Coordenadora de Enfermagem da Faculdade Anhanguera alerta sobre a queda no estoque de leite humano nos bancos durante o frio e a importância da doação
Com
a chegada do inverno, os estoques nos bancos de leite humano apresentam uma
queda de até 50%, e a doação de leite humano é fundamental para garantir a
alimentação de bebês prematuros ou de baixo peso, que dependem desse alimento
vital para seu desenvolvimento e sobrevivência.
A
doação de leite humano é um gesto altruísta que contribui diretamente para
salvar vidas. Porém, durante o inverno, o número de doações diminui
significativamente devido a diversos fatores, como o clima mais frio e a rotina
mais reclusa das pessoas. “A baixa nas doações durante os meses mais frios é um
desafio que precisa ser enfrentado. Isso porque o leite humano é insubstituível
para bebês prematuros e de risco, e a demanda por ele não diminui, mesmo com a
queda no número de doações”, alerta a Dra. Cláudia Bis, coordenadora do curso de
Enfermagem da Faculdade Anhanguera Ribeirão.
O leite materno é considerado o melhor e mais perfeito alimento para o bebê, especialmente para aqueles que nascem prematuros ou com baixo peso. É um alimento que contém anticorpos que colaboram com o sistema de defesa imaturo dos recém-nascidos, protegendo-os e armando-os contra infecções e doenças, além de ser rico em nutrientes essenciais para o seu crescimento e desenvolvimento.
Nos bancos de leite humano, o leite é armazenado e distribuído a hospitais e unidades de terapia intensiva neonatal, onde os bebês em risco (com prematuridade extrema e outras patologias) estão sendo tratados. A doação de leite humano permite que esses bebês recebam os benefícios do aleitamento materno, mesmo quando a mãe não pode amamentá-los diretamente, seja por questões de saúde ou outros fatores.
De acordo com a Dra. Cláudia, durante o inverno, os estoques nos bancos de
leite tendem a cair drasticamente. A baixa no número de doações pode ser
atribuída a uma série de fatores, incluindo o fato de que muitas mulheres
enfrentam dificuldades para amamentar ou manter a produção de leite nos meses
mais frios. Além disso, o inverno também leva as pessoas a ficarem mais em casa
e a diminuírem a frequência das doações.
“Durante
o inverno, a falta de doações pode afetar diretamente os bebês que dependem do
leite humano. Por isso, é fundamental que as mães que têm condições de doar
leite se conscientizem da importância desse gesto, principalmente nesse período
de maior necessidade”, ressalta a coordenadora.
Como doar leite humano?
A
doação de leite humano é simples, mas exige alguns cuidados para garantir a
segurança e a qualidade do leite. A coordenadora explica que é necessário que
as doadoras sigam algumas orientações de higiene e armazenamento, além de
passar por um processo de triagem realizado pelos bancos de leite humano. “Para
doar, a mãe precisa estar saudável, com produção de leite suficiente e disposta
a compartilhar o leite excedente com os bebês que precisam. O processo de
doação envolve o preenchimento de um cadastro, a triagem de saúde e o ensino
sobre a forma adequada de ordenhar e armazenar o leite. O leite pode ser
coletado de forma caseira, desde que siga todas as orientações dos
profissionais de saúde”.
Além
das mães que podem fazer a doação, a sociedade também desempenha um papel
crucial na conscientização sobre a importância da doação de leite humano. A
Dra. Cláudia destaca que é essencial que as pessoas espalhem a informação e
incentivem as mulheres a se tornarem doadoras. “A solidariedade é um componente
fundamental. Muitas vezes, os bebês que recebem leite humano de modo exclusivo,
não têm outra alternativa alimentar, e isso pode significar a diferença entre a
vida e a morte”, afirma.
“A
doação de leite humano é um ato de amor que pode fazer toda a diferença na vida
de uma criança. Convidamos todas as mulheres que têm condições de doar a se
engajar nesse gesto nobre e contribuir para salvar vidas”, conclui.
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