Celebrado em 20 de
janeiro, o Dia Nacional do Farmacêutico destaca a importância de profissionais
que atuam diretamente na promoção da saúde, na segurança dos medicamentos e no
cuidado com a população. Em São Paulo, a relevância da categoria é expressiva:
são 83.507 farmacêuticos ativos, presentes em farmácias comunitárias,
hospitais, laboratórios, indústrias farmacêuticas, serviços públicos, pesquisas
e em mais de 140 áreas regulamentadas para a atuação do profissional.
Mais do que o
atendimento direto ao paciente, o farmacêutico exerce um papel estratégico no
sistema de saúde. Sua atuação envolve a garantia da qualidade, eficácia e
segurança dos medicamentos, a orientação para o uso racional e a contribuição
direta para a prevenção de doenças, impactando positivamente os resultados em
saúde da população.
Esse papel tem
sido ampliado nos últimos anos com o avanço dos serviços farmacêuticos, que
aproximam ainda mais o profissional do cidadão e fortalecem o cuidado contínuo.
A oferta de serviços como vacinação, execução de exames de análises clínicas de
triagem em farmácias e consultórios, além da atuação em práticas integrativas e
complementares (PICs), contribui para a melhoria da adesão aos tratamentos e
para desfechos mais seguros e eficazes em saúde.
Para a presidente
do Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo (CRF-SP), Luciana
Canetto, a data representa um momento de reconhecimento e valorização da
profissão.
“O Dia Nacional do
Farmacêutico reforça a necessidade de avançarmos na valorização do farmacêutico
e no reconhecimento da importância de uma remuneração digna, mais compatível
com a responsabilidade das atividades do farmacêutico. Somos profissionais
essenciais ao sistema de saúde, com atuação técnica, científica e ética que
impacta diretamente a segurança do paciente e os resultados em saúde da
população”, afirma.
Nesse contexto, o debate sobre o Projeto de Lei nº 1559/2021, que trata do piso salarial nacional do farmacêutico, torna-se ainda mais relevante. A proposta representa um avanço necessário para o reconhecimento institucional da profissão e para a construção de condições de trabalho mais justas, compatíveis com a complexidade e a responsabilidade das funções exercidas pelo farmacêutico.
“A defesa de um piso salarial nacional é fundamental para fortalecer a profissão e assegurar condições de trabalho mais justas, compatíveis com o papel estratégico do farmacêutico no sistema de saúde”, conclui a presidente.
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