saúde Digital será apresentado oficialmente ao mercado em um evento exclusivo no dia 3 de dezembro, na sede da Serasa Experian, em São Paulo, e que contará com a presença de autoridades do setor, representantes de empresas de tecnologia e saúde, além de lideranças governamentais e acadêmicas, em um debate sobre o futuro da telessaúde e a importância dos dados para políticas públicas baseadas em dados.


 

Metodologia 


Os dados desta primeira edição abrangem o período de 2020 a 2025 e foram enviados em remessa única e anonimizada pelas empresas participantes, seguindo etapas de upload em plataforma segura pela Serasa Experian. A SDB não recebeu e nem manipulou as bases individualizadas. A Serasa Experian conduziu o processamento, a validação técnica e a padronização dos dados. Nenhum dado sensível foi coletado e não há identificação de empresas, pacientes ou profissionais. 

 

Sobre a Saúde Digital Brasil


Criada em 2020, a Saúde Digital Brasil (SDB) é a entidade que representa o setor empresarial de saúde digital no país. Reúne empresas que desenvolvem tecnologias e prestam serviços em telessaúde, atuando para que a inovação no cuidado em saúde avance com segurança, ética, qualidade e inclusão, sempre orientada ao interesse público e à responsabilidade social.


A SDB conecta sociedade civil, governo e mercado em torno de um propósito comum: ampliar o acesso a uma saúde digital responsável e centrada no paciente, contribuindo para que a transformação digital da saúde seja sustentável e baseada em evidências.


Com legitimidade institucional e protagonismo técnico, a SDB fortalece o ecossistema por meio de promoção de boas práticas, grupos de trabalho ativos, produção de conhecimento de referência, articulação regulatória e iniciativas de impacto, como o Painel de Indicadores Setoriais, que dá visibilidade aos dados reais do setor, impulsiona boas práticas e apoia decisões mais efetivas na gestão da saúde no Brasil.


Guiada pelos valores de inovação, qualidade assistencial, colaboração, ética, segurança e privacidade, a SDB representa empresas que estão moldando o presente e o futuro da assistência em saúde no país.

 

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Você sabe o que é tanorexia? O vício do bronze que transforma o verão em risco de câncer de pele


“Eu vejo pessoas bronzeando a própria saúde. O problema não é o verão, é a ideia de que vale tudo por um tom de pele mais dourado”, alerta a dermatologista Denise Ozores
 

Freepick / Créditos: CO - Assessoria
No Brasil, o dia 21 de dezembro marca oficialmente a chegada do verão e, com ele, a temporada de praias, piscinas e fotos exibindo corpos dourados nas redes sociais. Em paralelo ao Dezembro Laranja, campanha de prevenção ao câncer de pele, cresce um fenômeno silencioso e perigoso: a tanorexia, uma espécie de vício em se bronzear a qualquer custo. A pele queimando sob o sol virou símbolo de status e beleza, mas por trás do “glow perfeito” há um comportamento compulsivo que aumenta o risco de câncer de pele e transforma o verão na estação mais perigosa do ano para quem confunde saúde com cor. 

A dermatologista Denise Ozores (CRM SP 101677), especialista em beleza natural e estética consciente, explica que a tanorexia é uma obsessão em manter a pele sempre bronzeada, mesmo fora da época de calor. A pessoa nunca se enxerga suficientemente morena e sente incômodo ou até tristeza ao se ver “clara demais” no espelho. Para tentar corrigir essa sensação, apela para horas seguidas de exposição ao sol, bronzeamentos improvisados em lajes ou procedimentos clandestinos. “É uma distorção de imagem corporal. A pessoa não percebe o exagero. Ela se vê pálida quando, na realidade, já está mais do que queimada”, afirma Denise.
 

No feed das redes sociais, a lógica é simples: quem está mais dourado parece mais saudável, mais desejado e mais “vivo”. Verão após verão, influencers e anônimos repetem a mesma coreografia: fotos na praia, biquíni marcado, pele reluzente. Esse padrão visual cria uma pressão silenciosa, principalmente entre mulheres e jovens, para se adequar ao “glow perfeito”. “O problema é quando o filtro do Instagram vira referência de realidade”, diz a dermatologista. “Muita gente tenta reproduzir na vida real o mesmo brilho que vê na tela, sem entender que aquele dourado perfeito ou é edição ou é o resultado de anos de dano acumulado de sol.” 

Enquanto a estética do bronze segue romantizada, os números do câncer de pele continuam em alta. Esse é o tipo de câncer mais frequente no Brasil, e a principal causa é justamente a exposição excessiva e desprotegida à radiação ultravioleta. O verão concentra os casos mais críticos, já que a radiação é mais intensa e as pessoas passam mais tempo ao ar livre, muitas vezes sem reaplicar protetor ou usando produtos inadequados. “Infelizmente, eu vejo o câncer de pele se tornar o câncer da vaidade”, alerta Denise Ozores. “Tem paciente que sabe que está exagerando, mas prefere arriscar do que aparecer ‘branco’ na foto de fim de ano.” 

Para Denise, o desafio é ressignificar a ideia de “pele bonita” antes do próximo verão. Em vez de associar beleza a um tom específico, ela defende a estética natural e individualizada, na qual cada pessoa valoriza sua própria cor, textura e características. Isso não significa abrir mão do verão, mas redefinir a relação com o sol. “É possível curtir praia, piscina, Réveillon e Carnaval sem transformar a pele em campo de batalha”, afirma. Protetor solar diário, chapéu, sombra, horários seguros e, principalmente, limites reais na busca pelo bronze são atitudes que preservam a saúde sem anular o prazer. “A grande virada de chave é entender que o verdadeiro ‘glow’ é o da pele saudável, não o da pele queimada”, conclui a dermatologista.


Dezembro no Atacama: descubra quantos dias são ideais para fazer uma viagem autêntica pelo deserto

Divulgação

Situado no norte do Chile, o Deserto de Atacama convida o viajante a uma imersão em um dos cenários mais extraordinários da Terra 

 

Considerado o deserto mais árido do mundo e emoldurado pela Cordilheira dos Andes, o Deserto de Atacama é um verdadeiro ícone da natureza. E o mês de dezembro é o período perfeito para visitá-lo, seja pelos feriados prolongados, pelos dias longos ou pela oportunidade de encerrar o ano em contato com paisagens que parecem de outro planeta. Mas afinal, quantos dias são necessários para conhecer o Atacama?

O tempo ideal de permanência varia entre três e sete dias, dependendo da profundidade de experiência que o viajante deseja. Para ajudar nessa escolha, a Horizonte Atacama, agência referência em tours regulares e privados em San Pedro de Atacama, indica três roteiros icônicos, pensados para diferentes perfis de viajantes.


3 dias — O essencial do Atacama

Para quem tem pouco tempo, três dias são suficientes para sentir a energia do deserto e visitar seus cartões-postais mais famosos.

O Pack Basic inclui experiências marcantes como flutuar nas águas salgadas da Laguna Cejar, assistir ao pôr do sol no Valle de la Luna, visitar os Gêiseres del Tatio e observar o céu mais limpo do planeta no Tour Astronômico.

Essa sugestão é ideal para viajantes que desejam um roteiro curto, intenso e repleto de clássicos do Atacama.


4 dias — Um mergulho nas cores e culturas do deserto

Com quatro dias, já é possível ir além do essencial e se aprofundar nas paisagens e tradições locais.

O Pack Premium adiciona ao roteiro o Valle del Arcoíris, com suas montanhas multicoloridas e história atacamenha, além das Lagunas Altiplânicas, refúgio natural dos flamingos.

Essa opção é indicada para quem busca um equilíbrio entre aventura, cultura e contemplação, com tempo para aproveitar os passeios sem pressa.


5 a 7 dias — O Atacama em sua forma mais completa

Quem dispõe de cinco ou mais dias pode vivenciar a essência mais autêntica e profunda do deserto. O Pack Gold reúne todos os atrativos anteriores e acrescenta as Termas de Puritama, um oásis de águas termais no meio do cânion, e a Ruta de los Salares, uma imersão nas paisagens mais remotas e silenciosas do Atacama.

Essa é a escolha ideal para quem deseja explorar o deserto com calma, conforto e conexão — uma viagem transformadora do início ao fim.

Além disso, é possível estender a jornada até o Salar de Uyuni, na Bolívia e que faz fronteira com San Pedro de Atacama, e explorar vulcões como Cerro Toco e Lascar, entre outros.

Independentemente da duração, o Deserto do Atacama surpreende pela sua diversidade: lagunas azul-turquesa, vulcões nevados, salares silenciosos e céus repletos de estrelas tornam cada dia uma descoberta única.



Horizonte Atacama

 

Fim de ano intensifica violência doméstica; saiba como identificar os sinais de risco

Período de festas e maior consumo de álcool criam um ambiente perigoso para as mulheres: saiba onde buscar ajuda
 

Para muitas mulheres, as festas de fim de ano, que deveriam ser sinônimo de alegria e confraternização, transformam-se em um período de medo e tensão. O convívio prolongado e muitas vezes forçado com o parceiro, somado ao estresse financeiro típico da época e ao aumento do consumo de álcool, cria um gatilho perigoso que faz disparar os casos de violência doméstica. Estatísticas de diversas regiões do país confirmam essa tendência, apontando um crescimento expressivo no número de agressões registradas durante feriados e fins de semana. 

Segundo a advogada criminalista Mariana Rieping, especialista em Crimes de Gênero e membro da Comissão Nacional de Combate à Violência Doméstica da OAB, a combinação de fatores da época é explosiva. "Os principais motivos para o aumento da violência contra a mulher nessa época são o convívio forçado da vítima com seu agressor e o aumento do consumo de álcool", explica. 

A especialista detalha que o estresse, especialmente o financeiro, somado à bebida, atua como um desinibidor perigoso. "O álcool é um dos grandes catalisadores de comportamentos violentos. Ele ocasiona uma desinibição do agressor, que perde os freios sociais e da moralidade, e acaba revelando um comportamento violento que, de certa forma, estava adormecido", afirma Rieping.
 

O abuso começa antes do tapa

Mariana explica que a violência raramente começa com um tapa ou um soco e, por isso, é fundamental identificar os sinais de abuso antes que a situação escale para agressões físicas. “A violência doméstica não começa com agressões graves ou com feminicídio. Ela começa com atitudes abusivas de violência psicológica e moral", alerta a advogada. 

É preciso ficar atenta aos comportamentos do parceiro que sinalizam um relacionamento abusivo. Atitudes como o controle e o ciúme excessivo, que se manifestam em questionamentos obsessivos sobre amizades, roupas e horários, são um forte indício. Esse controle muitas vezes evolui para uma fiscalização constante, na qual o agressor exige senhas, vasculha o celular e monitora as redes sociais da vítima. “A violência psicológica também se apresenta por meio de humilhações e críticas, com o parceiro gritando, ofendendo ou desvalorizando a mulher, mesmo que esse comportamento não ocorra na frente de outras pessoas”, alerta a especialista. 

Outra tática comum é o isolamento, uma tentativa de afastar a vítima de seus amigos e familiares para criar uma relação de dependência. Por fim, a agressividade verbal, expressa por um tom de voz ameaçador, o ato de quebrar objetos ou fazer gestos intimidadores durante discussões, também é um sinal claro de perigo. "É importante que a própria vítima esteja consciente do que é a violência psicológica e quais atitudes não devem ser normalizadas. Identificar é o primeiro passo para romper o ciclo", reforça Mariana.
 

Rede de apoio: primeiro passo para a liberdade

Quando a mulher está imersa no ciclo de violência, amigos e familiares são sua principal barreira de proteção. Medo, vergonha e dependência financeira ou emocional são fatores que silenciam a vítima. "O principal papel dessa rede é oferecer suporte e estar à disposição sem julgamentos", ressalta a especialista. "Muitas vezes essa mulher está fragilizada e com medo. Acolher é mais importante do que questionar." 

Esse apoio deve ser prático, ajudando a vítima a buscar atendimento psicológico, médico e jurídico. As sequelas do abuso, principalmente o psicológico, são profundas e exigem um cuidado multidisciplinar.
 

Onde buscar ajuda

Se você está em uma situação de violência ou conhece alguém que esteja, existem canais oficiais de denúncia e ajuda. Para casos de emergência, com a violência em andamento, a orientação é ligar imediatamente para a Polícia Militar no número 190, cuja chamada é gratuita e prioritária. Para denúncias, orientações e informações sobre direitos e locais de atendimento, a Central de Atendimento à Mulher, no número 180, é o canal indicado; o serviço é confidencial e funciona 24 horas por dia. 

Além disso, é fundamental realizar o registro da ocorrência, que pode ser feito na Delegacia da Mulher mais próxima ou, na ausência desta, em qualquer delegacia da Polícia Civil. Nessa situação, diz a especialista que "embora não obrigatório, o acompanhamento de um advogado especializado pode ser fundamental para evitar a revitimização e garantir que seus direitos sejam protegidos."

Fraudes transacionais e vazamentos de dados são as principais ocorrências em empresas brasileiras, aponta pesquisa da Serasa Experian

Preocupação com golpes cresce 58,5% e acelera adoção de autenticações múltiplas para reforçar segurança digital


As fraudes que mais atingiram as empresas brasileiras no último ano envolvem pagamentos transacionais (28,4%), vazamentos de dados (26,8%) e fraudes financeiras, (por exemplo, quando fraudadores solicitam um pagamento para uma conta bancária fraudulenta) (26,5%), segundo o recorte corporativo do Relatório de Identidade e Fraude 2025, produzido pela Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil. Esse cenário aumenta o senso de urgência das companhias, fazendo com que 58,5% delas estejam mais preocupadas com fraudes do que antes, reflexo de um ambiente onde cada transação pode se tornar alvo e cada clique pode ser uma porta de entrada para ataques. 

 

Apenas no primeiro semestre de 2025, o Brasil registrou 6,9 milhões de tentativas de golpes, segundo o Indicador de Tentativas de Fraude da datatech. Para responder a esse ambiente de risco, as organizações têm priorizado a prevenção em camadas. Ainda de acordo com o relatório, 8 em cada 10 empresas já confiam em mais de um mecanismo de autenticação, índice que chega a 87,5% entre grandes corporações.

 

Os métodos mais tradicionais seguem predominando nas estratégias de defesa: verificação de documentos (51,6%) e análise cadastral (47,1%) ainda são os mais utilizados. Contudo, outras soluções vêm ganhando espaço, como biometria facial (29,1%) e análise de dispositivos (25%). O setor industrial, por exemplo, lidera a adoção da biometria, com 42,3%. A consistência na escolha de mecanismos de segurança entre diferentes segmentos reforça um movimento coletivo de adaptação, ainda que em velocidades distintas. 

Segundo o Diretor de Autenticação e Prevenção a Fraude, Rodrigo Sanchez, “a biometria tem se destacado nas regulamentações mais recentes e, por já fazer parte da rotina do consumidor brasileiro, tende a ser cada vez mais adotada pelas empresas como elemento central nas estratégias de verificação de identidade e combate às fraudes”. Veja abaixo um gráfico que detalha a média nacional e a visão por segmento:

 

“Há uma clara evolução no entendimento de que prevenir fraudes não é uma ação pontual, e sim uma estratégia integrada que combina tecnologia, dados e experiência do cliente. O que observamos hoje é um movimento crescente em direção ao uso de múltiplos recursos de proteção, aplicados de forma inteligente e adaptados à realidade de cada negócio. Essas camadas são orquestradas estrategicamente para garantir o melhor equilíbrio entre segurança e fluidez na jornada digital”, comenta Sanchez. “Sabemos que as tentativas de fraude vão acontecer, e o nosso papel, como líderes em soluções de prevenção, é proteger os negócios para que elas continuem sendo apenas isso: tentativas”, completa o executivo da datatech. 



Experian
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No dia 06 de dezembro, Google Cloud oferece capacitação gratuita de IA generativa no Brasil

‘Capacita+ Aprenda IA com Google Cloud’ é um treinamento híbrido e simultâneo de IA generativa e acontece em 50 universidades da América Latina com transmissão online. 

  • Evento será realizado, no dia 06 de dezembro, para 200 mil pessoas e tem o objetivo de alcançar um World Guiness record de maior treinamento híbrido de IA em um único dia.
     
  • Além do Brasil, iniciativa acontecerá na Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, México, Peru e Uruguai.
     

O Google Cloud realizará em um único dia, 6 de dezembro, das 10h às 12h, o ‘Capacita+ Aprenda IA com Google Cloud’, um treinamento híbrido e simultâneo de IA Generativa em 50 universidades da América Latina para 200 mil estudantes e profissionais. Além do Brasil, a iniciativa acontecerá na Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, México, Peru e Uruguai. O evento será gratuito e também transmitido online. Para se inscrever de qualquer lugar do país, basta acessar este link goo.gle/capacitabrasil.

O ‘Capacita+ Aprenda IA com Google Cloud’ tem o objetivo de alcançar um World Guiness record de maior treinamento híbrido de IA realizado em um só dia. Para participar não precisa ser da área de tecnologia e o conteúdo abrange desde conceitos fundamentais, como a diferença entre IA e Machine Learning e o papel dos Grandes Modelos de Linguagem (LLMs), até o uso prático de ferramentas como o Gemini para Google Workspace. Haverá um foco especial em engenharia de prompts e na experiência "no-code", que permite o uso da IA sem a necessidade de conhecimentos técnicos. 

O treinamento acontece no momento em que o mundo reconhece a necessidade de capacitações para que se aproveite o potencial dessa tecnologia. De acordo com o relatório Futuro do Trabalho 2025, do Fórum Econômico Mundial, a transformação impulsionada pela IA é uma realidade iminente na América Latina e no Caribe, e as empresas reconhecem isso. Dados do levantamento apontam que 84% dos empregadores nessas regiões pretendem capacitar sua força de trabalho para atender à crescente demanda por talentos digitais e tecnológicos. 

“A IA oferece uma oportunidade única, pois possui um potencial significativo para impulsionar o crescimento e liberar novas formas de oportunidade econômica. No entanto, uma das maiores barreiras para essa transformação é a falta de habilidades. É por isso que estamos investindo significativamente em iniciativas de qualificação, tornando os programas de treinamento e certificação mais acessíveis. Queremos garantir que indivíduos e organizações tenham a expertise necessária para alavancar a IA de forma eficaz”, afirma Eduardo López, presidente do Google Cloud para a América Latina. 

A iniciativa reforça o comprometimento do Google Cloud em democratizar a inteligência artificial, tornando a tecnologia acessível e impactante para públicos não técnicos. O evento acontece em linha com o compromisso da nuvem do Google de treinar 1 milhão de brasileiros em IA e nuvem nos próximos anos. 

No Brasil, o ‘Capacita+ Aprenda IA com Google Cloud’, além da transmissão online, acontece em instituições como SENAI-SP, PUC-MG, Insper, Vitru e Mackenzie.
 

Capacita+ Aprenda IA com Google Cloud

Sábado, 06 de dezembro, com transmissão online
Inscrições neste link goo.gle/capacitabrasil.

Programação:
10h - 10h15: Abertura Google Cloud
10h15 - 10h45: Treinamento
11h45 - 12h00: Encerramento


Sobre o Google Cloud

O Google Cloud acelera a capacidade de todas as organizações de transformar seus negócios digitalmente. Oferecemos soluções de nível empresarial que utilizam a tecnologia de ponta do Google, tudo na nuvem mais limpa do setor. Clientes em mais de 200 países e territórios usam o Google Cloud como seu parceiro de confiança para permitir o crescimento e resolver seus problemas de negócios mais críticos.


Relatório 'State of the C-Suite 2026', do International Workplace Group


 

83% dos CEOs permitem que equipes trabalhem em múltiplos locais,
enquanto trabalho flexível pode reduzir despesas imobiliárias
das organizações em 55%, de acordo com pesquisa do IWG
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 Perspectivas do C-level para 2026: otimismo, disciplina, flexibilidade e IA no centro da estratégia

 

 

 

>> Apesar da atual incerteza econômica, 95% dos CEOs estão otimistas em relação a 2026 e 84% esperam que as condições melhorem, aponta relatório do International Workplace Group

>> Mesmo com o otimismo em alta, 100% dos CEOs afirmam que o controle de custos será essencial para o sucesso em 2026

>> CFOs estão reduzindo seus orçamentos em uma média de 10%

>> Lideranças adotam IA e trabalho flexível para cortar custos e impulsionar crescimento

 

 

 

 

Executivos do C-level entram no ano novo com uma confiança renovada. De acordo com o novo relatório “State of the C-Suite 2026”, divulgado pelo International Workplace Group (IWG), 95% dos CEOs estão otimistas sobre 2026 e 84% esperam uma melhora nas condições econômicas globais, após um ano marcado por volatilidade e cautela*.

 

Esse otimismo crescente vem acompanhado de execução clara e disciplinada. Segundo a nova pesquisa do IWG, líder global em soluções de trabalho híbrido e dono de marcas como Regus, Spaces e HQ, 100% dos CEOs afirmam que o controle de custos é essencial, enquanto os CFOs estão reduzindo seus orçamentos em uma média de 10%.

 

Para cortar gastos, executivos estão utilizando o poder da IA e das soluções de trabalho flexível para operar de forma mais eficiente, o que permitirá investimentos em outras áreas de seus negócios. A IA pode gerar economias de 20% a 40% nos custos operacionais**, enquanto o trabalho flexível pode reduzir as despesas imobiliárias das organizações em 55%*** — tornando ambas alternativas custo-eficientes para impulsionar o crescimento.

 

Além da economia, 83% de todos os executivos do C-Suite afirmam que investimentos em IA/automação (82%) e produtividade (82%) serão prioridades em 2026. A IA pode gerar ganhos expressivos de produtividade, conforme aponta uma pesquisa anterior do IWG que identificou que 78% dos trabalhadores relatam que a IA economiza tempo, com uma média de 55 minutos por dia — praticamente o equivalente a um dia adicional inteiro de produtividade por semana****.

 

Empresas de todos os portes estão permitindo que seus colaboradores trabalhem em múltiplos locais, dividindo seu tempo entre espaços de trabalho mais perto de casa, um escritório central e o home office. Isso não representa apenas uma mudança em como as pessoas trabalham, mas sim uma redistribuição de onde o valor econômico é criado. Os dias nos quais era necessário estar fisicamente presente em uma sede central ficaram para trás. A tecnologia mudou tudo, eliminando de forma prática a necessidade de longos deslocamentos diários — muitas vezes caros e demorados.

 

O estudo também aponta que 2026 será o ano do “trabalhar em um escritório” e não “no escritório”, já que 83% dos CEOs já permitem que suas equipes trabalhem em múltiplos locais. As principais razões incluem deslocamentos mais curtos (43%), ampliação dos pools de talentos (37%), felicidade/preferência dos colaboradores (37%), produtividade da força de trabalho (37%) e a possibilidade de ocupar escritórios ou espaços de coworking em áreas com custos imobiliários mais baixos (37%). Em 2026, 56% dos CEOs buscarão contratos de locação de curto prazo ou optarão por soluções de coworking/assinaturas em uma rede de espaços de trabalho flexíveis (54%).

 

“Não existe mais uma escolha binária entre trabalhar de casa e trabalhar no escritório”, diz Mark Dixon, fundador e CEO do International Workplace Group. “Ao reduzir deslocamentos diários e caros para escritórios distantes e capacitar as pessoas a trabalhar mais perto de onde vivem e querem estar, líderes podem cortar custos, maximizar a produtividade, aumentar a satisfação e retenção de talentos e garantir melhor retorno sobre investimento. E embora os benefícios empresariais sejam claros, pesquisas adicionais conduzidas pelo IWG mostram que colaboradores também podem economizar até US$ 30 mil por ano ao trabalhar mais perto de casa em espaços profissionais de alta qualidade em suas comunidades locais”, acrescenta o executivo.

 

Os resultados do relatório State of the C-Suite 2026 estão alinhados ao crescimento rápido da rede do IWG. Entre setembro de 2024 e setembro de 2025, o IWG adicionou 660 novos centros nos Estados Unidos, dos quais mais de quatro em cada cinco (83%) foram abertos fora das grandes áreas metropolitanas. A rede global do IWG agora soma mais de um milhão de salas em 121 países, tendo inaugurado 624 unidades em 2024. Durante o primeiro semestre de 2025, a rede assinou e abriu mais locais do que em toda a sua primeira década de operações.

 

“A produtividade e o desempenho dependem de uma boa gestão de pessoas”, afirma Mark Dixon, CEO e fundador do International Workplace Group. “À medida que líderes navegam entre IA, economia de custos e retenção, considerando os elevados custos de rotatividade, os benefícios do trabalho flexível estão permitindo fortalecer suas organizações e prepará-las para o crescimento”, complementa.

 

Resultados adicionais, incluindo insights segmentados por cargo, estão disponíveis aqui.

 

A nova pesquisa do International Workplace Group chega logo após a empresa registrar a maior receita, fluxo de caixa e crescimento de resultados de sua história, além de alcançar uma expansão acelerada da rede, com mais novos locais assinados e inaugurados no primeiro semestre de 2025 do que em toda a sua primeira década de atuação.

 

 



International Workplace Group (IWG)
www.iwgplc.com
 



REFERÊNCIAS

* State of the C-Suite 2026, International Workplace Group (outubro de 2025)

** McKinsey & Company — The AI-centric imperative: Navigating the next software frontier (outubro de 2025)

*** International Workplace Group — Businesses That Adopt Hybrid Working With Teams Working Locally Boost Productivity by 11%, Finds New Global Study by IWG and Arup (junho de 2025)

**** International Workplace Group — Pesquisa com 2.016 trabalhadores de escritório nos EUA e Reino Unido (junho de 2025), conduzida pela Mortar Research (acreditada pela Market Research Society)


É urgente ação sistêmica para proteger a indústria brasileira


O comércio internacional vive um período de forte turbulência. Alterações repentinas de tarifas, interrupções de fornecimento e barreiras não tarifárias têm se tornado o novo normal de um mundo em disputa por mercados e influência econômica. Nesse contexto, países e blocos também aceleram a busca por novos acordos comerciais, como é o caso das negociações entre Mercosul e União Europeia, que ganharam nova tração e podem ser concluídas ainda este ano. 

Entretanto, essas mudanças produzem efeitos colaterais importantes. Podem redirecionar fluxos de comércio de maneira intensa e súbita, gerando severos impactos nas economias e nas indústrias locais. No Brasil, um setor emblemático desse fenômeno é a indústria têxtil e de confecção, uma das maiores do mundo e integrada do campo à moda, que vem sofrendo uma volumosa invasão de excedentes produtivos internacionais, especialmente de países asiáticos, com destaque para a China. 

Diante dessa pressão, nosso país precisa avançar em duas frentes complementares. A primeira é a agenda ofensiva: ampliação de competitividade, inserção em novos mercados, inovação e produtividade. A segunda, de igual relevância, é a agenda defensiva: uso assertivo e legítimo dos instrumentos de defesa comercial, como processos antidumping, salvaguardas e cotas, para combater concorrência desleal e restabelecer condições equitativas de competição. 

Cabe enfatizar que o acionamento de mecanismos de defesa comercial é um direito assegurado às nações e aos setores produtivos que comprovem estar sendo prejudicados por práticas desleais ou aumento repentino e significativo das importações. Uma vez constatado o dano, o Estado deve agir para corrigir as assimetrias e devolver isonomia ao mercado. 

Porém, há um desafio crucial quanto ao setor têxtil e de confecção. Por se tratar de uma cadeia produtiva longa, abrangendo a produção de fibras naturais, sintéticas e artificiais, fiação, tecelagem, acabamento, confecção e varejo, medidas de defesa comercial fragmentadas, aplicadas apenas em um elo específico, podem simplesmente empurrar o problema para frente. Se um estágio da produção tem aplicação de uma medida, as importações migram para o elo seguinte, de maior valor agregado. No limite, isso pode resultar em um cenário dramático, com o fechamento de indústrias ao longo de toda a cadeia e a invasão definitiva de produtos acabados importados, com perda de milhares de empregos e investimentos no Brasil. 

Por isso, o momento exige visão sistêmica. A defesa comercial deve ser pensada como política integrada, com coordenação entre todos os elos, das fibras ao vestuário, e com forte suporte governamental. Somente assim será possível preservar a competitividade do setor como um todo e evitar que ações corretas, porém isoladas, produzam um resultado indesejado no conjunto da indústria. 

O Brasil tem oportunidade única. Possui uma das poucas cadeias têxteis completas do planeta, gera inovação, emprego e renda em centenas de municípios e está preparado para competir, desde que as regras do jogo sejam equilibradas. A defesa comercial responsável não é protecionismo, mas sim segurança econômica, justiça competitiva e soberania produtiva. Em tempos de incertezas no mundo, proteger nosso parque industrial é legítimo e indispensável para garantir um futuro mais próspero para o Brasil.
  


Ricardo Steinbruch - presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit).

Fernando Valente Pimentel - diretor-superintendente e presidente emérito da Abit.

Instituto Brasil-Israel lança Guia sobre sionismo

Entidade disponibiliza para toda a sociedade brasileira material digital e gratuito que esclarece termo cada vez mais utilizado equivocadamente como ferramenta no discurso de ódio aos judeus
 

O Instituto Brasil-Israel (IBI) lançou, na quarta, 3, o “Guia sobre o sionismo”, um material disponível digital e gratuitamente para a sociedade brasileira que traz um aprofundamento da explicação acerca do que é, o que não é e outras noções sobre o termo que define a autodeterminação nacional do povo judeu. A ideia de construir um guia introdutório sobre o tema foi motivada para servir como base para estudos e reflexões acerca do sionismo, num momento em que ele tem sido bastante utilizado de forma desconstruída e como ferramenta para justificar e disseminar o discurso de ódio aos judeus. 

“O sionismo, sobretudo após outubro de 2023, passou a fazer parte dos debates em diversos meios que influenciam a opinião pública: seja nas redes sociais, nas universidades, nos meios de comunicação ou em outra esfera. Apesar de ser polissêmico, o termo adquiriu uma conotação simbólica polêmica, dividindo opiniões nas discussões sobre o conflito entre Israel e os palestinos. Em busca de dar subsídios e informações qualificadas, criamos este guia específico sobre o assunto”, diz Carolline Mello, gerente de Educação do IBI. 

O guia trata da origem, definição e histórico do movimento sionista, suas diferentes correntes, as disputas políticas em seu interior e as expressões de movimentos juvenis sionistas em Israel e na diáspora. Já ao abordar os movimentos de deslegitimação do sionismo no Brasil e no mundo, algo que vem se acentuando nos últimos anos, sobretudo devido a ausência de uma solução para a questão palestina, o guia traz ao público informações de qualidade com o intuito de mostrar os riscos em transformar o sionismo e os sionistas em raiz e causa corrente de toda a opressão ao povo palestino, o associando ao colonialismo, como uma forma de ideologia a ser combatida. 

“Atualmente, alguns grupos buscam atacar e deslegitimar o sionismo, em vez de direcionar suas críticas ao governo de Israel – como fariam com qualquer outro país inserido em contexto semelhante. É preciso salientar que o sionismo se constituiu a partir de correntes distintas, projetos nacionais paralelos e até antagônicos, que vão do socialismo ao messianismo nacionalista. Este guia se propõe a fomentar, justamente, o debate sobre os sionismos, no plural, uma vez que tais correntes têm muito mais conflitos do que pontos de interseção. A compreensão acerca dessa complexidade, com mais informação disponível ao público, deve ajudar nesse entendimento de que, por se tratar de um movimento nacional como qualquer outro, admite inúmeras formas”, afirma Carolline. 

Carolline conclui: “O IBI acredita num sionismo que promova igualdade e democracia e que dê ao povo judeu seu direito à autodeterminação histórica, e que também prevê a criação de um Estado palestino, através de negociações pacíficas e bilaterais entre as partes, que atenda à justa demanda dos povos pelo direito à autodeterminação nacional. Esta é a luta que nós decidimos travar, por um sionismo democrático, inclusivo e pacífico, com o objetivo de construir uma realidade sem antissemitismo, racismo, ocupação e opressão.”
 

COP 30... Enquanto isso, nas ruas do mundo...


Enquanto chefes de Estado, autoridades, cientistas, organismos multilaterais e ambientalistas globais reuniam-se em Belém do Pará na COP 30, discutindo metas e compromissos climáticos, uma atividade árdua, silenciosa e invisível para muitos seguia seu curso nas ruas, becos e avenidas do Brasil e do mundo. É o trabalho das catadoras e dos catadores de materiais recicláveis. Eles não discursam, não ocupam palcos e não falam em nome de países. Mas, são, talvez, os agentes mais próximos da essência do que significa cuidar do planeta.

São mãos que recolhem o que a sociedade descarta, que transformam o lixo em vida e o descuido coletivo em sustento familiar. A atividade que desempenham, reconhecida pelo Ministério do Trabalho e Emprego desde 2002, é uma das colunas da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Ao coletar, separar, classificar e comercializar o que pode ser reaproveitado, os catadores estendem a vida útil dos aterros sanitários, reduzem a pressão sobre os recursos naturais, ajudam a conter as emissões de gases de efeito estufa e transformam em itens de valor agregado o que seria um danoso passivo ambiental.

Entretanto, embora reconhecida oficialmente, essa categoria ainda vive majoritariamente à margem da formalidade. A maioria trabalha sem contrato, sem proteção social e sem os direitos que deveriam acompanhar uma atividade essencial para o equilíbrio do meio ambiente. Segundo dados da International Alliance of Waste Pickers, há mais de 281 mil catadores atuando no Brasil, entre autônomos, cooperados e associados.

No entanto, o número real pode chegar a 800 mil, já que grande parte exerce o ofício de maneira informal e não registrada. São esses trabalhadores, muitas vezes despercebidos pela sociedade, os responsáveis por 90% da reciclagem dos resíduos sólidos urbanos em nosso país, numa contribuição que movimenta cerca de US$ 5,5 bilhões em reciclagem por ano (dados de 2013).

Durante a COP, falou-se em justiça climática, em transição verde e em economia circular. Mas, justiça ambiental começa também no chão das cidades, onde a desigualdade e o lixo misturam-se. Cada saco coletado é uma afirmação de dignidade. Cada material limpo e separado é um ato político, talvez o mais concreto e diário de todos na agenda do clima.

É a história dessa gente valorosa que busco contar em um documentário que estou realizando: a de uma família da periferia de São Paulo que vive da reciclagem. A mãe, o pai e a filha percorrem as ruas com um carro antigo, recolhem materiais, enfrentam o preconceito e ainda encontram, na rotina e na fé, motivos para seguir. No sítio do interior, o sonho de cultivar a terra completa o ciclo da vida e do trabalho.

Essa história é, ao mesmo tempo, pessoal e planetária. Porque cuidar do planeta não é apenas plantar árvores e fazer discursos, mas enxergar as pessoas que limpam o nosso descuido. O problema do lixo é coletivo, pois nasce nas prateleiras, nas embalagens não recicláveis e na falta de consciência de quem consome. E o que para uns é resto, para outros é sustento e esperança. Enquanto os líderes discutiram metas de carbono, acordos jamais cumpridos e cronogramas de neutralidade, nas ruas do mundo continuou o trabalho dos que, com as mãos e a coragem, impedem que o lixo sem reciclagem soterre de modo definitivo a agenda do clima.


Paula Vasone - cineasta e escritora, é formada em Publicidade & Propaganda e tem especialização em Fotografia e Vídeo Digital pela Miami Ad School (EUA).


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