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terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Mounjaro natural: o que saber antes de aderir ao psyllium

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Especialista explica benefícios, riscos e porque a fibra não substitui medicamento para perda de peso

 

Com o aumento da busca por alternativas caseiras para controlar o peso, ganhou força nas redes sociais o termo “Mounjaro natural”, apelido dado ao psyllium, uma fibra vegetal usada para melhorar o funcionamento intestinal. Mas, segundo a doutora e nutricionista Tatiane Ferreira Araújo, professora do curso de Nutrição da Faculdade Anhanguera, a comparação é inadequada e pode gerar expectativas irreais. “O psyllium traz benefícios importantes, mas não tem a mesma ação hormonal de medicamentos como a tirzepatida”, explica.

 

O que o psyllium realmente faz? 

O psyllium é uma fibra solúvel que, ao entrar em contato com a água, forma um gel capaz de aumentar a sensação de saciedade e melhorar o trânsito intestinal. Esse processo também pode contribuir para o controle da glicemia e dos níveis de colesterol. 

Apesar desses efeitos reconhecidos, a fibra não age diretamente nos hormônios que regulam o apetite, principal mecanismo do Ozempic. Por isso, os resultados não são comparáveis nem substituíveis. 

O apelido “Mounjaro natural” cria a falsa impressão de que o psyllium pode promover o mesmo tipo de perda de peso rápida e consistente observada com medicamentos. Na prática, isso não acontece. 

Enquanto a tirzepatida atua sobre receptores que controlam fome e saciedade, o psyllium age apenas no volume e na viscosidade do conteúdo estomacal. Essa diferença faz com que pessoas utilizem a fibra de forma inadequada, em doses exageradas ou sem hidratação suficiente, aumentando o risco de desconfortos digestivos e até obstruções.

 

Quem deve evitar ou ter cautela? 

O consumo de psyllium não é indicado para pessoas com dificuldade de deglutição, histórico de obstrução intestinal ou doenças gastrointestinais em atividade. O uso também exige acompanhamento para quem toma medicamentos contínuos, já que a fibra pode interferir na absorção de remédios. 

Problemas como gases, inchaço, cólicas e constipação podem surgir quando o consumo não é acompanhado de água na quantidade adequada. 

Em doses moderadas e dentro de uma rotina equilibrada, o psyllium pode auxiliar quem busca melhorar a ingestão de fibras, regular o intestino e aumentar levemente a sensação de saciedade. 

“No contexto certo, o psyllium é um bom complemento alimentar”, afirma a nutricionista. “Mas ele não substitui tratamento médico, não age como medicamento para obesidade e não deve ser visto como solução rápida.”

    

Anhanguera
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