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sexta-feira, 11 de abril de 2025

CCBB São Paulo recebe Nebulosa de Baco, espetáculo inédito inspirado na obra de Luigi Pirandello, Nobel de Literatura

Créditos: Renato Mangolin

Montagem da Cia.Stavis-Damaceno revela o conturbado processo de duas atrizes ao interpretar pai e filha no teatro. No elenco, estão Rosana Stavis e Helena de Jorge Portela

 

Depois de passar pelo Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte, Nebulosa de Baco, o novo trabalho da premiada Cia.Stavis-Damaceno tem sua estreia paulistana no CCBB São Paulo, no dia 24 de abril, às 18h30. O espetáculo, com dramaturgia e direção de Marcos Damaceno e atuação de Rosana Stavis – atriz frequentemente apontada pela crítica como uma das melhores do teatro brasileiro - e Helena de Jorge Portela, segue em cartaz até 8 de junho, com sessões às quintas e sextas-feiras, às 19h, e aos sábados e domingos, às 17h.

Inspirada na obra do premiado autor italiano Luigi Pirandello, vencedor do Nobel de Literatura, e em relatos de “histórias reais”, a montagem, que se alterna entre o drama e a comédia, apresenta o difícil processo de duas atrizes ao interpretarem os papéis conturbados de uma filha e o seu pai. 


A encenação traz à cena uma atriz que não consegue chorar. Ajudada por outra artista mais experiente, ela se prepara para atuar em uma peça sobre a difícil relação entre uma filha e o seu pai. Trata-se de uma peça dentro de outra (uma dramática, a outra cômica) em que – como é próprio dos textos de Pirandello e muito atual para o tempo presente – são constantemente embaralhadas as noções entre o que é real e o que é inventado, entre o que é verdade e o que é mentira, entre o que é e o que parece, mas não é.


Essas duas mulheres, duas atrizes, estão em seu “habitat natural”, uma sala de ensaio, que é, nas palavras de Damaceno, “espaço fascinante de caos e criação, onde atrizes reconhecidamente fortes revelam suas fragilidades e inseguranças”. Nessa sala, elas tentam descobrir a melhor forma de interpretar em uma peça que se equilibra entre o riso e o choro e que, por vezes, levanta questões delicadas e difíceis de se lidar, como os traumas causados pela violência e o abuso sexual na infância. Uma peça que, como é comum nas montagens de Damaceno, chama a atenção para o contraste entre os momentos hilariantes e outros angustiantes e perturbadores.


A encenação reúne outras características que são próprias da companhia Stavis-Damaceno, como o ritmo vertiginoso de pensamentos aparentemente desordenados; o apreço pela dramaturgia contemporânea que nos apresenta novos olhares acerca das relações humanas em nossos dias; e a excelência do trabalho do elenco, trazendo ao público espetáculos contundentes que impactam quase que exclusivamente pela força dos atores e das palavras. “A Aforista” –que ganhou alguns dos principais prêmios do teatro brasileiro, entre eles o de Melhor Espetáculo, conferido pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) –, é um exemplo recente dessas características. 


O nome “Nebulosa de Baco” tem inspiração na astronomia e na mitologia. As nebulosas são onde nascem as estrelas; entre as mais conhecidas estão a Nebulosa de Orion e a Nebulosa Olho de Deus. Já Baco, na mitologia greco-romana, é não apenas o deus do vinho e do teatro: ele representa a fertilidade criativa e a dualidade humana entre controle e entrega. É ele quem inspira a transformação do caos interno em beleza e expressão.


“É para isso que nascem as atrizes, para mostrar, a cada noite, aos olhos do público, o mundo visto sob outra luz. Não a luz acachapante do sol, mas feito a delicadeza, a suavidade da luz da lua”, conclui Damaceno.


A peça tem patrocínio do Banco do Brasil, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).


“Ao patrocinar o espetáculo "Nebulosa de Baco", o Banco do Brasil reafirma seu compromisso de ampliar a conexão dos brasileiros com a cultura e fortalece o vínculo do público com produções teatrais que estimulam reflexões e sensibilizam através da arte. Para o CCBB SP, receber esse novo espetáculo da premiada Cia. Stavis-Damaceno, inspirado na obra de um autor clássico como Luigi Pirandello, mas com abordagem contemporânea e provocadora, não apenas democratiza o teatro de qualidade, como reforça o nosso papel de ser um espaço de encontro, debate e transformação, permitindo que diferentes gerações se conectem com a arte de maneira profunda e acessível.” afirma Cláudio Mattos, Gerente Geral do CCBB São Paulo.



Ficha técnica


Texto e direção: Marcos Damaceno

Elenco: Rosana Stavis e Helena de Jorge Portela

Iluminação: Beto Bruel e Ana Luzia Molinari de Simoni 

Figurino: Karen Brusttolin

Visagismo: Claudinei Hidalgo

Cenário: Marcos Damaceno

Produção Executiva: Bárbara Montes Claros 

Produção de Cenários: Carla Berri

Criação e Produção: Cia. Stavis-Damaceno

Assistente Administrativo/Financeiro: Edilaine Maciel

Produção Local (São Paulo): Augusto Vieira

Realização: Centro Cultural Banco do Brasil e Ministério da Cultura

Patrocínio: Banco do Brasil



Sinopse


Inspirado na obra do Nobel de Literatura Luigi Pirandello, e em relatos de “histórias reais”, o espetáculo traz à cena uma atriz que não consegue chorar. Ajudada por outra atriz mais experiente, ela se prepara para atuar em uma peça sobre a conflituosa relação entre uma filha e o seu pai. Uma peça dentro de outra (uma dramática, a outra cômica) em que, como em nossos dias, são constantemente embaralhadas as noções entre o que é real e o que é inventado, entre o que é verdade e o que é mentira, entre o que é e o que parece, mas não é.

 

Serviço

Espetáculo Nebulosa de Baco, com Cia Stavis-Damaceno

Temporada: 24 de abril a 8 de junho de 2025*

Às quintas e sextas, às 19h, e aos sábados e domingos, às 17h

*Excepcionalmente na estreia, no dia 24/4, a apresentação acontece às 18h30

Local: Teatro CCBB SP (Rua Álvares Penteado, 112 – Centro Histórico – São Paulo/SP) 

Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia) disponível em bb.com.br/cultura e na bilheteria do CCBB | Meia-entrada: para estudantes, professores, profissionais da saúde, pessoa com deficiência - e acompanhante, quando indispensável para locomoção, adultos maiores de 60 anos e clientes Ourocard). 

Classificação indicativa: 18 anos

 

 

“Torto Arado – O Musical” estreia no Rio de Janeiro

As atrizes Lilian Valeska, Larissa Luz e Bárbara Sut
crédito fotográfico: Caio Lírio


Aclamado pelo público brasileiro após duas temporadas de estreia com sessões esgotadas em Salvador e São Paulo, Torto Arado – O Musical – Turnê Nacional, adaptação livre do best-seller de Itamar Vieira Junior, estreia no Teatro Riachuelo no dia 17 de maio e segue em cartaz até 15 de junho, com 22 apresentações de quinta a domingo. O espetáculo é apresentado pelo Ministério da Cultura e Nubank, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura, e realizado pela Maré Produções, Ministério da Cultura e Governo Federal União e Reconstrução.

 

Com sessões às quintas, sextas, sábados e aos domingos, os ingressos para a temporada de apresentações podem ser adquiridos através da plataforma ingresso.com ou na bilheteria do teatro

 

“Torto Arado – O Musical” traz um texto épico e lírico que revela, para além de sua trama, uma história de vida e morte nas profundezas do sertão baiano, um poderoso elemento de insubordinação social, de combate e redenção. Questões delicadas e difíceis como trabalho análogo à escravidão, racismo, resistência, sobrevivência, disputa de terra, bem como o universo da fé, magia, poesia e religiosidade são abordadas tanto no livro, quanto no musical. Um projeto que promove um diálogo inédito entre as criações artísticas de Itamar Vieira Junior e Elisio Lopes Junior, ambos baianos que compartilham com o público do espetáculo novas visões do Brasil e de sua diversidade.

 

Com direção geral de Elísio Lopes Júnior, o espetáculo conta com 22 profissionais em cena, sendo seis músicos e 16 atores, todos com vasta experiência em suas áreas de atuação. Em duas horas e vinte minutos de duração, “Torto Arado – O Musical” mergulha na cultura popular brasileira contada por Itamar Vieira Júnior e conta a história de duas irmãs, Bibiana e Belonísia, marcadas por um acidente de infância, que vivem em condições de trabalho análogo à escravidão em uma fazenda no sertão da Chapada Diamantina, na Bahia. Na adaptação teatral, uma nova personagem também protagoniza a cena, em relação à história original, a avó Donana.

 

No elenco principal, três profissionais na área musical e teatral: a cantora e apresentadora Larissa Luz interpreta Bibiana, uma das heroínas da trama. Ao lado dela, a atriz, cantora, compositora e teatróloga Bárbara Sut vive sua irmã, a Belonisia. E, juntas, darão vida às netas de Donana, papel interpretado por Lilian Valeska.

 

A direção musical com composições inéditas é assinada por Jarbas Bittencourt. “Torto Arado – O Musical” é um espetáculo de música popular brasileira, onde todos os ritmos e dinâmicas são nordestinas e ligadas ao cancioneiro do sertão nordestino interiorano, com interpretações e sonoridades totalmente brasileiras”. A cada nota que soa nas canções autorais compostas para o espetáculo, Bibiana, Belonisia, Donana, Zeca Chapéu Grande, Salu ganham vida e movimento. Um processo criativo permeado pela intensidade dos protagonistas e pela autenticidade do compositor e também diretor Jarbas Bittencourt. “Fazer música para um personagem é aquele momento em que você abre um espaço em você, assim como faz o ator, e se deixa ser outro; deixa que outra voz lhe cante a música que está criando", completa.

 

Elisio Lopes Junior – que também assina a Dramaturgia ao lado de Aldri Anunciação e Fábio Espírito Santo - comenta o que o público pode esperar do espetáculo a partir da temporada de sucesso em Salvador. “Foram dois meses em cartaz na capital baiana e a sensação de ter estreado Torto Arado em Salvador, na Bahia, perto do lugar onde essa história foi concebida e perto das pessoas que entendem esse universo, nos deu uma sensação de pertencimento. A entrada do público foi mais um elemento dentro dessa contação de história e a gente percebeu que Torto Arado tem humor, tem dor, tem poesia, e isso tudo extraído do livro a partir do convívio desses personagens em cena. Os personagens de Torto Arado nos ensinam e agora partimos para novos palcos, novas plateias, mantendo a nossa musicalidade, nosso sotaque e a nossa identidade, esperando que o olhar de quem é de fora também consiga captar a poesia dessa aridez, esse humor e essa dor que a narrativa de Itamar Vieira Júnior nos oferece e que conseguimos transpor para o palco com o desejo de mostrar um pouquinho mais para o Brasil quem é o Brasil”, destaca o diretor.

 

Responsável pela Direção de Movimento do espetáculo, o diretor e coreógrafo Zebrinha ressalta a importância do movimento durante o espetáculo, baseado no Jarê – religiosidade do povo que permeia toda a trama. “O que estou tentando fazer com a estética e o vocabulário do movimento no espetáculo é tornar contemporânea essa visão e apresentar o que há de mais bonito e mais plásticos dentro dos rituais do Jarê", comenta o profissional.

 

A equipe do musical conta ainda com Cenografia de Renata Mota, figurino assinado pela designer Bettine Silveira, além da Coordenadoria Geral de Fernanda Bezerra, responsável também pela idealização do projeto.

 

Torto Arado – O Musical

● Onde: Teatro Riachuelo Rua do Passeio, 38/40 – centro – Rio de Janeiro

Quando: Estreia em 17/05, às 20h. De 17 de maio a 15 de junho (Quintas e Sextas: às 20. Sábados: às 16h e às 20h. Domingos: às 16h). 

Ingressos: R$ 40,00 

Classificação: 14 anos

Vendas: ingresso.com e bilheteria do teatro


“Você não é todo mundo”, comédia estrelada por Ricardo Villardo, faz temporada no teatro Bibi Ferreira com homenagem a Paulo Gustavo


Ator ganhou destaque depois de homenagear o saudoso humorista 

 

Ator revelação em 2021 nas redes sociais por homenagear o artista Paulo Gustavo, volta aos palcos. O monólogo “Você não é todo mundo”, estrelado pelo artista e com direção geral e dramaturgia de Marcos Nauer, entra em cartaz no dia 2 de maio no teatro Bibi Ferreira, em São Paulo.  

A produção nasceu após a repercussão de um vídeo caseiro criado por Villardo e postado em suas redes sociais, intitulado “Carta para Deus”, onde presta uma homenagem ao saudoso Paulo Gustavo. O vídeo viralizou alcançando a marca de quase 4 milhões de visualizações (Instagram + Tik Tok). Este recebeu muitos elogios pela homenagem, mas também críticas e ataques insinuando ser uma cópia nada legítima.  

Na comédia “Você Não é Todo Mundo” que conta com direção geral e dramaturgia do premiado Marcos Nauer (60! Doc Musical e 70? Doc Musical), Ricardo Villardo busca uma resposta para a pergunta mais difícil: “quem eu sou?”. No monólogo, ele passeia por toda sua história conectando às mulheres que o transformaram na pessoa em que se tornou, mas que agora sente a necessidade de buscar uma nova identidade artística. A dramaturgia conta a história real da vida do ator, desde sua infância, onde já apresentava seu amor pela arte apresentando performances (entre elas Xuxa e Sandy & Junior) para seus familiares e culmina na sua estreia nos palcos e todos os percalços de um típico artista brasileiro até o momento atual de personagens divertidos e que fazem grande sucesso na internet.  

Antes de ir para os palcos, o espetáculo passou pelo voto popular para escolha do nome. 

"Foi um momento muito legal, pois ficou ainda mais colaborativo, a participação do público, escolhendo o nome do espetáculo em uma votação aberta foi especial. Além disso, parte da montagem do projeto, também só foi possível pela contribuição de financiamento coletivo dos fãs através da plataforma Benfeitoria", lembra Villardo. 

Sobre as temporadas realizadas entre o fim de 2021 e o primeiro semestre de 2022, o ator fala da felicidade em poder levar um monólogo para os palcos e de todo a emoção que envolve esse momento.  

"Sempre digo que já estou vivendo o início de um dos meus maiores sonhos. Quando a gente trabalha a maior parte da vida com teatro infantil, eu AMO, montar um espetáculo “solo” é, no mínimo, desafiador em todos os aspectos, mas eu diria que no meu caso, está sendo transformador. Eu sempre quis ter o meu monólogo. Um espetáculo no qual eu pudesse levar para os quatro cantos desse país. E chegou o momento desse projeto acontecer", completa o ator Ricardo Villardo. 

“Você Não É Todo Mundo” é uma comédia quase terapêutica e que nos traz a seguinte reflexão: quem nós seríamos se não existissem nossos ídolos. 

“Você não é todo mundo” traz uma narrativa muito particular, uma comédia vibrante e emocionante praticamente ao mesmo tempo. Eu quero que o público saia do teatro com aquela sensação de nostalgia gostosa, e muito feliz. Assim como eu estou agora, e vou estar em cada apresentação", finaliza Villardo. 

 

Ficha Técnica: 

Atuação e Criação: Ricardo Villardo 

Dramaturgia e Direção: Marcos Nauer  

Roteiro e Texto: Ricardo Villardo e Marcos Nauer 

Idealização: Rodrigo Medeiros  

Figurinos: Rick Barboza  

Cenário e Direção de Arte: Fábio Carvalho  

Perucas e Caracterização: Vitor Martinez  

Desenho de Luz: Rodrigo Medeiros e Marcos Nauer 

Cenotécnico: Isaac Tiburcio   

Assistente de Figurino: Júlia Turl  

Assistente de Perucaria: Roberto Garcia  

Costureiras: Teresinha Martins, Cheila Silva E Ana Paula Marques 

Bordadeira: Edjane Quimas 

Programação Visual: Onaldo Vinicius e Nós Comunicações  

Fotos de Divulgação: Carlos Costa  

Fotos de Cena: Caio Gallucci  

Produção Executiva: Rafael Barcellos e Wagner Mattos 

Produtor Executivo: Rodolfo Alves e Fabi Garritano  

Gestão Comercial: RV produções  

Produtor Associado: Ricardo Villardo  

Patrocinador: Fernanda Cury  

Realização: Oficial World 

 

 

Serviço: 

Quando de 2 de maio a até 27 de junho, somente às sextas-feiras

Horário: Às 21h 

Teatro Bibi Ferreira: Av. Brigadeiro Luís Antônio, 931 - Bela Vista, São Paulo

Preço 100 reais inteira 

50 reais a meia


PORTO ALEGRE EM CENA CHEGA AO CCBB RIO DE JANEIRO COM PRODUÇÕES TEATRAIS GAÚCHAS

 


O Festival promove pela primeira vez os espetáculos Caio do Céu e Onde está Cassandra? em exibições fora do Rio Grande do Sul. As peças estão em cartaz no CCBB Rio de Janeiro

 

A mais recente edição do Porto Alegre em Cena, Festival Internacional de Artes Cênicas, ocorreu entre os meses de novembro e dezembro do ano passado, encerrando-se de forma histórica. Em razão das enchentes que afetaram parte do Estado e também o setor cultural, a programação da 31ª edição foi inteiramente voltada para as produções de espetáculos do Rio Grande do Sul.

 

Dentro da concepção de reconstrução, valorização e visibilidade das produções artísticas do Sul, o festival realiza uma ação inédita a partir do primeiro semestre de 2025: produções artísticas gaúchas terão apresentações marcadas para o Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro.

 

Caio do Céu faz temporada de 26 de março a 20 de abril de 2025. O espetáculo conta com parte da obra do escritor gaúcho Caio Fernando Abreu e traz Deborah Finocchiaro e Kiti Santos ao palco.

 

Já o premiado espetáculo Onde está Cassandra? terá apresentações de 17 de abril a 12 de maio e celebra os 25 anos de carreira de Cassandra Calabouço. O elenco reúne cinco drag queens - incluindo a própria Cassandra - que resgatam a trajetória da artista. Com patrocínio master da BB Asset, ambas as temporadas ocorrerão nos teatros do Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro, tradicional e conceituado espaço de artes cênicas da cidade.

 

Segundo Mario Perrone, diretor Comercial da BB Asset, a gestora investe constantemente na promoção da cultura. “O apoio aos projetos de curadoria do CCBB faz parte da nossa história porque reconhecemos o valor da arte e a da cultura. Acreditamos que dessa maneira estamos contribuindo para a construção de uma sociedade mais inclusiva e participativa”.

 

“Testemunha privilegiada da história do Porto Alegre em Cena, posso dar testemunho do quanto se trabalha para aumentar o espectro das parcerias culturais que podem ampliar a potência de um evento, expandi-lo para além de suas fronteiras regionais. Nesses mais de trinta anos, dialogamos com todos aqueles que demonstraram interesse pelo nosso trabalho regional. Vida longa ao projeto de circulação nacional. Que tudo se revele potente e importante. Bem-vindos!”, celebra Luciano Alabarse, coordenador geral do Porto Alegre em Cena.

 

O 31º Porto Alegre em Cena contou com mais de 80 espetáculos e ações culturais totalmente gaúchos e reafirmou a força e a diversidade da arte produzida no Rio Grande do Sul. Foram apresentados espetáculos de teatro, dança, circo, performances e ações formativas que se desdobraram em mais de 35 locais, levando a arte a diferentes espaços da cidade de Porto Alegre.

 

O público, estimado em 12.000 pessoas, demonstrou entusiasmo ao lotar teatros, ruas e espaços alternativos e representou a resistência, a força e a coragem após as trágicas enchentes que assolaram o Estado e comprometeram também as produções artísticas e o setor cultural.

 

“A excelente iniciativa do Festival Porto Alegre em Cena de levar espetáculos gaúchos para outros Estados brasileiros, representa romper fronteiras, estreitar laços, expandir horizontes, valorizar artistas, compartilhar estéticas, pensamentos, criações e enaltecer teatro, arte e cultura em nosso país”, reforça Deborah Finochiaro atriz do espetáculo Caio do Céu

 

Já para Mac, Diretor de Onde está Cassandra?, a importância e o ineditismo da ação têm também mais significados: “Acredito que levar espetáculos gaúchos para fora do estado neste momento pós-enchente é não só um feito artístico e de produção, é também um gesto importante de resistência e de reconstrução concreta e simbólica. O Festival Porto Alegre em Cena, ao abrir essas portas e sedimentar esse terreno, impulsiona a cena local e dá voz aos artistas que, assim como tantos outros gaúchos, estão se reerguendo diante das perdas, atravessando fronteiras e reafirmando em movimento nossa identidade e nossa produção artística.

 

SINOPSE DOS ESPETÁCULOS E FICHA TÉCNICA:

 

CAIO DO CÉUO espetáculo transpõe o universo de Caio Fernando Abreu para o palco por meio de vozes femininas, crônicas, cartas, contos, poemas, textos teatrais, música ao vivo e projeções. Traz para a cena o próprio artista, por meio de vídeos, com trechos de suas entrevistas.

 

O roteiro prioriza parte da obra que valoriza a vida, apresentando também uma face pouco conhecida do autor: um homem vibrante e solar, que se revela desperto para o milagre da existência diante da iminência da morte - muitas vezes abordada com humor e profundidade.

 

Quanto ao conteúdo, os textos abordam questões extremamente atuais: o mal-estar do homem que se quer livre diante de uma sociedade fraturada, conservadora e preconceituosa. Caio F. dá espaço às minorias, às diferenças, aos seres que não se ajustam ao status quo. Aqui o elenco não se propõe a representar a persona física de Caio, mas simplesmente ser o seu porta-voz, investindo no trabalho físico e sonoro para ser o canal por onde passam as palavras, as reflexões, as imagens deste que é um dos grandes autores da literatura brasileira.

 

A peça estreou em 2017 no Theatro São Pedro, em Porto Alegre, e desde então vem participando de Festivais nacionais e internacionais, conquistando plateias e prêmios no Brasil e em Portugal.

 

Textos: Caio Fernando Abreu

Concepção: Deborah Finocchiaro e Luís Artur Nunes

Seleção de textos: Deborah Finocchiaro com a colaboração de Luís Artur Nunes

Roteiro: Deborah Finocchiaro

Direção: Luís Artur Nunes

Assistência de Direção: Áurea Baptista e Jéssica Lusia

Atuação e Violão: Deborah Finocchiaro

Atuação, violoncelo, flauta, saxofone e teclado: Kiti Santos

Músicas: Fernando Sessé e Gustavo Petry (com exceção de “Muros” e “Alento” de Deborah F. e trechos das músicas “Necessidade” e “Amor Nojento” de Laura Finocchiaro)

Direção de Vídeo: Bruno Polidoro e Daniel Dode

Pesquisa de Imagens: Bruno Polidoro

Edição de Vídeo: Daniel Dode

Entrevistas Caio Fernando Abreu: TVE RS e Marian Starosta

Fotos Adicionais (cena Necessidade): Fernanda Chemale

Participação em Vídeo: Marcelo Ádams

Figurino: Antonio Rabadan

Desenho de Luz: Leandro Roos Pires

Operação de luz: Yasmim Lira

Operação de Som e Imagens: Antonio Macalão

Projeto Gráfico: Rafael Sarmento

Social Media: Geovana Benites

Produção: Companhia de Solos & Bem Acompanhados (Elisete Idalgo, Julia Oliveira e Deborah Finocchiaro)

Coordenação de Produção e Direção Geral: Deborah Finocchiaro

Realização: Companhia de Solos & Bem Acompanhados

 

 

 

ONDE ESTÁ CASSANDRA?Cinco Drag Queens apresentam coreografias, cenas e números de lipsync para contar a trajetória de 25 anos da Drag Cassandra Calabouço. A peça apresenta novos e importantes desdobramentos na pesquisa do hibridismo entre a linguagem da dança e a estética performativa das figuras drag queen e do universo queer.

 

O espetáculo é recheado por imagens e sonoridades potentes e presentes no imaginário coletivo, instaurando uma atmosfera leve e divertida sem deixar de ser forte e contundente em seus questionamentos. O título do trabalho “Onde está Cassandra?” é uma questão direta ao público, que tem a tarefa de descobrir quem é Cassandra no elenco que está em cena. Contudo, a pergunta também deflagra outros questionamentos: o que é drag?

 

Direção, Coreografia e Trilha-Sonora: Cassandra Calabouço e Diego Mac

Texto: Cassandra Calabouço e Gui Malgarizi

Elenco: Alpine, a grande - Aline Karpinski, Cassandra Calabouço - Nilton Gaffrée Jr., LadyVina - Gabriel Tochetto, Maria Laura Granada - Lauro Gesswein, Zélia Martínez – Zé Passos

Vozes: Alexa, Cassandra Calabouço, Dani Dutra, Daniela Aquino, Diego Mac, Gui Malgarizi, e Nilton Jr.

Dramaturgia e Iluminação: Gui Malgarizi

Figurino: Antonio Rabadan

Produção e redes sociais: Giulia Baptista

 

 

Equipe 31º Porto Alegre em Cena

Coordenação Geral: Luciano Alabarse

Coordenação De Produção: Letícia Vieira

Direção De Produção Rio de Janeiro: Bruno Mros

Gestão Cultural: Primeira Fila Produções

Patrocínio Master: BB Asset

Realização: Prefeitura Municipal de Porto Alegre e Ministério Da Cultura, Governo Federal – União e Reconstrução

 

Estes espetáculos fizeram parte da programação do 31º Porto Alegre em Cena - Festival Internacional de Artes Cênicas em edição histórica, que promove intercâmbios e temporadas dos espetáculos do Sul, para outras cidades do país. O festival conta com o financiamento da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Com patrocínio master da BB Asset, gestão cultural da Primeira Fileira Produções, e realização da Prefeitura Municipal de Porto Alegre e Ministério da Cultura, Governo Federal - União e Reconstrução.

 

 

SERVIÇO:

CAIO DO CÉU

Até 20 de abril de 2025

Teatro II

De quarta a sábado às 19h, dom às 18h 

Sessão de 11 de abril com intérprete de Libras e Audiodescrição

 

ONDE ESTÁ CASSANDRA?

Teatro I

17 de abril a 12 de maio de 2025

De quinta a sábado às 19h, dom às 18h e segunda às 19h

Sessão de 10 de maio com intérprete de Libras e Audiodescrição

 

Valores:

R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada), à venda na bilheteria ou pelo site bb.com.br/cultura

 

Descontos:

Clientes Banco do Brasil: desconto de 50% mediante pagamento realizado com os cartões Ourocard.

Assentos para acompanhantes de PCD e PMR podem ser comprados mediante apresentação do ingresso tipo PCD/PMR, disponíveis somente na bilheteria física.

Centro Cultural Banco do Brasil  

Rua Primeiro de Março, 66, Centro, Rio de Janeiro (RJ) 

Contato: 21 3808-2020 | ccbbrio@bb.com.br 

Funcionamento: De quarta a segunda, das 9h às 20h (fecha às terças).

Mais informações em bb.com.br/cultura 

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