Especialista
em Investimentos da CredCrea orienta como usar o benefício de fim de ano para
quitar dívidas, investir e começar 2026 com tranquilidade.
O 13º salário começa a chegar ao bolso dos trabalhadores e, junto com ele, surgem os planos para o dinheiro extra. Para muitos, é a chance de colocar as contas em dia; para outros, a oportunidade de investir ou de realizar um pequeno desejo adiado. Em um cenário de Selic a 15% ao ano, o mais alto dos últimos 20 anos, a economista e especialista em investimentos na CredCrea Flávia Michels destaca que o segredo está em equilibrar as prioridades: quitar o que pesa, planejar o que vem e aproveitar o que motiva.
Segundo ela, o 13º pode ser o melhor ponto de partida para reorganizar as finanças. “Quando usado com estratégia, ele ajuda a sair do aperto e ainda a aproveitar o momento favorável para investimentos em renda fixa”, explica.
A primeira parcela do benefício deve ser paga até 30 de novembro, e a segunda, até 20 de dezembro. Flávia recomenda que o cooperado dívida o valor em três partes: 50% para quitar dívidas, 30% para despesas e lazer, e 20% para investir ou montar a reserva de emergência. “Essa divisão é prática e realista. Permite resolver o que preocupa e, ao mesmo tempo, desfrutar com responsabilidade do esforço de um ano inteiro de trabalho”, afirma.
Por
onde começar
Antes de pensar em
investir, o ideal é eliminar dívidas com juros altos. Segundo o Banco Central,
os cartões de crédito rotativo podem ultrapassar 400% ao ano, e o cheque
especial, 130%. Nenhum investimento conservador compensa esse custo. “Ao se
livrar dessas contas, o orçamento respira e abre espaço para novos planos”,
explica Flávia.
Cenário
favorável para investir
Com os juros
elevados, aplicações atreladas ao CDI têm se tornado mais vantajosas. Flávia
cita como exemplo o RDC com 100% do CDI da CredCrea como uma opção de baixo
risco, acessível e ideal para quem está começando a investir. “É uma forma
simples de fazer o dinheiro render acima da poupança e ainda manter a liquidez
para emergências. A Selic alta não precisa ser um problema, pode ser uma aliada
para quem investe com consciência”, explica.
Planejamento
é liberdade
Outra recomendação
é usar parte do 13º para antecipar despesas previsíveis do início do ano, como
IPVA, IPTU e material escolar. Quem paga à vista costuma ter desconto e evita
começar o novo ciclo endividado.
Flávia também
lembra que é possível reservar uma parte para lazer e descanso, sem culpa.
“Educação financeira não é abrir mão do prazer, e sim escolher com clareza onde
o dinheiro gera mais bem-estar”, diz.
Com planejamento e
escolhas conscientes, o 13º salário deixa de ser um dinheiro passageiro e se
transforma em um passo importante para começar 2026 com equilíbrio e segurança.
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