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segunda-feira, 7 de abril de 2025

Abril verde: campanha traz alerta para a saúde e segurança no trabalho

Especialista do CEJAM explica as principais doenças ocupacionais e como os cuidados e a prevenção podem garantir um futuro mais saudável

 

A campanha “Abril Verde” tem como intuito alertar a população brasileira sobre a importância da saúde e segurança no trabalho, ampliando a conscientização em relação aos riscos e à prevenção.

Conforme o Dr. Gustavo Vinent, médico e supervisor de Saúde Ocupacional do CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”, as doenças ocupacionais mais prevalentes no país variam de acordo com a área de trabalho, mas estão frequentemente associadas a ambientes inadequados ou à falta de medidas preventivas.

Entre as principais doenças ocupacionais, destacam-se:

  • Lesões por Esforço Repetitivo (LER) e Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT): causadas por movimentos repetitivos e posturas inadequadas.
  • Perda Auditiva Induzida por Ruído (PAIR): decorrente da exposição prolongada a ruídos altos.
  • Doenças Respiratórias e Asma Ocupacional: provocadas pela exposição a agentes químicos ou biológicos.
  • Dermatoses Ocupacionais: problemas de pele ocasionados pelo contato com substâncias químicas ou irritantes.
  • Transtornos Mentais Relacionados ao Trabalho: estresse ocupacional e síndrome de burnout, que têm aumentado devido às pressões no ambiente de trabalho.

Mudanças no perfil das doenças ocupacionais

Nos últimos anos, o perfil das doenças ocupacionais tem passado por transformações significativas. Em 2023, a lista de doenças relacionadas ao trabalho foi atualizada pelo Ministério da Saúde. Patologias como Covid-19, burnout, novos tipos de câncer, abuso de drogas, tentativa de suicídio e transtornos mentais foram adicionadas.

“A inclusão de novas doenças na lista do Ministério da Saúde reflete a evolução das condições de trabalho e os novos desafios enfrentados pelos trabalhadores. A pandemia da Covid-19, o aquecimento global e os maiores riscos ambientais, além de algumas mudanças regulatórias foram determinantes para esse acréscimo”, afirma o médico.


Grupos de trabalhadores mais vulneráveis

Dr. Gustavo pontua que alguns grupos de trabalhadores são mais vulneráveis a desenvolver doenças ocupacionais. “Essas vulnerabilidades estão ligadas a fatores como condições de trabalho inadequadas, falta de políticas de proteção e desigualdades sociais”, enfatiza. Confira:

  • Profissionais de saúde: exposição a agentes biológicos, altos níveis de estresse e longas jornadas.
  • Trabalhadores da construção civil: expostos a riscos físicos, como quedas, e a agentes químicos, como poeira e solventes.
  • Operários industriais: lidam com máquinas pesadas, ruídos intensos e substâncias tóxicas.
  • Trabalhadores informais: muitas vezes não têm acesso a equipamentos de proteção individual (EPIs) ou condições adequadas de trabalho.
  • Mulheres e minorias sociais: enfrentam desigualdades no ambiente de trabalho e menos suporte.
  • Trabalhadores de tecnologia: uso prolongado de dispositivos eletrônicos, podendo levar a problemas como LER/DORT e estresse.

“As doenças ocupacionais têm um impacto significativo na vida do trabalhador, tanto em termos de saúde física e mental quanto em aspectos sociais e econômicos. Elas podem causar limitações físicas, dores crônicas, estresse, ansiedade, depressão, isolamento social, perda de renda e custos médicos elevados. Além disso, as empresas também sofrem com o aumento do absenteísmo, da sinistralidade e das despesas com substituição e treinamento de funcionários”, completa Vinent.

Prevenção: a chave para um ambiente de trabalho saudável

A prevenção é essencial para reduzir os impactos das doenças ocupacionais. Nesse sentido, o médico destaca algumas medidas que merecem atenção:

  • Ergonomia: garantir um ambiente de trabalho projetado para reduzir tensões físicas e mentais, com cadeiras e mesas ajustáveis, pausas e rotatividade.
  • Treinamento: capacitar os trabalhadores sobre os riscos ocupacionais e as medidas de prevenção.
  • Equipamentos de Proteção Individual (EPIs): fornecer e assegurar o uso adequado de EPIs para proteger os trabalhadores contra riscos de exposição ambiental.
  • Condições de Trabalho Seguras: identificar e eliminar, ou minimizar, os fatores de risco no ambiente de trabalho.
  • Saúde Mental: criar políticas de apoio psicológico e combate ao estresse, oferecendo acesso a terapia ou programas de bem-estar.


Diagnóstico e sintomas

É fundamental que os trabalhadores estejam atentos aos sinais e sintomas das doenças ocupacionais. "A melhor forma de identificar um problema de saúde é sempre consultando um médico, mas, em geral, deve-se suspeitar de quadros de início lento, porém persistente e progressivo ao longo do tempo", lembra o especialista.

Alguns exemplos de sintomas comuns incluem: dores, formigamentos, dormências musculares, problemas respiratórios, irritações de pele, esgotamento mental, perda de concentração, insônia, desmotivação, zumbidos nos ouvidos e perda auditiva.

O diagnóstico precoce não é apenas essencial para evitar complicações e garantir um tratamento mais eficiente, mas também para servir como um alerta para identificar e corrigir fatores de risco no ambiente de trabalho, protegendo outros trabalhadores.

Um compromisso de todos

A prevenção de doenças ocupacionais é um compromisso de todos. Ao cuidar preventivamente da saúde, utilizar proteção e seguir as normas de segurança, os trabalhadores garantem sua qualidade de vida. Os empregadores também demonstram responsabilidade social e aumentam a produtividade ao promover ambientes seguros e saudáveis.

"Respeito mútuo e a colaboração são fundamentais para um ambiente produtivo e saudável. Juntos, podemos criar um futuro em que o trabalho e o bem-estar podem caminhar lado a lado”.

 



CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”
@cejamoficial


Avanço da reprodução assistida levanta dilemas sobre limites éticos da fertilidade

Especialista da Organon alerta para importância de equilíbrio entre direito à fertilidade e riscos da “fabricação de pessoas perfeitas”; medicina reprodutiva deve crescer 23% ao ano no Brasil até 2026 


As técnicas de reprodução assistida (TRA) transformaram radicalmente a forma como lidamos com a infertilidade. Estima-se que mais de 12 milhões de crianças no mundo já tenham nascido por meio dessas tecnologias, número que deve crescer para quase 400 milhões até o fim do século, de acordo com um estudo publicado na revista Reproductive Medicine (Faddy et al, 2018)1. No Brasil, uma pesquisa da Redirection International indica que o setor da medicina reprodutiva deve crescer em média 23% ao ano até 2026. Atualmente, o mercado nacional movimenta R$ 1,3 bilhão e deve chegar à casa de R$ 3 bilhões. Mas à medida que o número de bebês, cifras e a ciência avançam, também se intensificam os debates éticos. Afinal, até onde é possível — e desejável — intervir no processo natural de concepção? 

Dados da Rede Latino-Americana de Reprodução Assistida apontam que o Brasil é o líder no ranking de fertilização in vitro, inseminação artificial e transferência de embriões, além de concentrar 40% de todos os centros de reprodução assistida da América Latina. “É essencial lembrar que estamos lidando com pessoas que não conseguem ter filhos naturalmente e que veem nessas técnicas uma chance de realizar um sonho. Mas a medicina reprodutiva não é mágica. Ela possui limites clínicos e éticos”, afirma Viviane Santana, especialista em reprodução humana e gerente médica da Organon farmacêutica. 

Entre os principais dilemas está o uso de testes genéticos para selecionar embriões. A técnica conhecida como PGT (Preimplantation Genetic Testing) permite identificar alterações cromossômicas e doenças hereditárias antes da implantação do embrião no útero. “É uma ferramenta valiosa quando falamos de prevenção de doenças graves. Mas e quando o teste revela alterações cromossômicas compatíveis com a vida?”, questiona Viviane. 

Outro ponto delicado é a chamada gestação por substituição — equivocadamente conhecida como “barriga de aluguel”. No Brasil, o procedimento só pode ser feito sem qualquer tipo de remuneração e por familiares de até quarto grau, com exceções concedidas mediante aprovação do Conselho Federal de Medicina. Ainda assim, Viviane relata dilemas que fogem à regulamentação, como casos em que tentantes recorrem à própria mãe para gestar o filho: “Essa criança será filha ou neta da mulher que a gestou? Irmã ou filha do pai/mãe biológico?”. 

A ausência de uma legislação específica no Brasil é um dos entraves. “Vivemos um paradoxo: ao mesmo tempo que temos uma normativa bastante permissiva, ainda operamos com base em resoluções médicas, sem uma lei específica. Isso abre margem para judicializações e inseguranças jurídicas”, explica Viviane. Para ela, mais do que proibir ou liberar práticas, o país precisa ampliar o acesso às TRA — hoje disponíveis quase que exclusivamente em clínicas privadas. “Muitos países já possuem financiamentos governamentais que asseguram e incentivam os tratamentos de reprodução assistida. Estamos sofrendo com o envelhecimento e diminuição da população mundial, e o maior acesso a tratamentos de reprodução assistida e planejamento familiar são fundamentais para o bom funcionamento da sociedade a longo prazo.” 

Doação de óvulos, embriões e espermatozoides também entra na pauta dos dilemas. Apesar das regras rígidas que garantem anonimato e segurança, a prática ainda gera debates sobre direitos, responsabilidades e possíveis conflitos familiares. “É fundamental que tudo seja feito com consentimento formal e respaldo médico. O que não pode acontecer — e infelizmente ainda acontece — é o uso de métodos informais e inseguros, como a busca por doadores em redes sociais.” 

O destino dos embriões congelados que não são mais de interesse dos casais também se tornou um desafio. Segundo as regras atuais, eles só podem ser descartados ou doados para pesquisa após três anos de criopreservação, mediante a vontade expressa dos responsáveis. “Há clínicas acumulando milhares de embriões sem definição. É uma questão ética que precisa ser enfrentada com urgência”, alerta. 

Para Viviane, a medicina reprodutiva representa um direito fundamental e uma oportunidade de transformar vidas. Mas precisa caminhar com responsabilidade. “A possibilidade de formar uma família é um desejo legítimo e deve ser respeitado. O que não podemos é deixar que o avanço tecnológico ultrapasse os limites éticos e transforme a reprodução em um processo de fabricação de seres humanos sob medida”, conclui. 





Organon
www.organon.com/brazil
https://www.linkedin.com/company/organon-brasil/ https://www.instagram.com/aquipelasaudedela



Referência:

Faddy MJ, Gosden MD, Gosden RG. A demographic projection of the contribution of assisted reproductive technologies to world population growth. Reprod Biomed Online. 2018 Apr;36(4):455-458. doi: 10.1016/j.rbmo.2018.01.006. Epub 2018 Feb 3.


Ronco excessivo sem acompanhamento médico aumenta risco de doença cardiovascular

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Otorrinolaringologista do HOPE explica que pausas respiratórias durante o sono inspiram cuidados médicos; a falta de rastreamento profissional pode favorecer a ocorrência de problemas cardíacos, inclusive infarto


Dormir bem é essencial para a saúde. Cada organismo tem necessidades específicas de descanso para manter o equilíbrio interno. Muitas vezes, o sono vem acompanhado de ronco, o que pode ser um problema sério. “O ronco só é considerado aceitável, quando transitório devido a um resfriado, por exemplo. Fora isso, é importante procurar um médico para avaliar se há apneia do sono”, explica a Dra. Raquel Rodrigues, otorrinolaringologista do HOPE - Hospital de Olhos de Pernambuco. 

A médica explica que a apneia do sono são as pausas respiratórias que ocorrem durante o sono. Quando dormimos, relaxamos a musculatura da garganta e, naturalmente, há a queda da língua com o deslocamento da mandíbula, provocando uma obstrução da garganta que impede a passagem do ar, conhecida como apneia. “Essa doença pode ser do tipo central, que é quando ocorre uma falha no comando respiratório, e pode ser obstrutiva, sendo a mais comum, na qual ocorrem as pausas respiratórias durante o sono. Mas algumas pessoas podem ter apneia mista, ou seja, essas irão apresentar tanto a central quanto a obstrutiva”, completa a Dra. Raquel. 

É necessário um exame médico para diferenciar um ronco comum de uma apneia. “Somente a polissonografia pode afirmar se existe ou não a doença. Esse teste consiste em avaliar o sono, utilizando gravação de áudio e vídeo enquanto o paciente dorme. Além disso, são colocados alguns sensores sobre a pele”, diz a otorrinolaringologista. 

Para pessoas com histórico de ronco, o acompanhamento com um otorrinolaringologista é essencial. Segundo a Dra. Raquel, “na maioria dos casos, com o tratamento adequado, é possível melhorar a apneia. No entanto, quando não tratada, a condição pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares, elevando significativamente as chances de infarto. Além disso, a apneia pode causar alterações nos níveis de colesterol e impactar o humor. Muitas vezes, o cansaço persistente está diretamente ligado a um quadro de apneia não tratada.” 

O tratamento da apneia vai variar de acordo com a gravidade e as repercussões que está causando naquele paciente. “Cada histórico deve ser avaliado individualmente, podendo incluir desde uma fonoterapia para fortalecer a musculatura, uso de aparelho intraoral, cirurgias e, em alguns casos, a utilização do CPAP, que joga o ar com força, mantendo a via aérea aberta e eliminando a apneia.” 

Além do tratamento médico, algumas mudanças no estilo de vida podem contribuir para a melhora da apneia do sono. “Manter um peso adequado, evitar o consumo de álcool e sedativos antes de dormir, praticar atividades físicas regularmente e adotar uma posição adequada para o sono são algumas medidas que podem reduzir os episódios de apneia. Além disso, a reeducação respiratória e exercícios para fortalecimento da musculatura da garganta podem ser aliados importantes no combate ao problema. O mais importante é que o paciente busque ajuda especializada o quanto antes, evitando complicações que possam comprometer sua qualidade de vida e bem-estar”, finaliza a Dra. Raquel Rodrigues.


Curso gratuito capacita profissionais de saúde para ampliar o diagnóstico precoce de doenças raras na primeira infância


A farmacêutica Roche e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS) estão lançando um curso gratuito e virtual com o objetivo de promover a atualização científica no manejo de pacientes com atraso no desenvolvimento psicomotor na primeira infância e contribuir para a promoção de práticas profissionais de qualidade, centradas na atenção e cuidado da criança  nesse paciente, visando o fortalecimento do cuidado humanizado e integral pela equipe multiprofissional da atenção primária. Além de democratizar o acesso ao conhecimento em saúde, a iniciativa busca estimular o diagnóstico e tratamento precoces de doenças raras e outras condições que podem surgir na primeira infância, promovendo um cuidado integral e de qualidade a bebês e crianças. 


Segundo o Ministério da Saúde, há cerca de oito mil doenças raras no mundo, e no Brasil, a média de tempo para o diagnóstico de uma condição rara é de cinco a oito anos. O curso “Atraso Psicomotor na Primeira Infância” faz parte do projeto #eureconheço, idealizado pela Roche. “Temos o compromisso de oferecer educação de qualidade aos profissionais da saúde primária, visando ampliar o diagnóstico precoce de doenças raras e dignificar a jornada dos pacientes. Acreditamos que investir em saúde e educação é o caminho para uma sociedade forte, justa e equânime, promovendo uma transformação social significativa, afirma Viviane Leite, Lider de Ecossistema Público, da Roche Farma Brasil. Para se inscrever ou saber mais informações, acesse mais.conasems.org.br.



Envelhecer com saúde: o segredo para uma vida ativa e feli

A fase terceira idade pode ser repleta de realizações e bem-estar e, para isso, é essencial que sejam adotados hábitos e cuidados que promovam a saúde física, mental e emocional. Com o aumento da expectativa de vida para para 76,4 anos, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o  olhar para as necessidades dessa parcela da população também mudou, dando ênfase para os cuidados e precauções que merecem ser tomados para uma boa qualidade de vida dos idosos. Jaqueline Fátima de Souza, franqueada de Londrina (PR) da Padrão Enfermagem, empresa de agenciamento de profissionais na área da saúde, listou algumas dicas de como promover essa melhora.


Saúde mental e as relações sociais: manter o cérebro ativo é fundamental para prevenção de doenças como Alzheimer e depressão. “Atividades como leitura e grupos de convivência são ótimas opções. Além de trabalhar a cognição, proporcionam momentos de descontração e alegria, fundamentais para os idosos que, com o isolamento, tendem a sentir-se sós e depressivos”, destaca a especialista.


Estímulo e companhia: Outra maneira de evitar a solidão e receber auxílio necessário é optar por cuidadores. “Mais do que prestar assistência, existe um papel crucial dos profissionais no aspecto emocional.  Além de auxiliar nos cuidados diários, o cuidador é uma ponte para que o idoso tenha uma vida mais ativa e feliz. O profissional promove independência e bem-estar, além de garantir o convívio com a família e a saúde mental do paciente, visto que a sua companhia é essencial”, completa.


Exercícios físicos: Praticar atividades regularmente é uma boa maneira de manter-se saudável na terceira idade. “O primeiro passo para a escolha correta da atividade física é uma avaliação, que deve ser feita por um especialista preparado para identificar condições clínicas que podem interferir na segurança e desempenho desse idoso, como complicações cardiovasculares, por exemplo. A partir daí é interessante optar por exercícios que os agrade e se encaixe em suas limitações e condições físicas. Entre os idosos os mais comuns são caminhadas, musculação, dança, pilates e hidroginástica”, detalha. 


Hidratação e alimentação balanceada: A associação de alimentos saudáveis com a ingestão correta de água ao longo do dia ajuda a prevenir doenças e manter a energia necessária para o bom funcionamento do organismo. “Recomenda-se o consumo de proteínas magras, frutas e legumes e ingestão regular de água. Criar esses hábitos é importante para que o idoso proteja seu sistema imunológico e mantenha-se saudável”, afirma.

 


Padrão Enfermagem


Chocolate e saúde: como aproveitar o cacau sem exageros na Páscoa

Nutricionista da Puravida compartilha dicas para equilibrar prazer e bem-estar no consumo de chocolate

 

A Páscoa é uma das épocas mais esperadas do ano para os amantes de chocolate. No entanto, o consumo excessivo pode levar a desconfortos digestivos, picos de açúcar no sangue e até mesmo comprometer a disposição e o bem-estar. Mas será que é possível aproveitar o chocolate de maneira equilibrada e saudável? 

Segundo a nutricionista Carla Fiorillo, Coordenadora de Conteúdo do Professional HUB da Puravida, a escolha do chocolate faz toda a diferença. “O cacau é um alimento rico em antioxidantes e pode trazer benefícios para o humor e a saúde cardiovascular. O segredo está na moderação e na preferência por versões com maior teor de cacau e menos aditivos”, explica a especialista. 

Como escolher o chocolate mais saudável? Para aproveitar os benefícios do cacau sem exageros, a nutricionista recomenda: 

Prefira chocolates com alto teor de cacau (acima de 70%): são mais ricos em antioxidantes e possuem menor quantidade de açúcar; 

Evite versões com gorduras hidrogenadas e aditivos artificiais, que podem comprometer a qualidade nutricional; 

Aposte no consumo consciente, saboreando pequenas porções para apreciar o sabor sem excessos; 

Combine com fontes de proteínas e fibras, como castanhas e frutas, para evitar picos glicêmicos e prolongar a saciedade. 

“O chocolate amargo, além de ser uma excelente fonte de flavonoides, pode contribuir para a regulação do humor devido à presença de triptofano, um precursor da serotonina. Por isso, escolher bem o tipo de chocolate faz toda a diferença”, complementa Carla. 

E quando o consumo é exagerado? Caso haja um consumo maior do que o planejado, algumas estratégias podem ajudar a equilibrar o organismo: 

Aumente a ingestão de água para auxiliar na digestão; 

Inclua alimentos ricos em fibras nas refeições seguintes para estabilizar os níveis de açúcar no sangue; 

Pratique atividades físicas leves para estimular o metabolismo e o bem-estar geral. 



Puravida
www.puravida.com.br


A partir de qual idade meu filho deve ir ao dentista?

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Professor de Odontologia da UNG esclarece dúvidas e explica como tornar a visita ao especialista mais frequente

 

Visitas ao dentista é um tema considerado um pouco polêmico entre a população. Existem pessoas que vão com frequência, outras têm medo de ir e tem até quem não vai de jeito algum. De acordo com o professor do curso de Odontologia da Universidade Guarulhos (UNG), Carlos Felipe Bonacina, o recomendado para todas as idades é ir, pelo menos, duas vezes ao ano, incluindo as crianças.  

E quando o assunto são os pequenos, pais e responsáveis possuem dúvidas: quando levar a criança em sua primeira consulta ao dentista? Quando iniciar a higienização bucal? Isso é algo realmente necessário antes da fase da introdução alimentar? E a escovação? Será que está sendo feita de forma correta? 

De acordo com o dentista, existe uma idade ideal para levar a criança ao consultório. Porém, o recomendado é realizar a primeira visita antes do primeiro ano de vida ou assim que os primeiros dentes de leite começarem a nascer. “Esse primeiro atendimento é importante não só para os pais receberem orientações sobre cuidados com a saúde bucal dos pequenos, mas também para o profissional identificar precocemente qualquer coisa incompatível com o crescimento”.  

Ao ser questionado sobre como realizar a higiene bucal em casa, ele explica que “como regra geral, a limpeza dos dentes, seja de crianças ou adultos, requer os mesmos cuidados, incluindo o uso de creme dental fluoretado e fio dental. No entanto, algumas pessoas podem necessitar de cuidados mais específicos, sendo recomendado um profissional prescrever o creme dental adequado para cada caso”.  

Bonacina também informa que os benefícios de levar os mais jovens desde cedo e com regularidade ao consultório dentário gera outros resultados, além de dentes bem cuidados. “A consulta ao dentista na idade correta costuma evitar problemas bucais e contribuir para bons hábitos de higiene oral ao longo dos anos, tornando essas visitas mais tranquilas e felizes com o vínculo estabelecido entre o pequeno e o profissional. Além disso, reduz a chance de a criança desenvolver doenças como cárie e gengivite. Também é possível monitorar o crescimento e os problemas de oclusão, a famosa mordida incorreta. Eles podem ser detectados na melhor fase para serem tratados”.


Saúde Cardiovascular: 40% dos brasileiros devem apresentar problemas de doenças venosas ao longo da vida

O Ministério da Saúde aponta cerca de 300 mil óbitos anuais por infarto no País

Segundo a Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), a cada 100 brasileiros, 40 devem apresentar problemas de doenças venosas ao longo da vida. Dentre as comorbidades mais comuns destacam-se as varizes, que consiste na dilatação e atrofia das veias das pernas; a trombose, que causa a formação de um coágulo nos vasos sanguíneos e no coração e o Acidente Vascular Cerebral (AVC), que provoca o entupimento ou ruptura dos vasos que levam sangue para o cérebro. 

Conforme a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), a cada 90 segundos, uma pessoa morre por doenças cardiovasculares no país, acarretando 46 óbitos por hora. O Instituto Nacional de Cardiologia indica que a hipertensão afeta 28% dos brasileiros e o Ministério da Saúde constatou mais de 300 mil óbitos anuais em decorrência de infarto. 

A genética pode ser um dos fatores atribuídos ao surgimento de doenças cardiovasculares; porém, hábitos como estresse, sedentarismo, obesidade, alcoolismo e tabagismo, também contribuem para o desenvolvimento das comorbidades.

Para o médico clínico Dr. Marcelo Bechara - especialista em Medicina Integrativa, Ciência da Obesidade e Terapia de Reposição Hormonal, existem maneiras eficientes de evitar as doenças que atingem o sistema cardiovascular. “Considerando que 40% dos brasileiros sofrerão com problemas cardiovasculares, devemos enfatizar a prática de atividades físicas e a adoção de uma alimentação balanceada para uma vida equilibrada. Além desses hábitos, outra chave para a diminuição das condições que impactam a saúde é a realização de exames de rotina. Com os check-ups em dia, o foco é a prevenção, e não a correção das comorbidades, garantindo longevidade e qualidade de vida aos pacientes”, explica Bechara. 

Dr. Marcelo Bechara - médico clínico e cirurgião geral, formado em Medicina pela Universidade Metropolitana de Santos (UNIMES) há mais de 16 anos. Com especializações em Longevidade e Saúde, Hormonologia e Ciência da Obesidade, emagrecimento e Reposição Hormonal Masculina na Harvard Medical School. Atualmente, Bechara atua com Medicina Integrativa, na clínica que recebe seu nome, inaugurada em 2023 em Praia Grande, litoral de São Paulo. Em seu consultório, realiza cuidados que vão além do tratamento de doenças, promovendo melhora no bem-estar e na qualidade de vida de seus pacientes. 


Veja 6 sinais de que a sua saúde emocional pode estar em alerta na gravidez

Tristeza demais, sentir medo constante ou perder o vínculo com a gestação podem ser sinais de alerta. Psicóloga perinatal explica quando é hora de pedir ajuda


A maioria das gestantes realiza exames físicos regularmente durante o pré-natal, mas os sinais emocionais continuam fora da triagem básica. Segundo Rafaela Schiavo, psicóloga perinatal e fundadora do Instituto MaterOnline, transtornos como ansiedade, estresse e depressão são mais comuns do que infecção urinária ou diabetes gestacional, mas seguem invisíveis na rotina de avaliação.

Ela explica que existem três fases da vida da mulher com maior risco de alterações emocionais: a adolescência, o climatério (período próximo à menopausa) e o ciclo perinatal, que abrange a gestação e o pós-parto. Entre essas três, a gravidez é a fase mais crítica — embora seja a menos acompanhada do ponto de vista emocional.

A romantização desse período, segundo Rafaela, também contribui para a invisibilização dos sintomas. “Apesar de acharem que a depressão acontece só no pós-parto, já nos últimos 10, 15 anos a maioria dos estudos mostra que ela costuma começar ainda na gestação. Quando não é identificada, persiste ao longo da gestação e se agrava após o nascimento do bebê”, afirma.


Tristeza, estresse e medo nem sempre são "normais"

Rafaela destaca que é importante diferenciar sintomas esperados da gestação daqueles que precisam de atenção especializada. Fatores como gestações não planejadas, ausência de rede de apoio, medo do parto e insegurança sobre o futuro estão entre os principais gatilhos emocionais.

“É normal ter alguma ansiedade ou estresse, mas níveis muito altos não são esperados e precisam de atenção. Eles podem afetar o bem-estar da mulher e até o desenvolvimento do bebê”.


Veja 6 sinais de que a saúde emocional da gestante pode estar em alerta

1) Ansiedade em excesso ou medo persistente

2) Tristeza profunda ou sensação de apatia

3) Irritabilidade constante sem motivo claro

4) Dificuldade de se vincular à gestação ou ao bebê

5) Insônia frequente ou sensação de exaustão mental

6) Falta de apoio ou sentimento de solidão

A psicóloga reforça que não é preciso esperar o quadro se agravar. A busca por ajuda deve acontecer sempre que a mulher perceber que essas emoções estão comprometendo sua rotina ou seu vínculo com a gestação.


Avaliação pode ser feita em menos de 4 minutos

Rafaela defende que a saúde mental seja incluída na triagem do pré-natal de forma simples e acessível. Ela cita instrumentos de rastreio rápido que poderiam ser aplicados por enfermeiros ou obstetras durante as consultas.

“Em menos de quatro minutos é possível avaliar se há algum sinal de alteração emocional. Isso permitiria encaminhar a gestante para um profissional da saúde mental ainda durante a gravidez, e não só depois, quando a situação já piorou”

A especialista também destaca a importância do pré-natal psicológico, uma abordagem complementar focada na prevenção, acolhimento e fortalecimento emocional. “É possível evitar o agravamento de quadros e preparar emocionalmente essa mulher para o parto e para a maternidade”.


Onde buscar ajuda

Mesmo com o avanço da legislação, o acesso a profissionais especializados ainda é um desafio. Segundo Rafaela, menos de 1% dos psicólogos no Brasil têm formação em psicologia perinatal, o que dificulta o acolhimento adequado às gestantes.

Ainda assim, a Lei 14.721/2023 garante o direito ao acompanhamento psicológico durante a gestação, o parto e o pós-parto, tanto no SUS quanto na rede privada. A orientação é procurar a unidade de saúde onde a gestante realiza o pré-natal e verificar se há atendimento psicológico disponível.

 

Dia Mundial da Saúde: a importância da prevenção

Nos casos de retenção urinária, as infecções podem ser prevenidas com o uso de cateteres com revestimento hidrofílico e cuidados com a higiene

 

Criado pela Organização Mundial da Saúde em 1948, o Dia Mundial da Saúde, comemorado em 7 de abril, tem o objetivo de conscientizar a respeito de pilares importantes do bem-estar, chamando a atenção para aspectos como a prevenção, o autocuidado e os tratamentos. Para o fisiatra Eduardo Rocha, a prevenção é fundamental para a saúde, uma vez que diversas doenças podem ser evitadas. “A prevenção tem grande importância porque muitas doenças e condições que afetam a qualidade de vida das pessoas, como a obesidade, por exemplo, podem ser prevenidas, impedindo, assim, consequências mais graves”, explica. 

É o caso da infecção urinária, quadro que pode acontecer com muita frequência na retenção urinária crônica se os cuidados adequados não forem observados. A retenção urinária é causada por diversos fatores como lesão medular por traumas (acidentes automobilísticos, armas de fogo, etc), esclerose múltipla, meningomielocele, diabetes e nefropatias diabéticas, lesões decorrentes de cirurgias pélvicas, Acidente Vascular Cerebral (AVC), entre outras. A condição impede o esvaziamento completo da bexiga e pode aumentar significativamente o risco de infecções do trato urinário, complicando ainda mais a saúde dos pacientes. “Quando a bexiga não é esvaziada adequadamente, a urina pode se acumular, criando um ambiente propício para o crescimento de bactérias, resultando em infecções. Por isso, pessoas que apresentam retenção urinária tem necessidade de consultas de rotina frequentes, para evitar a progressão de possíveis complicações desta condição e manter de forma estável seu cuidado, com a promoção adequada da saúde”. 

O especialista esclarece que a técnica do cateterismo intermitente limpo é considerada como o padrão ouro em cuidado da retenção urinária crônica porque é um procedimento simples, que exige apenas a limpeza das mãos e da região genital, portanto, podendo ser realizada também fora do ambiente hospitalar. Esta técnica consiste em introduzir um cateter no canal da uretra que irá drenar a urina contida na bexiga para o vaso sanitário ou para um recipiente externo (bolsa coletora), que posteriormente é descartado. “Todo indivíduo que precisa fazer o esvaziamento vesical regular, deve sempre que possível, usar materiais que exigem menor necessidade de manipulação, e assim facilitam a realização do procedimento o que impacta em uma boa adesão (realizar o número de vezes necessário, o cateterismo por dia) para evitar infecções do trato urinário”. Nesse cenário, o cateteres com revestimento hidrofílicos são os mais recomendados, pois são prontos para uso e permitem a remoção da urina residual de forma rápida, impedindo multiplicação de bactérias e infecções urinárias recorrentes. “Os cateteres hidrofílicos oferecem maior segurança, menos riscos de lesões na uretra e consequentemente menos infecções urinárias”, afirma. Além disso, como já dito, são cateteres que já vem pronto para o uso, facilitando a utilização, inclusive, por pessoas sem ou com movimentos restritos das mãos. 

Segundo o Dr. Eduardo Rocha, a prevenção na saúde em geral aumenta o bem-estar, mas tem impacto ainda maior nas pessoas com condições crônicas, muitas vezes invisíveis à sociedade, como a retenção urinária crônica. “É possível prevenir as complicações extras que aumentam o risco de doenças, internações e pioram a qualidade de vida, inclusive, elevando a mortalidade. Por isso, quem apresenta retenção urinária crônica deve estar atento aos cuidados higiênicos e uso de dispositivos adequados para evitar as infecções urinárias”, conclui.

 

Menos infecções urinárias, mais qualidade de vida 

Foi utilizando o catéter hidrofílico que Lucas Junqueira, embaixador da Coloplast, líder mundial em soluções para pessoas com necessidades íntimas de saúde, conseguiu prevenir as infecções urinárias e, consequentemente, ter mais qualidade de vida. O atleta da seleção brasileira de rugby em cadeira de rodas sofreu um acidente em 2009, ao mergulhar na praia de Ponta Negra, em Natal – RN. Havia um banco de areia onde ele bateu a cabeça e acabou fraturando a 5ª e 6ª vertebras da coluna cervical, ficando tetraplégico. 

Desde então, passou a conviver com retenção urinária crônica e, por muitos anos, realizou o cateterismo intermitente com o cateter de PVC “Como minha lesão é tetraplegia, eu não tenho nenhum movimento de dedos das mãos, e realizar o autocateterismo era algo muito difícil. Além disso, tinha em torno de cinco infecções urinárias por ano, o que fazia eu ficar afastado das minhas atividades e até mesmo internado algumas vezes”, conta Lucas. Durante o seu processo de reabilitação, o atleta conheceu diversas modalidades de esporte e se encantou com o rugby em cadeira de rodas. Porém, as infecções urinárias de repetição atrapalhavam seu rendimento em quadra. 

Até que em 2015 Lucas conheceu os cateteres com revestimento hidrofílico que melhoraram seu bem-estar e sua qualidade de vida. “Há nove anos uso os cateteres com revestimento hidrofílico e as infecções urinárias diminuíram muito, estou há dois anos sem”, comemora. Hoje, ele é jogador da seleção, viaja para campeonatos, tem autonomia, independência e conforto. 

 

Sobre retenção urinária 

Mais de 350 mil brasileiros[1],[2],[3] possuem retenção urinária crônica e de cada 10 pessoas com lesão de medula que recebe alta hospitalar, quatro tem indicação para a realização do cateterismo intermitente limpo (CIL). O cateterismo intermitente é a forma de esvaziar a bexiga quando alguma condição clínica impede que isso aconteça espontaneamente da maneira adequada. 

Atualmente, os cateteres utilizados para a realização do CIL podem ser convencionais ou hidrofílicos. O cateter convencional é feito em PVC e tem necessidade de lubrificação com gel, geleia ou glicerina (geralmente sai no momento da introdução do cateter) e existe necessidade de preparo. Seus orifícios não são polidos nem lubrificados, gerando atrito na inserção, e há evidências científicas de que oferece maior risco de complicações (trauma na uretra e Infecções urinárias recorrentes). 

Já o cateter hidrofílico é de poliuretano com revestimento hidrofílico. Os orifícios são polidos e lubrificados, reduzindo o atrito na inserção e, consequentemente, os traumas na uretra. Há evidências científicas de que reduz o risco de complicações como infecções urinárias, traumas e sangramentos. 

Estudo[4] realizado com 130 paratletas cadeirantes do Brasil, Canadá, EUA, Chile, Colômbia e Japão, revelou que 84% deles realizam o cateterismo intermitente com cateter convencional. Destes, 84 tiveram alguma complicação ao longo de um ano, como lesões uretrais e infecção urinária. Cateteres hidrofílicos melhoram a qualidade de vida dos paratletas, reduzindo lesões uretrais, sangramentos e infecções urinárias recorrentes.

 



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[1] MINISTÉRIO DA SAÚDE. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Diretrizes de Atenção à Pessoa com Lesão Medular. 1. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2015. Disponível em: Link Acesso em: 29 jul. 2024.

[2] FURLAN, J. M. Lesão medular: conceitos básicos. Jornal Brasileiro de Neurocirurgia, v. 12, n. 2, p. 97-100, 2001.

[3] Estudo epidemiológico de nascidos vivos com Espinha Bífida no Brasil. Brazilian Journal of Health Review. Disponível em: Link Acesso em: 29 jul. 2024.

4 Nature – Spinal Cord, Prevalence of self-reported complications associated with intermittent catheterization in wheelchair athletes with spinal cord injury, 13/10/2020, disponível em Prevalence of self-reported complications associated with intermittent catheterization in wheelchair athletes with spinal cord injury | Spinal Cord (nature.com)


Dia Mundial da Saúde: o poder transformador do autocuidado

A lógica é simples: amor-próprio e autocuidado geram bem-estar, que constrói autoconfiança, trazendo clareza e coragem, aumentando a influência, tornando os relacionamentos mais saudáveis e impactando diretamente na performance e nos resultados. Este texto não é sobre burnout, nem sobre a eterna busca pelo equilíbrio entre vida pessoal e profissional. É, acima de tudo, sobre autocuidado consciente e o poder disso em tantos aspectos das nossas vidas.


Quando maus hábitos viram uma bola de neve

Numa fase particularmente desafiadora da minha carreira, percebi como a saúde mental abalada rapidamente se refletiu em outras áreas: ganho de peso, autoconfiança em declínio e desempenho profissional muito aquém do meu potencial.

As consequências foram claras: baixa performance, dificuldades nas relações interpessoais por falta de inteligência emocional, raciocínio limitado e resultados abaixo das metas.

É como uma bola de neve de maus hábitos — quanto mais nos deixamos levar, mais difícil se torna sair dessa espiral negativa.


Como retomar as rédeas dos nossos hábitos?

Segundo Charles Duhigg, autor do best-seller O Poder do Hábito, somos moldados por hábitos-chave — comportamentos que, quando adotados, desencadeiam mudanças coletivas em várias áreas da vida.

Como isso funciona na prática? Adotar uma rotina de exercício físico, por exemplo, pode naturalmente nos levar a alimentar-nos melhor, ter noites de sono de qualidade e até a organizar o nosso dia de forma mais eficaz e clara. Isso acontece porque esses hábitos aumentam a autoeficácia — a crença de que somos capazes de mudar — o que, por sua vez, geram motivação e disciplina para transformar outros comportamentos.

“São pequenas vitórias que se acumulam.” — Charles Duhigg


O ciclo do hábito

Duhigg apresenta o ciclo do hábito em três partes:

  • Gatilho – o estímulo que inicia o comportamento
  • Rotina – o comportamento em si
  • Recompensa – o que ganhamos com aquilo

Exemplo: Está estressado come chocolate sente alívio.

Não há problema em ceder ocasionalmente. O desafio é quando o comportamento se torna diário, inconsciente e descontrolado.


Como começar a mudar?

Aqui vão alguns passos práticos para reprogramar seus hábitos:

  1. Identifique os gatilhos – Quando e por que o hábito ocorre?
  2. Reconheça a recompensa – O que está buscando com aquilo?
  3. Substitua a rotina – Experimente um novo comportamento que traga a mesma sensação positiva.

Algumas abordagens falam em 21 dias para formar um novo hábito. No entanto, a ciência mostra que o tempo pode variar — o importante é a consistência, não a velocidade.

Cuidar da tua saúde não é apenas uma questão de bem-estar pessoal — é também uma estratégia de alta performance. Repare: quando você está bem, pensa melhor, se relaciona melhor, lidera e influencia mais de acordo com seus objetivos. E os resultados — pessoais e profissionais — acompanham. Neste Dia Mundial da Saúde, te convido: vamos começar um novo ciclo?

 

Rafaela Furlan - especialista em upskilling e reskilling. Sócia-fundadora da IKME, empresa de treinamentos corporativos, Rafaela é graduada em Administração de Empresas, Pós-graduada em Marketing e formada em Inovação Disruptiva pela Harvard Business School. Também é autora do livro infantil O Polvo das Pernas Coloridas e tem dado palestras sobre a importância do desenvolvimento das soft skills para o público infantil, em idade escolar.



Dia Mundial da Saúde: a importância da prevenção

Nos casos de retenção urinária, as infecções podem ser prevenidas com o uso de cateteres com revestimento hidrofílico e cuidados com a higiene

 

Criado pela Organização Mundial da Saúde em 1948, o Dia Mundial da Saúde, comemorado em 7 de abril, tem o objetivo de conscientizar a respeito de pilares importantes do bem-estar, chamando a atenção para aspectos como a prevenção, o autocuidado e os tratamentos. Para o fisiatra Eduardo Rocha, a prevenção é fundamental para a saúde, uma vez que diversas doenças podem ser evitadas. “A prevenção tem grande importância porque muitas doenças e condições que afetam a qualidade de vida das pessoas, como a obesidade, por exemplo, podem ser prevenidas, impedindo, assim, consequências mais graves”, explica. 

É o caso da infecção urinária, quadro que pode acontecer com muita frequência na retenção urinária crônica se os cuidados adequados não forem observados. A retenção urinária é causada por diversos fatores como lesão medular por traumas (acidentes automobilísticos, armas de fogo, etc), esclerose múltipla, meningomielocele, diabetes e nefropatias diabéticas, lesões decorrentes de cirurgias pélvicas, Acidente Vascular Cerebral (AVC), entre outras. A condição impede o esvaziamento completo da bexiga e pode aumentar significativamente o risco de infecções do trato urinário, complicando ainda mais a saúde dos pacientes. “Quando a bexiga não é esvaziada adequadamente, a urina pode se acumular, criando um ambiente propício para o crescimento de bactérias, resultando em infecções. Por isso, pessoas que apresentam retenção urinária tem necessidade de consultas de rotina frequentes, para evitar a progressão de possíveis complicações desta condição e manter de forma estável seu cuidado, com a promoção adequada da saúde”. 

O especialista esclarece que a técnica do cateterismo intermitente limpo é considerada como o padrão ouro em cuidado da retenção urinária crônica porque é um procedimento simples, que exige apenas a limpeza das mãos e da região genital, portanto, podendo ser realizada também fora do ambiente hospitalar. Esta técnica consiste em introduzir um cateter no canal da uretra que irá drenar a urina contida na bexiga para o vaso sanitário ou para um recipiente externo (bolsa coletora), que posteriormente é descartado. “Todo indivíduo que precisa fazer o esvaziamento vesical regular, deve sempre que possível, usar materiais que exigem menor necessidade de manipulação, e assim facilitam a realização do procedimento o que impacta em uma boa adesão (realizar o número de vezes necessário, o cateterismo por dia) para evitar infecções do trato urinário”. Nesse cenário, o cateteres com revestimento hidrofílicos são os mais recomendados, pois são prontos para uso e permitem a remoção da urina residual de forma rápida, impedindo multiplicação de bactérias e infecções urinárias recorrentes. “Os cateteres hidrofílicos oferecem maior segurança, menos riscos de lesões na uretra e consequentemente menos infecções urinárias”, afirma. Além disso, como já dito, são cateteres que já vem pronto para o uso, facilitando a utilização, inclusive, por pessoas sem ou com movimentos restritos das mãos. 

Segundo o Dr. Eduardo Rocha, a prevenção na saúde em geral aumenta o bem-estar, mas tem impacto ainda maior nas pessoas com condições crônicas, muitas vezes invisíveis à sociedade, como a retenção urinária crônica. “É possível prevenir as complicações extras que aumentam o risco de doenças, internações e pioram a qualidade de vida, inclusive, elevando a mortalidade. Por isso, quem apresenta retenção urinária crônica deve estar atento aos cuidados higiênicos e uso de dispositivos adequados para evitar as infecções urinárias”, conclui.

 

Menos infecções urinárias, mais qualidade de vida 

Foi utilizando o catéter hidrofílico que Lucas Junqueira, embaixador da Coloplast, líder mundial em soluções para pessoas com necessidades íntimas de saúde, conseguiu prevenir as infecções urinárias e, consequentemente, ter mais qualidade de vida. O atleta da seleção brasileira de rugby em cadeira de rodas sofreu um acidente em 2009, ao mergulhar na praia de Ponta Negra, em Natal – RN. Havia um banco de areia onde ele bateu a cabeça e acabou fraturando a 5ª e 6ª vertebras da coluna cervical, ficando tetraplégico. 

Desde então, passou a conviver com retenção urinária crônica e, por muitos anos, realizou o cateterismo intermitente com o cateter de PVC “Como minha lesão é tetraplegia, eu não tenho nenhum movimento de dedos das mãos, e realizar o autocateterismo era algo muito difícil. Além disso, tinha em torno de cinco infecções urinárias por ano, o que fazia eu ficar afastado das minhas atividades e até mesmo internado algumas vezes”, conta Lucas. Durante o seu processo de reabilitação, o atleta conheceu diversas modalidades de esporte e se encantou com o rugby em cadeira de rodas. Porém, as infecções urinárias de repetição atrapalhavam seu rendimento em quadra. 

Até que em 2015 Lucas conheceu os cateteres com revestimento hidrofílico que melhoraram seu bem-estar e sua qualidade de vida. “Há nove anos uso os cateteres com revestimento hidrofílico e as infecções urinárias diminuíram muito, estou há dois anos sem”, comemora. Hoje, ele é jogador da seleção, viaja para campeonatos, tem autonomia, independência e conforto. 

 

Sobre retenção urinária 

Mais de 350 mil brasileiros[1],[2],[3] possuem retenção urinária crônica e de cada 10 pessoas com lesão de medula que recebe alta hospitalar, quatro tem indicação para a realização do cateterismo intermitente limpo (CIL). O cateterismo intermitente é a forma de esvaziar a bexiga quando alguma condição clínica impede que isso aconteça espontaneamente da maneira adequada. 

Atualmente, os cateteres utilizados para a realização do CIL podem ser convencionais ou hidrofílicos. O cateter convencional é feito em PVC e tem necessidade de lubrificação com gel, geleia ou glicerina (geralmente sai no momento da introdução do cateter) e existe necessidade de preparo. Seus orifícios não são polidos nem lubrificados, gerando atrito na inserção, e há evidências científicas de que oferece maior risco de complicações (trauma na uretra e Infecções urinárias recorrentes). 

Já o cateter hidrofílico é de poliuretano com revestimento hidrofílico. Os orifícios são polidos e lubrificados, reduzindo o atrito na inserção e, consequentemente, os traumas na uretra. Há evidências científicas de que reduz o risco de complicações como infecções urinárias, traumas e sangramentos. 

Estudo[4] realizado com 130 paratletas cadeirantes do Brasil, Canadá, EUA, Chile, Colômbia e Japão, revelou que 84% deles realizam o cateterismo intermitente com cateter convencional. Destes, 84 tiveram alguma complicação ao longo de um ano, como lesões uretrais e infecção urinária. Cateteres hidrofílicos melhoram a qualidade de vida dos paratletas, reduzindo lesões uretrais, sangramentos e infecções urinárias recorrentes.

 



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[1] MINISTÉRIO DA SAÚDE. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Diretrizes de Atenção à Pessoa com Lesão Medular. 1. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2015. Disponível em: Link Acesso em: 29 jul. 2024.

[2] FURLAN, J. M. Lesão medular: conceitos básicos. Jornal Brasileiro de Neurocirurgia, v. 12, n. 2, p. 97-100, 2001.

[3] Estudo epidemiológic de nascidos vivos com Espinha Bífida no Brasil. Brazilian Journal of Health Review. Disponível em: Link Acesso em: 29 jul. 2024.

4 Nature – Spinal Cord, Prevalence of self-reported complications associated with intermittent catheterization in wheelchair athletes with spinal cord injury, 13/10/2020, disponível em Prevalence of self-reported complications associated with intermittent catheterization in wheelchair athletes with spinal cord injury | Spinal Cord (nature.com)


O impacto do Ozempic na saúde íntima feminina

Uso do Ozempic para emagrecimento cresce, mas especialistas alertam para os impactos na saúde íntima feminina

 

Nos últimos anos, a busca por soluções eficazes para a perda de peso levou muitas pessoas a recorrerem a medicamentos como o Ozempic (semaglutida, utilizada no tratamento da diabetes tipo 2 e, recentemente, também para obesidade). Celebridades, como a cantora Jojo Todynho, compartilharam publicamente suas experiências com o uso desse medicamento para emagrecimento. Embora a perda de peso possa trazer benefícios significativos para a saúde geral, é crucial estar ciente dos possíveis impactos que o emagrecimento rápido pode ter na saúde íntima feminina. 

“É fundamental destacar que o uso de medicamentos fora das indicações aprovadas deve ser feito com extrema cautela e sob rigorosa supervisão médica”, afirma Alexandra Ongaratto, médica especializada em ginecologia endócrina e climatério e Diretora Técnica do Instituto GRIS, o primeiro Centro Clínico Ginecológico do Brasil.

 

Mudanças no corpo 

A perda de peso acelerada pode acarretar mudanças significativas na região genital feminina, especialmente relacionadas à lubrificação vaginal e à estrutura dos grandes lábios. 

A rápida redução de peso pode levar à diminuição do tecido adiposo nos grandes lábios, resultando em flacidez e perda de volume nessa área. Alexandra explica: "A perda abrupta de gordura corporal pode reduzir o suporte estrutural dos grandes lábios, levando à flacidez e alterações estéticas que podem impactar a autoestima da mulher." 

A dra. Alexandra ainda observa que a rápida perda de peso pode alterar os níveis hormonais, impactando a produção natural de lubrificação vaginal e causando desconforto durante as relações sexuais.

 

Para minimizar os impactos negativos na saúde íntima durante o processo de emagrecimento, é recomendável:

 

  • Perda de peso gradual: optar por uma redução de peso lenta e constante permite que o corpo se adapte melhor às mudanças, preservando a integridade dos tecidos.

 

  • Acompanhamento multidisciplinar: consultar profissionais de saúde, incluindo médicos, nutricionistas e ginecologistas, para monitorar o progresso e ajustar abordagens conforme necessário.

 

  • Cuidados com a saúde íntima: manter uma rotina de cuidados com a região genital, utilizando hidratantes vaginais e, se necessário, tratamentos específicos para preservar a elasticidade e a lubrificação.

 

Embora o Ozempic tenha se tornado popular como uma solução rápida para a perda de peso, é essencial estar ciente dos possíveis efeitos colaterais, especialmente relacionados à saúde íntima feminina. A médica ainda ressalta que “a saúde da mulher deve ser abordada de forma integral. Qualquer intervenção para emagrecimento deve considerar não apenas os benefícios estéticos, mas também os impactos funcionais e emocionais”, conclui. Portanto, é crucial buscar orientação médica adequada e considerar todas as implicações antes de iniciar qualquer tratamento para perda de peso.

 

Instituto GRIS

 

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