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segunda-feira, 9 de abril de 2018

Entenda as diferenças entre os tipos de diabetes e qual a relação da doença com o Alzheimer


Endocrinologista faz alerta sobre a importância do controle da glicose


De acordo com os últimos dados da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), mais de 14 milhões de pessoas no Brasil sofrem com a doença, que acontece quando o pâncreas, órgão responsável por produzir alguns hormônios importantes falha na produção de insulina. Além disso, em alguns casos da doença é possível uma forte relação com surgimento do Alzheimer.

Segundo a endocrinologista e metabologista da Clínica Soulleve em São Paulo, Dra. Cassandra Lopes, em condições normais, quando o nível de glicose no sangue sobe, através do pâncreas, as chamadas células betas produzem insulina. Porém, o grande problema acontece quando, em certas pessoas, geralmente por carga genética, o sistema imunológico ataca equivocadamente as células beta, causando pouca ou nenhuma produção de insulina. “Como resultado, a glicose fica no sangue em vez de ser usada como energia, o que caracteriza o Tipo 1 de diabetes. Geralmente, tratado com insulina, medicamentos, planejamento alimentar e atividades físicas. Além disso, o tipo 1 concentra cerca da 5% a 10% das pessoas com a doença”, explica a especialista.

Já o tipo 2 da doença, o qual tem ligação com o Alzheimer, segundo dados da SBD, acomete 90% das pessoas. E aparece quando o organismo não consegue usar adequadamente a insulina que produz ou  não produz insulina suficiente para controlar a taxa de glicemia.

O diabetes tipo 2 está fortemente ligado ao Alzheimer devido à neurodegeneração causada pela doença, que induz mudanças na função e na estrutura vascular, no metabolismo da glicose, na sinalização celular da insulina e no metabolismo da proteína beta-amiloide. “Essa proteína é uma das principais causas que marcam o surgimento do Alzheimer. Por isso, ter o controle da produção de insulina é essencial para prevenir a doença”, finaliza a médica





Dra. Cassandra Lopes - CRM -SP 115.053  |  RQE 29623. Médica formada pela Universidade Federal do Amazonas. Residência em clínica médica, endocrinologia e metabologia pelo Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo. Título de especialista pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). Coach em emagrecimento pela Sociedade Brasileira de Coaching. Cursou a pós graduação de nutrologia pela Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN). Desenvolveu junto à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) programas de prevenção em diabetes, obesidade, tabagismo, osteoporose e cuidados à gestante. Atua como endocrinogista há 11 anos em clínica e hospital privados, com o objetivo de trazer assistência médica,  informação e qualidade de vida às pessoas.


11 de abril, Dia Mundial de Conscientização


  Doença de Parkinson, degenerativa e progressiva


Cerca de 200 mil brasileiros sofrem da doença de Parkinson. No mundo, 1% da população mundial padece da enfermidade, que é progressiva, neurodegenerativa e afeta várias partes do corpo, mas atinge com mais intensidade as áreas do cérebro que controlam os movimentos voluntários, gerando dificuldades na execução das atividades rotineiras, como caminhar e segurar objetos. 

Para esclarecer e informar a população sobre a doença, em 1988 a OMS (Organização Mundial da Saúde) instituiu 11 de abril como o Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson, nome dado em homenagem ao médico que descreveu o mal, em 1817, James Parkinson.

“O Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson tem grande importância para a compreensão da enfermidade”, destaca o neurologista Marcus Vinicius Della Coletta, Secretário do Departamento Científico de Transtornos do Movimento da Academia Brasileira de Neurologia (ABN).

Ele explica que os sintomas mais evidentes são os motores, como tremor de repouso, lentidão dos movimentos, desequilíbrio e maior rigidez muscular. Segundo o médico, é vital o início do tratamento assim que surgem os primeiros sintomas, pois o controle da doença preserva a qualidade de vida do paciente.

        “O diagnóstico deve ser feito por um neurologista e é basicamente clínico, faz-se analisando os sintomas, as formas de evolução, a história de outras doenças associadas e o histórico familiar”, afirma o médico.

     Doentes de Parkinson sofrem uma degeneração na região do cérebro chamada Substância Negra, que causa deficiência na dopamina (neurotransmissor que controla os movimentos finos e coordenados das pessoas).
O neurologista explica ainda que os pacientes precisam entender que a Doença de Parkinson é uma enfermidade crônica e que eles necessitarão de tratamento constante.

“Os portadores da doença não devem nunca abandonar os cuidados e orientações médicas”, destaca.

Ele também ressalta a importância de terapias como fonoaudiologia, fisioterapia e terapia ocupacional n o controle da doença.

“O Parkinson não tem cura, mas pode ser controlado”, conclui Marcus.

Distúrbios Alimentares: muito mais do que comer


Os distúrbios alimentares, anorexia nervosa, bulimia nervosa e transtorno de compulsão alimentar e suas variantes, apresentam distúrbios sérios no comportamento alimentar e na regulação do peso. Eles estão associados a  consequências psicológicas, físicas e sociais.
Uma pessoa com um transtorno alimentar pode começar comer quantidades menores ou maiores de alimentos, mas em algum momento, o seu desejo de comer menos ou mais passam a ficar fora de controle.

Dificuldade grave ou preocupação com o peso ou forma corporal, ou esforços extremos para gerenciar o peso ou consumo de alimentos, também podem caracterizar um transtorno alimentar.

Segundo a dra. Luana Harada, psiquiatra do Hospital Santa Mônica, transtornos alimentares são doenças reais e tratáveis. Eles coexistem com frequência com outras doenças como depressão, abuso de substâncias ou distúrbios de ansiedade.

Estatísticas gerais:


Pelo menos 30 milhões de pessoas de todas as idades e gêneros sofrem de um transtorno alimentar nos EUA. De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos (NIMH, na sigla em inglês) 70 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de algum tipo de transtorno alimentar.
Em estudos de longo prazo o índice de mortes provocado por esses transtornos é alto: entre 18% e 20%. A cada 62 minutos, pelo menos, uma pessoa morre como resultado direto de um transtorno alimentar. Os transtornos alimentares têm a maior taxa de mortalidade de qualquer doença mental.
13% das mulheres com mais de 50 anos se envolvem em comportamentos de transtorno alimentar.
Os transtornos alimentares afetam todas as raças e grupos étnicos.
Genética, fatores ambientais e traços de personalidade se combinam para criar risco de transtorno alimentar.

Quais são os diferentes tipos de distúrbios alimentares?


Anorexia Nervosa

Muitas pessoas com anorexia nervosa se enxergam com excesso de peso, mesmo quando elas estão claramente abaixo do peso. O ato de controlar a comida e o peso se tornam obsessões. As pessoas com anorexia nervosa normalmente se pesam repetidamente, colocam alimentos cuidadosamente e comem quantidades muito pequenas de apenas certos alimentos. Algumas pessoas com anorexia nervosa também podem se envolver em compulsão seguido de dieta extrema, exercício excessivo, vômito auto induzido ou mau uso de laxantes ou diuréticos.

Os sintomas da anorexia nervosa incluem:

Manter peso corporal extremamente baixo;
Manter severa restrição alimentar;
Pensamento implacável de magreza e falta de vontade para manter um peso normal;
Intenso temor de ganhar peso;
Imagem distorcida do corpo e autoestima fortemente influenciada pelas percepções;
Falta de menstruação entre meninas e mulheres.

Algumas pessoas que têm anorexia nervosa se recuperam com o tratamento e não apresentam mais os sintomas. Outras, no entanto, podem ficar bem, mas ter recaídas. Outros ainda podem ter uma forma mais crônica ou duradoura de anorexia nervosa, em que sua saúde declina enquanto combatem a doença.

Bulimia nervosa

As pessoas com bulimia nervosa têm episódios recorrentes e frequentes de comer de forma incomum grandes quantidades de alimentos e sentir uma falta de controle sobre esses episódios. Esta compulsão alimentar é seguida por um comportamento que compensa o excesso de comida, como o vômito forçado, uso excessivo de laxantes ou diuréticos, jejum, exercício excessivo ou uma combinação desses comportamentos.

Ao contrário da anorexia nervosa, as pessoas com bulimia nervosa geralmente mantêm o que é considerado um peso saudável ou normal, enquanto alguns estão ligeiramente acima do peso. Mas, como pessoas com anorexia nervosa, muitas vezes temem ganhar peso, querem desesperadamente perder peso e estão intensamente infelizes com o tamanho e a forma do seu corpo.

Normalmente, o comportamento bulímico é feito secretamente porque muitas vezes é acompanhado por sentimentos de desgosto ou vergonha. A compulsão alimentar e o ciclo de purga podem acontecer em qualquer lugar, várias vezes por semana, muitas vezes ao dia.

Transtorno de compulsão alimentar

As pessoas com distúrbios compulsivos perdem o controle sobre a alimentação. Ao contrário da bulimia nervosa, os períodos de compulsão alimentar não são seguidos por comportamentos compensatórios como a purga, exercício excessivo ou jejum. Como resultado, as pessoas com transtorno compulsivo estão frequentemente com excesso de peso ou obesidade. As pessoas com transtorno compulsivo que são obesos têm maior risco para desenvolver doenças cardiovasculares e hipertensão arterial. Também experimentam culpa, vergonha e angústia sobre a compulsão, o que pode levar a uma compulsão excessiva.

Como são tratados tratamentos alimentares?

Os objetivos típicos do tratamento incluem restaurar a nutrição adequada, trazendo o peso para um nível saudável, reduzindo o exercício excessivo e interrompendo a compulsão e comportamentos de purga. Formas específicas de psicoterapia, ou terapia - incluindo uma terapia familiar e cognitiva e abordagens comportamentais - demonstraram ser úteis para o tratamento de distúrbios alimentares. A evidência também sugere que os medicamentos antidepressivos podem ajudar na bulimia nervosa e também pode ser eficaz para o tratamento de coocorrência da ansiedade ou depressão para outros distúrbios alimentares.

Os planos de tratamento geralmente são adaptados às necessidades individuais e podem incluir um ou mais do seguinte:
Psicoterapia individual, grupal ou familiar;
Cuidados médicos e monitoramento;
Aconselhamento nutricional;
Medicamentos (por exemplo, antidepressivos).

Alguns pacientes também podem precisar ser internados para tratar problemas causados por desnutrição ou para garantir que eles comam o suficiente se tiverem muito baixo peso.
A recuperação completa é possível.
Quer saber mais sobre o assunto? o Hospital Santa Mônica preparou um



Fonte: Dra. Luana Harada, psiquiatra do Hospital Santa Mônica

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