Mudanças na alimentação, no sono e na rotina de exercícios podem favorecer processos inflamatórios e desequilíbrios no organismo.
Com a chegada do
inverno, muitas pessoas percebem mudanças no próprio corpo. A disposição
diminui, a prática de exercícios é deixada de lado com frequência, o consumo de
alimentos calóricos cresce e até a qualidade do sono pode ser
afetada. Embora esses comportamentos sejam comuns durante os períodos
mais frios, eles podem ter reflexos importantes na saúde e contribuir para
sintomas que vão além do desconforto causado pelas baixas temperaturas.
Segundo a revisão científica “Efeitos do exercício
aeróbico na qualidade do sono, insônia e marcadores inflamatórios”, publicada na National
Library of Medicine, o exercício aeróbico é uma abordagem promissora para
melhorar a qualidade do sono e reduzir a inflamação sistêmica. O estudo chama a
atenção para um dos
hábitos mais afetados durante o inverno que é a prática de atividade física,
onde muitas pessoas passam a apresentar queixas relacionadas ao cansaço, à baixa imunidade e à
indisposição.
Para o Dr. Octávio Guarçoni,
referência em medicina no Brasil, esses relatos podem estar relacionados a desequilíbrios
que se desenvolvem de forma silenciosa no organismo. "O inverno
favorece mudanças de comportamento que impactam diretamente a saúde. As pessoas
tendem a se movimentar menos, beber menos água, consumir alimentos mais pesados
e permanecer mais tempo em ambientes fechados. Quando esses fatores se
acumulam, podem contribuir para processos inflamatórios e para alterações
hormonais, metabólicas e intestinais", explica.
À frente da Guarçoni Health Center,
clínica com mais de 10 anos de atuação e referência em saúde integrada, o Doutor explica que os chamados “sintomas comuns” são
justamente aqueles que costumam passar despercebidos. A indisposição,
por exemplo, geralmente é atribuída ao clima mais frio, enquanto o inchaço
é frequentemente associado aos excessos alimentares típicos da época. No
entanto, quando esses sinais passam a fazer parte da rotina, é importante investigar
suas causas e não apenas tratar os efeitos.
Além de impactarem no bem-estar, essas
alterações costumam refletir diretamente na aparência. O aumento da retenção de
líquidos, a sensação de ganho de peso e a piora da qualidade da pele são
algumas das queixas mais frequentes nos consultórios, especialmente durante os
meses mais frios.
Ainda segundo Guarçoni, o inverno
também é um período que o público aproveita para investir em cuidados
estéticos e tratamentos que auxiliam na recuperação da qualidade da pele e
na melhora da autoestima. Entre
os mais procurados estão os bioestimuladores de colágeno, laser, peeling,
microagulhamento e tecnologias para rejuvenescimento, já que a menor
exposição solar favorece a recuperação e reduz o risco de complicações
pós-procedimento.
Para minimizar os impactos da
estação, Dr. Octavio recomenda manter uma hidratação adequada,
preservar a prática regular de exercícios físicos, priorizar uma alimentação
equilibrada e buscar acompanhamento profissional sempre que sintomas
como inchaço, fadiga, alterações na pele ou indisposição persistirem. "O
frio pode influenciar o funcionamento do organismo, mas sinais recorrentes não
devem ser normalizados. Muitas vezes, eles são a forma que o corpo encontra
para mostrar que algo precisa ser investigado", conclui.

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