Com uma nova adaptação do dramaturgo inglês Robert Icke, o espetáculo é um thriller político contemporâneo ambientado no escritório de campanha de Édipo, um candidato prestes a vencer uma eleição majoritária. Sergio Mastropasqua dá vida ao personagem homônimo, enquanto Clarisse Abujamra interpreta Jocasta, que nesta versão ganha maior protagonismo em relação à tragédia original de Sófocles. O clássico foi considerado por Aristóteles a mais perfeita das tragédias.
A tragédia Édipo Rei, de Sófocles, escrita em 427 a. C. é um clássico há 2500 anos e ganha ares contemporâneos com a escrita do dramaturgo inglês Robert Icke (1986-) em Édipo, que estreia no dia 4 de julho, sábado, às 20h, no auditório do MASP A montagem conta com direção de Clara Carvalho, idealização da pesquisadora Rosalie Rahal Haddad, realização do Círculo de Atores e produção da SM Arte Cultura.
A temporada tem
sessões sextas e sábados, às 20h, e domingos, às 18h, até 6 de setembro. O
elenco é formado por Sergio Mastropasqua, Clarisse Abujamra, Oswaldo
Mendes, Chris Couto, João Bourbonnais, Thalles Cabral, Thaina Muniz, Márcia
Teodoro, Marisa Mainarte, Rodrigo Scarpelli, Thomas Huszar e Roberto
Borenstein.
A trama é um
thriller político contemporâneo ambientado no escritório de campanha de Édipo,
um candidato prestes a vencer uma eleição majoritária. Conservando as unidades
clássicas de tempo, espaço e ação, a peça traz, além do suspense e de um painel
intrincado de relações familiares, uma profunda sondagem existencial e um mergulho
no inconsciente. Assistimos à crise vertiginosa de um político que, sem saber,
transgrediu leis civilizatórias e que, por excesso de autoconfiança e orgulho,
engendra a própria ruína.
"Não é que Édipo Rei
precise ser atualizado. É uma tragédia tão perfeita e tão interessante que,
2.500 anos depois, continua impecável em sua dimensão universal. O que Robert
Icke faz é um exercício muito interessante de releitura, usando todas as linhas
mestras da peça. Na montagem, Édipo é o candidato que vai ganhar a eleição.
Todas as pesquisas mostram que ele está praticamente eleito. Todavia, um
personagem chega para dizer que tudo aquilo que ele acredita sobre si mesmo
pode não ser verdade. Existe essa relação entre poder, sucessão e a construção
de narrativas", enfatiza Clara Carvalho.
A encenação aposta
em uma estética contemporânea em todos os recursos cênicos: a trilha sonora de
Gregory Slivar, o figurino de Marichilene Artisevskis e o cenário de Chris
Aizner, que criam um ambiente híbrido entre o universo eleitoral e a dimensão
trágica da obra. A inspiração vem do brutalismo de Lina Bo Bardi e do espaço
simbólico do vão livre do Masp, ponto tradicional de manifestações políticas na
capital paulista.
ÉDIPO
E JOCASTA
Para Sergio
Mastropasqua, o que mais impressiona em Robert Icke é sua capacidade de não ser
reverente nem de tentar comentar Sófocles. É como se ambos caminhassem juntos
em um jogo no qual os atores enfrentam a potência do autor grego pelas mãos do
dramaturgo contemporâneo.
"Édipo é um
personagem que estará pelo mundo enquanto existir alguém que saiba ler ou
encenar. A atualidade é apenas mais um momento desse percurso. Por
coincidência, a peça começa com o final de uma campanha política, que estará
ocorrendo no Brasil enquanto estivermos em cartaz no Masp. Violência contra a
mulher, discriminação por origem, novos movimentos políticos e autoritarismo
percorrem a trama", comenta o ator.
Uma das inovações
do texto em relação ao original grego é trazer, pela primeira vez, o ponto de
vista da personagem Jocasta. O autor a transforma em uma mulher dos dias
atuais, consciente de seu papel e profundamente envolvida nos acontecimentos
que a cercam.
“É um acerto
enorme da adaptação colocar Jocasta nesse lugar de protagonismo. Ela deixa de
ser apenas uma figura da tragédia para se tornar uma personagem complexa e
viva. A sensação é de acompanhar uma investigação em que, a cada cena, uma nova
informação muda completamente o rumo da história. Esse lado thriller
que o autor imprime à tragédia é um dos seus principais ingredientes”, conta
Clarisse Abujamra.
FICHA TÉCNICA:
Idealização e Produção Geral:
Rosalie Rahal Haddad. Texto: Robert Icke. Direção e
Tradução: Clara Carvalho. Diretor Assistente:
Thiago Ledier. Elenco Sergio Mastropasqua,
Clarisse Abujamra, Oswaldo Mendes, Chris Couto, João Bourbonnais, Thalles
Cabral, Thaina Muniz, Márcia Teodoro, Marisa Mainarte, Rodrigo Scarpelli,
Thomas Huszar e Roberto Borenstein Música Original: Gregory Slivar. Cenografia
e arquitetura cênica: Chris Aizner. Cenotécnico:
Alício Silva / Casa Malagueta. Produção de Objetos: Jorge Luiz
Alves e Luiza Meira Alves. Figurino: Marichilene Artisevskis. Assistente
de Figurino: Lilian Pessoa. Costura:
Judite Gerônimo de Lima. Iluminação: Gabriele Souza. Direção de
Imagem: Ícarus Filmes. Operação De Som: Valdilho Oliveira.
Operação de Luz: Nicolas Marchi. Direção de
Palco: André Di Peroli e Henrique Pina. Camareira:
Elisa Galdino. Visagismo para Fotos: Loeni Mazzei.
Fotos: Ronaldo Gutierrez. Vídeo para
Redes Sociais: Paula Davanço. Registro em Vídeo:
Ícarus Filmes. Designer para elementos cênicos:
Dalua Criações. Identidade Visual: Sergio
Mastropasqua. Redes Sociais e Gestão de Tráfego: Lead Performance. Assessoria
de Imprensa: Adriana Balsanelli e Renato Fernandes. Produção:
SM Arte Cultura. Direção de Produção: Selene
Marinho. Coordenação de Produção: Sergio Mastropasqua. Produção
Executiva: André Roman /Teatro de Jardim. Realização:
Círculo De Atores.
SERVIÇO:
Local: Auditório do Masp
Temporada: 04 de julho a 06 de setembro. Sextas e sábados às 20h,
domingos às 18h.
Classificação: 16 anos.
Duração: 110 minutos.
Capacidade: 344 lugares.
Ingressos: Sextas: R$100 (inteira) - R$50 (meia) / Sábados e
domingos: R$120 (inteira) - R$60 (meia).
https://bileto.sympla.com.br/event/121617/

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