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segunda-feira, 23 de junho de 2025

Junho Laranja: Cutimed apresenta tecnologia inovadora sem agentes químicos para o cuidado com feridas por queimaduras

Essity, por meio de sua marca Cutimed, oferece
curativos para o tratamento de diversos tipos de feridas
DIVULGAÇÃO
Por meio da marca Cutimed®, empresa destaca conscientização e defende cuidados baseados em tecnologia para tratar e prevenir infecções em feridas por queimaduras e de difícil cicatrização.

 

Durante a campanha Junho Laranja, mês nacional de conscientização sobre o cuidado com feridas causadas por queimaduras, a Essity, líder global em higiene e saúde, por meio de sua marca Cutimed®, destaca a importância do cuidado com lesões térmicas e de difícil cicatrização. Estima-se que 40% dessas lesões evoluam para infecções, dificultando o processo de cicatrização e aumentando o risco de complicações, segundo o estudo The Rational Clinical Examination. Esse quadro afeta diretamente a qualidade de vida dos pacientes e eleva os custos para o sistema de saúde, além de prolongar o período de hospitalização. 

Para enfrentar esse desafio, a marca Cutimed® oferece soluções inovadoras para o tratamento e prevenção de infecções em feridas. "Os curativos utilizam a Tecnologia antimicrobiana Sorbact®, que age por meio de um mecanismo físico capaz de capturar até 99% das endotoxinas em 24 horas e inibir 90% do crescimento bacteriano, sem o uso de agentes químicos", explica a gerente clínica da Essity no Brasil, a enfermeira estomaterapeuta Natália Barros. “Esse método é fundamental para combater a resistência antimicrobiana, um problema crescente alertado pela Organização Mundial da Saúde”, complementa. 

Feridas causadas por queimaduras, assim como as lesões por pressão, úlceras vasculares e lesões decorrentes da diabetes, não só causam dor e desconforto, como também prejudicam o convívio social e podem levar a hospitalizações prolongadas. “O cuidado adequado com feridas melhora a qualidade de vida do paciente e reduz os custos de tratamento, além de evitar o uso excessivo de antibióticos, que pode causar resistência bacteriana,” reforça Natália Barros. 

Para ajudar no cuidado diário, especialistas recomendam manter a ferida sempre limpa e protegida, trocando os curativos conforme a orientação médica. Evitar o contato da ferida com contaminantes, umidade excessiva ou produtos não indicados contribui para prevenir infecções. Se a ferida apresentar vermelhidão intensa, aumento na dor, mau odor ou secreção, é importante buscar atendimento profissional o quanto antes. 

A linha de produtos Cutimed® Sorbact® já mostrou resultados clínicos robustos: em um estudo multicêntrico com 116 pacientes, 93% das feridas infectadas ou em risco apresentaram melhora significativa ou cicatrização completa. Além disso, os produtos da linha combinam o manejo eficiente do exsudato (fluido liberado pelas feridas) com a prevenção de infecções, criando um ambiente ideal para a cicatrização e reduzindo o risco de maceração. 

Com esse portfólio avançado, a Essity reafirma seu papel de líder global em soluções de saúde e higiene, incentivando o diagnóstico precoce e o tratamento eficaz para transformar o cuidado com feridas crônicas no Brasil e no mundo.

 

Essity
Para mais informações, acesse o site.



Vozes do Advocacy, Associação dos Diabéticos e Familiares de Tanguá e Associação Carioca dos Diabéticos promovem capacitação em diabetes para profissionais de saúde e agentes comunitários


O cenário de gastos relacionados com diabetes no Brasil chegou a 45 bilhões de dólares em 2025, sendo o terceiro país no mundo no ranking dos investimentos com a condição, segundo o Atlas 2025 da Federação Internacional do Diabetes.


A Pesquisa Radar Nacional sobre Tratamento de Diabetes no Brasil, feito pelo Vozes do Advocacy no ano passado, a partir de uma amostragem de 1.843 pessoas, mostrou que 30% dos brasileiros com diabetes apresentam descontrole glicêmico, e 42% nem sequer recordam o último resultado ou não sabem do que se trata o exame. Os dados refletem em consequências para a saúde: 12% dos participantes relatam retinopatia diabética, que pode levar à cegueira; 32% têm neuropatia; 25%, doenças cardiovasculares; 10% relatam nefropatia e lesões nos pés, complicações graves, que poderiam ser prevenidas com acompanhamento regular e tratamento adequado.


Pensando em melhorar a adesão ao tratamento e assim prevenir as complicações do diabetes, o Vozes do Advocacy com Associação dos Diabéticos e Familiares de Tanguá e Associação Carioca dos Diabéticos, em parceria com a ALERJE – Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, farão o projeto Educar para Salvar, que consiste em uma atualização dos conhecimentos sobre diabetes no dia 30 de junho.


As duas capacitações ocorrerão na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. Na parte da manhã, às 8h, a iniciativa será voltada para os profissionais de saúde, e às 14h para os agentes comunitários. Serão apresentados conteúdos sobre diabetes, retinopatia diabética e vacinação.


“Nós sabemos que o diabetes é uma condição que requer acesso aos insumos e aos medicamentos, tratamento multidisciplinar com profissionais devidamente capacitados e educação em diabetes para as pessoas, que convivem com a condição. Por isso, sabemos que por meio da educação, melhoraremos a adesão ao tratamento e, assim, diminuiremos os gastos do SUS com complicações, hospitalizações e internações”, explica Ana Maria Batista, Representante da Associação dos Diabéticos e Familiares de Tanguá.

 

Nesta edição, o projeto conta com o apoio das empresas: AstraZeneca, Bayer, Roche e GSK.

 

Mais informações podem ser acessadas nas redes sociais: Instagram: vozesdoadvocacy e no Facebook: vozesdoadvocacy.

 

Sobre o Vozes do Advocacy em Diabetes e em Obesidade


Com a participação de 25 associações e de 2 institutos de diabetes, o projeto promove o diálogo entre os diferentes atores da sociedade, para que compartilhem conhecimento e experiências, com o intuito de sensibilizar a sociedade sobre a importância do diagnóstico e tratamento precoces do diabetes da obesidade e das complicações de ambas, além de promover políticas públicas, que auxiliem o tratamento adequado destas condições no país.


Quando o cansaço não passa na folga: burnout entra para o rol das doenças ocupacionais da OMS

Com mais de 30% de casos, Brasil é vice-líder mundial de pessoas com a síndrome, perdendo apenas para o Japão


O cansaço que não passa, a irritação intensa, a dificuldade de se concentrar e o sono desregulado podem parecer só parte da rotina agitada. Porém, quando esses sinais se acumulam e se tornam permanentes, é hora de ligar o alerta. O nome disso é burnout, estado de exaustão profunda causado por condições de trabalho que submetem o profissional a níveis altos e contínuos de estresse. Carlos Manoel Rodrigues, professor de Psicologia do Centro Universitário de Brasília (CEUB), explica que o burnout não tem relação com fraqueza ou despreparo, mas com situações que ignoram limites humanos. 

Com o reconhecimento oficial da síndrome como fenômeno ocupacional pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em janeiro de 2025, as ações preventivas e de cuidado com a saúde mental ganharam ainda mais urgência. No Brasil, cerca de 30% das pessoas ocupadas sofrem burnout, de acordo com a Associação Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt). A estatística posiciona o país na segunda posição no ranking mundial de casos diagnosticados em centros de saúde.

 Segundo o psicólogo, a síndrome se instala de forma silenciosa. Os primeiros sinais podem ser confundidos com estafa comum, como o cansaço persistente, falta de energia, irritabilidade, lapsos de memória, dificuldade de concentração e insônia. “Muitas vezes, a pessoa vai ignorando esses sintomas, achando que faz parte da pressão do trabalho. Mas eles vão se intensificando até o corpo e a mente não aguentarem mais”, explica. Se não for reconhecido e tratado, o burnout pode evoluir para quadros de ansiedade, depressão e outros transtornos emocionais.  

Também pode provocar dores físicas, alterações cardiovasculares e até impactar as relações sociais e familiares: “A cultura da produtividade excessiva, que valoriza quem ‘dá conta de tudo’, é parte do problema. E ainda recai sobre o trabalhador a culpa por adoecer.” Um ambiente com metas inatingíveis, sobrecarga de tarefas, ausência de pausas e pouca valorização cria o terreno ideal para o esgotamento. “É como uma panela de pressão: se não há válvula de escape, uma hora ela explode”, alerta o docente do CEUB.

 

Descobri que estou com burnout e agora?

Para evitar o agravamento do quadro, o primeiro passo é reconhecer que o problema não está na pessoa, mas nas condições de trabalho. A orientação é buscar apoio psicológico e, quando necessário, avaliação médica. “A psicoterapia é uma ferramenta importante, mas precisa caminhar junto com mudanças no estilo profissional”, ressalta. Repensar jornadas, garantir pausas regulares, criar espaços de escuta e respeito dentro das equipes são fundamentais. Hábitos saudáveis, como a prática de atividade física e a alimentação equilibrada ajudam na recuperação. 

Para o professor, a discussão sobre o burnout também passa pelo modelo de escala adotado nas empresas. Escalas como a 6x1 (seis dias de trabalho para um de descanso) são especialmente prejudiciais, por não oferecerem tempo suficiente para a recuperação do corpo e da mente. “Já a escala 4x3 (quatro dias de trabalho e três de folga) pode representar um avanço, desde que os dias úteis não sejam exaustivos. Não adianta ter mais dias de descanso se, durante os dias de trabalho, a pressão e o ritmo continuam abusivos. O equilíbrio precisa estar no todo”, pontua. 

O burnout, conforme revela o docente do CEUB, é um alerta para a sociedade atual, mostrando que algo está fora de lugar nas relações de trabalho e de conceitos distorcidos e romantizados de produtividade. “E enquanto a lógica for a de exigir mais do que o corpo e a mente podem oferecer, os casos só tendem a crescer. O cuidado precisa deixar de ser exceção e se tornar regra”, arremata Carlos Manoel Rodrigues

 

Uso do MDMA para tratamento do TEPT: por que ainda há tanta resistência sobre isso?


O Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) é uma condição que está acometendo um grande número de pessoas no mundo – nos Estados Unidos, a estimativa é de uma população na ordem de 13 milhões, enquanto que no Brasil esse número chega a 2 milhões, conforme dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Isso é alarmante, principalmente se levarmos em conta o fato de que as terapias existentes oferecem alívio somente para uma parcela dos pacientes.

As pessoas portadoras de TEPT desenvolvem esse problema ao serem vítimas de situações extremas como acidentes graves, agressão física ou sexual, vários tipos de abuso, guerra, experiências de parto traumáticas, desastres naturais, entre outros, que as tornam incapazes de seguir em frente e levar uma vida normal. Ainda há muita gente sofrendo os efeitos disso, lidando com um tratamento ineficaz e sem um norte de melhora.

No Brasil, há uma quantidade enorme de pessoas que enfrentam problemas mentais pelo estresse severo. Dados de 2022 mostram que mais de 1.600 policiais foram afastados por problemas de saúde, incluindo TEPT, em um período de pouco mais de um ano. Já o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2024 revelou um salto nas ocorrências de suicídio entre esses profissionais, especialmente em São Paulo (80%) e Rio de Janeiro (116,7%). 

Cenários como esse se tornaram comuns durante os atendimentos clínicos e estão jogando luz à necessidade de se adotar novas alternativas de tratamento para tentar resolver a dor desses pacientes. Nos últimos anos, a comunidade médico-científica passou a estudar os efeitos medicinais das substâncias psicodélicas como o MDMA (3,4-metilenodioximetanfetamina) para ser utilizado em terapia assistida. E muitos achados interessantes têm sido encontrados nestas pesquisas. 

Estudos de fase 3 publicados em periódicos de alto reconhecimento como a revista Nature Medicine, por exemplo, demonstraram que a terapia assistida por MDMA promove uma redução clinicamente significativa nos sintomas de TEPT, com grande efeito terapêutico mensurado pela escala CAPS-5 - ferramenta validada internacionalmente que avalia a gravidade dos sintomas da doença com base em critérios padronizados e entrevista clínica estruturada, além de expressivas melhorias funcionais e taxas muito reduzidas de efeitos adversos. 

Em uma das pesquisas, que envolveu pacientes que fizeram uso do MDMA durante a terapia assistida e outros com placebo, houve três casos de pacientes que chegaram a tentar o suicídio, sendo que uma delas foi hospitalizada, no grupo que utilizou o placebo. E no outro grupo, com o MDMA, houve redução de ideação suicida.

O MDMA “inunda” o cérebro com os hormônios serotonina e ocitocina, o primeiro acalma a amígdala, região responsável por processar o medo e a ansiedade o que atenua a resposta de fuga, permitindo que os pacientes explorem experiências passadas sem a reatividade habitual, já o segundo é o que as mães produzem no período gestacional e de lactação associado ao aumento de afeto e amor, promovendo uma sensação de aumento da conexão interpessoal.
 

Hoje estamos diante de um movimento de resistência por parte de vários órgãos reguladores de vigilância sanitária ao redor do mundo para aprovar esse tipo de substância. As devolutivas negativas a respeito de uma possível aprovação normalmente têm como pano de fundo o preconceito que existe por conta da adoção do MDMA, conhecido popularmente como ecstasy, para fins recreativos, e como uma substância que causa vício. 

Essa última afirmação usa como referência um estudo científico sobre o tema cujo autor declarou que houve conflito de interesses, já que sua pesquisa foi subsidiada por empresas farmacêuticas que se beneficiam dos tratamentos atualmente disponíveis no mercado para TEPT. A introdução de uma nova abordagem terapêutica – inovadora, potencialmente disruptiva e baseada em uma substância que não é passível de patente ou monopólio – representa uma ameaça concreta à manutenção de seus modelos de negócio e à preservação de mercado. 

Vale lembrar que há alguns anos passamos por algo semelhante em relação à cannabis. Hoje, após sua aprovação junto à Anvisa, depois de muita luta, vemos muitos pacientes ganhando qualidade de vida ao ter acesso a tratamentos assistidos com essa substância – segundo informações da consultoria Kaya Mind, o Brasil atingiu a marca de 672 mil pacientes que hoje se tratam com cannabis medicinal, um aumento significativo em relação ao ano anterior. A substância é utilizada para tratar diversas condições, a lista é imensa, como epilepsia, esclerose múltipla, dores crônicas, transtornos de ansiedade, distúrbios do sono, doenças neurológicas, entre outras. 

No mundo, já temos alguns exemplos de países que têm uma regulação que permite o uso do MDMA em terapia assistida para casos de TEPT, como a Austrália, que atualmente está na vanguarda dessa terapia. Além disso, há muitos depoimentos de pacientes ao redor do mundo que fizeram o uso do MDMA em terapia assistida e obtiveram bons resultados, como é o caso da inglesa Rebecca Huntley, que desenvolveu TEPT ao ter sido violentada e abusada durante a infância, além de enfrentar dois abortos e a morte de um bebê durante o nascimento. Sua experiência foi relatada no livro “Sassafras: A memoir of love, loss and MDMA therapy”, escrito por ela e ainda sem publicação no Brasil. 

É importante destacar que não estamos buscando o uso indiscriminado do MDMA, mas sim a utilização da substância durante terapia assistida conduzida por médicos preparados para ministrá-la de forma segura, com a presença inclusive, de acompanhantes do paciente para garantir o acolhimento e a segurança durante o processo. Muita gente será beneficiada com esse tratamento, o que, inclusive, pode refletir em um desafogamento do sistema de saúde brasileiro, com a redução do volume de atendimentos de pessoas com doenças mentais como a TEPT.

 

Lucas Cury - médico pós-graduado em Neurologia.


24 de junho: Dia Mundial de Prevenção de Quedas

 Fisioterapia melhora qualidade de vida de Idosos após quedas

 

No dia 24 de junho, celebra-se o Dia Mundial de Prevenção de Quedas, uma data instituída pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e reconhecida pelo Ministério da Saúde, com o intuito de alertar sobre os riscos de quedas, especialmente entre a população idosa.


Dados alarmantes do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde revelam que, entre 2023 e 2024, o Brasil registrou 11.801 mortes de pessoas idosas em decorrência de acidentes domésticos, com as quedas figurando como a principal causa. Além do elevado risco de fraturas, particularmente no quadril, que podem resultar em perda de autonomia e até mortalidade precoce, as quedas impactam diretamente a capacidade funcional dos idosos, gerando limitações físicas, dependência e isolamento social.


Nesse contexto, a atuação do fisioterapeuta se torna essencial tanto na prevenção quanto na recuperação dos pacientes após uma queda. Esses profissionais são fundamentais para o fortalecimento do corpo do idoso e também para ajudá-los a reconquistar a coragem de dar os primeiros passos após um acidente desse tipo. A Fisioterapia possibilita que eles alcancem o envelhecimento ativo, preservando sua capacidade funcional.


Mas quando deve ser iniciada a Fisioterapia preventiva?

A fisioterapeuta Amanda Vezzani, do Cora Residencial Senior, esclarece que a intervenção deve ocorrer assim que o idoso começar a apresentar fraqueza muscular global. “Nos idosos saudáveis e autônomos, a Fisioterapia pode ser iniciada desde cedo, mesmo sem histórico de quedas, para fortalecer a musculatura e melhorar o equilíbrio, reduzindo os acidentes. Aqueles com fatores de risco, como osteoporose ou doenças que afetam a mobilidade, devem ser avaliados e acompanhados por um fisioterapeuta”, afirma.


Amanda destaca que os fisioterapeutas devem buscar avaliação e tratamento para identificar os fatores que contribuem para esses incidentes e implementar estratégias de prevenção. “Para aqueles que já sofreram fraturas, a Fisioterapia é crucial para a recuperação da força, do equilíbrio e da marcha, além de minimizar os impactos das quedas na qualidade de vida, com o objetivo de restaurar a autonomia, especialmente para aqueles que já eram dependentes ou semidependentes”, explicou.


Para os idosos ativos, o foco é promover o fortalecimento e o ganho de confiança durante o treinamento de equilíbrio e deambulação após a fratura. O medo de novas quedas é comum, e a Fisioterapia busca proporcionar segurança e o retorno gradual às atividades diárias. “Por meio do fortalecimento muscular e do treino de atividades cotidianas, o idoso reconquista a confiança em seu corpo. Em casos de medo persistente, podemos atuar equipe multiprofissional, incluindo psicólogos”, complementa.


Em suma, a Fisioterapia se revela um aliado indispensável na prevenção e reabilitação de idosos após quedas. A prevenção deve ser iniciada precocemente, e o tratamento fisioterapêutico é fundamental para restaurar a autonomia e a qualidade de vida dessa população.


Nos Residenciais Cora, Cora Premium, Bem Viver e Vivace, da BSL Saúde, o residente recebe cuidados humanizados inclusive, os fisioterapeutas atendem em uma estrutura segura e adaptada que inclui sala de Fisioterapia equipada.


Para marcar o Dia Mundial de Prevenção de Quedas, os residenciais da BSL Saúde lançaram uma campanha que visa promover a saúde, o bem-estar e a autonomia de seus residentes. Desde os primeiros dias de estadia, novos moradores terão acesso de cinco a 10 sessões gratuitas de Fisioterapia, para incentivá-los a vivenciar uma nova fase de vida mais segura e saudável.


Além disso, os residenciais possuem em seu quadro de pessoal, geriatras, médicos, psicológicos, enfermeiros, cuidadores e nutricionistas para um atendimento multidisciplinar de seus residentes.

 

Residenciais BSL
Cora Residencial Senior (11) 4750-2023
Casa de Repouso Bem Viver (19) 3516-7235
Vivace Residencial para Idosos: (11) 3508-6089

 

Inverno exige atenção redobrada para pacientes oncológicos

Frio intenso, ar seco e maior circulação de vírus aumentam riscos para quem está em tratamento contra o câncer


Com a chegada do inverno, cresce a preocupação com infecções respiratórias e complicações de saúde, especialmente entre pacientes oncológicos, que apresentam o sistema imunológico mais fragilizado devido à própria doença e aos tratamentos como quimioterapia e radioterapia. Segundo o Dr. Rodrigo Kraft Rovere, oncologista da Oncoclínicas, esses pacientes estão mais suscetíveis a doenças como gripe, pneumonia e inflamações de garganta. 

“A exposição ao frio e a ambientes fechados facilita a propagação de vírus e bactérias. Isso, combinado com a imunidade comprometida, aumenta significativamente os riscos para essa população”, alerta o especialista. Nos casos de câncer de pulmão ou outras doenças respiratórias, a situação pode ser ainda mais delicada, já que o ar frio e seco pode agravar os sintomas.
 

Cuidados essenciais de proteção

Manter-se aquecido com roupas apropriadas é fundamental. Use gorros, luvas, cachecóis e roupas em camadas que possam ser ajustadas conforme a temperatura. Evite mudanças bruscas de temperatura e certifique-se de que os ambientes estejam adequadamente aquecidos, mantendo a temperatura entre 20°C e 22°C. 

Além disso, a prevenção passa por práticas essenciais como lavar as mãos frequentemente com água e sabão por pelo menos 20 segundos, usar álcool em gel 70%, manter as vacinas em dia - especialmente contra gripe e pneumonia - e evitar contato com pessoas doentes ou locais muito aglomerados. 

“É fundamental não faltar às consultas e seguir todas as orientações médicas. Sinais como febre, tosse persistente e falta de ar não devem ser ignorados e requerem avaliação médica imediata”, reforça o Dr. Rodrigo.
 

Outros riscos associados ao frio 

Além da maior propensão a infecções, pacientes com câncer podem ter dificuldade em manter a temperatura corporal adequada, aumentando o risco de hipotermia, sobretudo em casos de anemia ou perda de peso acentuada. O frio também pode agravar problemas circulatórios, dores musculares e articulares, além de ressecar a pele, favorecendo infecções cutâneas que são mais difíceis de tratar em pessoas imunocomprometidas. 

Outro ponto crítico são os riscos de quedas. Superfícies molhadas, com gelo ou escorregadias representam perigo especial para pacientes com ossos fragilizados por metástases ou pelo próprio tratamento oncológico.
 

Guia prático de cuidados para o inverno


Hidratação e alimentação: beba pelo menos 2 litros de água por dia, mesmo que a sede diminua nos dias frios. Prefira bebidas mornas como chás de ervas (camomila, gengibre) e sopas nutritivas. Também invista em uma alimentação rica em vitaminas C e D, zinco e proteínas, inclua frutas cítricas, vegetais verde-escuros, peixes, ovos e leguminosas no cardápio diário.
 

Ambiente e respiração: use umidificadores de ar para manter a umidade entre 40% e 60%, evitando o ressecamento das vias respiratórias. Você pode improvisar colocando recipientes com água nos cômodos ou toalhas úmidas nos radiadores. Mantenha os ambientes ventilados abrindo janelas por 10-15 minutos a cada 2 horas, mas evite correntes de ar gelado diretas.
 

Cuidados com a pele: hidrate a pele diariamente com cremes específicos para pele sensível, aplicando logo após o banho morno (evite água muito quente). Use protetor solar fator 30 ou mais mesmo no inverno, especialmente no rosto e mãos, pois a radiação UV continua presente e pode ser intensificada pela reflexão na neve ou superfícies claras.
 

Atividade física adaptada: realize exercícios leves dentro de casa como caminhadas de 10-15 minutos pela manhã, alongamentos suaves ou yoga adaptada. Consulte sempre sua equipe médica antes de iniciar qualquer atividade física. Evite exercícios ao ar livre em dias muito frios ou com qualidade do ar comprometida.
 

Prevenção de quedas: mantenha os caminhos bem iluminados e livres de obstáculos. Use calçados com solado antiderrapante e, se necessário, apoios como bengalas ou corrimãos. Evite sair em dias de chuva ou geada sem acompanhamento, e sempre informe alguém sobre seus deslocamentos.
 

Monitoramento de sintomas: meça a temperatura corporal diariamente e anote em um caderno junto com outros sintomas. Procure atendimento médico imediatamente se apresentar febre acima de 37,5°C, tosse com secreção, falta de ar, dor no peito, ou qualquer sintoma respiratório que persista por mais de 24 horas.
 

Organização de medicamentos: organize os medicamentos em recipientes semanais e mantenha uma lista atualizada. Não deixe medicamentos expostos ao frio extremo - alguns podem perder eficácia. Tenha sempre um estoque de reserva para evitar interrupções no tratamento.
 

Rede de apoio e comunicação: mantenha contato regular com familiares e cuidadores, estabeleça um sistema de comunicação diária e tenha sempre à mão os telefones da equipe médica e serviços de emergência. Considere usar aplicativos de telemedicina quando apropriado para consultas de acompanhamento, reduzindo a exposição desnecessária.
 

“Lembre-se: cada paciente é único, e essas orientações devem sempre ser adaptadas conforme as recomendações específicas da sua equipe médica”, conclui o Dr. Rodrigo Kraft Rovere.

 

Oncoclínicas&Co
www.oncoclinicas.com


Mais barata e menos invasiva, prótese dentária ainda é escolha preferida dos brasileiros

Todos os anos 2,4 milhões de próteses dentárias são disponibilizadas
 para pacientes que buscam a reabilitação oral, o triplo do número de
 implantes realizados, que, não ultrapassam 800 mil em nosso país
Mesmo com crescimento dos implantes, as próteses seguem sendo usadas por mais de 39 milhões de pessoas no Brasil


De acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria Médica, Odontológica e Hospitalar (Abimo), todos os anos, aproximadamente 2,4 milhões de próteses dentárias são disponibilizadas para pacientes que buscam a reabilitação oral. Isso representa o triplo do número de implantes realizados, que, não ultrapassam 800 mil em nosso país.

Para o dentista Daniel Borges, optar por uma prótese dentária normalmente representa um investimento bem menor do que a realização de um implante. “Além da questão financeira, a prótese tem menos etapas clínicas, ou seja, menos consultas. A facilidade de manutenção e o uso de materiais mais simples também são pontos positivos quando pensamos na economia”, afirma o dentista.

Ainda segundo Borges, outra vantagem da prótese em relação ao implante é que ela dispensa cirurgia, o que torna o tratamento mais simples, rápido e confortável para a maioria dos pacientes. “Trata-se de um procedimento minimamente invasivo, que não exige nenhum tipo de incisão na gengiva ou perfuração do osso. Todo o processo é feito com moldagens, ajustes e provas, sem necessidade de bisturi, anestesia profunda ou pontos cirúrgicos, como ocorre na colocação de implantes. O risco menor de complicações é evidente”, explica.

Em situações em que o paciente precisa recuperar o sorriso rapidamente — como em eventos, compromissos profissionais ou bem-estar psicológico — as próteses também oferecem uma reabilitação quase imediata, muitas vezes com soluções provisórias no mesmo dia. “No tratamento com implantes, após a cirurgia para instalar o pino de titânio no osso, é preciso aguardar o processo de osseointegração — que pode levar de 3 a 6 meses, dependendo do caso. Já as próteses tradicionais podem ser entregues em dias ou poucas semanas, após as moldagens e provas”, avalia Borges.

Pacientes portadores de doenças sistêmicas como diabetes mellitus descompensado, hipertensão severa, insuficiência renal, imunossuprimidos ou em tratamento com anticoagulantes têm contraindicações relativas ou absolutas para cirurgias invasivas, como a instalação de implantes. Nesses casos, por conta da manutenção da saúde, a indicação de próteses também é a melhor recomendação.


Creme fixador é indispensável para o melhor uso das próteses

O uso de cremes fixadores, como o Fixodent, pode oferecer uma sensação extra de estabilidade, aumentando a confiança do paciente no dia a dia. “Para manter a prótese mais firme, evitando deslocamentos e a sensação de insegurança, é fundamental usar um creme fixador, como o Fixodent, que traz mais firmeza e tranquilidade emocional”, finaliza o dentista.

Com fixação prolongada de até 13 horas, o produto promove mais confiança para comer, sorrir e falar, é o que garante Carlos Alberto Dimarzio Filho, Gerente Geral da Euroart Import, importadora oficial do Fixodent. “Escolher um bom fixador é questão de qualidade de vida, é a garantia de que a prótese ficará firme, evitando problemas e desconfortos”, comenta.

 

Euroart Import


Onda de frio e dor crônica: entenda a relação e saiba como minimizar os desconfortos

Neurocirurgião da Unicamp, especialista em dor crônica, alerta para riscos da falta de conforto térmico e apresenta alternativas de tratamento adaptadas às baixas temperaturas


Uma nova frente fria começa a avançar sobre o país nesta segunda-feira (23), marcando a terceira onda de frio de 2025 e a primeira desde o início do inverno, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Com essa mudança brusca de temperatura, aumentam as queixas de dores crônicas em consultórios médicos e clínicas especializadas em dor, alerta o Dr. Marcelo Valadares, neurocirurgião funcional especialista no tratamento da dor e pesquisador da Disciplina de Neurocirurgia na Unicamp. No período mais frio do ano, o manejo dos sintomas não deve ser deixado de lado, com adaptações para que o paciente tenha conforto térmico.

De acordo com o especialista, o inverno agrava o sofrimento das pessoas que convivem com dores crônicas - um grupo que representa 36,9% dos brasileiros com mais de 50 anos, segundo o Ministério da Saúde - por razões multifatoriais.  Condições como fibromialgia, artrite e dores nas costas/coluna tendem a intensificar nesta época do ano, afetando a qualidade de vida de mulheres, idosos e pessoas de baixa renda, principalmente.

Pacientes com sintomas depressivos e com histórico de quedas e hospitalizações também podem notar aumento na percepção da dor. “As baixas temperaturas reduzem o fluxo sanguíneo periférico e aumentam a rigidez muscular. Além disso, o frio desencadeia alterações no sono e no humor, favorecendo quadros de insônia, ansiedade e depressão, que estão diretamente ligados à percepção e intensificação da dor”, explica o médico.

A chegada da nova estação promete ter ondas de frio menos frequentes, porém mais intensas, principalmente no Sul e Sudeste, embora as temperaturas médias fiquem acima da média histórica em grande parte do país. Além da mudança na temperatura, a maior amplitude térmica e aumento da umidade em diversas capitais pode agravar ainda mais quadros de dor crônica. “Moradores de cidades de altitude e em áreas urbanas com pouca exposição solar são os mais vulneráveis. Eles devem redobrar os cuidados e manter um acompanhamento médico contínuo para evitar agravamentos”, avalia o doutor.

O controle dos sintomas exige abordagem terapêutica multidisciplinar e não deve ser abandonado durante as baixas temperaturas, mas procedimentos que exigem exposição ao frio ou ambientes não climatizados devem ser ajustados para evitar desconfortos adicionais. Entre as estratégias de cuidado físico estão o uso de medicamentos moduladores da dor, como antidepressivos tricíclicos e inibidores de recaptação de serotonina; a fisioterapia regular e exercícios de alongamento para preservar a mobilidade; além da prática de atividades físicas supervisionadas, como caminhadas, pilates ou hidroterapia.

O acompanhamento psicológico também é fundamental para evitar alterações no humor, insônia e isolamento social. Tratamentos complementares como acupuntura, massagens e técnicas de relaxamento continuam sendo aliados importantes e podem, inclusive, gerar conforto térmico para o paciente.

 

Dr. Marcelo Valadares - médico neurocirurgião e pesquisador da Disciplina de Neurocirurgia da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A Neurocirurgia Funcional é a sua principal área de atuação. Seu enfoque de trabalho é voltado às cirurgias de neuromodulação cerebral em distúrbios do movimento, cirurgias menos invasivas de coluna (cirurgia endoscópica da coluna), além de procedimentos que envolvem dor na coluna, dor neurológica cerebral e outros tipos de dor. O especialista também é fundador e diretor do Grupo de Tratamento de Dor de Campinas, que possui uma equipe multidisciplinar formada por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos e educadores físicos. No setor público, recriou a divisão de Neurocirurgia Funcional da Unicamp, dando início à esperada cirurgia DBS (Deep Brain Stimulation – Estimulação Cerebral Profunda) naquela instituição. Estabeleceu linhas de pesquisa e abriu o Ambulatório de Atenção à Dor afiliado à Neurologia.

 

Câncer de rim: como identificar uma doença silenciosa?


O câncer de rim é uma doença que representa cerca de 3% dos tumores malignos no Brasil. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a incidência estimada varia entre 7 e 10 casos a cada 100 mil habitantes. Por não ser alvo de uma política pública de rastreamento, o resultado é que muitas vezes os pacientes acabam descobrindo a doença de forma tardia, já que trata-se de um tumor silencioso. 

Isso acontece porque, nas fases iniciais, o câncer renal raramente produz sintomas específicos. “Os rins possuem grande reserva funcional, permitindo que tumores cresçam significativamente antes de comprometer a função renal ou causar manifestações clínicas evidentes”, explica a oncologista Nadia Yumi Hatamoto, do Instituto de Oncologia de Sorocaba (IOS). 

De acordo com a especialista, esse comportamento discreto contribui para diagnósticos tardios, quando a doença já se encontra em estágios mais avançados. Em muitos casos, os primeiros sinais são sutis e podem ser confundidos com problemas mais comuns, como infecções ou indisposição.

 

Sinais de alerta 

Entre os sintomas iniciais mais associados ao câncer renal estão fadiga, perda de peso não intencional, dor abdominal inespecífica e febre intermitente sem causa aparente. “Quando presentes, os primeiros sintomas são frequentemente vagos e podem ser atribuídos a outras condições menos graves. Essa inespecificidade contribui para o atraso na investigação diagnóstica”, afirma a oncologista. 

De acordo com a médica, a posição dos rins também dificulta a detecção precoce de massas durante o exame físico de rotina. “Tumores podem atingir dimensões consideráveis antes de se tornarem palpáveis”, explica. Além disso, existe o que os médicos chamam de “Tríade Clássica” da doença, presente em 10 a 15% dos casos, composta por hematúria (sangue na urina), dor no flanco (região lombar lateral) e massa palpável no abdômen.
 

Diagnóstico e fatores de risco 

Ao contrário do câncer de mama ou de próstata, não há exames recomendados especificamente para o de rim. A identificação costuma acontecer durante exames de imagem realizados por outros motivos, já que, diferentemente de outros tipos de câncer, não existem programas de rastreamento populacional estabelecidos para a doença. 

Entre os principais fatores de risco estão o histórico familiar de câncer renal, tabagismo, obesidade, hipertensão, doença renal crônica, exposição a substâncias químicas como cádmio e solventes, além de algumas síndromes genéticas, como Von Hippel-Lindau.
 

Tratamento e prognóstico 

O tratamento depende do estágio em que a doença é descoberta. As opções incluem cirurgia (nefrectomia parcial ou total), técnicas menos invasivas como ablação e crioablação (para tumores pequenos), e ainda tratamentos medicamentosos sistêmicos, como imunoterapia e terapias-alvo. 

Apesar dos desafios no diagnóstico, o câncer renal tem boas chances de cura quando identificado precocemente. “O prognóstico do câncer renal está diretamente relacionado ao estágio da doença no momento do diagnóstico. Tumores diagnosticados em estágios iniciais apresentam sobrevida em 5 anos superior a 90%, enquanto na doença metastática este percentual cai para 10% a 15%”, conclui a oncologista. 



Instituto de Oncologia de Sorocaba


Estoques de leite humano caem até 50% no inverno, e bebês prematuros correm risco

Coordenadora de Enfermagem da Faculdade Anhanguera alerta sobre a queda no estoque de leite humano nos bancos durante o frio e a importância da doação

 

Com a chegada do inverno, os estoques nos bancos de leite humano apresentam uma queda de até 50%, e a doação de leite humano é fundamental para garantir a alimentação de bebês prematuros ou de baixo peso, que dependem desse alimento vital para seu desenvolvimento e sobrevivência. 

A doação de leite humano é um gesto altruísta que contribui diretamente para salvar vidas. Porém, durante o inverno, o número de doações diminui significativamente devido a diversos fatores, como o clima mais frio e a rotina mais reclusa das pessoas. “A baixa nas doações durante os meses mais frios é um desafio que precisa ser enfrentado. Isso porque o leite humano é insubstituível para bebês prematuros e de risco, e a demanda por ele não diminui, mesmo com a queda no número de doações”, alerta a Dra. Cláudia Bis, coordenadora do curso de Enfermagem da Faculdade Anhanguera Ribeirão. 

O leite materno é considerado o melhor e mais perfeito alimento para o bebê, especialmente para aqueles que nascem prematuros ou com baixo peso. É um alimento que contém anticorpos que colaboram com o sistema de defesa imaturo dos recém-nascidos, protegendo-os e armando-os contra infecções e doenças, além de ser rico em nutrientes essenciais para o seu crescimento e desenvolvimento.

Nos bancos de leite humano, o leite é armazenado e distribuído a hospitais e unidades de terapia intensiva neonatal, onde os bebês em risco (com prematuridade extrema e outras patologias) estão sendo tratados. A doação de leite humano permite que esses bebês recebam os benefícios do aleitamento materno, mesmo quando a mãe não pode amamentá-los diretamente, seja por questões de saúde ou outros fatores.

De acordo com a Dra. Cláudia, durante o inverno, os estoques nos bancos de leite tendem a cair drasticamente. A baixa no número de doações pode ser atribuída a uma série de fatores, incluindo o fato de que muitas mulheres enfrentam dificuldades para amamentar ou manter a produção de leite nos meses mais frios. Além disso, o inverno também leva as pessoas a ficarem mais em casa e a diminuírem a frequência das doações. 

“Durante o inverno, a falta de doações pode afetar diretamente os bebês que dependem do leite humano. Por isso, é fundamental que as mães que têm condições de doar leite se conscientizem da importância desse gesto, principalmente nesse período de maior necessidade”, ressalta a coordenadora.
 

Como doar leite humano? 

A doação de leite humano é simples, mas exige alguns cuidados para garantir a segurança e a qualidade do leite. A coordenadora explica que é necessário que as doadoras sigam algumas orientações de higiene e armazenamento, além de passar por um processo de triagem realizado pelos bancos de leite humano. “Para doar, a mãe precisa estar saudável, com produção de leite suficiente e disposta a compartilhar o leite excedente com os bebês que precisam. O processo de doação envolve o preenchimento de um cadastro, a triagem de saúde e o ensino sobre a forma adequada de ordenhar e armazenar o leite. O leite pode ser coletado de forma caseira, desde que siga todas as orientações dos profissionais de saúde”. 

Além das mães que podem fazer a doação, a sociedade também desempenha um papel crucial na conscientização sobre a importância da doação de leite humano. A Dra. Cláudia destaca que é essencial que as pessoas espalhem a informação e incentivem as mulheres a se tornarem doadoras. “A solidariedade é um componente fundamental. Muitas vezes, os bebês que recebem leite humano de modo exclusivo, não têm outra alternativa alimentar, e isso pode significar a diferença entre a vida e a morte”, afirma. 

“A doação de leite humano é um ato de amor que pode fazer toda a diferença na vida de uma criança. Convidamos todas as mulheres que têm condições de doar a se engajar nesse gesto nobre e contribuir para salvar vidas”, conclui.

 

Mitos e verdades sobre a vacina contra a gripe: saiba como se proteger

Foto: Walterson Rosa/MS
Com apenas 44% do público-alvo vacinado até junho, especialista alerta para a importância da imunização

 

Com a aproximação do inverno e o aumento de casos de gripe no Brasil, o Ministério da Saúde levantou um alerta à população. Segundo dados divulgados pela pasta, até o início de junho, apenas 44% do público-alvo foi imunizado contra a gripe, muito abaixo da meta de 90%. Até o momento, mais de 9,2 mil hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), causadas pelo vírus Influenza, foram registradas em todo o país.

Para a infectologista Dra. Rebecca Saad, coordenadora do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) do CEJAM – Centro de Estudos e Pesquisas "Dr. João Amorim", um dos grandes desafios no enfrentamento da gripe continua sendo o volume de desinformação que circula sobre a vacina.

"A baixa adesão está fortemente ligada a mitos antigos, que continuam impactando a decisão de muitas pessoas. É fundamental esclarecer esses pontos à população para ampliar a cobertura vacinal e reduzir o número de casos graves e internações", destaca a médica.

Confira abaixo os principais mitos e verdades sobre a vacina contra a gripe:


A vacina da gripe pode causar a doença.

Mito: A vacina é feita com vírus inativados, ou seja, vírus mortos ou apenas fragmentos deles – e não tem qualquer capacidade de causar a doença. Em algumas pessoas, há a possibilidade de reações leves e esperadas, como dor no local da aplicação, febre, mal-estar, dores musculares e cansaço – respostas normais do sistema imunológico ao estímulo da vacina.

“O que pode ocorrer é que pessoas vacinadas que já tenham sido infectadas por outro vírus respiratório antes da vacinação, ou no mesmo período, desenvolvam sintomas causados por esse outro vírus, o que muitas vezes leva à falsa percepção de que a vacina causou a gripe”, afirma a infectologista.


Pessoas saudáveis não precisam se vacinar.

Mito: Mesmo quem não tem doenças crônicas pode desenvolver complicações graves em caso de gripe, como pneumonia ou agravamento de outras condições de saúde. Além disso, pessoas saudáveis também podem transmitir o vírus para familiares, amigos e colegas que fazem parte dos grupos de risco, como idosos, gestantes e crianças. Ter um estilo de vida saudável ajuda a fortalecer o sistema imunológico, mas não substitui a proteção que a vacina oferece.


Preciso tomar a vacina todos os anos.

Verdade: A vacinação contra a gripe precisa ser realizada todos os anos, pois a proteção oferecida pelo imunizante diminui ao longo do tempo e, principalmente, porque o vírus da gripe sofre mutações frequentes. Por isso, a composição da vacina é atualizada anualmente para garantir proteção contra as cepas mais recentes em circulação.


Bebês não podem tomar a vacina da gripe.

Mito: Bebês a partir de seis meses de idade já podem, e devem, receber a vacina contra a gripe. Essa é a idade mínima recomendada no calendário nacional de vacinação. Para os que ainda não fazem parte do público-alvo da campanha gratuita, a imunização também pode ser feita em clínicas privadas, com a versão quadrivalente da vacina.


Gestantes não devem tomar a vacina da gripe.

Mito: A vacina da gripe é segura e altamente recomendada para gestantes em qualquer período da gravidez. Além de proteger a mãe, a vacinação também oferece proteção indireta ao bebê nos primeiros meses de vida. Por isso, as gestantes são consideradas grupo prioritário nas campanhas nacionais de imunização.


A vacina da gripe não é indicada para pessoas com doenças crônicas.

Mito: Na realidade, é justamente o contrário: pessoas com doenças crônicas, como asma, bronquite, diabetes, doenças cardíacas e respiratórias, devem priorizar a vacinação. A gripe pode agravar essas condições, aumentando o risco de complicações e internações.


A vacina da rede pública é diferente da imunização na rede privada.

Verdade: Sim, existe uma diferença entre as vacinas oferecidas pelo SUS e pelas clínicas privadas, mas ambas são seguras, eficazes e de qualidade.
Na rede pública, a população tem acesso à vacina trivalente, que protege contra três tipos de vírus influenza: H1N1, H3N2 e uma linhagem de Influenza B (Victoria ou Yamagata, dependendo do ano). A escolha da composição é feita com base em recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e adaptada às cepas que mais circularam no hemisfério Sul. De acordo com o Sistema de Avaliação de Coberturas Imunológicas (SACI) do Ministério da Saúde, a vacina trivalente distribuída no SUS apresenta alta eficácia na prevenção de formas graves da doença, hospitalizações e óbitos, especialmente entre os grupos prioritários.
Já nas clínicas privadas, está disponível a vacina quadrivalente, que inclui uma proteção a mais contra um segundo tipo de Influenza B, oferecendo cobertura para quatro tipos de vírus: H1N1, H3N2, Victoria e Yamagata.

"Ambas as vacinas são seguras e eficazes. Quem faz parte do público-alvo da campanha deve, sem dúvida, aproveitar a oportunidade de se vacinar gratuitamente na rede pública", reforça a especialista.


A vacinação é essencial para evitar novas epidemias.

Verdade: A vacinação em massa é uma das estratégias mais eficazes para conter surtos e evitar novas pandemias. Um exemplo marcante, além da pandemia de Covid-19, é o controle da gripe Influenza A (H1N1), que também provocou uma pandemia global em 2009. Naquele ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou uma pandemia após a rápida disseminação do vírus, que surgiu na América do Norte e se espalhou por diversos continentes. Com o avanço da vacinação e ações coordenadas de saúde pública, a propagação foi significativamente reduzida, e o cenário gradualmente controlado.

"A vacinação tem um papel fundamental na prevenção de surtos e no controle de epidemias. O caso da H1N1 demonstrou, na prática, como a imunização em larga escala pode salvar milhares de vidas e impedir o colapso dos sistemas de saúde", enfatiza a Dra. Rebecca.

Segundo ela, a gripe continua sendo uma ameaça séria, especialmente nos meses mais frios, e manter uma cobertura vacinal adequada é essencial para proteger tanto os grupos de risco como a população em geral.

“A ampliação do acesso por meio de campanhas de vacinação em massa, realizadas em locais como terminais de ônibus, estações de metrô, escolas e ambientes de trabalho, também é uma estratégia crucial. Essas ações facilitam o alcance da população e ajudam a reduzir as barreiras logísticas, que, muitas vezes, impedem as pessoas de se vacinarem”, finaliza.



CEJAM
O CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”
@cejamoficial


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