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terça-feira, 2 de dezembro de 2025

É Natal! Fique atento ao fazer suas compras com cartões nas lojas físicas e pela internet

Abecs, a associação que representa o setor de meios eletrônicos de pagamento, traz as melhores dicas para ajudar o consumidor a não cair em golpes durante suas compras


O fim do ano chegou e, com ele, começa a tradicional corrida para as compras natalinas, tanto nas lojas físicas, quanto pela internet. No entanto, é preciso ficar atento ao usar cartões de crédito e débito para não cair em golpes ou fraudes, que também aumentam bastante neste período. Para ajudar na missão de blindar os consumidores contra essas situações, a Abecs, a associação que representa o setor de meios eletrônicos de pagamento, traz dicas capazes de garantir que suas compras de Natal sejam mais seguras. Confira: 

  • O seu cartão é de uso pessoal e intransferível. Nunca, em hipótese alguma, compartilhe-o. E nem forneça sua senha para outras pessoas;
  • Sempre desconfie de promoções online com preços muito abaixo do normal. Principalmente nesta época do ano, golpistas se aproveitam dela para usar valores exageradamente baixos, com anúncios em redes sociais, como “isca” para roubar dados e senhas de cartões.
  • É importante reforçar que há um trabalho diário da indústria de meios de pagamento para coibir golpes e criar mecanismos avançados anti-fraudes, no entanto, o uso correto pelo consumidor é essencial para que isso seja efetivo;
  • Pesquise antes de comprar, só acessando sites de sua confiança ou que tenham boa reputação. Após a transação, salve ou imprima o comprovante de compra.
    Os cartões possuem o mecanismo de chargeback, que garante ao consumidor o direito de contestar uma compra e estornar o valor pago de sua fatura, caso seja comprovado que houve um golpe;
  • Na hora de fazer uma compra em loja física, acompanhe o seu cartão até o terminal de pagamento (maquininha), sem perdê-lo de vista;
  • Antes de aproximar o cartão ou digitar sua senha, sempre confira o valor na maquininha evitando, inclusive, que o funcionário visualize suas informações digitadas;
  • Não digite sua senha ou aproxime o seu cartão de maquininhas com a tela danificada ou com algum sinal de adulteração.
    Lembre-se: o pagamento por aproximação usa a tecnologia NFC, uma das mais seguras do mundo;
  • Verifique se o vendedor devolveu o cartão correto. Confira seu nome e seus dados antes de guardar o plástico;
  • Em caso de perda ou roubo, entre em contato imediatamente com a central de atendimento do cartão e faça o bloqueio;
  • Verifique sua fatura regularmente. Caso identifique cobranças desconhecidas, comunique-se com o emissor do cartão para relatar e resolver a situação.


abecsdicas no Youtube e confira as videoaulas da Abecs sobre educação financeira e prevenção a fraudes.


Prepare a revisão para a prova do Vestibular das Faculdades de Tecnologia (Fatecs


Para confirmar o local da prova é preciso acessar a Área do Candidato do site do Vestibular das Fatecs

 

Exame será aplicado em 14 de dezembro, às 13 horas; local de prova poderá ser consultado no site vestibular.fatec.sp.gov.br, a partir do dia 9

 

A prova do processo seletivo para o primeiro semestre de 2026 das Faculdades de Tecnologia (Fatecs) do Estado de São Paulo será aplicada em 14 de dezembro, às 13 horas. O Centro Paula Souza (CPS) orienta que o candidato aproveite os próximos dias para revisar os conteúdos do programa oficial do Vestibular. O exame, com uma redação e 60 questões objetivas, avalia conhecimentos em nove áreas principais do Ensino Médio, além das habilidades de escrita.

Em Linguagens e Comunicação, o estudo deve priorizar a relação entre texto, contexto e norma culta. É importante revisar morfossintaxe, concordância, regência, coesão, coerência e períodos literários do Brasil e de Portugal. Em Inglês, o foco é a compreensão textual e o reconhecimento de vocabulário e ideias principais. 

Na área de Exatas e Lógica, o programa abrange funções de 1º e 2º grau, porcentagem, geometria plana e espacial, probabilidade, estatística e raciocínio lógico.

Em Ciências da Natureza, os temas centrais são estrutura da matéria, reações químicas, leis de Newton, energia, eletricidade, ecologia, genética e fisiologia humana.

A prova de Ciências Humanas e Multidisciplinares cobra conteúdos de História, Geografia e temas interdisciplinares, como industrialização, desigualdades socioeconômicas, mudanças climáticas, Guerras Mundiais e Constituição de 1988.

A redação pode ser dissertativa ou narrativa. O texto deve seguir a norma culta da língua portuguesa, conter título obrigatório e ser escrito com caneta azul ou preta. Redações com menos de cinco linhas ou fora do tema ou gênero proposto recebem nota zero.

Dicas para os últimos dias de estudo:

  • Reserve tempo diário para revisar as disciplinas do programa.
  • Faça simulados cronometrados para testar o gerenciamento de tempo.
  • Treine redações com temas atuais e peça correção de professores ou colegas.
  • Releia resumos e mapas mentais com os conceitos principais.
  • Priorize as áreas com menor domínio, sem deixar de revisar os conteúdos consolidados.


Orientações

O local de prova estará disponível a partir das 15 horas do dia 9 de dezembro, na Área do Candidato do site vestibular.fatec.sp.gov.br. Não haverá envio de convocação por e-mail ou Correios. 

No dia do exame o candidato deve chegar com antecedência, munido de documento de identidade original e caneta esferográfica de tinta azul ou preta. Todos os aparelhos eletrônicos devem permanecer desligados e guardados durante a realização da prova.

 

Centro Paula Souza


Férias coletivas: regras, exceções e consequências da recusa do empregado

Especialista explica o que diz a legislação, os direitos dos trabalhadores e os cuidados que empresas devem observar no fim de ano

 

Com a aproximação do final do ano, cresce o movimento de empresas que optam por conceder férias coletivas, seja por questões de organização interna, sazonalidade, redução de demanda ou simples recesso programado. Apesar de ser uma prática comum, muitos trabalhadores ainda desconhecem como esse mecanismo funciona e, principalmente, quais são seus direitos e deveres diante dessa determinação empresarial. 

“É muito comum que o período de festas concentre decisões de férias coletivas, mas ainda existem muitas dúvidas, tanto por parte das empresas quanto do empregado, sobre como o processo deve ser conduzido e quais obrigações legais precisam ser cumpridas”, afirma Giovanna Tawada, advogada trabalhista e sócia no Feltrin Brasil Tawada Advogados.

 

Qual a previsão legal das férias coletivas e quando podem ser concedidas?

As férias coletivas estão previstas nos arts. 139 a 141 da CLT, que dispõem que a empresa pode conceder férias coletivas a todos os empregados ou a determinados setores e que as férias coletivas podem ser divididas em até dois períodos anuais, nenhum deles inferior a 10 dias corridos. 

Segundo Giovanna, “a legislação deixa claro que a concessão é uma prerrogativa do empregador e pode abranger toda a empresa ou setores específicos, desde que respeitados os prazos e limites definidos na CLT”.

 

O que a empresa deve fazer para conceder férias coletivas aos seus empregados?

Para que seja dada as férias coletivas aos empregados, o empregador deve comunicar: (i) ao órgão local do Ministério do Trabalho (hoje Secretaria de Inspeção do Trabalho) com antecedência mínima de 15 dias; (ii) ao sindicato da categoria; e (iii) fixar aviso nos locais de trabalho para ciência dos empregados (art. 139, §3º). 

“A formalização correta é essencial. Caso contrário, a empresa pode enfrentar questionamentos trabalhistas e até autuações”, explica a advogada.

 

Como funciona o pagamento das férias coletivas?

Quanto ao pagamento, ele segue a mesma regra das férias individuais, que deve ocorrer até 2 dias antes do início do período (art. 145 da CLT).

 

O empregado pode se recusar a tirar as férias coletivas?

A resposta é não. As férias coletivas constituem ato unilateral do empregador, decorrente do seu poder diretivo (art. 2º da CLT). Isso porque, as férias são concedidas no interesse do empregador, e não do empregado. Além disso, muitas empresas suspendem suas atividades durante certo período, de modo que não há como o empregado continuar trabalhando. 

“Essa é uma dúvida recorrente. A empresa tem autonomia para definir o período de descanso coletivo, e o empregado não pode se recusar”, esclarece Giovanna.

 

Empregados com contrato por prazo determinado têm direito a férias coletivas?

Sim. Os empregados contratados por prazo determinado, inclusive contratos temporários, também participam de férias coletivas. O art. 140 da CLT estabelece que “os empregados contratados há menos de 12 (doze) meses gozarão, na oportunidade, férias proporcionais, iniciando-se, então, novo período aquisitivo”.

 

Posso descontar os valores das férias coletivas na rescisão do empregado?

Para que não haja prejuízo salarial ao empregado, os dias excedentes de férias coletivas são considerados licença remunerada e não podem ser objeto de desconto posterior. 

As férias coletivas, portanto, configuram uma ferramenta legítima e importante de gestão empresarial, ao mesmo tempo em que preservam os direitos dos trabalhadores. Ao contrário do que muitos imaginam, não se trata de mera conveniência patronal, mas de um mecanismo equilibrado que busca compatibilizar necessidades empresariais com proteção ao trabalhador. 

“A interrupção temporária das atividades pode ser essencial para a saúde econômica da empresa e, consequentemente, para a preservação de empregos. Quando aplicada corretamente, a modalidade gera organização, previsibilidade e segurança jurídica”, afirma Giovanna Tawada. 

Em um cenário econômico dinâmico e muitas vezes incerto, compreender o funcionamento das férias coletivas é fundamental para evitar conflitos e assegurar relações de trabalho mais harmônicas. Informação e clareza são, como sempre, os melhores instrumentos para garantir segurança jurídica a todos os envolvidos.



Giovanna Tawada - advogada formada e pós-graduada em Direito do Trabalho e Processo do Trabalho, ambos pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, e conta com mais de 11 anos de experiência na área trabalhista, sempre atuando em grandes e renomados escritórios de São Paulo. Tawada é, atualmente, sócia do escritório Feltrin Brasil Tawada com atuação voltada tanto para área consultiva quanto para o contencioso trabalhista.


Nova lei da prisão preventiva: entre a eficiência processual e a garantia individual

A sanção da Lei 15.272, em 26 de novembro de 2025, representa um marco na evolução do processo penal brasileiro e inaugura uma fase de pragmatismo legislativo na gestão da segregação cautelar. Ao alterar dispositivos estruturais do Código de Processo Penal, notadamente os artigos 310 e 312, o legislador tenta resolver uma tensão histórica: conferir objetividade aos critérios de prisão preventiva sem ignorar a necessidade de contenção da criminalidade reiterada. Trata-se de uma reengenharia dos requisitos do periculum libertatis, que exige dos operadores do direito uma leitura menos automática e mais conectada à realidade social do risco apresentado pelo custodiado. 

A inovação mais sensível está na positivação de critérios objetivos que orientam a conversão do flagrante em prisão preventiva na audiência de custódia. O novo §5º do artigo 310 retira o magistrado de uma zona de conforto subjetiva, impondo um roteiro de análise vinculado à reiteração delitiva e à gravidade concreta da conduta. Ao prever que a prática de crimes durante a tramitação de inquéritos ou ações penais, bem como a reincidência específica após liberação anterior, são vetores para o encarceramento, o dispositivo desafia diretamente a jurisprudência consolidada, especialmente a Súmula 444 do STJ.  

A opção legislativa é clara: priorizar a tutela da ordem pública em uma dimensão de proteção imediata, mitigando, ainda que de forma excepcional e cautelar,a rigidez absoluta do princípio da não-culpabilidade para interromper ciclos criminais habituais. 

A reforma também aprimora o conceito de periculosidade no artigo 312 ao afastar, de modo definitivo, a fundamentação baseada na gravidade abstrata do delito. A exigência de demonstração concreta do modus operandi, da participação em organização criminosa ou da natureza lesiva dos materiais apreendidos — como o potencial ofensivo de armamentos ou a variedade de entorpecentes, eleva o padrão de motivação judicial. O movimento é ambivalente: de um lado, fornece instrumentos legais para manter presos indivíduos de comprovada periculosidade; de outro, protege o sistema contra a prisionização automática e baseada apenas na tipificação penal, exigindo risco real e individualizado à ordem pública. 

No eixo da produção de prova e da inteligência investigativa, a criação do artigo 310-A moderniza o aparato estatal ao tornar obrigatório o requerimento de coleta de material biológico para identificação genética em casos de crimes violentos, sexuais ou praticados por organizações criminosas armadas.  

A medida alinha o Brasil a práticas internacionais contemporâneas, afastando impasses doutrinários sobre autoincriminação em nome da precisão científica e da resolução de cold cases. A tecnologia passa a compor a cadeia de custódia desde a prisão, fortalecendo o lastro probatório e reduzindo a margem de erro, tanto para condenações injustas quanto para absolvições decorrentes de falta de materialidade. 

Assim, a Lei 15.272/2025 não deve ser lida sob a ótica simplificadora do punitivismo, mas como uma tentativa de racionalizar o sistema de justiça criminal. O texto legal entrega ao juiz de garantias e ao juiz da instrução parâmetros claros para justificar a medida extrema da privação de liberdade, restringindo o voluntarismo judicial. A aplicação prática, contudo, especialmente no tocante à valoração de inquéritos em andamento como indicativo de risco, inevitavelmente estimulará debates constitucionais intensos. Caberá às Cortes Superiores modular esses dispositivos, garantindo que a busca por eficiência e segurança pública não sufoque as garantias fundamentais que estruturam o Estado Democrático de Direito.

 


Eduardo Maurício - advogado no Brasil, em Portugal, na Hungria e na Espanha. Doutorando em Direito – Estado de Derecho y Governanza Global (Justiça, sistema penal y criminologia), pela Universidad D Salamanca – Espanha. Mestre em direito – ciências jurídico criminais, pela Universidade de Coimbra/Portugal. Pós-graduado pela Católica – Faculdade de Direito – Escola de Lisboa em Ciências Jurídicas. Pós-graduado em Direito penal econômico europeu; em Direito das Contraordenações e; em Direito Penal e Compliance, todas pela Universidade de Coimbra/Portugal. Pós-graduado pela PUC-RS em Direito Penal e Criminologia. Pós-graduando pela EBRADI em Direito Penal e Processo Penal. Pós-graduado pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol) Academy Brasil –em formação para intermediários de futebol. Mentor em Habeas Corpus. Presidente da Comissão Estadual de Direito Penal Internacional da Associação Brasileira de Advogados Criminalistas (Abracrim).


Violência armada aumenta abandono escolar e reduz oferta de EJA na Região Metropolitana do Rio, aponta pesquisa

Estudo inédito revela que áreas sob controle de grupos armados concentram mais pessoas sem educação básica; mesmo com mais demanda, esses locais têm menos turmas de EJA 

 

A violência armada na Região Metropolitana do Rio de Janeiro está diretamente relacionada à redução das oportunidades educacionais: por um lado, contribui para o abandono escolar e, consequentemente, para o aumento na demanda por vagas na Educação de Jovens e Adultos (EJA); por outro, as áreas mais afetadas pela violência territorial são justamente as que oferecem menos turmas dessa modalidade. Essa é uma das principais conclusões da pesquisa inédita “Educação de Jovens e Adultos e Violência Urbana na Metrópole do Rio de Janeiro”, que acaba de ser lançada. 

Iniciativa da Fundação Roberto Marinho, a pesquisa foi realizada por instituições especialistas em investigações sobre a violência em territórios urbanos e desigualdades educacionais: Instituto Fogo Cruzado, o Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos (GENI/UFF), o Centro para o Estudo da Riqueza e Estratificação Social (Ceres/IESP-UERJ) e o Núcleo de Pesquisa em Desigualdades Escolares (Nupede/UFMG). 

Ao cruzar dados sobre abandono, oferta de turmas e disputas territoriais, os pesquisadores identificaram que os grupos mais afetados pela violência urbana são os mesmos que enfrentam maiores dificuldades para permanecer estudando ou retomar os estudos por meio da EJA. Em muitas localidades, a presença do tráfico ou da milícia dificulta a abertura e manutenção de turmas, restringe o deslocamento seguro dos estudantes e compromete o funcionamento das unidades escolares, o que contribui para a baixa taxa de atendimento da modalidade. 

O estudo destaca que as áreas sob controle de grupos armados registram as piores condições para a efetivação do direito à educação, com índices mais elevados de abandono escolar. As chances de um estudante da rede pública, matriculado nos anos finais do ensino fundamental, abandonar a escola é 14% maior em áreas controladas pelo tráfico ou pela milícia. A probabilidade de abandono cresce ainda mais nos anos iniciais, considerando escolas públicas e privadas, variando de 27,5% a 31,1%.
 


 

"Os dados apontam que a violência armada restringe de forma direta o direito à educação, tanto pela ampliação do abandono escolar quanto pela redução da oferta de EJA em territórios onde ela é mais necessária. Garantir que jovens, adultos e idosos possam retomar seus estudos exige políticas públicas que reconheçam as desigualdades territoriais e articulem educação, proteção social e ações que assegurem a segurança para estudantes e educadores”, ressalta a superintendente de Conhecimento da Fundação Roberto Marinho, Rosalina Soares. 

A pesquisa considera como “demanda potencial” da EJA as pessoas que não concluíram o ensino fundamental (com 15 anos ou mais) ou médio (com 18 anos ou mais). A educação é um direito de toda a população, em qualquer etapa da vida, o que torna fundamental a análise da demanda potencial da EJA. Na Região Metropolitana do Rio, esse público ultrapassava 3 milhões de pessoas em 2022 — sendo 1,5 milhão na capital e 1,7 milhão nos demais municípios. A distribuição dessas pessoas, porém, é desigual: a maior concentração está em territórios periféricos, como a Baixada Fluminense, o Leste Metropolitano e as favelas. Esses espaços também coincidem com regiões sob influência de grupos armados. 

Embora o estudo não estabeleça relação causal entre violência e abandono escolar, os dados mostram que a proporção da população de perfil EJA é significativamente maior em áreas de milícia (33,3%) e tráfico (36,2%) se comparada às áreas sem controle territorial (19,1%).


 

O case dos estudantes da Fundação Roberto Marinho  

A Fundação Roberto Marinho mantém um modelo experimental de Educação de Jovens e Adultos (EJA) há mais de dez anos, que oferece formação para os anos finais do ensino fundamental e médio. O programa opera em classes descentralizadas, localizadas em bairros do Rio, como no Complexo da Maré e em Del Castilho, além de turmas no Porto da Pedra em São Gonçalo. Entre 2016 e 2024, foram aproximadamente 2.400 estudantes matriculados em 71 turmas. 

Os dados de localização das turmas e moradias possibilitaram analisar o impacto da violência armada na vida dos estudantes da escola da Fundação Roberto Marinho. O estudo deste grupo demonstra que a violência urbana pode se materializar em ocorrências esporádicas nos deslocamentos, como tiroteios, mas também produz influência sobre as decisões de trajeto, a fim de evitar áreas perigosas. 

Considerando o grupo de alunos da escola da Fundação Roberto Marinho, 65,6% estudam ou moram em locais controlados, e 31,3% encontram-se nos dois casos, ou seja, estudam e moram em locais controlados por grupos armados. Ao cruzar os dados de deslocamentos com informações sobre eventos violentos, os pesquisadores descobriram, ainda, que quase 85% dos estudantes estiveram expostos, durante seu percurso escolar, a áreas em que houve tiroteios com mortos e feridos. Além disso, 73% utilizavam rotas em que ocorreu alguma ação policial, considerando apenas o período em que estavam estudando. 

"Os trajetos escolares dos nossos estudantes mostram que a violência pode interromper não apenas um caminho, mas o próprio processo de seguir estudando. Muitos precisam evitar ruas, esperar operações policiais terminarem ou se desviar de áreas em conflito. São decisões cotidianas que revelam a força das desigualdades que enfrentam para permanecer na escola e concluir seus estudos, um direito que deveria ser garantido a todos, em qualquer território", destaca o secretário geral da Fundação Roberto Marinho, João Alegria.
 

Redução na oferta de EJA  

Com base nos dados do Censo Escolar, o número de escolas com oferta de turmas na modalidade EJA na Região Metropolitana do Rio diminuiu 23,5% entre 2010 e 2022. No mesmo período, cresceram as localidades controladas por grupos armados. Assim, mesmo em um contexto de encolhimento da EJA, o número de escolas, estudantes e professores da modalidade expostos à violência é cada vez maior. Das 742 escolas da região metropolitana que ofertam EJA, 164 estão em áreas dominadas pelo tráfico ou milícias. 

“A dinâmica dos tiroteios na Região Metropolitana do Rio tem prevalência no período noturno — justamente aquele em que se concentram a esmagadora maioria das turmas de EJA. Em 2017, por exemplo, 411 tiroteios foram registrados no entorno de escolas com EJA, dos quais 325, ou cerca de 80%, ocorreram à noite, e embora em 2023 esse número tenha caído para 232 eventos (93 noturnos), a maioria ainda ocorria à noite. A violência armada continua reorganizando o cotidiano escolar, atrasando a saída de casa, obrigando estudantes a mudar de rota ou simplesmente a desistir da aula naquele dia. Cada ida à escola à noite é também uma negociação cotidiana com o medo e com a possibilidade concreta de interrupção de sua trajetória educacional”, explica o pesquisador Rogério Jerônimo Barbosa, professor do IESP-UERJ e coordenador do Centro para o Estudo da Riqueza e Estratificação Social. 

O estudo também estimou como o domínio territorial por grupos armados afeta a probabilidade de as escolas da Região Metropolitana do Rio oferecerem turmas de EJA. Os resultados mostram reduções expressivas nessa probabilidade em ambos os níveis de ensino: no ensino fundamental, escolas situadas em áreas de tráfico apresentam queda de até 32,5 pontos percentuais na oferta de EJA, enquanto aquelas em áreas de milícia registram redução de 20,3 pontos. No ensino médio, o efeito também é negativo — uma diminuição de 18,3 pontos percentuais em áreas de tráfico e de 5,2 pontos em territórios sob milícia — quando comparadas a escolas localizadas em áreas sem controle armado.

 


Ao analisar a chamada “demanda atendida” — relação entre o número de matrículas na EJA e a população que não concluiu a etapa de escolarização correspondente —, os pesquisadores identificaram uma piora consistente no atendimento entre 2010 e 2022. A queda na oferta não se explica por menor procura: embora o contingente populacional com perfil para a EJA tenha diminuído, a insuficiência no atendimento cresceu, ampliando o descompasso entre oferta e demanda. 

O relatório também investigou a dinâmica da violência no entorno das escolas que oferecem a modalidade de educação para jovens, adultos e idosos. Entre 2017 e 2023, o número de tiroteios registrados nessas áreas caiu de 411 para 232 — com destaque para a redução das ocorrências noturnas, período em que se concentram as turmas de EJA, que passou de 325 para 93 casos. Apesar da queda, a pesquisa mostra que a violência crônica permanece como um entrave significativo. A análise estatística indica que, em comparação com regiões sem atuação de grupos armados, áreas sob domínio do tráfico e da milícia apresentam, respectivamente, 60% e 30% menos atendimento da demanda potencial por EJA de ensino fundamental. 

Os dados reforçam que a presença de grupos armados impacta diretamente a efetividade das políticas de escolarização de jovens e adultos na Região Metropolitana do Rio.


Cinco tendências para a gestão de dados em 2026


Dados. Uma palavra curta, mas com uma importância imensa para as organizações. Afinal, investir na gestão dessas informações se tornou, há muito tempo, uma estratégia para permitir que a empresa avance não apenas no que concerne à maturidade digital, mas também na modernização das operações.

Se falamos em modernização, futuro, eficiência etc., é claro que a Inteligência Artificial está lá, mas, assim como outras tecnologias, ela precisa de dados concretos para ter uma boa performance. Como prova dessa relação, segundo a pesquisa “Construindo Confiança e Credibilidade de Dados para Extrair o Potencial da IA”, realizada em 2024 pela IDC, para 24% das empresas do Brasil, assegurar a qualidade dos dados é um dos três desafios para avançar com a IA.

Estamos nos aproximando do tão aguardado ano de 2026, que será marcado pelo início da fase de transição da Reforma Tributária. Este é um dos exemplos que reforçam a importância da gestão de dados. Pensando nisso, listo aqui cinco tendências para as empresas que querem avançar nesse aspecto no próximo ano:

#1 Crie uma única camada de dados confiável: informações fragmentadas continuam sendo um desafio enfrentado pelas organizações. Nesse sentido, é fundamental eliminar diversas fontes e criar um modelo único que, consequentemente, trará segurança na tomada de decisões.

#2 Não faça tudo de uma vez: o analytics é um organismo vivo e, por isso, tem a tendência de mudar com o tempo. Dessa forma, é essencial que as mudanças comecem com impactos menores, mas utilizando uma tecnologia que permita escalar conforme forem extraídas informações que gerem alto impacto em determinado espaço de tempo.

#3 Integre dados operacionais e financeiros: é sempre bom lembrar que tecnologia e negócios devem andar juntos. Muitas organizações ainda avaliam as vendas sem considerar os custos, a margem de estoque, entre tantos outros elementos que precisam ser ponderados para garantir a lucratividade. Ao promover essa integração, os algoritmos ajudam a reduzir o tempo de análises e garantir a saúde do negócio.

#4 Invista no preparo da organização para o uso da IA generativa: sim, a IA continua sendo uma tendência, mas esse recurso não consegue operar sem que haja uma contextualização dos dados. Por isso, é imprescindível organizar e solidificar as informações, permitindo a escalabilidade e análises concretas que, sem dúvidas, darão o direcionamento das próximas etapas a serem percorridas.

#5 Utilize ferramentas especializadas na gestão de dados: não ache que, por sua empresa ser pequena, a solução não é para você. Mesmo sendo menor, é essencial ter o apoio de recursos que auxiliem nessa estruturação. Um exemplo é o SAP Business Data Cloud, plataforma que unifica, governa e analisa dados de diferentes fontes para gerar insights de negócios.

Todas essas dicas têm em comum o mesmo fator: a importância de cuidar dos dados. Clive Humby não estava errado quando disse que eles são o novo petróleo. Afinal, as informações são ativos valiosos para mostrar o cenário atual da organização, bem como apresentar perspectivas de futuro.

Sabemos que todo processo de mudança pode causar dúvidas e receios, mas ter o apoio de uma consultoria especializada, sem dúvidas, é uma excelente opção. A equipe de especialistas saberá identificar quais são os pontos de melhoria e guiar em todo o processo de estruturação, por meio de uma abordagem consultiva de acordo com as características do negócio.

Essa época do ano, na qual a maioria das empresas está finalizando o planejamento, é um excelente momento para avaliar como está a gestão de dados e traçar os próximos passos. Afinal, chegou o momento de dar adeus aos dados velhos e buscar pelos insights novos. 



Andrey Menegassi - Partner da SolvePlan.
SolvePlan


Como aproveitar o 13º salário com inteligência financeira em cenário de juros altos

Especialista em Investimentos da CredCrea orienta como usar o benefício de fim de ano para quitar dívidas, investir e começar 2026 com tranquilidade.

 

O 13º salário começa a chegar ao bolso dos trabalhadores e, junto com ele, surgem os planos para o dinheiro extra. Para muitos, é a chance de colocar as contas em dia; para outros, a oportunidade de investir ou de realizar um pequeno desejo adiado. Em um cenário de Selic a 15% ao ano, o mais alto dos últimos 20 anos, a economista e especialista em investimentos na CredCrea Flávia Michels destaca que o segredo está em equilibrar as prioridades: quitar o que pesa, planejar o que vem e aproveitar o que motiva.


Segundo ela, o 13º pode ser o melhor ponto de partida para reorganizar as finanças. “Quando usado com estratégia, ele ajuda a sair do aperto e ainda a aproveitar o momento favorável para investimentos em renda fixa”, explica.


A primeira parcela do benefício deve ser paga até 30 de novembro, e a segunda, até 20 de dezembro. Flávia recomenda que o cooperado dívida o valor em três partes: 50% para quitar dívidas, 30% para despesas e lazer, e 20% para investir ou montar a reserva de emergência. “Essa divisão é prática e realista. Permite resolver o que preocupa e, ao mesmo tempo, desfrutar com responsabilidade do esforço de um ano inteiro de trabalho”, afirma.

 

Por onde começar


Antes de pensar em investir, o ideal é eliminar dívidas com juros altos. Segundo o Banco Central, os cartões de crédito rotativo podem ultrapassar 400% ao ano, e o cheque especial, 130%. Nenhum investimento conservador compensa esse custo. “Ao se livrar dessas contas, o orçamento respira e abre espaço para novos planos”, explica Flávia.

 

Cenário favorável para investir


Com os juros elevados, aplicações atreladas ao CDI têm se tornado mais vantajosas. Flávia cita como exemplo o RDC com 100% do CDI da CredCrea como uma opção de baixo risco, acessível e ideal para quem está começando a investir. “É uma forma simples de fazer o dinheiro render acima da poupança e ainda manter a liquidez para emergências. A Selic alta não precisa ser um problema, pode ser uma aliada para quem investe com consciência”, explica.

 

Planejamento é liberdade


Outra recomendação é usar parte do 13º para antecipar despesas previsíveis do início do ano, como IPVA, IPTU e material escolar. Quem paga à vista costuma ter desconto e evita começar o novo ciclo endividado.

 

Flávia também lembra que é possível reservar uma parte para lazer e descanso, sem culpa. “Educação financeira não é abrir mão do prazer, e sim escolher com clareza onde o dinheiro gera mais bem-estar”, diz. 

 

Com planejamento e escolhas conscientes, o 13º salário deixa de ser um dinheiro passageiro e se transforma em um passo importante para começar 2026 com equilíbrio e segurança.

 

 CredCrea


Brasil tem taxa de fraude digital acima da média da América Latina, revela TransUnio


  • Atualização do 2º semestre de 2025 do Relatório de Tendências de Fraude aponta que vishing é o golpe de fraude mais comum relatado pelos brasileiros, seguido por golpes envolvendo o PIX
  • 73% dos brasileiros não sabem se foram vítimas de golpes recentemente
  • Relatório global indica que líderes empresariais de vários países disseram que suas empresas perderam US$ 534 bilhões em fraudes no último ano


O Brasil apresentou uma taxa de suspeita de fraude digital de 3,8%¹ no primeiro semestre de 2025, superando a taxa de 2,8% dos países da América Latina analisados². Segundo o mais recente Relatório de Tendências de Fraudes Digitais da TransUnion, empresa global de informações e insights que atua como DataTech, o país está entre os três mercados da região com taxas acima da média na América Latina, ao lado da República Dominicana (8,6%) e Nicarágua (2,9%). 

Apesar da taxa elevada, o Brasil registrou uma queda significativa no percentual de consumidores que disseram ter sido alvo de fraude por e-mail, on-line, chamada telefônica ou mensagens de texto – de 40% quando pesquisados no segundo semestre de 2024 para 27% quando pesquisados no primeiro semestre de 2025. No entanto, 73% dos consumidores brasileiros no primeiro semestre de 2025 disseram que não conseguiram identificar se foram vítimas de tentativas de golpe/fraude, destacando uma lacuna preocupante na conscientização sobre fraudes. 

"As taxas elevadas de fraude digital no Brasil evidenciam um desafio estratégico para empresas e consumidores. Não basta monitorar indicadores; é crucial compreender os padrões de comportamento que sustentam esses crimes. Os dados revelam que fraudadores evoluem rapidamente, explorando novas tecnologias e mudanças nos hábitos digitais. Nesse cenário, investir em soluções de inteligência preventiva e programas de educação digital torna-se indispensável para reduzir riscos, proteger a experiência do cliente e preservar a confiança nas transações on-line”, explica Wallace Massola, Head de Soluções de Prevenção a Fraudes da TransUnion Brasil. 

O vishing – golpe realizado por telefone, em que golpistas se passam por pessoas ou empresas confiáveis para enganar a vítima e extrair informações confidenciais, como dados bancários, senhas e documentos pessoais - continua sendo o tipo de fraude mais relatado entre os brasileiros que disseram ter sido alvo (38%), mas os golpes envolvendo PIX surgem como novidade, ocupando a segunda posição com 28%. 

Embora o Brasil tenha uma taxa de suspeita de fraude digital acima da média regional, o cenário latino-americano mostra sinais positivos. De acordo com o relatório, o índice de tentativas suspeitas de fraude digital caiu em quase todos os países da América Latina. 

No entanto, mesmo com os esforços das empresas, os consumidores continuam expostos a esquemas fraudulentos, com 34% dos entrevistados latino-americanos relatando já terem sido alvo por e-mail, on-line, chamadas telefônicas e mensagens de texto, entre fevereiro e maio deste ano. O vishing é o vetor de ataque mais relatado nos países da América Latina.

 

Perdas bilionárias

A edição da atualização do 2º semestre de 2025 da TransUnion para o Relatório de Principais Tendências de Fraude também aponta que os líderes corporativos no Canadá, Hong Kong, Índia, Filipinas, Reino Unido e os EUA afirmaram que suas empresas perderam o equivalente a 7,7% de suas receitas devido a fraudes no ano passado, um aumento significativo em relação aos 6,5% registrados em 2024. Esse percentual equivale a uma perda de D$ 534 bilhões, impactando na saúde financeira e na reputação das empresas. 

“Os prejuízos globais com fraudes corporativas ultrapassam cifras bilionárias, comprometendo não apenas a saúde financeira das empresas, mas também o desenvolvimento econômico. Recursos que poderiam ser direcionados para inovação, pesquisa e expansão acabam sendo drenados por esquemas fraudulentos. Para ilustrar a magnitude dessas perdas globais, o montante estimado seria comparável a aproximadamente um quarto do PIB brasileiro. Essa comparação evidencia o impacto econômico expressivo das fraudes no cenário mundial”, destaca Massola. 

Entre as fraudes relatadas, 24% da liderança corporativa mencionou o uso de golpes ou fraudes autorizadas (que se utilizam de engenharia social), como a causa mais comum de perda por fraude, ou seja, um esquema que visa enganar uma pessoa para ela forneça alguns dados valiosos, como acesso à conta, dinheiro ou forneça informações confidenciais.
 

Impacto nas relações de consumo

Quase metade, ou 48% dos consumidores globais entrevistados pela TransUnion em todo o mundo, afirmou ter sido alvo de esquemas de fraude por e-mail, online, chamadas telefônicas ou mensagens de texto entre fevereiro e maio de 2025. 

Enquanto 1,8% de todos os tipos suspeitos de fraude digital relatados à TransUnion globalmente no primeiro semestre de 2025 estavam relacionados a golpes e fraudes, a invasão de contas (ou account takeover – ATO) teve um dos crescimentos mais rápidos em termos de volume (21%) durante o primeiro semestre de 2025 em comparação com o mesmo período de 2024. 

O novo estudo também mostra que as contas de consumidores continuam sendo o alvo preferido em ameaças de golpes, fazendo com que organizações reforcem suas estratégias de segurança e pessoas estejam mais atentas aos seus dados, integrando um segundo fator de autenticação como prática preventiva. 

O relatório descobriu que a criação de contas é a etapa mais preocupante em toda a jornada do consumidor globalmente. É neste momento que golpistas usam dados roubados para abrir contas em diversos segmentos e cometer todo o tipo de fraude. Só no primeiro semestre desse ano, de todas as tentativas de transações globais de criação de contas digitais, a TransUnion descobriu que 8,3% eram suspeitas, representando um aumento de 2,6% em relação ao mesmo período do ano passado. O onboarding teve a maior taxa de transações com suspeita de fraude digital no ciclo de vida do consumidor em todos os segmentos analisados no primeiro semestre de 2025, exceto em serviços financeiros, seguros e governamental, para os quais o maior ponto de atenção é durante as transações financeiras. Para estes ramos de atividade, as transações como compras, saques e depósitos tiveram a maior taxa de transações suspeitas.

 

Fraudes em jogos

O novo Relatório de Tendências de Fraudes Digitais da TransUnion revela que o segmento de jogos eletrônicos/videogames, que inclui jogos on-line e para dispositivos móveis, teve o maior percentual – 13,5% - de suspeita de fraude digital globalmente no primeiro semestre de 2025. Esse número representa um aumento de 28% na taxa de suspeitas em comparação com o mesmo período de 2024. Os golpes e as solicitações foram os tipos de fraude mais relatados pelos clientes desse nicho. 

O segmento que se destaca no estudo é o de jogos, como apostas esportivas online e pôquer. De acordo com a rede global de inteligência da TransUnion, 6,8% das transações de jogos digitais entre consumidores brasileiros no primeiro semestre de 2025 foram suspeitas de fraude, um aumento de 1,3% quando comparado o primeiro semestre de 2024 com 2025. O abuso de promoções foi o tipo de tentativa de fraude mais relatado globalmente. 

“As estratégias utilizadas pelos fraudadores indicam uma busca por ganhos rápidos e de alto valor, explorando brechas digitais e dados pessoais comprometidos. Esse comportamento reforça a necessidade de mecanismos robustos de proteção de identidade e monitoramento contínuo, especialmente em segmentos como jogos online, onde o crescimento acelerado atrai criminosos em escala global”, ressalta Massola.

 

Metodologia

Todos os dados deste relatório combinam insights proprietários da rede de inteligência global da TransUnion, uma pesquisa corporativa especialmente encomendada no Canadá, em Hong Kong, na Índia, nas Filipinas, no Reino Unido e nos EUA, e uma pesquisa com pessoas consumidoras em 18 países e regiões ao redor do mundo. A pesquisa corporativa foi realizada de 29 de maio a 6 de junho de 2025. Já com pessoas consumidoras, foi realizada de 5 a 25 de maio de 2025. O estudo completo pode ser conferido neste link: Link 




[1] A TransUnion usa inteligência de bilhões de transações originadas de mais de 40.000 sites e aplicativos. A taxa ou porcentagem de tentativas suspeitas de fraude digital reflete aquelas que os clientes da TransUnion determinaram que atenderam a uma das seguintes condições: 1) negação em tempo real devido a indicadores fraudulentos, 2) negação em tempo real por violações da política corporativa , 3) fraudulenta após investigação do cliente ou 4) uma violação da política corporativa após a investigação do cliente - em comparação com todas as transações avaliadas. As análises nacionais e regionais examinaram as transações em que o consumidor ou suspeito de fraude estava localizado em um país ou região selecionada ao realizar uma transação. As estatísticas globais representam todos os países do mundo e não apenas os países e regiões selecionados.


[2] Os dados latino-americanos combinam insights proprietários para fraude digital da rede global de inteligência da TransUnion no Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua e Porto Rico; e uma pesquisa com consumidores no Brasil, Chile, Colômbia, República Dominicana e Guatemala.




66% dos brasileiros já tiveram a saúde mental afetada pelo estresse do trabalho, revela pesquisa da Vittude

Tatiana Pimenta, fundadora e CEO da Vittude.
 Crédito da imagem Trintadezessete
 
Produzido em parceria com Opinion Box, estudo mostra que a satisfação com a promoção do tema pelas organizações permanece negativo (-19) 



De acordo com a nova edição do estudo "Saúde Mental em Foco: Desafios e Perspectivas dos Trabalhadores Brasileiros", 66,1% das pessoas já tiveram a saúde mental afetada pelo estresse no trabalho. O levantamento foi realizado pela Vittude, referência no desenvolvimento e gestão estratégica de programas de saúde mental para empresas, em parceria com a Opinion Box, referência em soluções de pesquisa de mercado no Brasil. Além disso, o conteúdo também analisou o Net Promoter Score (NPS), que mede a satisfação das pessoas em relação a uma empresa, e à promoção da saúde mental, e o resultado é preocupante: -19. 

“O fato de que dois em cada três brasileiros já tiveram a saúde mental afetada pelo estresse do trabalho mostra o tamanho da urgência do tema. Por trás desse número estão histórias de esgotamento, adoecimento e perda de qualidade de vida. As empresas precisam compreender que o trabalho é um fator determinante de saúde, tanto para o bem quanto para o mal, e que a saúde mental deve deixar de ser um diferencial para se tornar parte estrutural da gestão de pessoas, especialmente com a chegada da atualização da NR-1”, afirma Tatiana Pimenta, CEO e cofundadora da Vittude. 

Apesar disso, a autopercepção geral de saúde mental é majoritariamente positiva: 38% deram nota 4 e 28,8% nota máxima em uma escala de 1 a 5. Ainda assim, 7,2% se encontram em níveis críticos, revelando uma parcela vulnerável e silenciosa que merece atenção. O levantamento ouviu 2 mil pessoas com mais de 16 anos, abrangendo homens e mulheres de todas as regiões do Brasil. 

“Nosso objetivo com o estudo é oferecer um retrato real da saúde mental no país. Ao acompanhar essa jornada ano a ano, conseguimos mostrar que, embora o tema tenha ganhado espaço na cultura das empresas e na sociedade, ainda há uma lacuna importante entre o discurso e a prática”, complementa a CEO. 

A pesquisa também mostra que quase metade dos brasileiros acredita que todos deveriam fazer terapia, mas apenas 26,8% estão em acompanhamento. Entre os que não fazem, os principais motivos são: não ver necessidade no momento (48%), custo (34,5%) e falta de tempo (18%). Entre quem busca acompanhamento, 28% utilizam plano de saúde, 7,5% recebem custeio integral da empresa, e a maioria arca com os custos do próprio bolso. 19,2% gastam entre R$100 e R$200 por mês, 14,7% entre R$301 e R$500, e 11,0% entre R$201 e R$300. 

 

Organizações ainda não acompanham o avanço da pauta 

Na dimensão corporativa, o Net Promoter Score (NPS) das empresas em relação à promoção da saúde mental permanece negativo (-19), repetindo o patamar do ano anterior. Entre os respondentes, 46,3% são detratores, ou seja, não recomendariam suas organizações como promotoras de saúde mental, enquanto 27,6% são promotores.

Além disso, 32,1% afirmam que suas empresas não adotam nenhuma prática voltada ao tema. Entre as iniciativas existentes, destacam-se políticas contra discriminação e assédio (26,5%), palestras e webinares (22,8%), terapia via plano de saúde (19,7%) e comitês de bem-estar (19,4%). 

Em relação ao impacto dos diferentes modelos de trabalho na saúde mental, o cenário ainda é majoritariamente presencial (74%), mas a preferência é pelo híbrido flexível, apontado por 48,1% como o formato mais favorável. Nesse modelo, 63,3% dos trabalhadores concentram-se nas notas mais altas de bem-estar (4 e 5). Já o regime remoto integral apresenta 11,4% de participantes em níveis críticos, sugerindo que flexibilidade e isolamento podem coexistir no mesmo ambiente. 

O estudo ainda mostra que 78,2% dos brasileiros preferem trabalhar em empresas com programas de saúde mental, e 92,4% acreditam que o tema deve ser levado mais a sério. Para Tatiana, esses números evidenciam uma mudança de mentalidade: “Cuidar da saúde mental é cuidar da performance e da sustentabilidade do negócio. Organizações que adotam programas estruturados, com diagnóstico amplo, mapeamento de riscos psicossociais, plano de ação, metas e capacitação de lideranças, conseguem reduzir significativamente os índices de adoecimento, afastamento e turnover. É investimento em reputação, retenção e propósito, não despesa”. 

Sobre a amostra: Pesquisa online realizada pela Vittude e Opinion Box, com 2 mil pessoas com mais de 16 anos, abrangendo homens e mulheres de todas as regiões do Brasil. O NPS corporativo foi calculado a partir de 782 respostas válidas. Estudo está disponível gratuitamente em formato de e-book pelo link: Link


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