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| Vista parcial da quarta edição da SP-Arte Rotas, realizada em 2025, na Arca, em São Paulo. Divulgação/SP-Arte |
Feira de arte apresenta projetos curatoriais de todas as regiões brasileiras, de 26 a 30 de agosto na ARCA, em São Paulo, com 70 galerias, além de museus e projetos especiais.
A SP-Arte
Rotas chega à sua 5ª edição com 70 galerias de arte, além de
museus e projetos especiais convidados, entre os dias 26 e 30 de agosto, na
ARCA, em São Paulo. Realizada desde 2022, a feira reafirma seu propósito de
mergulhar na arte brasileira com especial atenção aos artistas de fora do eixo
Rio-São Paulo.
Na SP-Arte Rotas
cada estande apresenta um projeto inédito desenvolvido especialmente para o
evento. Muitas vezes, são projetos que jogam luz sobre artistas e movimentos
conhecidos apenas regionalmente e talentos que devem despontar na cena
artística nos próximos anos. Nesta edição, o Rotas estreita fronteiras com
vizinhos latino-americanos e traz galerias do Uruguai (Sur), Argentina (Barro,
Isla Flotante e W–galería), e Colômbia (Casa Zirio), além da italiana Orma,
dando continuidade ao movimento de expansão iniciado em 2025. Estreiam na feira
Apartamento 61, Boi, Casa do Povo, Casa Seva, Casa Triângulo, Errol Flynn,
Gruta, Jaider Esbell, Lucas Recchia, Midlej, Ocupá, Pórtico e Refresco.
Entre as
participantes estão galerias de trajetória consolidada como Almeida & Dale,
Casa Triângulo, DAN, Flexa, Galatea, Gomide&Co, Luciana Brito, Marilia
Razuk e Vermelho. Elas dividem os corredores da ARCA com casas do Brasil afora,
como Lima, de São Luís do Maranhão; Cave e Leonardo Leal, do Ceará; Marco Zero,
de Pernambuco; Paulo Darzé e Midlej, da Bahia; e Cerrado e Karla Osório, do
Centro-Oeste.
Nesta edição, a feira seguirá abrindo espaço para projetos especiais. Um deles é o Sertão Negro, ateliê-escola fundado por Dalton Paula em Goiânia e que também comemora 5 anos de atuação em 2026. Já a Galeria Ocupá é um espaço que busca criar pontes entre a Zona Sul carioca e artistas de territórios periféricos do Rio de Janeiro; e a Galeria Jaider Esbell de Arte Indígena Contemporânea é um espaço coletivo independente em Boa Vista, Roraima, concentrado na produção de artistas indígenas. A Casa do Povo, por sua vez, apresenta um conjunto de pinturas realizadas por artistas maxakali da Aldeia-Escola-Floresta — projeto na região de Itamunheque, município de Teófilo Otoni, idealizado por Sueli e Isael Maxakali.
Neste ano, a direção artística está a cargo do curador, escritor e pesquisador brasileiro Bernardo Mosqueira. Vivendo em Nova York, Mosqueira é fundador e diretor artístico do Solar (anteriormente conhecido como Solar dos Abacaxis), no Rio de Janeiro, desde 2015. Foi curador-chefe do Institute for Studies on Latin American Art (ISLAA), em Nova York (2023–25), e integrou a equipe curatorial do New Museum (2021–23).
Reconhecido internacionalmente, Mosqueira recebeu em 2025 o Vilcek Prize for Creative Promise in Curatorial Work e, em 2017, o Prêmio Lorenzo Bonaldi per l’Arte, do GAMeC, em Bérgamo, Itália. Em 2023, a revista Cultured o destacou como um dos seis “curadores visionários” em sua lista anual Young Curators. É mestre em estudos curatoriais pelo Center for Curatorial Studies, Bard College (CCS Bard).
Confira a lista completa de participantes: https://www.sp-arte.com/exposito um res-rotas.
Projetos:
entre memória, território e novos diálogos
A W-galería (Argentina/Uruguai) aproxima as pesquisas de Mónica Millán, Chonon Bensho e Florencia Sadir em torno de conhecimentos têxteis, indígenas e ancestrais. O projeto parte da prática colaborativa desenvolvida por Millán desde 2002 com tecelãs e bordadeiras de Yataity, no Paraguai, e estabelece diálogos com a cosmovisão Shipibo-Konibo presente nas pinturas e desenhos Kené de Bensho e com a investigação de Sadir sobre ciclos naturais, materiais e tecnologias ancestrais do território andino.
A Leme reúne
Sandra Gamarra Heshiki, Olinda Silvano Inuma e Jorge Enciso em um projeto
dedicado aos saberes indígenas latino-americanos, enquanto a Marilia Razuk
apresenta um diálogo entre Manuel Brandazza, Lucia Pizzani e Lucélia Maciel,
articulando território, natureza e memória. A Portas Vilaseca, do Rio de
Janeiro, propõe uma cartografia afetiva do Norte e Nordeste brasileiro por meio
das obras de amorí, Marcone Moreira, Samara Paiva e Zé Carlos Garcia.
A Marco Zero, de Recife,
apresenta uma mostra curada por Cristiano Raimondi em torno da ideia de
"encantamento", reunindo artistas como Chacha Barja, Kuenan Mayu,
Rayana Rayo e Tunga.
O projeto da
italiana Orma em parceria com a brasileira MaPa une a produção histórica de
Sérgio Lima à pesquisa contemporânea de Luciano Maia em torno do surrealismo,
do erotismo e das narrativas amazônicas. Já a Mitre toma a encruzilhada como
princípio curatorial e reúne artistas como Sandro Ayê, Gê Viana, Luana Vitra e
Rafael RG. A Galeria de Artistas (GDA) apresenta a individual “Canções de
liberdade”, de Raphael Escobar, uma investigação sobre os worksongs —
cantos de trabalho historicamente entoados por trabalhadores para
coordenar esforços, aliviar a exaustão e criar senso de coletividade durante
atividades repetitivas.
Entre os nomes
históricos e artistas em evidência, a Almeida & Dale coloca lado a lado
obras de Eleonore Koch, Nelson Felix, Elena Damiani e Paulo Pasta, enquanto a
Superfície reúne artistas que marcaram a trajetória da galeria, como Mira
Schendel, Leon Ferrari, Antonio Dias e José Leonilson. Já a Aura mostra um
recorte da produção contemporânea de artistas como Uýra, Arivanio Kixelô e Ziel
Karapotó.
Entre os solos,
destaque para Arcangelo Ianelli, na Frente + James Lisboa; Hiram Latorre, na
Martins&Montero; Antonio Poteiro, na Errol Flynn, Mariana Tassinari, na
Danielian e Vivi Rosa, na Janaína Torres.
Mirante
No centro da
feira, o setor Mirante toma como ponto de partida a ideia de paisagem
expandida: não apenas como gênero, mas como campo para pensar as múltiplas
relações entre os seres humanos e seus entornos. A curadoria de Bernardo
Mosqueira, também diretor artístico da SP-Arte Rotas, reflete uma das
características centrais desta edição, marcada por uma atenção particular à
produção latino-americana. Nos trabalhos, memória, ecologia, espiritualidade,
política, história e imaginação se entrelaçam e apresentam a diversidade de
modos de pensar, saber, sentir, imaginar e viver junto na América Latina.
Palco
SP-Arte
O programa de
conversas vai de quinta-feira, dia 27, a sábado, dia 29, e traz bate-papos
descontraídos entre artistas, curadores, colecionadores e outros agentes do
setor, sempre com espaço para participação do público. Entre os convidados,
estão nomes como os dos artistas Ayrson Heráclito e Carmela Gross, e a curadora
Júlia Rebouças. A programação, desenhada por Tamara Perlman, poderá ser
conferida no app SP-Arte. Para participar, basta chegar.
SP-Arte
Rotas 2026
Período:
26 a 30 de agosto
Local:
ARCA
Endereço:
Av. Manuel Bandeira, 360, Vila Leopoldina,
São Paulo - SP
Funcionamento:
quarta, 26/ago, para
convidados | quinta, 27/ago, e sexta, 28/ago, das 13h às 20h | sábado, 29/ago,
das 12h às 20h | domingo, 30/ago, das 12h às 19h
Ingressos
já disponíveis: bilheteria.sp-arte.com
Mais
informações: www.sp-arte.com

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