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terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Mergulhou e sentiu dor no ouvido? Saiba o que pode estar acontecendo

Exposição à água favorece inflamações e infecções; especialista explica sinais de alerta e como se prevenir 

 

Piscinas, mar, cachoeiras, rios e lagos fazem parte da rotina de férias e viagens de verão, mas também estão entre as principais causas de dor de ouvido nessa época do ano. O incômodo, que muitas vezes começa como uma simples sensação de ouvido tampado, pode evoluir para quadros de infecção se não houver atenção aos sinais e aos cuidados adequados. 

Segundo a otorrinolaringologista Dra. Bruna Assis, do Hospital Paulista, a dor após o mergulho ocorre por diferentes fatores que afetam diretamente o conduto auditivo. “A água pode ficar acumulada dentro da orelha, causando sensação de pressão e desconforto. Além disso, a exposição a ambientes aquáticos — especialmente piscinas e cachoeiras — facilita o contato com bactérias e fungos, que podem desencadear infecções”, explica. 

A especialista destaca que a umidade constante também favorece a inflamação da pele do canal auditivo. “A água irrita a região, tornando o ouvido mais sensível e vulnerável. Em alguns casos, especialmente durante mergulhos mais profundos, as mudanças de pressão também contribuem para a dor, quando o ouvido médio não consegue equalizar rapidamente”, acrescenta.

 

Quando a dor pode ser sinal de otite 

Entre os principais sintomas estão dor à palpação, especialmente ao apertar a região do trágus, inchaço do canal auditivo, sensação de ouvido tampado, diminuição da audição e presença de secreção. “Sempre que surgirem sintomas auditivos, é fundamental procurar um otorrinolaringologista. O diagnóstico precoce evita complicações e acelera a recuperação”, orienta Dra. Bruna.

 

Prevenção faz toda a diferença nas férias 

A boa notícia é que medidas simples ajudam a reduzir significativamente o risco de dor e infecção nos ouvidos durante o verão. A médica recomenda o uso de tampões de ouvido durante natação e mergulhos, além de secar bem os ouvidos após o contato com a água. 

“Outro ponto importante é evitar o uso de cotonetes ou qualquer objeto dentro do ouvido. Pequenas escoriações no conduto auditivo funcionam como porta de entrada para bactérias e micro-organismos presentes na água”, alerta. 

Pessoas com histórico de otite, praticantes frequentes de esportes aquáticos e pacientes com eczemas, coceira recorrente ou descamações no ouvido merecem atenção redobrada. “Esses grupos são mais suscetíveis e devem reforçar os cuidados preventivos, além de buscar orientação médica antes de períodos prolongados de exposição à água”, finaliza.

 

Hospital Paulista de Otorrinolaringologia


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