Pesquisar no Blog

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Verão seguro: especialista do Centro Universitário Módulo alerta para os principais riscos e medidas preventivas em crianças e idosos

 Profa. Elaine Avelar detalha perigos como desidratação, insolação e acidentes aquáticos, e oferece guia para pais e cuidadores garantirem um lazer sem preocupações

 

Com a chegada do verão, sinônimo de lazer e atividades ao ar livre, cresce também a preocupação com a segurança e saúde de grupos mais vulneráveis: crianças e idosos. Pensando nisso, Elaine Avelar, Preceptora do curso de Graduação em Enfermagem e Coordenadora da Pós-graduação em Enfermagem em Pediatria e Neonatologia do Centro Universitário Módulo, detalha os principais riscos do período, que incluem desidratação, insolação, intoxicações e acidentes aquáticos, e compartilha medidas preventivas essenciais para um verão tranquilo e seguro. 

"O verão, embora associado ao descanso e à convivência familiar, pode trazer agravos importantes à saúde se não houver cuidados adequados, especialmente entre crianças e idosos", afirma a docente. Ela aponta a exposição solar excessiva, hidratação inadequada, alimentação imprópria, acidentes aquáticos e contato com água contaminada como os principais fatores de risco.

 

Os vilões do verão e como combatê-los: 

  • Desidratação: comum pelo calor intenso e ingestão insuficiente de água. Sinais incluem fraqueza, mal-estar, boca seca, diminuição de urina e irritabilidade. A prevenção exige ingestão regular de água, consumo de alimentos frescos e permanência em ambientes sombreados.
  • Insolação e queimaduras solares: exposição prolongada ao sol pode causar dor de cabeça, tontura, náuseas e queimaduras. A especialista recomenda evitar o sol entre 10h e 16h, usar protetor solar (FPS 30+ com reaplicação frequente), chapéus, óculos e roupas leves, cobrindo áreas negligenciadas como orelhas e pés.
  • Intoxicação alimentar: o aumento do consumo de refeições fora de casa e a conservação inadequada dos alimentos no calor são fatores de risco. "É fundamental observar a procedência dos alimentos, suas condições de armazenamento, aparência, odor e higiene do local", alerta a professora, que indica priorizar alimentos frescos e evitar ultraprocessados.
  • Arboviroses (Dengue, Zika, Chikungunya): o calor e as chuvas favorecem a proliferação do Aedes aegypti. A prevenção passa pela eliminação de focos de água parada e uso de repelente após o protetor solar, seguindo as orientações do fabricante, especialmente para bebês, idosos e gestantes.
  • Acidentes aquáticos: representam um dos maiores riscos em praias e piscinas, sendo o afogamento silencioso e rápido. "A supervisão deve ser ativa, contínua e sem distrações como o celular. Crianças nunca devem ficar sozinhas próximas à água", enfatiza Profa. Elaine. O uso de coletes salva-vidas certificados é mais seguro que boias infláveis. Em caso de emergência, SAMU (192) ou Bombeiros (193) devem ser acionados. Outros cuidados incluem pulseiras de identificação para crianças, combinar pontos de encontro e ensinar a "bater palmas" se estiverem perdidas.

 

Identificando e agindo em casos de alerta: 

A especialista destaca que, em crianças e idosos, os problemas relacionados ao calor podem evoluir rapidamente. 

  • Desidratação: observe boca e lábios secos, urina escura ou em pouca quantidade, irritabilidade, fraqueza, choro sem lágrimas (crianças) ou confusão mental (idosos). Para casos leves a moderados, oferecer líquidos (água, SRO, água de coco, chás gelados sem açúcar) em pequenos volumes, frutas ricas em água e manter a pessoa em ambiente fresco. Evitar bebidas alcoólicas, gaseificadas, cafeinadas ou alimentos muito salgados/açucarados. Procure atendimento médico se houver ausência de urina por horas, vômitos/diarreia persistentes, confusão mental intensa, taquicardia, pele pegajosa ou recusa persistente de líquidos.
  • Insolação: caracterizada por pele quente, avermelhada e seca, febre alta, dor de cabeça intensa, náuseas, tontura e alteração do nível de consciência. Ações imediatas incluem retirar a pessoa do sol, resfriar o corpo com compressas frias, oferecer hidratação (se consciente) e mantê-la em repouso. Busque ajuda médica urgente se houver confusão mental, vômitos persistentes, pulso fraco, febre muito alta ou perda de consciência.

 

Lazer seguro para todos: 

Para indivíduos com necessidades especiais, condições de saúde preexistentes ou rotinas diferenciadas, a Profa. Elaine ressalta a importância de uma abordagem individualizada. 

  • Hidratação personalizada: idosos, com sua redução da sensação de sede, precisam de oferta regular de líquidos. Para crianças, estratégias lúdicas podem estimular a ingestão. Pacientes com doenças específicas, como anemia falciforme, demandam atenção contínua à hidratação.
  • Proteção solar e térmica: priorizar roupas claras, leves e com proteção UV. Evitar o sol nos horários de pico. Manter ambientes ventilados e frescos.
  • Gestão da rotina e previsibilidade: para crianças com TEA, por exemplo, o uso de cronogramas visuais e a introdução gradual a novos ambientes ajudam a reduzir a ansiedade. "Respeitar sinais de cansaço ou sobrecarga sensorial e permitir pausas em locais tranquilos é essencial", orienta a professora.
  • Condições crônicas: pessoas com doenças crônicas devem consultar seus médicos antes do verão para possíveis ajustes na medicação e monitorar sinais de alerta como tontura, confusão ou cãibras. 

"A adaptação das orientações de segurança no verão não limita o lazer, mas o torna mais seguro e responsável. Antecipar riscos é sempre mais eficaz do que remediar consequências", conclui Elaine.  


Centro Universitário Módulo
www.modulo.edu.br


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Posts mais acessados