
Crédito da foto: Paulo Pinto
Agência Brasil
Sociedade
Brasileira de Artroscopia e Traumatologia do Esporte (SBRATE) alerta para o
risco de lesões na reta final de preparação da maior prova do país e orienta
corredores sobre formas de prevenção
Faltando
poucos dias para a Corrida Internacional de São Silvestre, a empolgação toma
conta das ruas e das redes sociais. Não são apenas os atletas profissionais que
se preparam para cruzar a Avenida Paulista no dia 31 de dezembro: milhares de
corredores amadores também encaram o desafio como uma meta pessoal para
encerrar o ano da melhor forma. Porém, com a reta final chegando, cresce o
risco de lesões entre quem intensifica os treinos de última hora ou ignora
sinais do corpo, e é justamente nessa fase decisiva que a atenção ao preparo
físico faz toda a diferença para garantir que o grande dia seja uma experiência
de superação e não de dor.
Na prática, a reta final não é sobre tentar ganhar
velocidade no desespero, mas sobre consolidar tudo o que já foi construído ao
longo do ano. Cada pessoa tem sua própria jornada até o dia 31 e, quando a
comparação vira combustível para acelerar além do necessário, o corpo pode
cobrar um preço alto. O presidente da Sociedade Brasileira de Artroscopia e
Traumatologia do Esporte (SBRATE), Dr. João Grangeiro, reforça que “nas semanas
que antecedem a São Silvestre, não é hora de aumentar o ritmo de forma brusca.
O atleta amador precisa respeitar os limites do corpo, ajustar a carga de
treino e priorizar uma preparação inteligente para evitar lesões que podem
aparecer justamente na reta final”.
Para chegar bem no dia da prova, alguns cuidados
simples podem fazer uma diferença enorme no desempenho e na prevenção de
lesões. Manter os treinos leves e constantes é mais seguro do que tentar
aumentar a carga de última hora; incluir alongamentos e aquecimento antes de
correr prepara os músculos e articulações para o esforço; e respeitar os dias
de descanso continua sendo essencial, mesmo com a ansiedade da proximidade da
competição.
A
escolha do tênis também tem um papel importante, já que modelos com bom
amortecimento e estabilidade ajudam a reduzir o impacto nas articulações ao
longo dos 15 km. “A preparação final deve proteger o corpo, não levar o
corredor ao limite. Quando se prioriza aquecimento, descanso adequado e calçado
apropriado, reduzimos o risco de lesões musculares e articulares e favorecemos
um desempenho mais seguro durante todo o percurso”, reforça.
Mais
do que cruzar a linha de chegada sem dor, cuidar do corpo nessa reta final é
uma forma de transformar a corrida em uma experiência positiva do início ao
fim. A preparação bem-feita não só reduz o risco de lesões, como mantém o
desempenho, a motivação e a confiança do corredor para enfrentar os 15 km com
segurança. Ao seguir treinos orientados, respeitar o descanso e prestar atenção
aos sinais do próprio corpo, a prova flui de forma mais leve e satisfatória.
Quando o corredor leva os cuidados a sério, todos ganham: o atleta, que corre
com mais segurança; o corpo, que responde melhor ao esforço; e o esporte, que
preserva sua essência de saúde, alegria e transformação”, salienta.
Quem corre só pela festa
Entre
os milhares de inscritos, há também quem encare a São Silvestre como um momento
de diversão, tradição ou desafio bem-humorado. São pessoas que treinam pouco ou
quase nada e entram na prova apenas pelo clima festivo. Para esse grupo, a
atenção deve ser redobrada, pontua o presidente da SBRATE: “Mesmo correndo “na
brincadeira”, é importante respeitar o ritmo próprio, fazer pausas quando
necessário e não forçar além do que o corpo está acostumado. Com alguns
cuidados simples, dá para aproveitar a energia do evento sem transformar o momento
em transtorno”, conclui.



