O Ministério da Saúde anunciou a incorporação da vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR) — principal agente causador da bronquiolite — ao Sistema Único de Saúde (SUS). O imunizante será oferecido a gestantes a partir da 28ª semana de gestação, garantindo proteção aos bebês logo nos primeiros meses de vida, fase em que o risco de complicações respiratórias é maior. O primeiro lote, com 673 mil doses, já começou a ser distribuído aos estados.
A chegada da
vacina à rede pública representa um marco para a saúde materno-infantil,
segundo especialistas. Para a pediatra Dra. Mariana Bolonhezi, democratizar o
acesso à prevenção é fundamental em um país com grande diversidade socioeconômica.
“A inclusão da
vacina contra o VSR no SUS é um avanço significativo. A bronquiolite é uma das
principais causas de internação em bebês e, com a imunização gratuita,
ampliamos a proteção e reduzimos desigualdades. Significa que mais crianças,
independentemente da renda da família, terão a chance de começar a vida com
mais segurança”, afirma.
A ginecologista
e obstetra Dra. Camila Bolonhezi destaca que a vacinação da gestante tem
impacto direto e imediato na proteção do recém-nascido. “Ao imunizar a gestante
após a 28ª semana, garantimos a transferência de anticorpos para o bebê ainda
na gestação. Isso oferece uma defesa essencial nos primeiros meses de vida,
período em que o sistema imunológico é imaturo e as infecções respiratórias
podem evoluir rapidamente para quadros graves”, explica.
Ela reforça
ainda que a tecnologia aplicada no imunizante é segura e bem avaliada: “É uma
estratégia amplamente estudada, recomendada internacionalmente e que representa
uma grande conquista para a saúde pública brasileira”.
Para a pediatra
Mariana Bolonhezi, a proteção coletiva também é um benefício importante da nova
política pública.
“A vacinação reduz a circulação do vírus na comunidade e diminui o número de hospitalizações. Isso alivia o sistema de saúde e melhora a qualidade de vida das famílias, que deixam de enfrentar episódios graves e recorrentes de bronquiolite na primeira infância”, completa.
Com a distribuição do primeiro lote, estados e municípios iniciam agora o processo de planejamento para vacinação, que deve começar ainda este ano. A expectativa é que a nova estratégia fortaleça a prevenção de infecções respiratórias e reduza significativamente a incidência de casos graves de bronquiolite em todo o país.
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