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sexta-feira, 23 de agosto de 2024

FESTIVAIS CELEBRAM A DANÇA NA AVENIDA PAULISTA COM ESPETÁCULOS GRATUITOS NO MASP E NO ITAÚ CULTURAL

Yin Yue Dance Company - Foto Sarah Jeffers | Focus Cia. de Dança - Foto Dantas Jr.          

Semana Paulista de Dança e Mostra Internacional de Dança de São Paulo se unem para promover programação que enaltece a diversidade das linguagens coreográficas  

 

Diferentes estilos, técnicas e origens culturais da dança vão movimentar a Avenida Paulista de 27 de agosto a 1º de setembro, oferecendo ao público a oportunidade de vivenciar um panorama artístico que abrange desde o clássico até o contemporâneo. A ampla programação gratuita, que reúne renomados profissionais brasileiros e estrangeiros, é um feito inédito resultado da colaboração entre a 6ª Semana Paulista de Dança e a Mostra Internacional de Dança de São Paulo (MID-SP), eventos realizados no MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand e no Itaú Cultural, respectivamente.

 

As instituições convidam o público para vivenciar uma semana de muito movimento e arte. Ao todo, serão 22 apresentações de linguagens como jazz dance, dança flamenca, teatro dança, clássico livre, dança experimental, dança regional, balé neoclássico, dança contemporânea e dança afro-diaspórica, além de exibições de videodanças e fóruns que abordam temas como processos criativos, produção em dança e circulação de grupos e companhias.

 

Essa parceria marca um passo importante nos processos colaborativos de dança com uma programação totalmente gratuita e diversa, sem sobreposição de atividades. A MID-SP abre sua programação na terça-feira, dia 27, às 20h, no Itaú Cultural, com Corpos Turvos, do Coletivo CIDA, do Rio Grande do Norte, e Yebo Musical, com Gamboot Dance, de São Paulo. Já a 6ª Semana Paulista de Dança tem início na quarta-feira, dia 28, às 19h, no MASP, com As Canções que você dançou para mim, da carioca Focus cia de Dança. De quarta-feira a sábado, os espetáculos no MASP têm início às 19h, e no domingo, às 16h, enquanto no Itaú Cultural começam às 21h ao longo da semana, e às 19h no último dia.


 

Mostra Internacional de Dança de São Paulo (MID-SP)

 

A primeira edição da MID-SP, programação realizada em parceria entre a Associação Pró-Dança e o Itaú Cultural, conta com uma Mostra de Espetáculos, com o fórum Encontros e Diálogos e a sessão de exibição de videodanças Dança Viva, que reúnem trabalhos do Brasil (Natal, Curitiba, Goiânia, Petrolina, Rio de Janeiro, São José dos Campos e São Paulo) e de outros países (Argentina, Chile, França e Estados Unidos). Entre os internacionais está Measurable Existence, da americana Yin Yue Dance Company, que fecha a mostra. Esse espetáculo de dança contemporânea investiga como um indivíduo pode descobrir suas características individuais ao perceber outras pessoas ao redor. Os espetáculos são gratuitos e contam com interpretação em Libras. No espetáculo de estreia, terá também audiodescrição.

 

Com direção artística de Inês Bogéa, a MID-SP abre espaço para a vivência de um recorte da dança no nosso tempo, em três eixos interligados: Fruição, Formação e Fomento, palavras que representam diferentes aspectos e ações no mundo da arte em um projeto que celebra a diversidade da dança como expressão artística. "A formação é o processo de aprendizado e desenvolvimento artístico. A fruição é a experiência de apreciação estética e emocional. E o fomento é o suporte e incentivo para a produção e difusão artística. Juntas, essas palavras desempenham um papel crucial na criação, disseminação e valorização da arte em todas as suas formas.", comenta a diretora.

 

A MID-SP tem curadoria de Marcela Benvegnu, com a colaboração do Itaú Cultural nas duas primeiras noites, e apresenta 11 trabalhos de diferentes linguagens, como jazz dance, dança flamenca, balé neoclássico, dança contemporânea e dança afro-diaspórica. "A Mostra celebra a diversidade e a riqueza desta arte em obras que refletem a pluralidade artística e cultural da dança, tanto do Brasil, quanto do exterior”, comenta a curadora. “A cada noite serão apresentados trabalhos que criam um diálogo de linguagens e linhas estéticas para podermos pensar a pluralidade de estilos e corpos, que muitas vezes não têm espaço em grandes festivais”, complementa Marcela.

 

A programação também destaca a Mostra de Videodanças Dança Viva, com curadoria de Charles Lima e Daniel Reca, que exibe 16 trabalhos de diferentes estados do Brasil e de países como Argentina, Chile e França. Já no fórum Encontros e Diálogos, com curadoria de Sayonara Pereira, serão abordados temas como processos criativos, produção em dança e circulação de grupos e companhias de dança, além de abrir espaço para um pitch online, onde grupos de dança do Brasil podem apresentar brevemente seus trabalhos. Para preservar a memória da dança, ao longo da mostra serão gravadas entrevistas e depoimentos, que posteriormente serão disponibilizadas no Dança Viva.

 

A Mostra Internacional de Dança é realizada pelo Ministério da Cultura e a Associação Pró Dança via Lei de Incentivo à Cultura, Ministério da Cultura e Governo Federal União e Reconstrução. Patrocínio Itaú. Apoio Giuliana Flores.


 

Semana Paulista de Dança

 

A Semana Paulista de Dança é uma colaboração consolidada desde 2018 entre o MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand e a Studio3 Cia. de Dança com o propósito de aproximar a cidade da dança e da cena contemporânea, por meio de uma programação diversa e gratuita, no MASP Auditório.

 

Para representar o país de Norte a Sul, a 6ª edição da Semana Paulista de Dança conta com a presença de companhias do Rio de Janeiro, Jundiaí, Goiânia, Caxias do Sul, São Paulo, Natal e Belo Horizonte. A agenda do evento terá uma noite dedicada a solos, duos e trios, com a participação de Thiago Soares, ex-primeiro bailarino do Royal Ballet de Londres. Essas apresentações permitirão ao público observar as nuances de estilos e linguagens coreográficas, como a intimidade de um solo e a dinâmica de um trio. O evento também terá sucessos de público como o espetáculo FRANCISCO(S), obra coreográfica com canções de Chico Buarque e arranjos de Francis Hime, que apresenta intensa carga poética, enfocando os vários aspectos da obra dos autores: o lírico, o poético, a reflexão sobre o Brasil e sua pluralidade.

 

"A Semana Paulista de Dança mantém o compromisso de sempre trazer novidades e apresentar um panorama das melhores produções da dança brasileira. Nos propomos a ampliar o alcance e o impacto da dança na sociedade estimulando novos olhares sobre os caminhos que essa arte pode traçar. Nesta edição, mais uma vez trazemos uma programação diversificada e representativa de todo o Brasil, com espaço para novos talentos e artistas consagrados", afirma Anselmo Zolla, curador da Semana Paulista de Dança e diretor artístico do Studio3 Cia. de Dança.


 

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA DOS EVENTOS:

6ª Semana Paulista de Dança

Mostra Internacional de Dança de São Paulo

 


SERVIÇO


MOSTRA INTERNACIONAL DE DANÇA DE SÃO PAULO (MID-SP) E 6ª SEMANA PAULISTA DE DANÇA

QUANDO:

Dias 27, 28, 29, 30 e 31 de agosto e 1º de setembro

Abertura dia 27.08, às 20h, no Itaú Cultural

ONDE:

Itaú Cultural (Avenida Paulista, 149) e Auditório do MASP (Avenida Paulista, 1578) - São Paulo - SP

INGRESSOS:

No Itaú Cultural, os ingressos devem ser reservados a partir do dia 21 de agosto, pela plataforma INTI – acesso pelo site do Itaú Cultural www.itaucultural.org.br

No MASP, os ingressos devem ser retirados na bilheteria com 2h de antecedência.


Espetáculo Esse Maldito Fecho-Eclair questiona o amor contemporâneo em temporada no Teatro Itália


Com texto de Ed Anderson e direção de Ricardo Grasson e Heitor Garcia, a montagem propõe uma visão cômica e questionadora sobre o amor e suas adversidades com enfoque no casamento

 

Em cartaz no Teatro Itália, a comédia Esse Maldito Fecho-Eclair explora a complexidade das relações humanas e a viabilidade da vida a dois. Com texto de Ed Anderson, a direção é assinada por Ricardo Grasson e Heitor Garcia, e o elenco conta com Felipe Barros e Mayara Dornas. A temporada vai até 5 de setembro, com sessões às quartas e quintas, sempre às 20h.

 

A trama segue um casal em sua lua de mel após uma festa de casamento cheia de acontecimentos. O marido anseia pela primeira noite com sua esposa, enquanto ela procura aflita pelo seu batom. De repente, um fecho-éclair emperrado do vestido da noiva é gatilho para uma série de eventos inesperados e questões existenciais.

 

Esse desdobramento provoca um turbilhão de emoções colocando em xeque a ideia do "felizes para sempre", e questiona a veracidade do ideal romântico e a aceitação da impermanência do amor.

 

“O amor é um tema universal, desde Adão, Eva e a tal serpente disparadora de conflitos, esse sentimento nunca sai de moda. O que é cafona está relacionado a falta de escuta aos anseios da parceria proposta. Acredito na pulsão dos desejos e a sociedade pode e deve estar atenta a este acolhimento. Senão regredimos a tempos bicudos”, destaca Anderson.

 

A obra aborda assuntos como amor, casamento, filhos, traição, monogamia, responsabilidade afetiva, desejos sexuais e solidão. O espetáculo faz um panorama atual das relações monogâmicas e as complexas culpas carregadas pelos casais brasileiros. 

 

“Uma peça que nos diverte e nos convida a pensar sobre como construímos nossas relações e o porquê de nos permitirmos chegar ao desgaste extremo. Por que tanta dificuldade em conversar e identificar o que sentimos? Não percebemos que muitas situações nos tornam agressivos, ofensivos, irritados, tristes e estes estados nos adoecem”, constata Mayara.

 

A Criação

A montagem do espetáculo partiu do desejo dos atores Felipe Barros e Mayara Dornas de mergulhar nas raízes e influências da latinidade. Uma conexão artística com os latino-americanos, já que a cultura brasileira também faz parte desse universo. E busca promover a difusão de importantes textos da dramaturgia brasileira com destaque para a relevância de autores nacionais. 

 

“A escolha do texto partiu de uma vontade minha e da atriz Mayara Dornas de estarmos juntos no palco, após fazermos vários projetos no cinema e no podcast que apresentamos juntos, os Dramáticos. Decidimos buscar por um texto solar, divertido e que fosse para dois atores. Lemos milhares de textos juntos e nada bateu tão forte no nosso coração quanto o texto do Ed: Esse Maldito Fecho-Éclair”, relata Felipe.

 

A inspiração para o tema da peça veio de uma influência com nuances intensas de Almodóvar e Frida Kahlo. O lirismo, a poesia e a loucura em cena são inspirados pelo realismo do escritor Gabriel Garcia Marquez, onde em suas obras, ele integra a magia como um elemento essencial da vida.

 

A colaboração com Ricardo Grasson, conhecido por sua abordagem que integra elementos do realismo fantástico em suas produções teatrais, desempenhou um papel fundamental na concepção do espetáculo. Essa parceria permitiu a criação de uma obra que se destaca pela ampliação do espaço cênico, e estimula as sensações visuais e as partes cognitivas do público. 

 

“O que nos instiga como diretores e encenadores é a possibilidade de, através da história deste casal, aparentemente normal, e da forma com que eles se relacionam, refletir as relações humanas e os relacionamentos amorosos. A presença no palco e o diálogo entre esses dois personagens é uma metáfora dos casais à nossa volta, de nós, dos nossos pais e avós. A nossa expectativa é que esse diálogo e as escolhas da encenação provoquem um pensamento novo, crítico e, acima de tudo, divertido. Em uma camada mais profunda, nos encontramos com um pensamento que visa nos religar com o ser humano, seus mistérios, fraquezas, seus delírios, suas sombras e a eterna busca do par perfeito”, conta Grasson.

 

Para Heitor Garcia, foi durante o trabalho de leitura do texto, aos poucos, que descobriu que existia uma personagem feminina nessa história, gritando. "Gritando para ser vista e gritando para o público os berros mais instigantes e cheios de profundidade sobre o distanciamento que existe entre um homem uma mulher, o fardo que ela carrega sozinha numa relação e a eterna insistente e talvez cega busca, ainda assim, pelo par, digo, pelo homem perfeito."

 

O espetáculo busca provocar, com muito humor, a estrutura tradicional da visão romântica sobre o que é o amor e sobre o que é se relacionar, especificamente, com um homem para uma mulher. "As escolhas da encenação se desdobram através desses corpos e desse tema tão rico, que é o “ato do casamento e suas multi firulas”, afinal há tanta referência, há tanta influência, que os caminhos são infinitos e escolhemos os mais divertidos para questionar algo tão importante para o ser humano hoje. Acredito que todos iremos nos identificar com as escolhas musicais, os trajes, as particularidades de um casal e as situações que todos nós já passamos num quarto de Ho ou Mo - tel. Venham jogar arroz até que a morte separe os infelizes para sempre", completa Garcia. 

 


A Encenação


O texto indica um quarto de motel antigo, onde eles passam a lua de mel, ambientado nos anos 70, calorento e com a decoração duvidosa. Presente dado por um dos padrinhos aos noivos. O cafofo possui um quadro, que entra na história como um narrador da relação desse casal, ele se modifica e acompanha os pensamentos dessa relação durante a história, esse pano de fundo também é usado para memorar outros momentos da história do casal.

 

A trilha sonora vem com ritmos que falam de amor, de amor visceral, amor antigo e a peça é embalada por hits melódicos da música brega, movimento tão importante de fácil identificação e potente nos dias de hoje.

 

Os figurinos também contam histórias. "O título do nosso espetáculo traz um impedimento na abertura do fecho-éclair do vestido de sua noiva, o que nos abriu diversas possibilidades e discussões na construção da encenação. As escolhas seguem por um traje de casal clássico, com a referência da década e com a personalidade impressa de cada um. O figurino contribui para a narração dos sentimentos desse casal no decorrer da trama, é rasgar se de amor ou de ódio? É tirar a roupa ou não tirar? Quem tira de quem? Eu quero rasgar seu vestido mas é alugado!", completam os diretores.


 

Sinopse


Um jovem casal suburbano e apaixonado assume pactos inusitados diante de um fecho-éclair enguiçado em plena lua de mel. Até onde eles conseguirão chegar antes do "até que a morte os separe"? Cantar com rouquidão todo o repertório de um karaokê, borrar a boca com batom barato ou devorar cartelas de antidepressivos?

 

Ficha Técnica:

Direção: Ricardo Grasson. e Heitor Garcia. Elenco: Felipe Barros e Mayara Dornas. Produção: Lígia Fonseca. Desenhos de Luz: Cesar Pivetti. Cenografia: Marisa Bentivegna. Figurino: Rosangela Ribeiro. Aderecista e assistente de figurino: Neemias Villas Bôas Visagismo: Edgar Cardoso Som: Aghata. Designer: Carol Cevdar. Fotos e Vídeos: Rafael Duckur e Lanther Lincoln. Assessoria de Imprensa: Adriana Balsanelli e Renato Fernandes. Redes Sociais: Jéssica Fioramonte. Trafégo: Cauê Baldo. Realização: Malisgüe Produções.

 


Serviço:


Esse Maldito Fecho-Eclair

Temporada: Até a 5 de setembro - Quartas e quintas, às 20h.

Ingresso: R$ 80,00 e R$ 40,00 (meia entrada para estudantes, idosos, professores e classe artística)

 

Teatro Itália 

Av. Ipiranga, 344 - República, São Paulo - SP



Grande sucesso de público, indicado aos principais prêmios do teatro musical, a comédia Forever Young volta em cartaz no Teatro Fernando Torres, no Tatuap


O musical Forever Young volta em cartaz no Teatro Fernando Torres, no Tatuapé, em temporada de 6 de setembro a 11 de novembro. Quem assina a direção é Jarbas Homem de Mello, tradução e adaptação de Henrique Benjamin, direção musical de Miguel Briamonte e elenco composto por Fafy Siqueira, Carmo Dalla Vecchia, Paula Capovila, Ton Prado, Keila Bueno, Fabio YoshiharaAndrezza Massei, Miguel Briamonte e Fernando Zuben. As sessões acontecem sextas e sábados, às 20h e aos domingos, às 19h.  

O espetáculo musical Forever Young, de Erik Gedeon, estreou em agosto de 2016, no Teatro Raul Cortez em São Paulo, realizou temporada em 2017 no Rio de Janeiro e passou por mais oito capitais brasileiras, alcançando um público de mais de 230 mil pessoas, em mais de 600 apresentações. O espetáculo foi indicado aos maiores prêmios de teatro musical como Prêmio Bibi Ferreira, Prêmio Reverência, e entre outros, sendo vencedor na categoria Visagismo no Prêmio Bibi Ferreira e Melhor Ator para Carmo Dalla Vecchia no Prêmio Reverência.

 

A comédia traz seis atores que representam a si mesmos no futuro, quase centenários. Apesar das dificuldades eles continuam cantando, se divertindo e amando. Tudo acontece no palco de um teatro, que foi transformado em retiro para artistas, sempre sob a supervisão de uma enfermeira. Quando ela se ausenta, os simpáticos senhores se transformam e revelam suas verdadeiras personalidades através do bom e velho rock’n’roll e mostram que o sonho ainda não acabou e que eles são eternamente jovens.  

 

Forever Young consegue relatar não apenas o problema da exclusão social na “melhor idade”, mas também aborda questões sobre a velhice com muito humor e músicas que marcaram várias gerações. Os números musicais são sucessos de diversos anos, passando pelas décadas de 50, 60, 70, 80 até chegar aos anos 90. Músicas que são verdadeiros hinos como I Love Rock and Roll, Smells Like a Teen Spirit, I Wil Survive, I Got You Babe, Roxanne, Rehab, Satisfaction, Sweet Dreams, Music, San Francisco, California Dreamin, Let It Be, Imagine, e a emblemática Forever Young. Já o repertório nacional conta com canções como Eu nasci há 10 mil anos atrás de Raul Seixas, Do Leme ao Pontal de Tim Maia e Valsinha de Chico Buarque.

 

Forever Young é uma grande homenagem a todos os artistas que trouxeram tanta magia para as pessoas. E, principalmente, passa a mensagem que ser jovem é algo eterno, que a vida não para, apenas muda-se a frequência das ações.

 

Ficha Técnica:

Autor: Erik Gedeon. Direção Geral: Jarbas Homem de Mello. Supervisão Artística/tradução/adaptação: Henrique Benjamin. Direção Musical e canções adicionais: Miguel Briamonte. Elenco: Fafy Siqueira, Carmo Dalla Vecchia, Paula Capovila, Ton Prado, Keila Bueno, Fabio Yoshiraha e Andrezza Massei.  Piano: Miguel Briamonte. Pianista Substituto: Fernando Zuben. Direção de produção: Henrique Benjamin. Produção executiva: Andréa Marques. Assistência de Direção: Fernanda Lorenzoni. Supervisão Cenográfica: Luís Rossi (In Memoriam). Produtora de Objetos: Rosa Berger. Figurino: Paulette Pink. Visagismo: Hugo Daniel e Paulette Pink. Preparação corporal: Renata Mello Designer de Luz: Giuliano Caratori. Designer de Som: Edézio Aragão. Assessoria de Imprensa: Adriana Balsanelli e Renato Fernandes. Assessoria Contábil: CMS Contabilidade. Operador de Luz: Giuliano Caratori. Operador de Som: Edézio Aragão. Camareira: Judite Rosa. Contrarregra: Lucas Andrade. Perucas: Paula Rossi. Realização: Benjamin Produções.    

 

Serviço:

Forever Young 

De 6 de setembro a 11 de novembro de 2024

Sextas e Sábados às 2oh. Domingos às 19h.

Classificação etária: 10 anos. Duração: 100 Minutos.

 

Ingressos:

Sexta R$ 90 inteira / R$ 45 meia-entrada.Sábados e Domingos R$ 110,00 inteira / R$ 55,00

Meia.

Grupos R$ 40,00 - Contatos – producoeshb@gmail.com

 

TEATRO FERNANDO TORRES 

Rua Padre Estevão Pernet, 588 – Tatuapé - São Paulo - SP, 03315-000

Informações: (11) 2227-1025. Capacidade: 685 lugares. 

Bilheteria: Quar a Dom: 14h - 19h

Em dias de espetáculo a bilheteria funciona até o horário de início do espetáculo.

Pela Internet: www.https://site.bileto.sympla.com.br/teatrofernandotorres

Aceita todos os cartões de débito e crédito. Não aceita cheque. Ar-condicionado e acesso para deficientes. Estacionamento coberto anexo ao teatro


Tesouros Ancestrais do Peru apresenta peças raras e revela o cotidiano de povos andinos no CCBB SP


O Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo apresentará mais de 162 objetos em cerâmica, cobre, ouro, prata e têxteis que contam a história das antigas civilizações peruanas; a mostra será inaugurada em 04/09 e segue até 18/11

 

Penacho 
Representa uma figura ornitomorfa com asas estendidas. Ouro.
 Crédito: Museo Oro del Perú – Armas del Mundo | Fundación Miguel Mujica Gallo

  

Sucesso no Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília, a exposição Tesouros Ancestrais do Peru chega ao Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo (CCBB) em 04 de setembro. A mostra convida o público para uma viagem no tempo na qual é possível conhecer de perto a história e cultura das antigas civilizações andinas. São mais de 162 peças datadas entre 900 a.C e 1600 d.C, a grande maioria em cerâmica, cobre, ouro, prata, além de têxteis. A entrada é gratuita e os ingressos podem ser retirados na bilheteria ou pelo site: http://bb.com.br/cultura.  

Divida por cinco blocos temáticos – Linha do Tempo, Mineração, Divindades e Rituais, Cerâmica e Têxteis e Colonização –, a mostra reúne um conjunto raro de objetos, descobertos em diversas expedições arqueológicas, que é reconhecido como patrimônio pelo Ministério da Cultura do Peru, pertence à Fundação Mujica Gallo, e faz parte do catálogo do Museo Oro del Perú y Armas del Mundo.

A exposição, que ocupará os quatro andares do CCBB SP e fica em cartaz até 18 de novembro é patrocinada pelo Banco do Brasil e BB Asset Management, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. A organização é da Arte A Produções.

Cultura andina

Tumi ou faca cerimonial, com uma representação
 antropomórfica do deus Lambayeque chamado Naylamp. 
   Crédito: Museo Oro del Perú – Armas del Mundo | Fundación Miguel Mujica Gallo

Também conhecido como Tahuantinsuyo, ou “Terra de Quatro Regiões”, na língua quechua, o Império Inca foi a maior e mais importante reunião de culturas da América antiga. Com base em Cusco, sede política localizada no atual Peru, era formado por diversos povos e atingiu, em seu auge, cerca de 12 milhões de habitantes. Politeístas, os incas conseguiram, entre 1438 e 1532, unificar, seja pela força ou por alianças, sociedades da região costeira do Oceano Pacífico e da cordilheira dos Andes.

Espalhados por um território estimado em 4 mil quilômetros, que ia do sul da Colômbia até partes do Chile e da Argentina, passando por todo o Equador, Peru e Bolívia, os povos da região tinham em comum o domínio de técnicas sofisticadas de administração, mineração, irrigação, agricultura, cerâmica, produção têxtil e arquitetura. O mais conhecido e visitado desses territórios é Machu Picchu, um dos poucos não destruídos completamente durante o processo de colonização.

Na mostra, traços culturais dos povos andinos são revelados em utensílios como depiladores, bolsas, penachos, máscaras funerárias e coroas feitas de ouro. Há também módulos dedicados à cerâmica e aos objetos têxteis, como jaquetas, gorros e sapatos. No acervo estão ainda Tumis, espécies de facas ornamentais usadas durante cerimônias de sacrifícios de animais e, em casos excepcionais, de humanos.

“O desenvolvimento de todas essas culturas revela um acúmulo histórico notável de conhecimentos e a maestria em diversas técnicas e ofícios, refletidos na elegância e complexidade das peças apresentadas. A habilidade na mineração e na confecção de objetos feitos de ouro, prata, cobre e outros minerais atinge um nível de sofisticação excepcional, mesmo nas civilizações mais antigas”, explicam Patricia Arana e Rodolfo de Athayde, curadores da exposição.

Taça cerimonial.   
Crédito: Museo Oro del Perú – Armas del Mundo | Fundación Miguel Mujica Gallo

 

Da agricultura à colonização

No primeiro bloco, Linha do Tempo, são pontuados os momentos-chave de mais de 10 mil anos de história andina, desde os primeiros habitantes (pescadores e caçadores) até o surgimento da agricultura de irrigação. Essa evolução permitiu que essas populações desenvolvessem um alto nível tecnológico, dedicando-se à produção cerâmica, à metalurgia e têxteis, alcançando um notável desenvolvimento cultural.

Já o segundo bloco, Mineração, aborda o domínio sobre os metais, o controle sobre o ambiente natural e, consequentemente, seu impacto nas dinâmicas das estruturas do poder. Trata-se de um aspecto fundamental do desenvolvimento dos povos que utilizavam ferramentas diversas para extrair e utilizar cobre, ouro e prata, produzindo objetos de notável elaboração.

Na área Divindades e Rituais é possível conhecer peças em ouro e prata, cerâmica e frisos de personagens divinos e semidivinos, que orientavam o sistema teocrático-militar operado a partir de complexas cosmovisões fundadoras das culturas andinas.

Os metais eram usados para decorar edifícios, adornar corpos e vestes reais em rituais e oferendas funerárias. Um detalhe é que só as pessoas pertencentes à elite podiam usar ouro. Nesta área são expostas máscaras e luvas feitas do mineral, além dos Tumis e dos recipientes usados em rituais sagrados, como os utilizados para recolher o sangue dos seres sacrificados.

No quarto bloco, Cerâmicas e Têxteis, estão peças e informações sobre as técnicas utilizadas desde 1.800 a.C. para produção de barro moldado e cozido em fornalha. Essas técnicas permitiram uma produção intensa de utensílios usados também para expressar ideias e representar estilos de vida e tradições. Também é mostrada a importância da domesticação de animais como lhamas e alpacas para a produção têxtil e artística.

 

Trombeta.
Crédito: Museo Oro del Perú – Armas del Mundo | Fundación Miguel Mujica Gallo

 A seção Colonização trata da história de domínio do império Inca pelos espanhóis e a fundação do Vice-reinado do Peru. Esse bloco expositivo pretende mostrar a assimetria desse violento encontro de civilizações, que funda uma nova identidade sincrética e mestiça, sobre as ruínas do império Inca.

O percurso da exposição conta com o Projeto Panaca que divulga, por meio de vídeos de desenhos animados, a história das culturas antigas do Peru. A série de filmes será exibida ao público e é parte do conteúdo educativo da mostra. 

 

Elo entre gerações

A mostra apresenta também obras contemporâneas propondo um olhar que amplia a leitura do acervo, a fim de provocar uma visão crítica e reflexiva sobre a representatividade das peças.

O legado e o compromisso com a preservação de conhecimentos ancestrais afloram na cuidadosa réplica contemporânea do “Quipu de Nasca”, elaborada pelo arqueólogo Alejo Rojas. O instrumento também é tema na obra “Quipucamayoc”, de Alexandra Grau, uma recriação de quipus coloridos, que aludem a essas ferramentas de registros e contabilidade dos Incas. Os diferentes nós feitos nas cordas criam uma linguagem que guarda a história dessa cultura.

O videoarte “Técnicas de deformação plástica” de Bete Esteves e Beth Franco utiliza imagens das técnicas de mineração e trabalho nos metais para criar uma relação com os métodos violentos narrados pelos protagonistas.

O peruano Iván Sikic, apresenta a obra “Saqueo” (Pilhagem). Sua referência são os diferentes momentos da história em que a extração compulsiva do ouro gerou um significativo impacto cultural ou ecológico. A instalação questiona o legado colonial e os efeitos da mineração ilegal do ouro até a atualidade.


Ecos até os dias atuais

As peças da exposição são raras em diversos sentidos. Quase tudo o que havia em território inca foi destruído, roubado ou derretido. Posteriormente, também foi saqueado por assaltantes de monumentos arqueológicos, conhecidos no Peru como huaqueiros, que reviraram tumbas e centros cerimoniais em busca de peças a serem vendidas ilegalmente a colecionadores.

Dos poucos objetos que sobreviveram, os mais comuns são oferendas funerárias compostas por pequenas figuras de ouro e prata de mulheres e homens. Essas figuras parecem representar os jovens que acompanhavam os mortos em seus processos funerais: em geral, ficam de pé, têm as mãos sobre o peito ou seguram objetos como leque ou espiga de milho. Algumas dessas imagens foram encontradas em sítios arqueológicos vestidas com tecidos e penas.

“As peças que resistiram ao período da voracidade dos colonizadores e dos huaqueiros foram encontradas em escavações arqueológicas. Não temos ideia do que se perdeu. Até as construções espanholas foram edificadas sobre monumentos e locais incas, uma amostra clara da necessidade de legitimar o seu poder”, explica o curador, Rodolfo de Athayde. “A história das peças é a história viva do desenvolvimento das civilizações andinas até o império inca, o mais importante que já se formou nas Américas”, completa.


Atividades CCBB Educativo Arte e Cultura

O programa CCBB Educativo Arte e Cultura realizará ainda uma série de atividades para toda a família, especialmente criadas para dialogar com o conceito da mostra. Destaque para a criação do estúdio sensorial QORI WASI - Casa de Ouro, uma réplica de um templo andino, trazendo em seu interior peças da cultura andina que poderão ser manuseadas pelo público, ampliando a sua experiência. Ao longo do período da exposição, a programação do CCBB Educativo Arte e Cultura traz também atividades como oficinas de construção de adereços e máscaras, contações de histórias, leituras de livros e uma atividade cênico-musical.

  

Serviço


Data: 04 de setembro a 18 de novembro de 2024

Local: Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo

Endereço: Rua Álvares Penteado, 112 – Centro Histórico – SP 

Funcionamento: aberto todos os dias, das 9h às 20h, exceto às terças-feiras.

Ingressos gratuitos: disponíveis em bb.com.br/cultura e na bilheteria física do CCBB SP.

Informações: (11) 4297-0600

Estacionamento: O CCBB possui estacionamento conveniado na Rua da Consolação, 228 (R$ 14 pelo período de 6 horas - necessário validar o ticket na bilheteria do CCBB). O traslado é gratuito para o trajeto de ida e volta ao estacionamento e funciona das 12h às 21h.

Transporte público: O CCBB fica a 5 minutos da estação São Bento do Metrô. Pesquise linhas de ônibus com embarque e desembarque nas Ruas Líbero Badaró e Boa Vista.

Táxi ou Aplicativo: Desembarque na Praça do Patriarca e siga a pé pela Rua da Quitanda até o CCBB (200 m).

Van: Ida e volta gratuita, saindo da Rua da Consolação, 228. No trajeto de volta, há também uma parada no metrô República. Das 12h às 21h.

bb.com.br/cultura

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E-mail: ccbbsp@bb.com.br


Curitiba recebe mostra sobre o universo imaginativo das crianças com Síndrome de Down


Por meio de uma inovadora e criativa exposição multimídia, a mostra imersiva “Eu Vejo Assim” levará o público visitante a conhecer a visão do cotidiano de crianças com a síndrome


No dia 05 de setembro, chega a Curitiba a exposição do projeto cultural “Eu Vejo Assim”. Apresentado pelo ministério da Cultura e pela Montenegro Produções, por meio da Lei de Incentivo à Cultura, a experiência imersiva utiliza recursos de videoarte e animações para levar o público ao universo imaginativo das crianças com Síndrome de Down. A mostra ficará disponível gratuitamente no Shopping Mueller por trinta dias. 

Construída a partir da vivência entre artistas e crianças com Síndrome de Down, a primeira fase do projeto contou com oficinas de observação onde foram realizados registros das dinâmicas com as crianças que, por meio de ilustrações, mostraram como percebem o mundo à sua volta, seus sonhos e suas aventuras. Na segunda fase, 50 desenhos foram escolhidos e transformados em ensaios fotográficos com ambientes cenográficos, complementados por um processo de manipulação de imagens e animações. 

Para transportar as crianças ao mundo mágico que inspiraram, uma equipe de mais de 180 pessoas trabalhou no projeto. Alexandre Orion, artista brasileiro premiadíssimo na área multimídia, foi responsável pela coordenação da produção das animações. “O projeto é a combinação das habilidades de crianças incríveis somado ao conhecimento de excelentes profissionais. ‘Eu Vejo Assim’ trata de inclusão de todos nós, pois apenas convivendo é que somos capazes de aprender e despertar nossas melhore capacidades,” destaca o artista. 

Composta por grandes painéis de vídeo, a mostra trará registros ampliados dos cenários imaginados pelas crianças e artistas participantes, por meio de instalações multimídia com fotografias, caricaturas e vídeos, além da criação de objetos em grandes formatos visando levar o público a conhecer ainda mais a criatividade das mentes infantis. Visando assegurar a educação inclusiva, equitativa e de qualidade, promovendo oportunidades de aprendizagem para todos, o projeto enquadra-se no quarto Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), aplicada em 193 países-membro.

“A mostra Eu Vejo Assim vai apresentar um recorte da imensidão de ideias, imagens, encantamentos e sorrisos que pudemos vivenciar nas oficinas criativas. O universo que eles nos mostraram é lindo, alegre e puro”, comenta Camila Guanabara, produtora executiva do “Eu Vejo Assim”. “O projeto traz um recorte simbólico do imaginário infantil, trazendo em suas composições os sonhos, as alegrias, os medos e as grandes inspirações dessas mentes tão genuínas. Fazer parte desse processo criativo é um grande privilégio”, completa Carolina Montenegro, coordenadora geral do projeto.

A mostra imersiva Eu Vejo Assim acontecerá entre os dias 05 de setembro a 05 de outubro, no Shopping Mueller (Avenida Cândido de Abreu, 127), com visitação gratuita. Para mais informações, acesse o site www.montenegroproducoes.com ou o perfil oficial da produtora nas redes sociais: @montenegroproducoes. O projeto conta com produção e idealização da Montenegro Produções Culturais, por meio da Lei de Incentivo à Cultura, com patrocínio master Coca-Cola.


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