Mesmo com o recorde
de 14,2 milhões de brasileiros desempregados, número de vagas disponíveis para
profissionais especializados em TI ainda é muito alto
Apesar de 13,7% da
população brasileira estar desempregada, encontrar profissionais especializados
em determinadas áreas ainda é um desafio para muitas empresas. No campo da Tecnologia
da Informação, por exemplo, as empresas vivem constantemente essa dificuldade.
De acordo com o estudo The Network Skills in Latin America, a
falta de profissionais qualificados em TI na América Latina deve chegar a 32%
até 2019.
No Brasil, o mercado de TI emprega 1,3 milhão de pessoas, de acordo com a
Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação, e,
atualmente, existem cerca de 50 mil postos de trabalho em busca de
profissionais qualificados. Áreas ligadas às novas tecnologias, como Cloud,
Inteligência Artificial, Big Data e Internet das Coisas, que
estão em ascensão, são algumas das mais carentes.
A empresa de tecnologia Sage, líder mundial em software de gestão para pequenas
e médias empresas, afirma que tem sentido tal dificuldade. “A
principal questão é que os cursos de tecnologia ainda são muito focados em
informações tradicionais e não acompanham em tempo real os avanços
tecnológicos, o que acaba gerando um gap entre o conhecimento que o aluno
recebe durante a formação e o que o mercado de trabalho realmente precisa”,
explica David Pereira, Vice-Presidente de Product Engineering na Sage
Brasil. Com isso, segundo ele, os poucos talentos que, de fato,
conhecem as novas tecnologias estão sendo muito disputados no mercado de
trabalho.
David diz ainda que uma característica imprescindível que se busca nesse
profissional é ser autodidata. “Estamos constantemente procurando por pessoas que
pensem fora da caixa, que enxerguem mais longe, que estejam sempre buscando por
novas informações e que tenham facilidade para visualizar o futuro. O segredo é
que esses profissionais sejam autodidatas, saibam transformar a informação que
recebem em conhecimento e utilizem todos os recursos disponíveis para sempre
buscar novidades em outros universos e se conectarem com o mundo afora”,
completa.
Empresas apostam em capacitação
Em meio à crise econômica e política que atinge o país e à essa falta de
profissionais qualificados no mercado, empresas têm apostado na capacitação
interna para garantir a eficiência de suas equipes no momento que mais
necessitam.
A Sage, para lidar com a falta desses profissionais, tem feito, frequentemente,
treinamentos e cursos internos para qualificar os colaboradores que já estão
lá. “Apesar de o Brasil estar passando por uma crise política e econômica que
não se via há décadas, o ramo da tecnologia tem sido muito requisitado, pois
empresas precisam, cada vez mais, de ferramentas que garantam eficiência e
produtividade. Por isso, não podemos ficar desfalcados”, ressalta
David.
Outras iniciativas, como grupos internos de ajuda e troca de informações entre
colaboradores e grupos globais, que unem funcionários de países e culturas
completamente distintos, também são utilizados pela Sage para que seus
empregados estejam sempre se renovando, se inteirando sobre as novidades do
mundo tecnológico e sempre buscando alternativas para melhorar a performance
dos seus produtos.
Sage