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segunda-feira, 9 de abril de 2018

Como lidar com os incômodos dos primeiros dentinhos?


 Pediatra lista dicas para aliviar sintomas deste desconfortável período que vive todo bebê


Se o seu bebê está entre a fase dos 6 meses a 1 ano e meio e anda irritado, com salivação exacerbada, inchaço e coceira na gengiva, é sinal que os primeiros pontinhos brancos estão despontando dentro da boca dos pequenos. De acordo com Denise Katz (CRM 63548-SP), devemos ficar atentos para diferenciar a  irritabilidade causada pela nova dentição de outras causas, quando  o bebê pode apresentar também  febre, perda de apetite ou outros sintomas, então devemos sempre procurar uma avaliação médica. Para minimizar os sintomas deste período, a especialista enumerou quatro dicas para aliviar o desconforto do bebê: 


1.   Invista em mordedores de gel ou toalha gelada
Para diminuir o incomodo do nascimento dos primeiros dentinhos, dê para o bebê mordedores de gel ou uma toalha gelada. Coloque os objetos no refrigerador por 30 minutos e ofereça ao pequeno. A pressão que o objeto faz na boca da criança aliada à baixa temperatura amortece a gengiva, diminuindo o mal-estar. Alimentos refrigerados também funcionam!


2.   Massageie a gengiva do bebê
Massagear a gengiva também é uma forma eficiente para diminuir a sensação de coceira que o bebê sente. Reserve alguns minutinhos, três vezes ao dia, para estimular toda a gengiva do neném. Para a massagem, é indicado o uso de dedeiras de silicone ou uma gaze úmida. É importante manter os objetos sempre higienizados para não contaminar ou levar bactérias oportunistas para a boca do seu filho. 


3.   Higienize a boquinha do bebê desde cedo
A higiene bucal da criança deve começar já na primeira infância. A mamãe deve estar atenda ao início do nascimento dos dentinhos e começar a higienização com gaze e posteriormente com fio dental e escova de dente. Além de higienizar a boquinha das crianças, que já consomem alimentos pastosos, também trará sensação de alivio quando os dentes começarem a nascer. 


4.   Tenha sempre um analgésico recomendado pelo seu pediatra na sua farmacinha
O auge da dor acontece no nascimento dos dentinhos da frente, tanto nos de cima, quanto nos de baixo,       que ocorre entre os 6 e 8 meses. Se a dor for persistente e os métodos para minimizar o desconforto não forem suficientes, é recomendado o uso de analgésicos como Alivium, além da orientação do seu pediatra. Consulte o seu médico!




SE PERSISTIREM OS SINTOMAS O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO. Abril/2018.


Mutação no vírus da gripe obriga as pessoas a tomar a vacina todos os anos, diz especialista


A pediatra Renata Scatena afirma que os cuidados para prevenir a doença devem ser redobrados nessa época do ano

A chegada dos meses mais frios provoca um aumento no número de pacientes que procuram os consultórios com sintomas de doenças alérgicas e respiratórias. Os dias mais secos e com temperaturas baixas do outono-inverno agravam os quadros de doenças crônicas como asma, bronquite, rinite e sinusite. A gripe, causada pelo vírus influenza, é a doença mais comum nesse período e se caracteriza pela infecção no sistema respiratório. O que diferencia a gripe das outras viroses respiratórias é o fato dela ter um grupo diferente de vírus, e o influenza é o mais conhecido. Esse tipo de vírus atinge o pulmão e costuma sofrer mutações a cada ano, podendo ficar mais ou menos agressivo para as pessoas.

“Por conta dessas modificações do vírus Influenza, a vacina precisa ser reformulada a cada ano, com base na maior prevalência da circulação viral do ano anterior. Com isso, para evitar a doença, é fundamental que as pessoas tomem uma nova dose da vacina anualmente", afirma a pediatra Renata Scatena, diretora da Casa Crescer, clínica que reúne várias especialidades para atendimento infantil. 

Um surto de gripe se espalhou pelo mundo. Nos Estados Unidos, a doença atingiu praticamente todos estados no início do inverno, com um total de 47 mil casos confirmados. 20 crianças morreram, a maioria delas não estava imunizada. No Brasil, o estado de Goiás foi o mais atingido com 44 casos confirmados e três mortes. As campanhas de vacinação já começaram no país nas clínicas particulares. Na rede pública é possível tomar a vacina Trivalente que cobre as duas cepas de influenza A (H1N1 H3N2) e uma cepa do Influenza B. Nas clínicas de vacinação, está disponível a vacina Tetravalente que cobre as duas cepas de influenza A (H1N1 H3N2) e duas cepas de influenza B. 

 “A vacina da gripe é extremamente segura, não tem nenhuma contraindicação. Ela pode ser administrada junto com outras vacinas do calendário de vacinação, no mesmo dia, e é um mito falar que a vacina da gripe deixa a pessoa com a doença. Ela é composta por vírus inativado, ou seja, partículas virais incapazes de causarem a doença”, afirma a Dra. Renata.

A médica dá orientações sobre alguns cuidados que precisam ser tomados para tratamento e prevenção da doença. As grávidas devem procurar o obstetra que está cuidando da gestação para que ele dê o tratamento específico. Já as crianças, se estiverem doentes, devem evitar locais fechados, como creches e berçários, e ficar em casa, em repouso. 

"A gripe deve ser tratada com antitérmico e hidratação, a criança deve higienizar as mãos com álcool em gel, e fazer a lavagem nasal com soro fisiológico pelo menos duas vezes por dia. É fundamental evitar os locais fechados por causa do risco de propagação do vírus”, conclui a pediatra.





Dra. Renata Scatena - médica graduada pela Faculdade de Ciências Médicas de Santos, com residência em Pediatria e especialização em Terapia Intensiva Pediátrica pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Tem o título de especialista pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e Associação de Medicina Intensiva Brasileira - AMIB e atualmente, é diretora clínica da Casa Crescer, um espaço novo em São Paulo que tem o objetivo de cuidar da saúde das crianças de forma integrada, sendo ela orgânica, social, cultural, psíquica e emocional.


Falta de regulamentação de escolas bilíngues no Brasil gera dúvidas para pais no momento da matrícula


Conheça as diferenças entre um programa de educação bilíngue e um curso de inglês e os benefícios que as crianças podem obter no futuro ao alcançar a fluência em um segundo idioma


As crianças e jovens de hoje estão crescendo em um mundo totalmente pluricultural e interligado. Com isso, os pais cada vez mais veem a necessidade de proporcionar aos filhos uma educação alinhada com esse cenário globalizado matriculando os pequenos em escolas bilíngues. O domínio de outras línguas, principalmente do inglês, idioma mais falado em todo o mundo, atualmente é essencial para que essa geração tenha acesso a todas as oportunidades ao longo de sua vida pessoal e carreira profissional. Começar cedo também é importante, já que até os 10 anos a criança está na melhor fase para aquisição de línguas no que diz respeito ao desenvolvimento cognitivo.

O setor educacional privado passa por uma transformação para atender as atuais demandas do mercado, oferecendo uma educação bilíngue e inserindo o idioma no dia a dia do estudante desde muito cedo. No entanto, diante dos diversos benefícios proporcionados pela fluência na língua inglesa, muitos pais ficam em dúvida entre matricular seus filhos em um curso de inglês com aulas ministradas por uma escola de idiomas, seja em suas instalações ou dentro dos próprios colégios, ou em instituições que trabalhem com um programa específico e estruturado de educação bilíngue.

Hoje no Brasil somente as escolas para surdos, escolas de fronteiras e escolas indígenas são consideradas escolas bilíngues segundo o MEC (Ministério da Educação). Essa falta de regulamentação gera uma confusão ainda maior na cabeça de pais, alunos e até mesmo da comunidade escolar. Como o conceito de bilinguismo é muito amplo, muitas instituições se auto intitulam bilíngues por pura falta de informação.

De acordo com Mônica Padroni, diretora da Escola Projeto Vida, referência brasileira em construtivismo e que já conta com um programa de educação bilíngue implementado na instituição há quatro anos, esse é um questionamento constante que a escola recebe dos pais no momento de matricular os filhos.

 "Como a fluência na língua inglesa é cada vez mais pré-requisito para o futuro das crianças e com a ampla oferta educacional de diferentes metodologias no ensino de inglês, muitos pais chegam à escola com dúvida sobre as diferenças entre sistemas de cursos de inglês, escolas internacionais e programas bilíngues", comenta. "O programa de educação bilíngue realmente entrega os resultados prometidos, fazendo com que o aluno adquira o segundo idioma de uma forma natural, enquanto as escolas internacionais, por exemplo, oferecem 'pseudovantagens', já que o aluno conquista a fluência no inglês, mas, por outro lado, deixa a língua materna um pouco de lado durante o processo de aprendizado, o que acreditamos ser também muito importante para a formação de nossos alunos", explica.

De fato, as diferenças entre os métodos são bastante distintas e começam desde o objetivo geral e carga horária dos cursos. A finalidade principal de um programa de educação bilíngue é mediar a construção da língua inglesa por meio de uma educação global e significativa, com foco na fluência, por isso tem uma carga horária maior se comparada a do curso de inglês, que se baseia em desenvolver a competência linguística com foco na estrutura do idioma.

"O programa bilíngue em escolas bilíngues tira a preocupação do aluno com a língua e chama a atenção para os conteúdos acadêmicos utilizando o idioma, ou seja, o foco é o conhecimento adquirido nas disciplinas através da língua. Desta forma e com este envolvimento, o aluno aprende a língua, sem ter que se preocupar em estudá-la diretamente. Já os cursos de inglês comuns se preocupam mais com a estrutura do idioma e tendem, na maioria das vezes, a abordar assuntos mais leves, do dia a dia, não contribuindo com a formação acadêmica do aluno" complementa Rita Ladeia, professora do curso de pós-graduação bilíngue do Instituto Singularidades, referência nacional para a formação inicial e continuada de professores e especialistas em educação.

A proposta pedagógica do programa de educação bilíngue é justamente que o inglês seja utilizado como meio de instrução para ensinar conteúdo de outras matérias, como matemática, estudos sociais, ciências, artes, educação física e culinária. Durante o decorrer das aulas, conteúdo e língua são trabalhados de maneira integrada, norteados pelo princípio de estimular a expressão livre do aluno. Desta forma, com o uso e construção natural do idioma, o aluno adquire de forma subconsciente a segunda língua.

Já em um curso de inglês, geralmente, o idioma é ensinado como uma matéria e o uso de conteúdo é superficial, já que o foco principal é a língua em si, com ênfase na hierarquia gramatical dentro de um contexto comunicativo. Além disso, o escopo de produção do aluno costuma ser definido, cabendo ao professor fazer a mediação entre produção e estrutura linguística.

Diante de todas essas diferenças, o resultado final do ponto de vista linguístico também é distinto em relação aos cursos. No curso de inglês o aluno dependerá muito da sua aptidão linguística e esforço para atingir a fluência, enquanto no programa de educação bilíngue o aluno "se apropria" do segundo idioma, utilizando-o fluentemente e com naturalidade.

Rita Ladeia afirma que, em ambos os modelos, o aluno consegue alcançar a fluência no idioma, porém, a educação bilíngue circula por esferas do discurso que a escola de inglês não consegue. Por isso, a criança bilíngue consegue se expressar com mais profundidade e tem um amplo repertório temático que permeia diversas áreas da ciência, humanas e matemática.


Benefícios das escolas bilíngues para o futuro

Por se preocupar com a formação acadêmica do aluno em sua proposta pedagógica, utilizando a língua como uma forma de melhor interação com o mundo e como entendimento da diversidade, o aluno de educação bilíngue não só aprende outro idioma, como também adquire outros benefícios proporcionados pelo bilinguismo, como maior flexibilidade, confiança, independência, tolerância, respeito a diversidade e ainda a fácil transição e entendimento de outras culturas.

Este lado cultural da educação bilíngue é justamente outro aspecto importante em relação ao aprendizado. Rita Ladeia diz que na escola de línguas, na maioria das vezes, se trabalha com o estereótipo de cultura, ou seja, como é a vida na Indonésia, como as pessoas se casam na Índia, como determinada data é comemorada nos EUA etc. Já a educação bilíngue se preocupa em ensinar a conviver com a diferença e a história por trás da formação do sujeito em diferentes lugares, abordando suas crenças, expectativas e singularidades. Assim, o aluno é preparado para conviver com o diferente sem estranhamento, com respeito e ética, entendendo que o outro tem direito de ser daquele jeito.

O aprendizado de outro idioma também é a primeira etapa para o ingresso futuro em uma instituição fora do País e a experiência acadêmica internacional tem sido cada vez mais valorizada devido as atuais demandas do mercado de trabalho e das dinâmicas de um mundo mais globalizado. Segundo Fátima e Vanessa Tenório, fundadoras do programa de educação bilíngue pioneiro do Brasil, o Systemic Bilingual, quanto mais cedo o aluno tiver contato com o novo idioma, mais bem preparado ele estará para uma vivência internacional.

Fazer uma graduação, pós-graduação ou cursar o High School (o Ensino Médio) fora do Brasil são opções cada vez mais procuradas. De acordo com dados da Brazilian Educational & Language Travel Association (Belta), somente em 2015 cerca de 220 mil estudantes viajaram ao exterior e a previsão é de crescimento no número de intercambistas brasileiros. No entanto, para estudar no exterior é preciso estar preparado para as exigências que as instituições demandam, principalmente em relação ao domínio do idioma e, ao adquiri-lo desde a infância em escolas bilíngues, os jovens conseguem abrir diversas portas em seu futuro profissional.



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