Encontrar um caroço na mama ou sentir desconforto na região
costuma gerar preocupação imediata. No entanto, nem todo nódulo ou cisto
representa um diagnóstico de câncer. Embora essas alterações sejam comuns ao
longo da vida, suas características são diferentes e exigem avaliação médica
para um diagnóstico preciso.
Segundo a publicação “Estimativa 2026–2028: Incidência de Câncer
no Brasil, do Instituto Nacional de Câncer (INCA)”, o país deverá registrar
cerca de 78.610 novos casos de câncer de mama por ano entre 2026 e 2028,
reforçando a importância da investigação adequada de alterações identificadas
durante exames de rotina.
Para esclarecer as principais dúvidas sobre o tema, o cirurgião
oncológico e mastologista Dr. Caetano Cardial, comenta cinco mitos e verdades
relacionados à saúde das mamas.
1. Nem todo nódulo ou cisto significa câncer
Verdade. Os cistos são estruturas preenchidas por líquido e, na
maioria dos casos, benigna. Já os nódulos são formações sólidas que podem ser
benignas ou malignas. “A maioria dos cistos não representa risco de câncer, mas
os nódulos precisam ser avaliados por exames de imagem e, em alguns casos, por
biópsia”, explica o especialista.
2. Mulheres jovens não desenvolvem nódulos mamários
Mito. Alterações mamárias benignas podem surgir em qualquer idade.
Um exemplo é o fibroadenoma, um dos tumores benignos mais frequentes entre
mulheres jovens. “Não existe uma idade específica para o aparecimento de
nódulos. Quando necessário, realizamos exames complementares para definir o
diagnóstico com segurança”, afirma.
3. Dor na mama geralmente indica algo grave
Mito. Em muitos casos, a dor mamária está relacionada a alterações
hormonais e não ao câncer. “A presença de dor isolada costuma estar associada a
causas benignas, mas sintomas persistentes devem ser avaliados por um
especialista”, orienta.
4. Nódulos ou cistos podem desaparecer espontaneamente
Verdade. A Maioria dos cistos e determinados nódulos benignos
podem diminuir de tamanho ou até desaparecer espontaneamente, dependendo de
suas características e da causa da alteração.
5. Nem todo cisto ou nódulo precisa ser removido
Verdade. Quando a lesão apresenta características benignas, o
acompanhamento periódico costuma ser suficiente. A cirurgia geralmente é
indicada em casos de crescimento da lesão, dor persistente, dúvida diagnóstica
ou confirmação de câncer.
"A cirurgia para retirada de cistos ou nódulos consiste na remoção da lesão por meio de uma pequena incisão, geralmente preservando o tecido saudável ao redor. O material é encaminhado para análise laboratorial, que confirma o diagnóstico. No entanto, nem todos os cistos ou nódulos exigem cirurgia: muitos podem ser apenas monitorados ou, no caso dos cistos, drenados quando necessário”, conclui Dr. Caetano Cardial.
Clínica Terra Cardial
Dra. Márcia Fuzaro - médica formada pela Faculdade de Medicina do ABC, doutora em Tocoginecologia, professora associada e chefe do setor de Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia, além de presidente da Associação Brasileira de Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia (ABPTGIC)
Dr. Caetano da Silva Cardial - graduado pela Faculdade de Medicina do ABC, é mestre em Ginecologia, cirurgião oncológico e mastologista, membro da Sociedade Brasileira de Mastologia e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica, Membro da Comissão Nacional de Especialidade de Ginecologia Oncológica da FEBRASGO.
Dra. Débora Cardial - formada pela Faculdade de Medicina do ABC, com residência em Clínica Médica e Dermatologia, título de especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, além de ser membro da Sociedade Europeia de Dermatologia e Venereologia e da Sociedade Brasileira de Laser.

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