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terça-feira, 10 de junho de 2025

Funis ocultos e marketing indireto lideram nova onda de vendas digitais silenciosas

Modelo baseado em bastidores automatizados e jornadas personalizadas cresce entre empreendedores que combinam visibilidade pontual com estratégias de conversão contínua


Sem depender exclusivamente de lives, contagens regressivas ou feeds repletos de gatilhos, uma nova geração de empreendedores digitais tem aumentado o faturamento com estratégias que operam longe dos holofotes. Conhecidos como funis ocultos, esses modelos silenciosos de vendas estruturam toda a jornada de compra por meio de automações invisíveis ao grande público, mas altamente eficazes na conversão.

A tendência é liderada por nomes como Thiago Finch, fundador da Holding Bilhon e referência em lançamentos digitais no Brasil e no exterior. Ele descreve esse novo movimento como “uma mudança de mentalidade necessária em um mercado saturado de promessas barulhentas”, revela.


O que são os funis ocultos

Ao contrário dos tradicionais lançamentos de vendas com grande visibilidade, os funis ocultos atuam nos bastidores. São compostos por anúncios segmentados, conteúdos direcionados, e-mails automatizados e páginas de vendas não listadas. Tudo isso construído para proporcionar uma experiência personalizada, sem exigir que o criador esteja presente ou exposto constantemente.

Segundo Finch, os resultados são mais sustentáveis: “A estrutura trabalha todos os dias, sem ruído. É como uma engrenagem silenciosa, mas que entrega com precisão. O cliente sente que foi compreendido, e não empurrado para uma oferta”, explica.


Crescimento sem exposição

O modelo ganha força principalmente entre profissionais que desejam escalar negócios sem recorrer à superexposição nas redes sociais. A proposta é crescer com consistência, baseando-se em dados comportamentais e jornadas desenhadas sob medida.

Pesquisas reforçam a eficácia dessa abordagem. Um levantamento da McKinsey mostrou que 71% dos consumidores esperam interações personalizadas e se frustram com comunicações genéricas. Já um estudo da Grand View Research aponta que o mercado global de automação de marketing deve crescer 12,8% ao ano até 2030.


A força da automação e da personalização

A base dos funis ocultos é a automação inteligente. Ferramentas integradas criam páginas, disparam mensagens, acompanham métricas e ajustam campanhas de forma contínua — muitas vezes sem nenhuma ação manual. O objetivo é entregar a mensagem certa, para a pessoa certa, no momento certo.

“Hoje, vender bem é criar uma jornada que pareça feita sob medida. Quando a automação se alinha com essa lógica, você não precisa chamar atenção: o cliente chega até você porque se sentiu compreendido”, afirma Finch.

Ele também destaca que essa estrutura pode ser replicada por iniciantes e adaptada por grandes empresas. A barreira técnica, antes motivo de desistência, foi reduzida com plataformas que reúnem todas as etapas do processo em um único sistema.


O futuro do marketing é silencioso

Com o aumento da concorrência no digital e a exaustão de estratégias tradicionais, o funil oculto se consolida como alternativa viável e estratégica. Mais do que uma técnica, trata-se de um reposicionamento diante de um consumidor mais exigente e menos suscetível a fórmulas prontas.

“A venda silenciosa está moldando um novo padrão. É um sinal de maturidade do mercado e de inteligência por parte de quem vende. Não se trata de esconder, mas de respeitar o tempo e a jornada de cada cliente”, conclui Finch. 



Thiago Finch - empreendedor do marketing digital que ganhou destaque ao adotar o estilo de vida “Outlier” e alcançar resultados expressivos no setor. Conquistou seu primeiro milhão antes dos 21 anos e, em 2021, faturou R$24 milhões com o curso Nômade Milionário, voltado para estratégias de negócios digitais. No relançamento em 2023, o curso atingiu R$128 milhões em apenas 50 dias, tornando-se um dos maiores faturamentos do mercado de produtos digitais no Brasil. Finch também é CEO da plataforma Ticto e fundador da Holding Bilhon, que reúne empresas de marketing digital, tecnologia, educação e audiovisual. Além disso, desenvolveu sistemas modernos como o Outsider, Clickmax e Vunel, e é conhecido pelo estilo cinematográfico de suas produções, que documentam sua trajetória e estilo de vida. Hoje, soma cerca de 6 milhões de seguidores em suas redes sociais. Para mais informações, acesse @thiagofinch ou pelo YouTube.



Frente fria desafia empresas e trabalhadores: estrutura precária e variações climáticas expõem riscos à saúde e à produtividade


A forte onda de frio que atinge diversas regiões do Brasil nesta semana tem impactado diretamente a rotina de empresas e trabalhadores. Em um país marcado por grandes variações climáticas, a queda acentuada de temperatura escancara um problema estrutural: muitas organizações ainda não estão preparadas para lidar com os efeitos do frio, expondo seus colaboradores a riscos à saúde e queda de produtividade.

A inconstância climática brasileira é um desafio adicional. Enquanto alguns países desenvolvem soluções permanentes para o frio ou calor, o Brasil precisa lidar com extremos térmicos em curtos períodos. Isso obriga empresas a se adaptarem constantemente – muitas vezes sem a infraestrutura necessária.

“Muitas empresas ainda possuem estruturas precárias para lidar com o frio. Escritórios sem isolamento térmico, ambientes fechados e pouca ventilação favorecem a disseminação de doenças, especialmente as respiratórias”, alerta Tatiana Gonçalves, CEO da Moema Assessoria, especializada em saúde do trabalho. 

Com a chegada do frio, aumentam os casos de gripe, resfriados, rinite, sinusite, bronquite, asma e até pneumonias. Além das doenças respiratórias, o frio pode agravar problemas circulatórios, como hipertensão e doenças cardíacas, além de impactar a saúde mental, favorecendo quadros de ansiedade e depressão em ambientes pouco acolhedores. 

Para enfrentar esse cenário, Tatiana destaca uma série de cuidados essenciais que as empresas devem adotar para preservar a saúde do time e manter um ambiente de trabalho saudável durante o inverno:

  • Ventilação contínua: “Mesmo no frio, é essencial renovar o ar, evitando a proliferação de vírus e fungos”, orienta.
  • Higienização frequente: Estimule a lavagem das mãos com água e sabão e o uso de álcool em gel.
  • Vacinação contra a gripe: Uma forma eficaz de proteger a equipe e evitar surtos e afastamentos.
  • Cuidado com objetos compartilhados: Maçanetas, teclados, mesas e aparelhos devem ser higienizados regularmente.
  • Disponibilização de itens de proteção: Álcool em gel, lenços descartáveis e até cobertores em ambientes frios ajudam a manter o conforto e a segurança dos colaboradores.
  • Atenção à saúde emocional: Ambientes acolhedores, pausas regulares e comunicação humanizada são essenciais em dias mais frios e escuros, que podem afetar o humor e a disposição.

“Manter um ambiente de trabalho saudável no inverno é um ato de cuidado coletivo. Com ações simples, é possível proteger sua equipe, reduzir afastamentos e garantir que o trabalho continue mesmo nos dias mais frios”, reforça Tatiana. 

A Moema Assessoria ressalta que adaptar-se ao clima não é apenas uma questão de conforto, mas uma medida estratégica de saúde ocupacional. Investir em condições adequadas para o frio contribui diretamente para a redução de doenças, melhora da qualidade de vida no trabalho e manutenção da produtividade.



Abreu dá dicas de como viver experiências autênticas em destinos culturais inusitado



Especialistas da agência de viagens mais antiga do mundo listam comportamentos que fazem toda a diferença ao explorar novos territórios

 

Viajar para destinos exóticos é uma oportunidade incrível de sair da zona de conforto, descobrir novas culturas, paisagens e sabores. Mas isso também exige preparo, atenção e sensibilidade. Afinal, aquilo que é comum para nós pode ser inusitado ou até ofensivo em outra parte do mundo.

Se você está planejando se aventurar por lugares diferentes, seja um vilarejo remoto no Sudeste Asiático, um deserto africano ou uma ilha no Pacífico, a Abreu, agência de viagens mais antiga do mundo, reuniu dez dicas essenciais para que sua experiência seja enriquecedora, segura e respeitosa.


  1. Pesquise antes de tudo

Conhecer a cultura, a religião, os costumes locais e até as leis do país são  boas dicas para evitar contratempos. Em muitos destinos, atitudes simples como vestir roupas curtas, tocar em pessoas ou fotografar determinados locais, podem ser consideradas desrespeitosas. No Japão, por exemplo, comer nas ruas ou falar ao celular no transporte público são comportamentos malvistos. A etiqueta e o respeito pelo espaço coletivo são levados muito a sério, o que explica a limpeza e organização que impressionam os visitantes.


  1. Respeite os costumes locais

A Abreu sugere que os visitantes estejam abertos a novas formas de viver e se adaptem com empatia e curiosidade. Se os moradores comem com as mãos, tiram os sapatos ao entrar em casa ou seguem horários diferentes, aceite essas práticas. No Irã, por exemplo, muitos banheiros ainda seguem o padrão tradicional, uma latrina no chão. Pode parecer estranho, mas é culturalmente aceito e comum.


  1. Atualize sua vacinação e consulte um médico antes da viagem

Alguns destinos exigem vacinas específicas, como contra febre amarela, hepatite ou malária. Consultar um médico com antecedência é essencial para garantir sua saúde e segurança. Além disso, levar um pequeno kit de primeiros socorros e medicamentos básicos pode evitar muita dor de cabeça. Lembre-se que alguns remédios comuns no Brasil podem exigir receita em outros países ou mesmo proibidos.


  1. Viaje leve, mas com o essencial

Os especialistas da Abreu recomendam evitar excessos na bagagem, mas sem abrir mão do que é realmente necessário. Leve roupas adequadas ao clima e à cultura local, isso demonstra consideração e ajuda a evitar constrangimentos. Não se esqueça do protetor solar, adaptadores de tomada (fundamentais em viagens internacionais), produtos de higiene pessoal e medicamentos de uso contínuo. Em muitos destinos remotos ou menos turísticos, encontrar esses itens pode ser caro ou até impossível.


  1. Comunique-se com respeito, mesmo sem falar o idioma

Aprender algumas palavras básicas no idioma local, como “olá”, “por favor” e “obrigado”, demonstra respeito e boa vontade. Use gestos com cuidado, pois alguns podem ser ofensivos dependendo do local. Na África do Sul, por exemplo, a comunicação pode ser um desafio, já que o país tem 11 idiomas oficiais, incluindo inglês, zulu, africâner e até português em algumas regiões. Essa diversidade reflete a pluralidade cultural local.


  1. Negocie com educação e evite ostentar

Em muitos países, negociar preços faz parte da cultura, mas sempre com gentileza e respeito. Evite exibir objetos de valor para não atrair atenção indesejada. No Marrocos e no Egito, por exemplo, a Abreu lembra que pechinchar é parte da experiência, e não fazê-lo pode até decepcionar o vendedor, que espera uma troca animada antes de fechar negócio.


  1. Valorize a economia e a gastronomia local

Adote um consumo consciente e priorize pequenos produtores, artesãos e comércios locais na hora de escolher lembranças, alimentos ou serviços. Essa atitude fortalece a economia da região, preserva tradições culturais e mantém vivas práticas artesanais transmitidas de geração em geração. Inclua também a culinária local na sua experiência, prove pratos típicos preparados com ingredientes da região e feitos por quem carrega os sabores e saberes do lugar. Além de saborear novas combinações, você contribui diretamente com a comunidade e vivencia uma conexão mais autêntica com o destino.


  1. Prepare-se para imprevistos com flexibilidade

Viagens a destinos exóticos podem envolver atrasos, falta de sinal de internet ou mudanças repentinas de programação. Os especialistas da Abreu sugerem encarar essas situações como parte da aventura! No Vietnã e no Camboja, por exemplo, o trânsito pode parecer caótico, com muitas motocicletas e pedestres dividindo o mesmo espaço, mas uma situação muito comum aos locais. A dica é não se estressar, afinal, pode render boas histórias na volta para casa. 


  1. Cuide do meio ambiente

Viajar com responsabilidade inclui minimizar seu impacto ambiental. Evite plásticos descartáveis, como garrafas, sacolas e talheres, e prefira itens reutilizáveis, como squeezes, ecobags e canudos de inox. Respeite a fauna e a flora locais: não alimente animais, não toque nas plantas e nunca leve “lembranças” da natureza, como conchas, pedras ou flores. 


  1. Registre memórias com consciência

Fotografar é uma forma poderosa de eternizar momentos, mas é importante fazê-lo com respeito e sensibilidade. Ao retratar pessoas, especialmente em comunidades tradicionais ou situações íntimas, sempre peça permissão antes de fotografar. E lembre-se que nem tudo precisa virar conteúdo nas redes sociais. Para os especialistas da Abreu, algumas experiências ganham mais valor quando são vividas plenamente, sem a mediação da câmera. Priorize a conexão com o lugar e com as pessoas. 



Abreu
www.abreutur.com.br


Dia dos Namorados exige planejamento e pode impulsionar vendas no setor de alimentação

 

Restaurantes e dark kitchens apostam em experiências diferenciadas e kits especiais para atrair o público apaixonado


Junho traz uma das datas mais afetivas e promissoras para o setor de alimentação: o Dia dos Namorados. Restaurantes, pizzarias, bares e dark kitchens já se organizam para aproveitar o aumento no fluxo de pedidos e a busca dos casais por experiências marcantes. Para transformar esse interesse em fidelização e faturamento, planejamento é a palavra de ordem.

“Mais do que abrir as portas no dia 12, é importante pensar em como o estabelecimento vai se destacar. A data é uma chance de criar conexão emocional com o cliente, e isso começa pela experiência”, afirma Lidiane Bastos, CEO do Grupo Simão, que atua há mais de 30 anos com soluções para o food service.

Segundo a empresária, cardápios temáticos, decoração adequada e atenção aos detalhes são fatores decisivos. “Um restaurante pode oferecer um menu exclusivo para o casal; um bar pode investir em drinks personalizados e ambientação romântica. Até uma pizzaria pode criar sabores especiais ou kits promocionais para a semana inteira. Cada formato tem seu diferencial, e o segredo é saber explorar isso de forma autêntica”, orienta.


Não é só o salão: o delivery também pode ser romântico

Com o crescimento do consumo em casa, as dark kitchens e os estabelecimentos com foco em delivery também podem se beneficiar. Para Mislene Lima, líder de vendas do Grupo Simão e especialista em encantamento ao cliente, a apresentação do pedido assume papel ainda mais importante. “Se o cliente opta por comemorar em casa, o cuidado com a embalagem, com o visual dos pratos e até com brindes faz diferença. Um mimo inesperado pode gerar encantamento e transformar uma refeição em uma lembrança positiva”, afirma.

Ela destaca que muitos casais preferem evitar filas e aglomerações, o que abre espaço para formatos criativos. “É possível montar combos com entrada, prato principal, bebida e sobremesa, por exemplo, com um valor fechado. Acrescentar uma mensagem especial ou uma embalagem diferenciada mostra cuidado e reforça o valor da marca.”


Semana dos Namorados: mais chances de vender bem

Embora o dia 12 seja a data principal, a aposta em uma campanha estendida — com ações que vão da sexta-feira anterior até o fim de semana seguinte — tem se mostrado eficaz. Essa estratégia permite diluir a operação, atender um número maior de clientes e manter o padrão do serviço, mesmo com o aumento na demanda.

Para Lidiane, planejar essa semana com antecedência permite ajustar estoques, treinar a equipe e revisar o funcionamento da cozinha. “As decisões sobre quais pratos oferecer, quais embalagens usar e como será o atendimento devem ser tomadas com foco em desempenho. Uma operação bem organizada garante mais vendas e menos estresse”, reforça.

Além disso, ações simples como reservas com desconto, brindes para casais, playlists temáticas e posts nas redes sociais ajudam a impulsionar a divulgação e criar engajamento com o público.


Detalhes que fazem a diferença

Segundo especialistas do setor, datas comemorativas como o Dia dos Namorados podem representar até 20% de aumento no faturamento de bares e restaurantes quando bem planejadas. O número varia conforme a região e o perfil do público, mas há consenso de que o sucesso passa por três pilares: experiência, organização e originalidade.

“Quem quer se destacar precisa fazer mais do que simplesmente funcionar. A experiência precisa ser memorável, e isso vale tanto para quem vai ao local quanto para quem recebe em casa”, conclui Mislene.

 


Grupo Simão
Para mais informações, visite o site ou o Instagram.


Mislene Lima - especialista em encantamento ao cliente e líder de vendas do Grupo Simão, empreendimento com mais de 30 anos de tradição que reúne nove empresas e mais de 100 funcionários. Para mais informações, visite o Instagram.


Lidiane Bastos -é administradora de empresas e CEO do Grupo Simão, empreendimento com mais de 30 anos de tradição que reúne nove empresas e mais de 100 funcionários. Para mais informações, visite o Instagram.


PIX automático entra em cena, mas boletos seguem como ferramenta essencial no Brasil

Para Reinaldo Boesso, CEO da fintech TMB, a nova modalidade de pagamento não substituirá o boleto bancário em compras parceladas e operações de crédito personalizadas

 

O lançamento do PIX automático pelo Banco Central reacende o debate sobre a obsolescência dos boletos bancários no Brasil. A ferramenta permitirá o agendamento de pagamentos recorrentes,  como mensalidades escolares, assinaturas e contas de consumo sem a necessidade de autorizações manuais a cada débito. 

No entanto, para Reinaldo Boesso, especialista financeiro, CEO e cofundador  da fintech TMB, o boleto bancário ainda seguirá como peça-chave em diversos contextos da economia brasileira. “O boleto, apesar de seus desafios, ainda é o principal meio de acesso ao consumo para milhões de brasileiros, especialmente em compras parceladas e quando há ausência de crédito rotativo”, afirma Boesso. Segundo levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), 47% dos consumidores brasileiros preferem parcelar suas compras e o fazem, muitas vezes, por meio desta modalidade.

A TMB, fintech especializada em soluções de pagamento via boleto parcelado, identifica um salto de faturamento para as empresas que oferecem essa opção. “Quem disponibiliza mais essa facilidade consegue dobrar o seu faturamento. Isso ocorre porque atendem um público antes excluído do processo de compra por não dispor de cartão de crédito ou limite suficiente”, explica o CEO.


PIX automático é avanço, mas tem limitações

A nova funcionalidade do Banco Central tem como objetivo principal modernizar o antigo débito automático, cuja adesão ainda é limitada. O PIX automático será mais eficiente em cobranças de valores fixos, como planos de telefonia ou academias. Porém, segundo Boesso, a estrutura do crédito parcelado exige uma flexibilidade que o PIX, até o momento, não oferece. “Quando um cliente contrata um curso ou mentoria parcelada, há carência, promoções, negociações em caso de inadimplência. O boleto se adapta a essa realidade. O PIX automático, não”, detalha o executivo.

Outro aspecto decisivo é o controle financeiro por parte do consumidor. Pesquisa da Opinion Box indica que 63% dos brasileiros evitam comprometer o limite do cartão de crédito para manter margem para emergências. Nesse sentido, o boleto aparece como alternativa de pagamento sob demanda: o consumidor paga quando pode, dentro do vencimento, sem débitos automáticos ou surpresas.


Inclusão financeira e realidade bancária

Com base em dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), o limite médio do cartão de crédito no Brasil é de apenas R$ 1.401, enquanto o ticket médio dos cursos e produtos digitais chega a R$ 1.997. “A realidade bancária do brasileiro exige opções mais acessíveis. O boleto permite que o cliente tenha poder de decisão sobre seus pagamentos, o que se traduz em maior adesão”, comenta Boesso.

Além disso, segundo dados da Pnad TIC 2023, 88% da população brasileira com mais de 10 anos está conectada à internet,  um avanço expressivo, mas que ainda convive com bolsões de desbancarização e acesso restrito ao crédito. Nesse cenário, a permanência do boleto como solução de pagamento inclusiva ganha ainda mais relevância.


Futuro híbrido

Para Boesso, o futuro dos pagamentos será híbrido, com o PIX automático ganhando espaço principalmente entre cobranças recorrentes e assinaturas. No entanto, o boleto seguirá como ferramenta indispensável em contextos que exigem personalização, parcelamento flexível e acessibilidade financeira.

“O PIX automático é um avanço louvável, mas não resolve todas as dores do mercado. A inclusão financeira exige pluralidade de meios de pagamento. Ignorar o papel do boleto seria desconsiderar uma parte significativa da população brasileira”, conclui o CEO da TMB.



Reinaldo Boesso - CEO e cofundador da TMB, uma fintech especializada em crédito educacional, que tem como grande missão democratizar o conhecimento para transformar a economia através da educação. É formado em Análise de Sistema e possui pós-graduação em gestão empresarial e gestão de projetos. Também é especialista financeiro liderando times de M&A em fundos de investimento. Para mais informações, visite o Instagram.
 

TMB
Para mais informações, acesse o site ou pelo @tmb.temmaisnoboleto.



Aldeias Infantis SOS lança campanha para defesa, proteção e promoção dos direitos de crianças e adolescentes

“Dê um Basta às violações contra Crianças e Adolescentes" pretende sensibilizar a sociedade e levantar recursos em favor de ações de impacto social da Organização

 

A Aldeias Infantis SOS, organização global que lidera o maior movimento de cuidado do mundo, promove, a partir de hoje (9/6), a campanha nacional “Dê um Basta às Violações contra Crianças e Adolescentes”, com o intuito de mobilizar a sociedade e arrecadar recursos para fortalecer iniciativas de proteção integral à infância e à adolescência. Com a ação, a Organização pretende ampliar sua rede de apoio a crianças, adolescentes, jovens e famílias em situação de vulnerabilidade social, enfrentando os múltiplos tipos de violência que afetam esse público no Brasil. 

Os dados mais recentes do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) revelam um cenário alarmante: apenas em 2024, o canal Disque 100 recebeu 289.445 denúncias de violações de direitos de crianças e adolescentes, somando 1.694.413 violações — o maior número entre todos os grupos vulneráveis monitorados. Isso significa que, todos os dias, milhares de meninos e meninas têm seus direitos básicos negados, o que compromete de forma grave o seu desenvolvimento físico, emocional e social. 

Entre os tipos de violação mais reportados, destacam-se negligência (14,8%), com mais de 250 mil casos; exposição a riscos à saúde (10,5%), totalizando 178 mil ocorrências; maus-tratos (9,5%), com mais de 159 mil registros; e tortura psíquica (9,7%), com quase 165 mil violações. Também foram contabilizados 1.310 casos de trabalho infantil e mais de 92 mil agressões físicas. Além do impacto imediato sobre a vida de crianças e adolescentes, essas violações muitas vezes resultam em perda do cuidado parental, situação vivida atualmente por mais de 30 mil crianças e adolescentes acolhidos institucionalmente no Brasil, privados total ou parcialmente do direito à convivência familiar. 

Diante desse cenário, a campanha da Aldeias Infantis SOS propõe um chamado urgente à ação, para dar um basta às violações e construir, de forma coletiva, um futuro mais justo e protetivo para meninas e meninos em todo o país. 

“A Aldeias Infantis SOS atua há décadas no acolhimento e na proteção integral de crianças e adolescentes que perderam o cuidado parental ou estão em risco de perdê-lo. Com a campanha, buscamos fortalecer nossa rede de apoio, ampliar nossos programas de prevenção e continuar oferecendo espaços seguros, afeto e oportunidades reais para que crianças, adolescentes, jovens e suas famílias possam desenvolver sua melhor versão”, afirma Christofer Müller, Diretor de Mobilização de Recursos da Organização. 

Para a Aldeias Infantis SOS, o apoio à causa é urgente e necessário, uma vez que, estatisticamente, uma em cada três denúncias de violação de direitos registradas no Brasil envolve crianças e adolescentes. Além disso, mais do que um gesto de solidariedade, a proteção à infância é encarada como um investimento essencial para transformar realidades e garantir dignidade às futuras gerações. 

Müller explica que os recursos arrecados possibilitam atender diretamente cerca de 120 pessoas com iniciativas de fortalecimento familiar, acolhimento, atendimento psicológico e suporte social, por meio de projetos como o Núcleo SOS de Apoio às Famílias. 

“Promover os direitos de crianças e adolescentes é uma responsabilidade coletiva, e reconhecer sua vulnerabilidade é o primeiro passo para transformar essa realidade. Por isso, a Aldeias Infantis SOS convida a sociedade, neste momento, a agir para dar um basta às violações contra crianças e adolescentes”, conclui o diretor.

 

Sobre a Aldeias Infantis SOS 

A Aldeias Infantis SOS (SOS Children’s Villages) é uma organização global, de incidência local, que atua no cuidado e proteção de crianças, adolescentes, jovens e famílias. A organização lidera o maior movimento de cuidado do mundo e atua junto a meninas e meninos que perderam o cuidado parental ou estão em risco de perdê-lo, além de desenvolver ações humanitárias. 

Fundada na Áustria, em 1949, está presente em mais de 130 países. No Brasil, atua há 58 anos e mantém cerca de 80 projetos, em 30 localidades de Norte ao Sul do país. Ao trabalhar junto com famílias em risco de se separar e fornecer acolhimento para crianças e adolescentes que perderam o cuidado parental, a Aldeias Infantis SOS luta para que nenhuma criança cresça sozinha.  

Para saber mais: www.aldeiasinfantis.org.br

 

Junho Violeta reforça a importância da proteção jurídica de pessoas idosa

Campanha alerta para os diferentes tipos de violência contra a pessoa idosa e reforça os canais de denúncia

 

O mês de junho marca a campanha Junho Violeta, dedicada à conscientização sobre a violência contra a pessoa idosa. A data reforça a importância da prevenção e do enfrentamento a práticas como agressões físicas, abusos psicológicos, abandono e fraudes patrimoniais. Estas são formas de violência que nem sempre são visíveis, mas que têm consequências graves para a saúde e a dignidade dos idosos.

De acordo com a especialista em Segurança Pública e professora de Direito da UNINASSAU Rio de Janeiro, Marcelle Lopes, o tema exige atenção não apenas das famílias, mas também do poder público e da sociedade como um todo. “Essa questão com as pessoas de mais idade está muitas vezes naturalizada no cotidiano, e é fundamental que todos saibam identificar os sinais e conheçam os canais de denúncia”, afirma.

Essa agressão pode se manifestar de diversas formas. A física envolve empurrões, tapas e maus-tratos. A psicológica se manifesta por meio de insultos, humilhações e ameaças. Já a financeira e patrimonial costuma ocorrer em casos como a apropriação indevida da aposentadoria. Também há a violência institucional, presente em hospitais ou instituições de longa permanência, quando a autonomia do idoso é desrespeitada ou ignorada. Entre outras

“É fundamental que a sociedade esteja atenta ao ambiente em que o idoso vive e aos sinais que ele possa demonstrar por meio de mudanças de comportamento, como o isolamento social e sinais de depressão ou ansiedade. A atenção e o acolhimento podem ser decisivos para romper o ciclo da violência. Casos suspeitos devem ser denunciados nas delegacias distritais ou especializadas na defesa do idoso”, ressalta Marcelle.

Além disso, o Disque 100, serviço gratuito e disponível 24 horas por dia, também está à disposição para receber denúncias de violações de direitos humanos, como as praticadas contra a população idosa.


Nanoempreendedores: existirá justiça para os trabalhadores por aplicativos?

Em novo capítulo de uma das maiores disputas trabalhistas da atualidade, a Uber protocolou manifestação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o reconhecimento do vínculo empregatício entre motoristas e a plataforma. Apoiada em trecho da reforma tributária de 2025, a empresa tenta enquadrar os condutores como “nanoempreendedores” e reafirmar seu papel de mera intermediária. Trata-se, porém, de uma manobra para esvaziar direitos trabalhistas em nome de um modelo de negócios que prospera sobre a precarização. 

A tese da Uber se sustenta na criação da figura do nanoempreendedor — categoria prevista na nova Lei Complementar nº 214/2025 para pessoas físicas com receita bruta anual inferior a R$ 40,5 mil. A empresa argumenta que essa qualificação reforça a autonomia dos motoristas e afasta qualquer traço de subordinação. Mas o raciocínio ignora propositalmente os elementos concretos da relação de trabalho, que revelam uma dinâmica muito mais próxima do emprego tradicional do que de uma prestação de serviço autônoma. 

O Tribunal Superior do Trabalho (TST), ao reconhecer vínculo em caso concreto, apontou corretamente os sinais de subordinação: o motorista não define preço, nem percentual de repasse, é avaliado constantemente e pode ser desligado unilateralmente. Mesmo a alegada liberdade para aceitar corridas ou definir horários não resiste à realidade: há pressão algorítmica, bloqueios ocultos, metas implícitas e penalizações por recusas — um controle invisível, mas eficaz. O fato de o controle ser feito por tecnologia não o torna menos hierárquico. 

A tentativa de enquadrar motoristas como micro ou nanoempreendedores é um retrocesso disfarçado de inovação. É certo que o mundo do trabalho mudou, e as plataformas digitais oferecem novos meios de prestação de serviço. Mas a evolução tecnológica não justifica a revogação silenciosa dos direitos conquistados. Substituir a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) por um contrato de adesão comercial, redigido unilateralmente pelas plataformas, implica um desequilíbrio grave e um convite à exploração.

 A proposta da Uber também escancara o desprezo pela proteção social. Afirmar que motoristas podem ser protegidos fora da lógica celetista é, na prática, delegar a eles o ônus de garantir sua própria seguridade, aposentadoria, proteção em caso de acidente, licenças médicas ou maternidade. Em vez de um pacto entre iguais, temos uma plataforma multinacional definindo regras e exigindo fidelidade, enquanto se isenta de qualquer responsabilidade legal com os profissionais que a mantêm funcionando. 

Além disso, os argumentos econômicos apresentados — perda de renda, redução de motoristas e impacto no PIB — carecem de comprovação robusta e ignoram os custos humanos da precarização. Defender que os motoristas preferem a informalidade para preservar seus ganhos imediatos é um argumento semelhante ao utilizado, décadas atrás, para justificar o trabalho infantil ou o excesso de jornada. A liberdade econômica, princípio importante da Constituição, não pode ser invocada como escudo para driblar direitos fundamentais. 

O STF tem, neste caso, a responsabilidade histórica de dar uma resposta uniforme e coerente a um impasse jurídico que já movimenta mais de 10 mil ações. É hora de o Judiciário reconhecer que há sim uma relação de emprego entre plataformas e motoristas, com todas as suas consequências jurídicas. Não se trata de punir a inovação, mas de enquadrá-la dentro dos marcos civilizatórios mínimos de proteção ao trabalho. 

Ignorar o vínculo é legitimar um modelo de negócio construído sobre a ausência de direitos. Reconhecê-lo é um passo necessário para garantir dignidade, segurança e justiça aos milhões de trabalhadores que movem as cidades, enquanto assistem seus direitos escorrerem pelas brechas digitais da legislação. 



Bruno Gallucci - advogado especialista em Direito do Trabalho


A DESUMANIZAÇÃO QUE QUER SER NORMALIZADA: O QUE PENSAR DISSO?


Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Toronto mostrou que a brincadeira com os bebês reborn vai muito além de um simples resquício da infância. Os cientistas apontam que a interação dos adultos com as bonecas busca estabelecer vínculos emocionais, dar vazão à expressão criativa e vivenciar benefícios terapêuticos significativos. 

Colecionar bonecos, ter brinquedos queridos e especiais e até dinâmicas para fins terapêuticos etc, tudo bem e faz parte, mas aqui destacamos aspectos que nos levam para o contexto das disfuncionalidades, que merecem reflexão. 

A conexão humana está morrendo? É um questionamento necessário no atual momento social. Quando se fala em comportamento humano, nem o céu é o limite, definitivamente. 

Bebês reborn, bebês robôs (lovots), cachorros robôs, bonecos de acompanhamento/sexuais, IAS criadas pelas próprias pessoas para se relacionar são algumas das tecnologias que estão surgindo em todos os cantos do mundo, em especial, no Oriente. 

Outro dia me deparei com uma notícia envolvendo um casal que estava disputando a guarda de um bebê reborn na justiça, após o divórcio. Eles afirmavam brigar pela boneca em virtude do “apego emocional”. 

Não obstante e indo mais a fundo na notícia do tal caso, havia interesse financeiro envolvido, porém o ponto que se quer destacar aqui é que sob o ponto de vista jurídico o bebê reborn não é membro da família e; portanto não está vinculado ao direito de família e suas consequências legais. A questão é que o Judiciário já está lotado de demandas e está recebendo outras com esta temática e que representam claramente o cenário atual, com mais uma dose de insanidade envolvendo a sociedade. 

Quanto ao bebê reborn, há ainda notícias dizendo existir parto simulado, pessoas levando esses bebês no hospital, Dia das Mães de tais bebês que parecem gente etc. Profissionais explicando que essa fuga da realidade, distorce o que é real e que essas pessoas ficam na ilusão, na fantasia, colocam vida em algo que não existe, tratando-se de pessoas devastadas emocionalmente, carentes, com problemas psicológicos graves. 

As notícias mostram ainda que há projeto de lei para proibir o atendimento de bebês reborn no SUS, com penalidade que pode chegar a 10 (dez) vezes o valor do serviço. 

Bebês robots, os lovots, fofinhos, que fazem barulhinho bonitinho etc e que seduzem muitas pessoas leva-nos ao questionamento: será solidão que a fazem pessoas despenderem de uma quantia de aproximadamente R$16 mil reais para obter um exemplar desses? 

E as várias crianças de carne e osso, que não conseguem um lar adotivo? Por que não são vistas e apoiadas pelos seus semelhantes carentes e solitários? 

Parece-nos que as pessoas querem comodidade, pouco desgaste, envolvimento e exposição, ficando cada vez mais centradas em si e em suas bolhas particulares convenientes. 

Os nossos fiéis amigos, os cães, já têm sua versão robótica também. Não sujam as casas, não soltam pelos, não comem, não fazem xixi e “caquinha”; prometendo amizade, sem custo, ao longo do tempo. 

Para quem sabe o que é ter animais de estimação, será que tais cachorros robôs substituem os nossos amados cães que nos recebem com um super entusiasmo, alegria e amor? 

E o que dizer dos bonecos acompanhantes com forma e tamanho de ser humano real?  Vários modelos, cores, formas etc. 

E a própria arte em formato de filmes, por exemplo, que estão nos mostrando relacionamentos amorosos profundos entre os seres vivos e a tecnologia. Pessoas satisfazendo seu lado emocional e até mesmo instintivo com esses objetos e/ou ficção criada pela tecnologia (Inteligência Artificial). 

Uma coisa é fato, as pessoas voltadas para essa desumanização crescente, estão centradas somente em si próprias, não precisam aprender, ceder, doar-se, ouvir e nem respeitar outras opiniões; só o que prevalece é o que ela quer, pensa e sente. 

Pessoas solitárias, pessoas entendendo que outras não valem a pena estão substituindo o humano pelo que não é humano, ou seja, substituindo seres vivos por máquinas. 

Temos necessidades da conexão com outros seres em qualquer idade, e do diferente até para evoluir. O homem é um ser social, sempre foi e será. 

Uma coisa é fato, o AMOR na medida certa é a cura para tudo, e mesmo quem diga que isso é bobagem, no fundo sabe que tempo, atenção e amor é o que realmente importa e o que todo mundo quer. Um beijo, um abraço, um olhar, uma palavra, o tempo de alguém nunca poderá ser substituído. 

Vamos refletir: normalizar a desumanização favorece a quem? E está a serviço do que? Vamos pensar. 

 

Viviane Gago- advogada e consteladora pelo Instituto de Psiquiatria da USP (IPQ/USP) com parceria do Instituto Evoluir e ProSer e facilitadora pela Viviane Gago Desenvolvimento Humano. Mais informações no site


FÉRIAS NOS EUA: VEJA OS SEIS CUIDADOS ESSENCIAIS ANTES DE EMBARCA

Advogada de imigração revela o que todo turista precisa saber para curtir as férias sem dores de cabeça


As férias estão chegando e, como de costume, os Estados Unidos continuam sendo um dos destinos favoritos dos brasileiros em busca de lazer, compras e aquele típico verão na Califórnia ou Flórida, digno de cena de filme. Mesmo com o dólar em alta, a procura continua intensa: só este ano, milhares de brasileiros embarcaram rumo às terras americanas. Mas, antes de fazer as malas e sonhar com os parques, as praias e as compras, é fundamental estar atento às regras de entrada no país. A advogada de imigração e CEO da Salvador Law, Dra. Larissa Salvador, reforça a importância de cuidar da documentação com atenção. 

“É importante garantir que a documentação esteja correta e compreender a rigidez das regras de entrada nos Estados Unidos. Como muitos vão como turistas e acabam ficando no país de forma ilegal, eles endureceram este processo e exigem que a pessoa comprove que irá retornar ao seu local de origem. Embora seja um momento de diversão, exige cuidados para que os turistas aproveitem ao máximo a experiência”, explica a Dra. Larissa Salvador. 

Miami, Los Angeles, Orlando e Nova Iorque são os principais destinos dos brasileiros, mas os Estados Unidos oferecem muitos outros lugares interessantes que merecem ser visitados. Pensando nisso, a especialista preparou algumas dicas para garantir que os turistas aproveitem ao máximo a viagem, confira: 

Segundo Salvador, um dos primeiros passos para garantir uma viagem tranquila é verificar se todos os documentos estão em ordem. “O passaporte, em particular, deve ter validade mínima de seis meses a partir da data de entrada nos Estados Unidos. Isso significa que, se o turista for viajar em janeiro, por exemplo, o passaporte precisa ser válido até pelo menos julho do mesmo ano.” Larissa ainda destaca a importância de ter o visto adequado para o tipo de viagem, seja turismo, negócios ou outro propósito. Para evitar contratempos, é fundamental que o passaporte e o visto estejam facilmente acessíveis durante o embarque e a chegada no país. 

Ao chegar no controle de imigração, é possível que os agentes questionem as razões da visita, o destino e a duração da estadia. Quanto mais claras e organizadas essas informações estiverem, menores serão as chances de haver problemas na entrada em solo americano. Larissa também ressalta que o turista deve respeitar o tempo de permanência permitido, para evitar ser banido em futuras visitas e, assim, perder a oportunidade de retornar aos EUA. 

Embora não seja obrigatório, o seguro viagem é altamente recomendado para turistas que viajam para os Estados Unidos. Larissa exemplifica: “Se um turista sofrer um acidente ou necessitar de atendimento médico, o seguro viagem pode cobrir custos elevados, que no sistema de saúde americano podem ser exorbitantes.” Além disso, o seguro pode ser útil em situações como o extravio de bagagem ou o cancelamento de voos, evitando que o turista tenha que arcar com despesas inesperadas. Um seguro de viagem completo oferece tranquilidade, especialmente quando se viaja para um país com custos de saúde elevados. 

É importante lembrar que, ao entrar nos Estados Unidos, é obrigatório declarar valores superiores a US$10 mil em espécie por pessoa. “Se um turista estiver levando essa quantia ou mais, ele deve informar às autoridades na imigração, sob pena de multa ou apreensão do valor”, explica Larissa. Já os cartões de crédito internacionais são fundamentais para facilitar os pagamentos durante a viagem. Por exemplo, se alguém for comprar ingressos para parques ou pagar por um jantar em um restaurante, o cartão precisa ser aceito internacionalmente. Larissa também sugere que, para evitar fraudes, o turista guarde os comprovantes das compras e utilize apenas cartões em locais de confiança. 

A advogada ainda orienta que, em caso de problemas durante a viagem, como perda de passaporte ou questões legais, os turistas devem procurar imediatamente o consulado brasileiro mais próximo. “Os consulados podem fornecer assistência em situações de roubo, perda de documentos ou até mesmo em questões jurídicas”, afirma. Larissa também ressalta a importância de ter sempre à mão os números de contato de serviços essenciais, como os da seguradora (caso tenha contratado um seguro viagem) e do consulado, para garantir que a ajuda necessária esteja disponível de forma rápida. 

Por fim, saiba que gorjeta é tradição! Nos Estados Unidos, a gorjeta é uma prática comum e esperada em diversos serviços, como em restaurantes, táxis e até em hotéis. Larissa explica: “Nos EUA, os garçons, motoristas de táxi e outros prestadores de serviço dependem da gorjeta como parte do seu salário. Ou seja, não pagar significa não valorizar o trabalho do outro e pode colocar o brasileiro em uma situação constrangedora. Por isso, certifique-se de sempre estar preparado para pagar alguns dólares a mais quando solicitar algum serviço”.


Salvador Law
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Plataforma curitibana oferece centenas de cursos gratuitos para quase 5 milhões de usuários

Kultivi surgiu para democratiza conhecimento de idiomas, empreendedorismo e para exames; instituição conta com aproximadamente 40 mil acessos diários em seus 134 cursos gratuitos, que somam mais de 5 mil aulas

 

 

Um estudo da PwC mostra que a economia compartilhada deverá movimentar mundialmente US$ 335 bilhões em 2025 – o número é 20 vezes maior do que o obtido em 2014, quando o segmento foi responsável por US$ 15 bilhões. Parte desse valor estará nas grandes empresas de economia colaborativa, como o Airbnb e a 99, mas também em novos negócios, caso da curitibana Kultivi (www.kultivi.com), uma plataforma de ensino gratuita, que conta com 134 cursos em diferentes áreas, como idiomas, empreendedorismo, medicina, ENEM e OAB – ao todo, soma mais de 5 mil aulas distintas.

 

“Após 8 anos no mercado de edição de material didático e cursos preparatórios para concursos, observamos que o modelo de negócios predominante – com os usuários pagando pelos cursos – estava perdendo fôlego. Desse insight, surgiu a ideia de buscar um novo modelo, no qual os usuários contassem com conteúdo de primeira, mas sem a necessidade de pagamento”, afirma Cláudio Matos, um dos sócios da Kultivi, ao lado dos empresários Ricardo Pydd, Emir Conceição e Carlos Siaudzionis.

 

A Kultivi estima que cerca de 15 milhões de pessoas já conheceram seus serviços. Hoje, 4,8 milhões de alunos estão cadastrados na plataforma. A empresa conta também com 645 mil inscritos no canal de YouTube – com avaliações positivas em mais de 99% das aulas. Por dia, a audiência segue com média de 40 mil usuários, somando acessos via site, aplicativo e canal no YouTube.

 

“Na plataforma, a maioria dos usuários busca cursos de idiomas, especialmente o inglês”, diz Matos. Uma pesquisa da Catho apontou que somente 5% dos brasileiros falam um segundo idioma, sendo que menos de 3% - o equivalente a 1,5 milhão de pessoas - têm proficiência na língua. Com o domínio de um segundo idioma, o aumento do salário pode chegar a 52%, segundo o levantamento da companhia.

 

Até o último mês de abril, a Kultivi contava com 2.265.000 alunos no curso principal de inglês, que oferece 225 aulas e materiais de apoio, e 156.000 alunos no curso de inglês 2.0. Os cursos de francês e italiano também seguem ativos: o primeiro conta com 76 aulas e 436.000 alunos, enquanto o curso italiano básico soma 37 aulas e 170.000 alunos, e o curso italiano completo (básico ao avançado) reúne 82 aulas e 82.000 alunos.

 

Outro perfil que busca o conteúdo é o de estudantes interessados em realizar provas de exames, como o Enem ou a OAB. “Logo em seguida, aparecem os alunos buscando conteúdo para o Enem. No YouTube, a maioria dos usuários é de estudantes universitários, especialmente de Direito, que buscam as aulas em época de provas e exames para revisar os assuntos”, relata Matos.


 

Empreendedorismo

 

Uma das novidades recentes da plataforma são as formações específicas para a área de negócios, especialmente o empreendedorismo. A criação e a sobrevivência de novos negócios podem contribuir para que a economia dê o salto de crescimento esperado para os próximos anos. “Se as pessoas tiverem um mínimo de conhecimento técnico para gerir seus empreendimentos, a vida de todos tende a melhorar muito nos próximos anos”, projeta Cláudio Matos.

 

De 2007 a 2023, o número de empreendedores no Brasil cresceu significativamente: saltando de 14,6 milhões para cerca de 90 milhões de pessoas com algum envolvimento com empreendedorismo, segundo o Global Entrepreneurship Monitor (GEM), realizado em parceria com o Sebrae.


 

Como é possível gerar conteúdo de forma gratuita para os estudantes?

 

A lógica de funcionamento é simples. A plataforma é mantida pela venda de espaços publicitários para marcas parceiras que acreditam no projeto, além da captação de recursos na iniciativa privada. “São empresas que querem desenvolver educação de qualidade no Brasil e atrelar sua marca a esse projeto”, explica o sócio da Kultivi.

 

Entre os professores, encontram-se aqueles com experiência em instituições de ensino públicas e privadas, com titulações elevadas, como mestres e doutores, assim como jovens educadores com uma didática mais dinâmica, especialmente para os cursos preparatórios para os exames.

 

Para mais informações, acesse o site www.kultivi.com.

              

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