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quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Médico fala sobre fatores fundamentais para saúde mental



Tema foi abordado durante palestra realizada em Bento Gonçalves pela Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS) e Secretaria Estadual de Saúde (SES)


A preocupação com a saúde mental dos jovens foi o tema central da Caravana AMRIGS, realizada na sexta-feira (04/08), em Bento Gonçalves. O coordenador de Saúde Mental do Governo do Estado, Luiz Carlos Illafont Coronel, detalhou para o público, formado por médicos da cidade e região serrana, os fatores de risco comuns a esse tipo de paciente.

- Os aspectos psicopatológicos e o uso de drogas estão entre as características mais comuns. Cerca de 90% dos suicidas tem uma depressão grave não tratada ou tratada de modo insuficiente. Já as drogas e o seu uso frequente, está associada à tentativa ou aos casos de suicídio que poderiam ser evitados – disse.

Os médicos exercem, muitas vezes, liderança na comunidade e, por essa razão, a abordagem do assunto faz-se relevante, segundo o especialista. Além do público presente, participaram profissionais de todo o país, através de uma transmissão on-line.

A Caravana AMRIGS promove a luta pela conscientização da importância dos cuidados com a saúde mental através da campanha “Saúde Preventiva: Pratique essa ideia!”. As ações estão sendo realizadas em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), através de debates em diversas regiões do estado. Interessados em agendar uma edição em seu município.



Francine Malessa




Câncer de Pulmão: Consumo de cigarro é responsável por 90% dos casos da doença



O tabagismo é a maior causa evitável de tumores malignos em todo o mundo e está diretamente relacionado ao risco aumentado de surgimento de câncer de pulmão; Oncologista explica principais sintomas de alerta e aborda os benefícios de parar de fumar


O tabagismo está na origem de 90% dos casos de câncer de pulmão e os fumantes têm cerca de 20 vezes mais risco de desenvolver a doença. Apesar destes dados não serem novidade, o Brasil ainda registra um elevado número de casos da doença entre fumantes. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o país soma 28.220 novos casos de tumores pulmonares ao ano.

A oncologista Dra. Mariana Laloni, do Centro Paulista de Oncologia (CPO) - Grupo Oncoclínicas, diz que a maioria dos pacientes com câncer de pulmão apresenta sintomas relacionados ao próprio aparelho respiratório, tais como: tosse, falta de ar e dor no peito.

Outros sintomas inespecíficos também podem surgir, entre eles perda de peso e fraqueza. Em poucos casos, cerca de 15%, o tumor é diagnosticado por acaso, quando o paciente realiza exames por outros motivos. Por isso, a atenção aos primeiros sintomas é essencial para que seja realizado o diagnóstico precoce da doença.

Segundo a médica, existem dois tipos principais de câncer de pulmão: carcinoma de pequenas células e de não pequenas células. “O carcinoma de não pequenas células corresponde a 85% dos casos e se subdivide em carcinoma epidermóide, adenocarcinoma e carcinoma de grandes células. O tipo mais comum no Brasil e no mundo é o adenocarcinoma e atinge 40% dos doentes”, destaca.

O tratamento do câncer de pulmão se baseia em cirurgia, tratamento sistêmico (quimioterapia, terapia alvo e imunoterapia) e radioterapia. Sempre que possível, a cirurgia é realizada na tentativa de se retirar uma parte do pulmão acometido. Atualmente, os procedimentos cirúrgicos minimamente invasivos, por vídeo (CTVA) são cada vez mais realizados com menor tempo de internação e retorno mais rápido do paciente às suas atividades. A indicação da cirurgia depende principalmente do estadiamento, tipo, do tamanho e da localização do tumor, além do estado geral do paciente.

Após a cirurgia, a quimioterapia e a radioterapia são indicadas para destruir células tumorais microscópicas residuais ou que estejam circulando pelo sangue. Para a Dra. Mariana, a combinação de tratamento sistêmico e radioterapia também pode ser administrada no início do tratamento para reduzir o tumor antes da cirurgia, ou mesmo como tratamento definitivo quando a cirurgia está contraindicada. A radioterapia isolada é utilizada algumas vezes para diminuir sintomas como falta de ar e dor.

Mas o grande avanço dos últimos anos, ainda de acordo com a oncologista do CPO, é a imunoterapia. Baseado no princípio de que o organismo reconhece o tumor como um corpo estranho desde a sua origem, e de que com o passar do tempo este tumor passa a se disfarçar para o sistema imunológico e então se aproveitar para crescer, a imunoterapia busca reativar a resposta imunológica contra este agente agressor.

“Atuando através do bloqueio dos fatores que inibem o sistema imunológico, as medicações imunoterápicas provocam um aumento da resposta imune, estimulando a atuação dos linfócitos e procurando fazer com que eles passem a reconhecer o tumor como um corpo estranho”, explica a Dra. Mariana.


Risco de Câncer de Pulmão diminui nos primeiros dias após parar de fumar

Mesmo após anos de tabagismo, apenas 20 minutos após deixar de consumir o cigarro, a pressão arterial volta ao normal e a frequência do pulso cai aos níveis adequados, assim como a temperatura das mãos e dos pés são normalizadas. Em 8 horas, os níveis de monóxido de carbono no sangue ficam regulados e o de oxigênio aumenta. Passadas 24 horas, o risco de se ter um acidente cardíaco relacionado ao fumo diminui. E após apenas 48 horas, as terminações nervosas começam a se recuperar de novo e os sentidos de olfato e paladar melhoram. De duas semanas a três meses, a circulação sanguínea melhora consideravelmente. Caminhar torna-se mais fácil e a função pulmonar melhora em até 30%.

A partir de um a nove meses, os sintomas comuns em fumantes, como tosse, rouquidão, e falta de ar ficam mais tênues. Os cílios epiteliais iniciam o crescimento e aumentam a capacidade de eliminar muco, limpando os pulmões. A pessoa fica mais disposta para realizar atividades físicas.

Em cinco anos, a taxa de mortalidade por câncer de pulmão de uma pessoa que fumou um maço de cigarros por dia diminui em pelo menos 50%. Quinze anos após parar de fumar, especialistas afirmam que torna-se possível assegurar que os riscos de desenvolver câncer de pulmão se tornam praticamente iguais aos de uma pessoa que nunca fumou.

Avanços no diagnóstico precoce

Outro poderoso aliado na identificação do câncer de pulmão, que permite o diagnóstico precoce e exerce papel fundamental para a cura da doença, é o chamado rastreamento do câncer de pulmão com tomografia computadorizada de baixa dosagem (TCBD), cuja importância pode ser comparada ao papel da mamografia para o câncer de mama.

Disponível na maioria das Unidades de Medicina Diagnóstica do país, a TCBD é o exame mais indicado como método de rastreamento para o câncer de pulmão. Devido a sua menor dose de radiação, pode ser repetida frequentemente, de acordo com um protocolo bem estabelecido, para o acompanhamento dos pacientes tabagistas, que compõe o grupo de risco para desenvolvimento do câncer de pulmão. Além disso, a TCBD também detecta outras doenças provocadas pelo tabagismo, antes mesmo de manifestarem qualquer sintoma.

Devem fazer o rastreamento de câncer de pulmão por meio da TCBD fumantes com carga tabágica (exposição do indivíduo ao tabagismo) maior ou igual a 30 maços ano (número de maços por dia X anos que fumou) e ex-fumantes que cessaram o tabagismo há menos de 15 anos, e com idade entre 55 e 74 anos.

Para este perfil de pacientes já há evidências na literatura médica de que a tomografia computadorizada de baixa dosagem (TCBD), como método de rastreamento, possibilita uma redução significativa da mortalidade de até 20%, por câncer de pulmão, um avanço tido como extremamente importante e animador pelos especialistas.


Para avaliar os resultados deste tipo de exame é necessária uma equipe interdisciplinar composta por radiologista, patologista, pneumologista, oncologista e cirurgião torácico, todos com experiência em doenças do tórax, para orientar a conduta médica por meio da interpretação dos resultados anormais da TCBD em cada paciente.

O diagnóstico precisa ser confirmado com biópsia, que pode ser feita por broncoscopia (exame em que um tubo fino com uma câmera penetra pelas vias aéreas), punções transtorácicas com agulha ou por cirurgia. Quando o resultado do exame anatomopatológico comprova o diagnóstico de câncer de pulmão, são realizados outros exames para saber qual o estágio da doença. O estadiamento pode incluir exames de sangue, tomografia computadorizada do abdome, cintilografia óssea e ressonância magnética do cérebro. O Pet-CT também pode ser muito útil no estadiamento do Câncer de Pulmão.




Pensar “fora da caixa” é uma das habilidades mais requisitadas para os profissionais de TI



Mesmo com o recorde de 14,2 milhões de brasileiros desempregados, número de vagas disponíveis para profissionais especializados em TI ainda é muito alto 


Apesar de 13,7% da população brasileira estar desempregada, encontrar profissionais especializados em determinadas áreas ainda é um desafio para muitas empresas. No campo da Tecnologia da Informação, por exemplo, as empresas vivem constantemente essa dificuldade. De acordo com o estudo The Network Skills in Latin America, a falta de profissionais qualificados em TI na América Latina deve chegar a 32% até 2019.

No Brasil, o mercado de TI emprega 1,3 milhão de pessoas, de acordo com a Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação, e, atualmente, existem cerca de 50 mil postos de trabalho em busca de profissionais qualificados. Áreas ligadas às novas tecnologias, como Cloud, Inteligência Artificial, Big Data e Internet das Coisas, que estão em ascensão, são algumas das mais carentes.

A empresa de tecnologia Sage, líder mundial em software de gestão para pequenas e médias empresas, afirma que tem sentido tal dificuldade. “A principal questão é que os cursos de tecnologia ainda são muito focados em informações tradicionais e não acompanham em tempo real os avanços tecnológicos, o que acaba gerando um gap entre o conhecimento que o aluno recebe durante a formação e o que o mercado de trabalho realmente precisa”, explica David Pereira, Vice-Presidente de Product Engineering na Sage Brasil. Com isso, segundo ele, os poucos talentos que, de fato, conhecem as novas tecnologias estão sendo muito disputados no mercado de trabalho.

David diz ainda que uma característica imprescindível que se busca nesse profissional é ser autodidata. “Estamos constantemente procurando por pessoas que pensem fora da caixa, que enxerguem mais longe, que estejam sempre buscando por novas informações e que tenham facilidade para visualizar o futuro. O segredo é que esses profissionais sejam autodidatas, saibam transformar a informação que recebem em conhecimento e utilizem todos os recursos disponíveis para sempre buscar novidades em outros universos e se conectarem com o mundo afora”, completa.


Empresas apostam em capacitação

Em meio à crise econômica e política que atinge o país e à essa falta de profissionais qualificados no mercado, empresas têm apostado na capacitação interna para garantir a eficiência de suas equipes no momento que mais necessitam.

A Sage, para lidar com a falta desses profissionais, tem feito, frequentemente, treinamentos e cursos internos para qualificar os colaboradores que já estão lá. “Apesar de o Brasil estar passando por uma crise política e econômica que não se via há décadas, o ramo da tecnologia tem sido muito requisitado, pois empresas precisam, cada vez mais, de ferramentas que garantam eficiência e produtividade. Por isso, não podemos ficar desfalcados”, ressalta David.  

Outras iniciativas, como grupos internos de ajuda e troca de informações entre colaboradores e grupos globais, que unem funcionários de países e culturas completamente distintos, também são utilizados pela Sage para que seus empregados estejam sempre se renovando, se inteirando sobre as novidades do mundo tecnológico e sempre buscando alternativas para melhorar a performance dos seus produtos.




Sage







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