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terça-feira, 10 de junho de 2025

Dia dos namorados - No amor e na saúde: quais vacinas tomar para garantir a saúde entre os casais?

  

Em muitas culturas, o Dia dos Namorados é tradicionalmente marcado por flores e declarações de amor. Mas, neste ano, especialistas em saúde pública propõem um gesto diferente e igualmente significativo: aproveitar a data para cuidar da saúde do casal, começando pela atualização da vacinação.

“A melhor forma de demonstrar cuidado é garantir que ambos estejam protegidos contra doenças evitáveis”, afirma Rosana Richtmann, infectologista e consultora de vacinas da Dasa. Ela ressalta que a imunização é uma forma concreta de proteger quem se ama — especialmente contra infecções que podem ser transmitidas em relações íntimas.


HPV: alta incidência e riscos a longo prazo

O Papilomavírus Humano (HPV) é uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns no Brasil e no mundo. Estima-se que 10 milhões de pessoas estejam infectadas no país, com cerca de 700 mil novos casos por ano. O vírus pode causar verrugas genitais e diversos tipos de câncer — como de colo do útero, ânus, pênis e orofaringe.

“A vacina contra o HPV é segura, eficaz e indicada para homens e mulheres de 9 a 45 anos. É uma medida essencial de prevenção que protege os dois parceiros”, explica Richtmann.


Hepatites virais: ameaça silenciosa e global

As hepatites A e B também devem estar no radar dos casais. A hepatite B é transmitida por contato com sangue ou fluidos corporais e pode evoluir para doenças hepáticas graves. Já a hepatite A, embora menos comum na transmissão sexual, também representa risco em determinadas práticas.

De acordo com o Global Hepatitis Report 2024, da Organização Mundial da Saúde (OMS), as hepatites virais são a segunda maior causa infecciosa de mortes no mundo, empatadas com a tuberculose. São 1,3 milhão de mortes por ano, apesar da existência de vacinas eficazes e tratamento disponível.


Vacinas para prevenção

  • HPV (Papilomavírus Humano):
    • Proteção: contra tipos de vírus associados a cânceres de colo do útero, pênis, ânus, vulva, orofaringe e verrugas genitais.
    • Indicação: recomendável antes do início da vida sexual, mas também disponível para adolescentes e adultos em situações específicas. No Brasil, indicada para meninos e meninas de 9 a 14 anos, além de adultos de até 45 anos.
    • Tipos: bivalente (tipos 16 e 18) e quadrivalente (tipos 6, 11, 16, e 18).
  • Hepatite B:
    • Transmissão: Por contato com sangue e fluidos corporais, incluindo relações sexuais.
    • Calendário: parte do calendário infantil, mas adultos não vacinados devem receber as três doses.
    • Proteção adicional: indiretamente protege contra a hepatite Delta.
  • Hepatite A:
    • Transmissão: embora menos comum, pode ocorrer em práticas de sexo oral-anal.
    • Recomendação: disponível em alguns calendários vacinais e recomendada para grupos de risco.

Para Richtmann, é urgente que mais pessoas compreendam a importância da prevenção. “A vacina é uma medida simples, acessível e salva vidas. Atualizar o calendário vacinal é um passo concreto que pode ser dado agora.”

https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-com-ciencia/noticias/2025/marco/vacina-e-a-medida-mais-eficaz-de-prevencao-contra-o-hpv

https://bvsms.saude.gov.br/oms-soa-alarme-sobre-infeccoes-virais-por-hepatite-que-ceifam-3-500-vidas-por-dia/

 

5 dicas para comprar presente sem cair em armadilhas no Dia dos Namorado

Pixabay

Com a proximidade do Dia dos Namorados, comemorado em 12 de junho, o comércio eletrônico e físico registra alta nas buscas por presentes. De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o varejo brasileiro deve movimentar R$ 2,75 bilhões neste ano — um crescimento de 3,2% em relação a 2024.

Mas a data, que movimenta corações e cartões, também acende o alerta para golpes online, especialmente entre consumidores que deixam as compras para a última hora. Promoções falsas, sites clonados e perfis enganosos em redes sociais são alguns dos riscos mais comuns. Para ajudar você a presentear com mais segurança, o especialista Felix Lauzem, gerente de Serviços e Operações da SEK, compartilha cinco dicas fundamentais — confira abaixo.


1. Desconfie de Promoções "Imperdíveis" por E‑mail

Golpistas criam sites falsos idênticos a lojas conhecidas para roubar seus dados, inclusive informações sobre cartões de créditos. Aquela promoção de 80% de desconto com "prazo limitado" é quase sempre armadilha e, pelo cenário das datas comemorativas, trata-se de algo explorado com muita frequência por atores maliciosos. Busque sempre acessar o endereço oficial da loja no navegador em vez de clicar em links suspeitos.


2. Nunca Pague Taxa para "Liberar" Presentes

Recebeu ligação sobre flores ou presentes para entregar, mas com taxa pendente? É golpe clássico, que por mais que o presente seja real, os golpistas aproveitam sua distração para trocar o seu cartão e obter sua senha a partir de dispositivos modificados.


3. Seus Dados Pessoais Valem Dinheiro no Crime

CPF, endereço e telefone são vendidos no mercado fraudulento, onde os criminosos usam "sorteios" falsos em redes sociais para coletar essas informações. Fique sempre atento e questione a legitimidade das promoções.


4. Use Apenas Sites e Apps Oficiais

Links em redes sociais podem te levar para sites falsos perfeitos. Digite sempre o endereço da loja diretamente no navegador ou use apps baixados das lojas oficiais. Se achou uma oferta interessante por link, anote e procure a mesma promoção no site oficial da empresa.


5. Cuidado com "Emergências" de Contatos Virtuais

Conheceu alguém online que rapidamente criou intimidade e agora precisa de ajuda financeira "urgente"? É o golpe do falso romance. Nunca envie dinheiro para quem conheceu apenas virtualmente, mesmo que a história pareça emocionante. Golpistas investem meses construindo confiança antes de pedir ajuda.

 

Sem conseguir conter gastos, governo ameaça economia do País com mais impostos, aponta FecomercioSP

Em meio às discussões sobre os ajustes no IOF, que foram corretamente questionados no Congresso, cobrança fixa de títulos e fundos financeiros é nova tentativa de arrecadar mais

 

Enquanto recua gradativamente sobre os aumentos no IOF anunciados há algumas semanas — muito por causa da forte pressão (necessária) do Congresso —, o governo tomou outra decisão que envolve elevar impostos em vez de cortar custos, ao querer instaurar uma cobrança fixa de 17,5% sobre títulos e fundos de renda fixa que, hoje, são progressivos.

Se aprovada, começaria a valer em 2026. Para a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), a medida é claramente arbitrária e socialmente injusta.

 

O Brasil já convive com uma das cargas tributárias mais altas do planeta, que toma quase 35% do Produto Interno Bruto (PIB) por ano. Ainda assim, o governo repetidamente promove aumentos dos impostos com o objetivo de manter o ritmo de despesas. Como a Entidade vem discutindo há bastante tempo, é fundamental que o Executivo assuma um compromisso maior de controlar gastos, já que, além das dúvidas que estes geram, há uma ameaça latente em médio e longo prazos.

 

Todos esses elementos — IOF, cobrança sobre renda fixa, falta de correção da tabela do Imposto de Renda (IR), déficit da Previdência etc. — reforçam a percepção de que o governo procura desesperadamente novas receitas, em uma linha ascendente que, caso se mantenha desse jeito, levará o País ao colapso. É urgente que outra rota seja tomada: a de um ajuste fiscal sério, sólido e estruturado.


  

FecomercioSP


Profissional "pato": como evitar ser um?

Você é um profissional “pato”? Alguém que pode até ter conhecimentos em diferentes áreas, mas que, na prática, vê que não consegue finalizar nenhum projeto com grande excelência e se destacar no mercado? A ambição em crescer no ramo atuado leva muitos talentos à pressa em obter resultados eficazes a curto prazo sem o devido preparo, o que pode trazer grandes prejuízos tanto para a sua própria carreira, quanto ao crescimento da empresa em geral. Algo que precisa de um olhar mais refinado a fim de evitar esses impactos a favor de um destaque mais estruturado e planejado.

A metáfora ao pato é bastante popular no mercado. Um animal que anda, nada e voa, mas que acaba não se destacando, excepcionalmente, em nenhuma dessas habilidades. No ser humano, a analogia pode ser entendida a alguém que também busca ter êxito nessas atribuições em um curto espaço de tempo, porém sem obter sucesso que lhe destaque frente aos concorrentes. Comportamento, esse, que vem se tornando bastante frequente.

Multifacetado, mas superficial, o "pato" aceita diversas tarefas e desafios, mas não se aprofunda em nenhum deles. Possui conhecimentos básicos em várias áreas, entretanto, não domina nada. Tem dificuldade em focar nas tarefas importantes e se dispersa em atividades menos relevantes. Como consequência, seus resultados tendem a ser apenas razoáveis, sem alcançar a excelência.

Como resultado deste comportamento, segundo dados do Índice de Confiança Robert Half (ICRH) divulgados este ano, 84% das empresas julgam difícil contratar profissionais com boa qualificação, além de 66,7% que não enxergam uma perspectiva de melhora, e 28,5% que acreditam que a situação ficará ainda mais complicada.

É óbvio que ter conhecimentos em várias áreas é importante, afinal, quanto maior o repertório, maior a capacidade de gerar insights valiosos que podem se tornar uma inovação. Contudo, a falta de profundidade tem criado profissionais rasos, incapazes de emergirem em grandes conceitos e construírem algo realmente sólido.

Diante de um mercado cada vez mais especializado, a falta deste conhecimento aprofundado em uma área específica pode dificultar a competição por vagas que exigem expertise. É como tentar competir em uma maratona sendo bom apenas em corridas curtas, natação e salto em distância. Algo que, dificilmente, permitirá a conquista do objetivo maior, pois não há a base e o preparo necessários para disputar, por igual, este jogo.

Sem uma área de domínio clara, pode se tornar um verdadeiro desafio para o profissional pato construir uma reputação sólida e se tornar uma referência em seu campo, tentando "andar, correr, nadar e voar", mas sem conseguir fazer nada com grande êxito. Mas, como cada um de nós pode evitar o risco de cairmos nessa analogia e termos mais chance de nos tornarmos grandes referências?

Identifique suas paixões e pontos fortes. Dedique tempo de qualidade para refletir sobre o que te interessa e motiva para aprender e evoluir. Se você ainda não tem clareza nisso, não hesite em testar. Experimente diferentes áreas e projetos para descobrir o que realmente te move e de que forma se alinham com suas paixões e pontos fortes.

Pesquise sobre as tendências do mercado, as demandas por profissionais e as oportunidades de crescimento em cada área. E, ao invés de tentar abraçar o mundo, foque em uma ou duas áreas que você, realmente, deseja se aprofundar. A partir disso, invista em cursos, treinamentos e certificações reconhecidas neste ramo, demonstrando seu comprometimento em se aprofundar neste tema.

Profissionais que se especializam, dedicando tempo e esforço para dominar um campo, os tornam mais propensos a identificar lacunas, problemas não resolvidos e oportunidades para novas soluções. O que não apenas os destacará no setor escolhido, como também elevará as chances de transformarem suas ideias em geração de valor para impulsionar a inovação – a qual, raramente, acontece na superfície do conhecimento.

Não há espaço no mercado para mais profissionais patos, que não apenas terão grande dificuldade em atingir as metas corporativas esperadas, como também estagnarão seu crescimento e destaque competitivo. Não tenham pressa em progredir na sua área, dê um passo consistente de cada vez frente aos objetivos desejados. Isso trará solidez e preparo adequado para que ganha expertise e conquiste oportunidades cada vez melhores em seu plano de carreira. 



Alexandre Pierro -é mestre em gestão e engenharia da inovação, engenheiro mecânico, bacharel em física e especialista de gestão da PALAS, consultoria pioneira na implementação da ISO de inovação na América Latina..


ISO de inovação
www.isodeinovacao.com.br


“Eu sou bom o suficiente?”: como a síndrome do impostor pode afetar seu sucesso profissional — e o que você pode fazer para vencê-la

Enfrentar esse fenômeno é possível — e necessário — com autoconhecimento, preparo e apoio


Já sentiu como se não fosse tão capaz quanto as pessoas acham que você é? Ou teve medo de que, em algum momento, todos percebam que você não merece estar onde está? Você não está sozinho. Esses são sintomas da chamada síndrome do impostor, uma condição muitas vezes silenciosa, mas bastante comum, que aflige milhões de profissionais em todo o Brasil.
 

Embora não seja classificada como um transtorno mental, seus efeitos são reais: a síndrome reduz a eficácia, sufoca a autoconfiança e pode limitar o potencial de crescimento profissional. Aproximadamente 75% dos executivos brasileiros relatam ter vivido experiências relacionadas a esse sentimento, de acordo com uma pesquisa realizada pela KPMG em 2023. 

Segundo o psicólogo Javert Falleiros Júnior, a síndrome do impostor está relacionada a três níveis cognitivos interligados:


  • Crenças centrais negativas, como “não sou bom o suficiente” ou “preciso ser perfeito para ser aceito”;
     
  • Crenças intermediárias, como “se eu errar, todos vão perceber que sou incapaz”;
     
  • Pensamentos automáticos disfuncionais, como “só consegui esse resultado por sorte” ou “me elogiaram, mas não perceberam meus erros”.
     

Essas crenças, muitas vezes formadas na infância, são frequentemente ativadas por contextos organizacionais, especialmente em ambientes altamente competitivos e meritocráticos; com ausência de feedback claro e equilibrado; que estimulam comparações constantes (como rankings e metas agressivas); com pouca diversidade e inclusão, onde minorias não se sentem pertencentes; onde as lideranças valorizam apenas resultados, sem acolher vulnerabilidades ou incentivar o aprendizado contínuo. 

Apesar disso, é importante reforçar que o combate a esse fenômeno começa pelo próprio profissional.

Monize Oliveira, Gerente de Marketing do Infojobs, maior HRTech da América Latina – afirma que muitos candidatos desistem de posições desafiadoras por não acreditarem em seu próprio potencial. “Mesmo profissionais superqualificados hesitam em se candidatar a vagas por acharem que não estão à altura do desafio”, comenta. “Essa barreira invisível pode afetar as oportunidades de carreira, por isso é importante ter consciência dela e o que precisamos para superá-las”. 

Mas essa realidade pode ser transformada com algumas ferramentas que auxiliam o processo: autoconhecimento, preparo profissional e acesso a informações qualificadas são grandes aliados nessa mudança. Ouvir podcasts, conhecer histórias de outros profissionais e consumir conteúdos sobre carreira ajudam a fortalecer a autoconfiança e a reprogramar pensamentos limitantes.

“O profissional precisa olhar para sua jornada com generosidade e clareza. Ao valorizar suas conquistas e se preparar continuamente, ele começa a neutralizar essas inseguranças e a se posicionar melhor no mercado”, diz Oliveira. 

O ambiente de trabalho também tem um papel importante nesse processo. Empresas que promovem culturas inclusivas, acolhedoras e com feedbacks construtivos contribuem para reduzir essas inseguranças. Mas para que essas ferramentas sejam efetivas, o primeiro passo é pessoal: reconhecer as próprias crenças limitantes, buscar conhecimento e trabalhar o desenvolvimento da autoconfiança. 

“Empresas que usam o feedback como ferramenta de evolução e investem em mentoria podem ajudar os seus times neste autorreconhecimento e crescimento. Mas ainda é o profissional quem deve assumir o protagonismo da sua jornada”, reforça Monize. 

Superar a síndrome do impostor não é sobre eliminar totalmente a insegurança — mas aprender a não a deixar guiar sua carreira. Com apoio adequado, preparo emocional e acesso a conteúdos relevantes, é possível construir uma trajetória baseada em confiança, evolução constante e conquistas reais.


O que o profissional de RH pode fazer diante da padronização de currículos?

Com o uso crescente de ferramentas como o ChatGPT, sistemas de triagem automática enfrentam desafios de leitura, e o olhar humano segue sendo essencial para decisões mais acertadas

 

Cada vez mais, quem busca emprego tem usado a inteligência artificial para ajudar na recolocação ou na busca por uma nova oportunidade. Com ferramentas como o ChatGPT, fica fácil criar um currículo “perfeito”, com frases bem estruturadas, objetivos claros e palavras-chave que passam nos filtros dos sistemas ATS — softwares que as empresas usam para gerenciar e automatizar processos de recrutamento e seleção. Apesar das vantagens, o setor de recrutamento enfrenta um novo desafio: os currículos estão ficando muito parecidos. O que parecia facilitar o processo, na prática, acaba dificultando tanto para os candidatos, que perdem destaque, quanto para os profissionais de RH, que têm dificuldade para identificar talentos únicos. 

Thomas Costa, porta-voz do Pandapé, software de RH mais usado na América Latina, explica que “Hoje em dia, os currículos estão cada vez mais parecidos, com os mesmos verbos de ação e frases genéricas. Para o ATS, que lê os currículos automaticamente, isso pode até parecer um ajuste técnico, mas ele não entende o quanto aquele currículo realmente reflete a vida profissional do candidato”. 

Ele destaca que a inteligência artificial ainda tem um papel importante no processo, especialmente para garantir agilidade na triagem inicial de grandes volumes de currículos. “A IA ajuda a evitar vieses inconscientes e acelera a análise, principalmente quando recebemos muitas candidaturas. Mas tudo muda quando a confiança na IA é cega — quando se acredita que o sistema faz tudo sozinho.” 

Outro ponto que o porta-voz aponta é que, muitas vezes, o currículo gerado pela IA não está preparado para ser processado pelo ATS. “O material pode estar bem escrito para humanos, mas conter elementos visuais, formatações pesadas ou seções fora do lugar, o que dificulta a leitura automatizada. Além disso, os ATS mais modernos analisam o contexto, não apenas palavras-chave.” 

Thomas observa que, às vezes, o texto gerado pela IA é simplesmente copiado e colado em modelos visuais, como os do Canva. Isso pode criar a impressão de um currículo bem elaborado, mas que, na prática, pode não funcionar direito nos sistemas automatizados. Por isso, Costa destaca que o RH precisa ter um olhar atento e crítico sobre o que a tecnologia entrega. “A tecnologia é uma ferramenta, mas a entrevista, a análise comportamental e o ajuste cultural continuam insubstituíveis.” 

Ele sugere que a IA seria aplicada até um certo ponto-fim e utilizá-lo frequentemente acarretaria em uma comunicação mais aberta com o candidato. “Se você é uma pessoa que decidiu tomar o caminho de gerar um currículo vencedor com a IA, o RH poderia elaborar guias para as pessoas que se inscreverem para um processo seletivo e, mesmo assim, esse é um trabalho em andamento. E é papel do profissional de Recursos Humanos orientar essa transição e certificar-se de que todos operam de maneira ética nesse cenário”, conclui. 

Ele reforça que a IA deve ser usada com equilíbrio e que, quanto mais ela for usada, mais importante fica manter uma comunicação clara com os candidatos. “Dificilmente o candidato sinaliza ou assume que usou uma IA para criar o currículo, por isso é fundamental que as empresas e o RH ofereçam orientações práticas desde o início do processo seletivo. Esse é um desafio novo para todos — candidatos, empresas e profissionais de RH — e é essencial que todos atuem com ética e transparência.”


Geração Z vai dominar o mercado de trabalho até 2030 e já redefine prioridades nas empresas

 

Com a rápida transformação do mundo do trabalho, marcada pela digitalização, por mudanças sociais e por novas expectativas, as empresas se deparam com uma geração que pensa e age de forma diferente: a Geração Z. Nascidos entre meados dos anos 1990 e 2010, esses jovens cresceram conectados, são altamente informados e têm uma visão crítica sobre o papel das organizações na sociedade. Segundo o Fórum Econômico Mundial, eles representarão 58% da força de trabalho global até 2030, o que torna urgente compreender o que valorizam, para que as empresas possam atraí-los e retê-los. 

Entre os principais critérios que influenciam a escolha de um local de trabalho, 28% dos jovens apontam o tratamento justo entre funcionários como o fator mais importante, seguido pelo equilíbrio entre vida pessoal e profissional (25%) e pela responsabilidade social corporativa (14%). Esses dados indicam uma clara valorização de ambientes diversos, transparentes e comprometidos com causas sociais — algo que tem pressionado as empresas a rever suas políticas internas. 

A Geração Z também demonstra grande interesse por oportunidades de desenvolvimento profissional: 86% consideram esse aspecto relevante na hora de aceitar ou manter um emprego. Isso revela uma demanda por capacitação contínua, mentorias e planos de carreira bem definidos, além de uma gestão que promova o crescimento individual e coletivo. 

Além disso, 63% valorizam o tempo livre remunerado, e 61% priorizam horários flexíveis, reforçando a busca por modelos de trabalho mais humanos e adaptáveis à rotina pessoal. O regime híbrido e a flexibilização das jornadas, intensificados durante a pandemia, parecem ter vindo para ficar — especialmente para essa nova geração. 

Andre Purri, CEO da Alymente, explica que, diante desse cenário, companhias que quiserem se manter competitivas precisarão ir além dos benefícios tradicionais. “O novo perfil de trabalhador exige ambientes de trabalho inclusivos, lideranças empáticas e compromisso social real. Entender o que move a Geração Z não é mais uma questão de tendência, mas de sobrevivência no mercado”, afirma. 

Caso tenha interesse na pauta, basta nos avisar que faremos a ponte com o executivo/especialista para uma entrevista.

 

Andre Purri - CEO e cofundador da Alymente, Andre Purri vem revolucionando o mercado de benefícios corporativos. Formado em Administração de Empresas pela ESPM e com mais de 10 anos de experiência no setor de meio de pagamentos e benefícios, Andre iniciou sua carreira como Líder Comercial na Stone Pagamentos, onde desenvolveu habilidades estratégicas e de liderança. Movido pelo propósito de inovar, fundou a Alymente para oferecer soluções flexíveis que transformam a gestão de benefícios, gerando impacto positivo para empresas e colaboradores. Sua visão empreendedora reflete compromisso com inovação e excelência.

 

Para compensar IOF, bets pagarão mais imposto e LCI e LCA deixarão de ser isentos

As medidas serão detalhadas na terça-feira (10), com a volta do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, ao Brasil

 

Depois de quase seis horas de reunião com lideranças do Congresso, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou, no final da noite de domingo, 8, um acordo para reduzir o impacto da tributação do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), e compensar essa perda de arrecadação com aumento de taxação das bets e outras medidas sobre o sistema financeiro.

O ministro afirmou que o governo vai apresentar, em paralelo, medidas para reduzir em 10% os gastos tributários infraconstitucionais, além de propostas para cortar despesas primárias, que serão fruto de uma nova reunião.

"Dividiria o que conversamos em quatro temas conjugados. Uma Medida Provisória que vai disciplinar matérias de arrecadação, que visa basicamente o mercado financeiro. Além disso, uma recalibragem do decreto do IOF, medidas de gastos tributários e também de gastos primários", afirmou o ministro.

Segundo Haddad, o novo decreto vai recalibrar a cobrança do IOF, que irá arrecadar cerca de um terço do projeto original, enquanto uma Medida Provisória será editada para repor as perdas. "A Medida Provisória vai nos permitir recalibrar o decreto do IOF, fazendo com que a sua dimensão regulatória seja o foco da nova versão, e nós possamos reduzir as alíquotas do decreto original, que vai ser reformado conjuntamente. Os dois temas vão ser tratados juntos, porque por lei eu preciso dessa compensação", disse Haddad.

 

As propostas 

A MP prevê a tributação de títulos hoje isentos, como as Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA), com alíquotas de 5%; e aumento da taxação sobre as bets, que passará de 12% para 18% do rendimento bruto das apostas.

Além disso, a CSLL deixará de ter a alíquota padrão de 9% e passará a operar apenas com as alíquotas mais altas, de 15% e 20%. "Os títulos deixarão de ser isentos mas continuarão bastante incentivados. A isenção criava distorções, inclusive na rolagem da dívida pública. A diferença de zero, como é hoje, para 17,5%, de outros títulos, vai ser reduzida. Vai ser 5%. Todos os isentos passarão a ter essa cobrança", afirmou o ministro.

Haddad explicou que a alíquota de 18% sobre o Gross Gaming Revenue (GGR) das bets era a proposta original da Fazenda, quando a regulamentação do setor foi encaminhada ao Congresso. "O GGR é a diferença entre o que se paga de prêmio e o que se arrecada de aposta. Os 18% eram nossa alíquota original", afirmou.

Sobre a CSLL, Haddad afirmou que a alíquota menor, de 9%, será eliminada. "Vai haver uma aproximação das alíquotas dos bancos de todas as instituições financeiras. Hoje, elas pagam três alíquotas, pensando em Contribuição Social Sobre Lucro Líquido. A de 9% não vai existir mais. Vai ficar ou 15% ou 20%."

O ministro pontuou, contudo, que o acordo ainda será validado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que volte de viagem da França na noite desta segunda-feira, 9/6. "Terça de manhã submeto ao presidente o que foi acordado aqui, disse Haddad".


IOF sobre risco sacado cairá 80% - De acordo com o ministro, a redução do IOF terá efeito grande sobre a operação de "risco sacado". Essa é uma operação que acontece quando fornecedores pequenos e médios tomam empréstimos nos bancos tendo como garantia vendas feitas a grandes empresas.

A cobrança de IOF vinha sendo motivo de fortes reclamações do setor produtivo. "O risco sacado vai ser o IOF mais afetado pela MP. A parte fixa do risco sacado desaparece e foi recalibrada a cobrança do diário para manter coerência com todo o sistema de crédito da forma como ele é tributado hoje", disse Haddad.

Apresentação da equipe econômica feita aos parlamentares apontou que haverá uma redução de 80% na cobrança de IOF, em relação ao decreto original do governo.


Nova reunião para gastos primários - Haddad afirmou que haverá medidas para reduzir 10% dos gastos tributários infraconstitucionais, mas não deu detalhes sobre que programas poderão ser atingidos, e que uma nova reunião será marcada, para discutir projetos que possam reduzir os gastos primários.

"A questão do gasto primário, tem muitas medidas que já mandamos para o Congresso. Tem outras que estão em tramitação. Outras que foram consideradas por alguns parlamentares, mas que não falavam em nome do todo. Então combinamos de fazer nova reunião sobre gasto primário, mas já tendo retorno das bancadas".

O ministro destacou que a decisão foi resultado de uma reunião "histórica" com os líderes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos) e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil). "Foi uma reunião muito aberta, muito franca, muito produtiva e com um grau de maturidade muito grande para enfrentar os temas que estão colocados", afirmou Haddad.

Motta, por sua vez, falou sobre o incômodo gerado inicialmente pelo decreto do IOF e ressaltou o esforço conjunto entre o Executivo e o Legislativo para construir uma solução. "O governo todo é ciente que esse decreto do IOF causou um grande incômodo no Congresso Nacional, tanto na Câmara como no Senado, o ambiente se tornou muito adverso a essa medida e nós colocamos que essa medida precisaria ser revista ... é importante registrar que isso só foi possível graças a esse trabalho que nós fizemos junto ao Ministério da Fazenda e para resolver a situação das contas públicas de 2025", disse.

Para Alcolumbre, "o simbolismo da reunião vai nos nortear" a relação que desejam estabelecer com o Executivo. Segundo ele, o Legislativo "não se importará de debater todos os temas, mesmo aqueles espinhosos do ponto de vista partidário, político ou até mesmo eleitoral". "Nós queremos um futuro promissor, queremos o equilíbrio das contas públicas, diminuir o gasto do Estado brasileiro, mas queremos rever os benefícios e gerir tudo aquilo que for possível", concluiu Alcolumbre.

A discussão sobre alternativas ao aumento do IOF vem em meio à pressão do governo para manter o compromisso com o novo arcabouço fiscal. A proposta de elevar o imposto havia sido incluída como solução para cobrir uma possível perda de arrecadação provocada pela desoneração da folha de pagamento, mas enfrentou forte resistência do Congresso.



Estadão Conteúdo
Fonte: https://www.dcomercio.com.br/publicacao/s/para-compensar-iof-bets-pagarao-mais-imposto-e-lci-e-lca-deixarao-de-ser-isentos


Presentes, sim, herança não: como o contrato de namoro evita disputas judiciais

Nesta quinta-feira (12), é comemorado o Dia dos Namorados; casais estão adeptos ao instrumento jurídico para evitar o risco de configuração de união estável


No embalo do Dia dos Namorados, data em que os casais celebram o amor e reforçam seus vínculos afetivos, também vale refletir sobre os aspectos práticos da relação - e é aí que entra o contrato de namoro.

Por mais que pareça um gesto pouco romântico à primeira vista, esse documento é uma forma madura de preservar a intenção do casal de viver um relacionamento leve, sem os efeitos jurídicos de uma união estável. Em tempos em que morar junto ou dividir rotina não significa necessariamente a vontade de casar e formar uma família, o contrato ajuda a proteger o patrimônio de ambos e evita mal-entendidos futuros, mostrando que, sim, é possível amar com responsabilidade.

Mas, afinal, como funciona esse acordo? No Brasil, tem sido comum? “O contrato de namoro é um instrumento jurídico que os casais de namorados usam para regulamentar e formalizar o seu relacionamento. No Brasil, esse contrato está sendo cada vez mais comum”, explica Amanda Helito, sócia do PHR Advogados e especialista em Direito de Família e Sucessões, reforçando que, como todo contrato, precisa ser consensual.

De acordo com dados do Colégio Notarial do Brasil – CNB, em 2023 houve um recorde no número de contratos de namoro no país: 126 registros – um aumento de 35% em relação a 2022. Até junho de 2024, mais 44 casais assinaram esse tipo de instrumento. “O casal precisa concordar com os termos. Não é um contrato típico, portanto, ele não é previsto em lei. Dessa forma, ele deve seguir as regras do Código Civil”, acrescenta.

Dentro de uma reforma do Código Civil, inclusive, não há nenhuma mudança específica. Isso porque, apesar de não regulamentado diretamente, o contrato de namoro já é aceito pelos tribunais como prova válida para afastar o reconhecimento de união estável.
Normalmente, de acordo com a especialista, o contrato de namoro tem como principal objetivo afastar a possibilidade de reconhecimento de uma eventual união estável entre aquele casal. Portanto, se existe reconhecimento de uma união estável, há consequências financeiras, patrimoniais, afetivas, entre outras.

“Os namorados, hoje em dia, tentam afastar esse risco de um reconhecimento de uma união estável. O contrato pode ter prazo de validade para que haja uma renovação de votos de tempos em tempos. Ou é possível também o contrato de namoro sem prazo de vigência determinado, mas nesse caso recomenda-se que as partes assinem um distrato quando existe o término do relacionamento".

Entre possíveis cláusulas, estão inclusas as de divisão de despesas e as obrigações afetivas. Também pode prever que cada um é responsável exclusivamente por seus próprios bens, rendimentos e dívidas, afastando qualquer tipo de regime de comunhão. “Além disso, é comum incluir a manifestação de vontade de que, caso o namoro evolua para uma união estável ou casamento, isso será formalizado por meio de novo documento específico. O contrato também pode conter cláusulas de revisão e atualização, especialmente se o relacionamento passar por mudanças relevantes, como o início da coabitação”, conclui a advogada.



Fonte:
Amanda Helito – sócia do escritório PHR Advogados. Professora e especialista em Direito de Família pela FGV/SP. Membro efetivo da Comissão de Direito de Família e Sucessões da OAB/SP.

 

 

Novas ferramentas de IA: conveniência ou armadilha?

Todos os dias somos bombardeados com muita novidade no universo das ferramentas de inteligência artificial (IA), são IAs que criam imagens, músicas, vídeos, etc. No contexto dos sites de buscas, as novidades da Google como a IA Overviews e as recém anunciadas IA Mode e IA Max, prometem revolucionar a experiência de pesquisas na internet. Entretanto, a conveniência que está sendo prometida poderá impactar negativamente todas as pessoas, e empresas, que não investirem em educação digital. 

As bigtechs foram inseridas em uma harmoniosa competição por avanços tecnológicos em inteligência artificial, e a Google, por se tratar de um modelo de negócio baseado em anúncios, vem se destacando por aprimorar ferramentas que impactam diretamente os seus dois principais públicos: A pessoa que está procurando uma receita de bolo (informação confiável), ou qual a quantidade certa de fermento para o bolo não murchar (solução para um problema); e aquelas pessoas ou empresas que desejam conectar sua marca, produtos ou serviços às pessoas certas, de forma pragmática: se quer otimizar campanhas e vender mais. 

Hoje, quando se pesquisa no buscador da Google “como fazer um currículo”, a IA Overviews apresenta, no topo da lista, um resumo da pesquisa gerado por sua inteligência artificial e ao lado, os links das fontes - para leitura adicional. Para cada linha de informação presente no resumo, a uma distância de um “click”, as fontes daquela informação aparecem ao lado. Esta funcionalidade permite que o usuário encontre informações de forma instantânea e organizada em tópicos, sem precisar “pular de link em link”. É uma conveniência para otimizar tempo quando se quer achar uma solução para um problema. 

Na última conferência anual da Google (Google I/O, em maio de 2025), a bigtech lançou uma nova ferramenta para o seu buscador, a IA Mode. Quando chegar no Brasil, ao pesquisar no buscador Google a pessoa terá a mesma possibilidade de fazer perguntas complexas e conversacionais como faz com o ChatGPT ou Gemini. Quando detectado que a interação do usuário tem propósitos comerciais, a IA Mode entregará como resultado da pesquisa, além do resumo gerado por IA, conteúdos de todo o ecossistema Google (Shopping, YouTube, Maps, etc.). 

Nesta nova realidade, os anúncios passarão a ser entregues de maneira cada vez mais “infiltrada”. As recomendações de sites, imagens e anúncios serão cada vez menos intrusivas e mais contextuais. Para acompanhar essa inovação, os anunciantes no Google Ads deverão se adaptar à IA Max, a mais nova ferramenta de anúncios (ferramenta que promete otimizar as campanhas do Google Ads com inteligência artificial). 

Agora temos um panorama claro do que vêm por aí. Ao usuário que deseja conectar sua marca, produtos e serviços com alta performance, terá em mãos ferramentas inteligentes e que prometem resultados maiores que qualquer otimização manual e aprendizado de copywriting, enquanto o usuário que deseja uma resposta rápida e assertiva, também será lhe entregue o prometido. Será? 

A conveniência das novas tecnologias chegou a um tal estado de maturidade que é possível visualizar, a poucos passos à frente, a dependência das pessoas e empresas sobre a curadoria de conteúdos às ferramentas de inteligência artificial de um seleto grupo de bigtechs. Se a IA decide o que é “confiável” ou "verídico” ao sintetizar informações, ao lado mora o perigo de amplificar vieses presentes nos dados de treinamento ou de apresentar um conteúdo incompleto. 

Quem continuará a “pular de link em link” para confirmar a fonte? E as novas gerações que se profissionalizaram ou cresceram com a “ajuda” da IA? 

Soma-se a isso a preocupação com as "bolhas de filtro" e a manipulação. Quanto mais personalizada a experiência, maior a chance da pessoa ser exposta apenas a informações e anúncios que reforçam suas visões existentes, limitando o acesso a novas ideias. Essa personalização, aliada à diminuição do controle e da transparência sobre como os algoritmos funcionam, pode reduzir a sensação do usuário de ter autonomia sobre sua própria experiência online, gerando uma preocupante dependência tecnológica e perda de habilidades, como a capacidade de pesquisa crítica e comparação de fontes. 

Para enfrentar estes e outros tantos desafios, o primeiro passo é entender que o simples uso da ferramenta de IA não vai elevar o usuário, magicamente, ao uso sustentável da ferramenta. Pelo contrário, usar ferramentas de IA sem, ao mesmo tempo, buscar adquirir um conjunto específico de competências, só vai tornar o usuário cada vez mais dependente da dita comodidade. Mergulhará sem oxigênio nas “bolhas de filtro” e manipulações, ao final, perderá sua própria identidade. 

Neste sentido, é imperativo que a discussão se volte para um caminho mais propositivo: a educação digital. Ao passo que as bigtechs desenvolvem tecnologias avançadas, será crucial que os usuários sejam capacitados para interagir com elas de forma crítica e consciente - especialmente aquelas que fazem uso não superficial. A educação digital é o motor para que as pessoas não se tornem meros consumidores passivos de conteúdo e anúncios, mas sim agentes ativos, capazes de questionar a fonte da informação, de identificar vieses e de compreender como os algoritmos moldam sua experiência online. 

É necessário, portanto, voltar a ser estudante - para aqueles que querem ou necessitam ser usuários responsáveis e cocriadores da IA - é mandatório. 

Por que devo começar este aprendizado - para ontem? Buscar o letramento em dados e algoritmos tornou-se uma estratégia fundamental para mitigar riscos de desinformação e manipulação. Ao saber como a ferramenta de IA funciona, não será alvo fácil das “alucinações”, conseguirá reverter a resposta dada com mais um prompt que o retomará aos trilhos da sua pesquisa. 

A educação digital capacita o usuário a "ir além" da conveniência imediata, desenvolvendo o pensamento crítico necessário para navegar com segurança e inteligência neste novo cenário digital. É um investimento no empoderamento do usuário, garantindo que as promessas da inteligência artificial se traduzam em benefício real, e não em uma dependência velada. 

Por onde devo começar? Neste admirável mundo novo é necessário compreender que novas competências devem ser apreendidas, e qual a melhor forma de aprender? voltar a ser estudante. O letramento digital é a capacidade de acessar, avaliar e utilizar ferramentas tecnológicas, ao lidar com IA, esse letramento digital se expande ainda mais. 

O “Ai Competency Framework for Teachers” da UNESCO propõe um conjunto central de competências para se atingir algum grau de letramento em IA para alunos (IA CFS). Quem busca o letramento tem, portanto, como objetivo, se tornar um cidadão responsável e criativo, preparado para prosperar na era da IA. Este conjunto de competências ajudarão os usuários a adquirir os valores, o conhecimento e as habilidades necessárias para examinar e compreender a IA criticamente, incluindo as dimensões não só técnica, mas ética e social. 

Na prática, o esforço para desenvolver nas pessoas uma abordagem crítica e ética, no uso eficaz das ferramentas de IA, deverá ser fomentado por todos os agentes sociais, na medida em que a própria tecnologia está transformando a sociedade que conhecemos. 

Retomando ao IA CFS da UNESCO, o conjunto central de competências envolve não só conhecer as técnicas, aplicações e design de uma IA (como tendem a se concentrar nessas habilidades os treinamentos oferecidos por empresas) - sim, este é o primeiro passo para evitar manipulações - mas também, nas competências voltadas a uma “mentalidade centrada no ser humano” (Human-centred mindset); e “ética da IA” (Ethics of AI). 

Assim, ao absorver tais competências por meio do esforço contínuo de lutar contra a maré - não ser só mais um dependente da tecnologia, o usuário que busca uma solução para seu problema ou uma resposta confiável, passará a ter maior controle sobre suas configurações de privacidade e capacidade de entendimento sobre as diversas perspectivas, não se limitando ao sugerido pelo algoritmo. 

E para aquele usuário ou empresa que deseja conectar sua marca, loja, serviços ou produtos, na sua maior eficiência via ferramentas de IA, terá segurança de que o investimento em sua campanha de anúncios não se reverterá em prejuízos: por danos à reputação (perda de confiança de consumidores e stakeholders); operacionais e sistêmicos (decisões de negócio enviesadas e mal escolhidas, perdas de oportunidades e problemas de compliance e qualidade); éticos e sociais (uso de ferramentas discriminatórias, manipulação de dados fraudulenta, mão de obra); e legais (multas e penalidades regulatórias, processos judiciais, violações de privacidade e segurança de dados, e violação de propriedade intelectual).

 

 Lucas Anjos - advogado no escritório Cerveira, Bloch, Goettems, Hansen & Longo Advogados Associados, pós-graduando em compliance, auditoria e controladoria pela PUC-RS, atuante no consultivo empresarial, proteção de dados e inteligência artificial. Certificado em LGPD pela IAPP - International Association of Privacy Professionals. Membro da Comissão de Privacidade, Proteção de Dados e Inteligência Artificial da OAB-SP.


Arraiá da renda extra: 5 dicas para lucrar no São Joã


De vender paçoca a organizar brincadeiras, explore formas criativas de fazer uma grana a mais nas festas juninas

 

O São João é uma das épocas mais aguardadas do ano, e não só pela diversão. Para quem está buscando oportunidades de turbinar o orçamento, a festa junina pode ser o momento ideal. Comidas típicas, decoração temática e até serviços sazonais viram boas fontes de renda nessa temporada. E, se for preciso um impulso financeiro para começar, um empréstimo bem planejado pode ser a chave para aproveitar a alta demanda.  

 

“A festa passa rápido, mas as oportunidades de renda extra podem deixar um gostinho de ‘quero mais’. Com criatividade e um bom planejamento, dá para transformar a festa junina em um negócio lucrativo, e quem sabe até realizar antigos sonhos de empreender”, defende Thaíne Clemente, executiva de dados da Simplic, fintech especializada em crédito pessoal online.

 

A seguir, veja algumas sugestões de como fazer renda extra neste período.


 

Venda de comidas típicas  


Quem resiste a um pé de moleque, paçoca ou canjica? Doces e salgados juninos são sempre sucesso nos arraiais, e produzir esses quitutes para vender pode gerar bons lucros. Vale investir em embalagens criativas e divulgar nas redes sociais ou em grupos de bairro.  


 

Bebidas quentes e drinks temáticos  

Além da comida, bebidas como quentão, vinho quente e até versões sem álcool, como chocolate quente, têm alta procura. Se quiser inovar, uma possibilidade é criar drinks juninos com sabores de milho ou coco, por exemplo, e vendê-los em copos personalizados.  


 

Decoração e artesanato 


Bandeirinhas, balões de festa e itens de mesa temáticos são essenciais em qualquer arraial. Quem tem habilidade manual pode confeccionar enfeites sob encomenda ou até alugar kits de decoração para festas.  


 

Fotografia e entretenimento  


Se você tem habilidades com uma câmera ou smartphone, pode oferecer pacotes de fotos temáticas em cenários típicos – pense em fundos com chapéu de palha, balões coloridos e elementos rústicos que remetam ao clima caipira. Uma boa ideia é criar "estações fotográficas" em eventos, com acessórios para deixar as poses mais divertidas, como vestidos de chita e bigodes postiços.


Para quem prefere o lado da animação, organizar brincadeiras tradicionais pode ser um ótimo negócio. Montar uma pescaria criativa (com prêmios como doces ou pequenos brindes), um correio elegante com mensagens personalizadas ou até uma roda de quadrilha para crianças são serviços que fazem sucesso em qualquer arraial. Se houver espaço, vale até investir em um cantinho com jogos como argola ou boca do palhaço — sempre com a opção de cobrar por participação ou vender ingressos antecipados.



Empréstimo como aliado


Para quem quer começar um negócio sazonal e precisa de um capital inicial para dar aquele empurrão, um empréstimo pode ser uma opção estratégica.

“O empréstimo bem utilizado pode impulsionar pequenos empreendimentos, desde que o valor e o prazo estejam alinhados com a capacidade de pagamento do cliente”, explica Thaíne. Assim, é possível investir em estoque, equipamentos ou divulgação e recuperar o valor com as vendas da temporada. O segredo, segundo ela, “é ter um plano claro de aplicação e retorno, para que o empréstimo funcione como um facilitador, e não como um peso”.

  



Simplic
https://www.simplic.com.br/


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