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sábado, 22 de agosto de 2026

"Runner's Face": corrida envelhece a pele?

 

A prática esportiva traz benefícios para a saúde, mas exposição solar, baixa hidratação e fatores ambientais podem influenciar a aparência da pele de corredores

 

A corrida conquistou milhões de adeptos por seus benefícios para o corpo e para a saúde mental. Em Porto Alegre, essa tendência se reflete nos números: em 2025, a cidade registrou recorde de 91 corridas de rua e mais de 128 mil participações em provas oficiais. Em 2026, o cenário continua em expansão: apenas no primeiro trimestre, mais de 13,5 mil pessoas participaram de corridas de rua oficiais, evidenciando o fortalecimento da modalidade na Capital gaúcha.

Apesar da popularização do conceito nas redes sociais, a médica dermatologista Gabrielle Adames reforça que correr, por si só, não envelhece a pele. A atividade física melhora a circulação sanguínea, contribui para a saúde geral e pode ter efeitos positivos no organismo. O que pode impactar a aparência facial em alguns atletas é a combinação de fatores relacionados à rotina intensa de treinos, principalmente exposição solar acumulada, vento, poluição, desidratação e redução de gordura facial em pessoas que passam por grandes perdas de peso. 

A exposição aos raios ultravioleta é apontada como um dos principais fatores externos associados ao envelhecimento da pele. Corredores que treinam ao ar livre por longos períodos estão mais sujeitos ao contato frequente com o sol, o que pode acelerar o surgimento de manchas, a perda de elasticidade e alterações na textura da pele quando não há proteção adequada.

Outro fator relacionado é a composição corporal. A redução de gordura facial pode deixar algumas regiões do rosto com menos sustentação, criando uma aparência mais marcada. No entanto, esse efeito está relacionado à perda de volume e às características individuais de cada pessoa, e não exclusivamente ao ato de correr.

"Quando o paciente apresenta perda de volume facial, flacidez ou sinais de fotoenvelhecimento relacionados à exposição solar frequente, é possível associar tratamentos dermatológicos que preservam a naturalidade e respeitam as características individuais de cada rosto. Entre as principais opções estão os bioestimuladores de colágeno, tecnologias de ultrassom microfocado, radiofrequência monopolar e diferentes lasers de alta tecnologia, que estimulam a produção de colágeno, melhoram a firmeza da pele, uniformizam a pigmentação e tratam manchas provocadas pelo sol. Em alguns casos, também podem ser indicados preenchedores com ácido hialurônico para reposição estratégica de volume, sempre de forma criteriosa e personalizada”, explica a Dra. Gabrielle Adames.

Para manter uma rotina esportiva sem abrir mão dos cuidados com a pele, a Dra. Gabrielle Adames recomenda medidas simples, como o uso diário de protetor solar, reaplicação do produto durante treinos prolongados, hidratação adequada, limpeza da pele após a atividade física e uso de produtos compatíveis com cada tipo de pele.


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