Médica
fala sobre cuidados com a higiene do sono, conjunto de atitudes que devem ser
mantidos para garantir o descanso regular e sono de qualidade
Ao contrário do que muita gente pensa, o termo
“higiene” não refere-se apenas aos cuidados com a limpeza. A palavra pode ser
usada ainda para manutenção de hábitos que previnem doenças e criam condições
para melhores condições de saúde. Assim como existe rotina de cuidados com o
corpo, a atenção com o sono não poderia ser diferente.
As regras de higiene do sono incluem passos que
devem ser adotados diariamente, com o intuito de garantir o descanso total do
corpo. Para que o organismo se recupere de um dia inteiro são necessárias uma
média de sete a oito horas de sono, como explica a médica Aliciane Mota, do
Instituto Brasiliense de Otorrinolaringologia (IBORL). “Quando não mantemos
esses hábitos, podemos desenvolver um sono irregular e de baixa qualidade.
Muitas vezes entramos apenas nas primeiras fases do sono, ou seja, um sono superficial”,
conta a especialista.
Pesquisas do Instituto do Sono apontam que 63%
dos brasileiros têm algum problema relacionado ao sono. Noites mal dormidas
podem ter como consequência a sonolência diurna e impacto direto nas atividades
diárias. Deve-se evitar cochilos prolongados durante o dia. A médica ressalta
que o costume de dormir um pouco depois do almoço não precisa ser abolido,
desde que esse período de repouso não passe de uma hora, já que o tempo
adequado deve ser de 15 a 30 minutos.
Para garantir a eficiência do sono e a quantidade
de horas para o descanso, na hora de deitar, nada de levar eletrônicos para a
cama. “Entre os maus hábitos mais comuns estão o uso de eletrônicos em geral,
como celular; assistir programações de TV que ativem seu raciocínio, filmes de
ação e suspense, por exemplo; além de navegar na internet quando já está na
cama. E nada de levar trabalho para o quarto!”, comenta a médica.
Os cuidados com a alimentação também entram nas
recomendações de higiene do sono. De acordo com a especialista, a ingestão de
bebidas alcoólicas ou estimulantes, como café, chá preto e refrigerantes, não é
recomendada no período do fim da tarde ou da noite.
A atividade física pode ajudar diretamente na
hora de dormir. Os exercícios diminuem a fragmentação do sono e aumenta o
percentual de ondas lentas, que é o sono mais profundo. De forma indireta a
prática de atividades auxilia a manter uma rotina mais saudável de alimentação
e manutenção de peso, fatores ligados ao sono.
Confira algumas dicas para garantir uma
boa higiene do sono
- Mantenha o ambiente escuro, para fazer o
organismo entender que já anoiteceu e, portanto, deve-se repousar.
- Crie o hábito de dormir e acordar sempre nos
mesmos horários, inclusive nos finais de semana.
- Evite eletroeletrônicos no quarto. “Deixar o
celular no silencioso pode não ser suficiente, já que um alerta pode te
despertar”, enfatiza a médica. Experimente deixa-lo em outro cômodo e ativá-lo
apenas no dia seguinte.
- Um bom banho quente entre as duas horas que
antecedem o sono pode ajudar no relaxamento do corpo.
- Evite alimentação excessiva durante a noite,
priorizando alimentos leves. As refeições devem ser feitas em no máximo duas
horas antes do sono.
- A iluminação com uma luz amarela no quarto
favorece um ambiente mais aconchegante.
- Fugir do estilo de vida moderno, deixando som,
computador, televisão e celular desligados na hora de deitar.
- Relacione o ambiente do quarto ao descanso. O
cérebro deve ter no inconsciente que o quarto é um local apenas para dormir,
não deve ser lugar de trabalho ou alimentação, por exemplo.
- Tente não
fazer um resumo do que foi o dia na hora em que deitar, e evitar ficar pensando
nos planos para o dia seguinte, isso pode gerar ansiedade e inquietação. “Essas
coisas podem ser feitas sim, mas no início da noite, não na hora de dormir”,
explica Aliciane.
Infográfico elaborado pela SOBRAC indica como realizar os primeiros procedimentos
em uma vítima de parada cardíaca
Você
sabe identificar os sinais de uma parada cardíaca? Sabe fazer as
manobras de reanimação (massagem cardíaca) ou usar um Desfibrilador
Externo Automático (DEA)? Provavelmente, não. Isso porque, no Brasil, o
socorro imediato e emergencial para os casos de parada cardíaca – e
mesmo primeiros socorros básicos para acidentes mais comuns - ainda é
negligenciado, e pouco difundido. Histórias reais e fatais ajudam a
estimular a educação e conscientizar a população leiga sobre a
importância do atendimento imediato em situações críticas, como nos
casos de uma parada cardíaca.
“Há
muitos anos a Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (SOBRAC) faz
alertas e campanhas educativas, inclusive com demonstrações públicas
sobre a importância do socorro imediato às vítimas com parada cardíaca.
Por isso, enfatizamos na nossa campanha – Coração na Batida Certa
– as manobras de reanimação e uso do desfibrilador externo. A parada
cardíaca e a morte súbita não dão sinais prévios e quem está por perto
pode salvar uma vida”, explica a presidente da SOBRAC, a cardiologista Denise Tessariol Hachul.
O
infarto cardíaco (morte do tecido muscular do coração por falta de
circulação sanguínea) é a principal causa de parada cardíaca e morte
súbita no mundo ocidental. Outras causas são a insuficiência cardíaca,
que pode ter várias origens, a embolia pulmonar e os problemas
congênitos ou geneticamente determinados. Se o socorro é realizado de
imediato, em muitos casos é possível reverter o quadro e diminuir os
riscos de lesão cerebral, geralmente com sequelas irreversíveis.
Entre
2001 e 2002, o paulista Gilmar de Oliveira, psicólogo organizacional
aposentado, fez três cirurgias cardíacas e implantou um marca-passo
definitivo, após dois infartos, aos 37 e 38 anos. Na época, Oliveira
estava com a frequência cardíaca extremamente baixa, em torno de 25
batimentos por minuto. Nunca precisou de socorro imediato e nem de
reanimação cardíaca. Somente em 2014, como voluntário durante da Copa do
Mundo, em São Paulo, é que apendeu as técnicas de reanimação e como
usar do Desfibrilador Externo Automático (DEA). “Aprendi os
procedimentos e foi então que percebi a importância do treinamento para o
público leigo. Embora não tenha feito nenhum atendimento durante a
Copa, eu estava pronto para socorrer, se necessário fosse”, explica
Oliveira, hoje com 64 anos.
A
mineira Luciana Alves, também portadora de marca-passo, não chegou a
ser socorrida na rua. A primeira vez foi dentro de um hospital, quando
estava em avaliação para diagnosticar seus sintomas; a segunda, também
em ambiente hospitalar, por causa de uma queda brusca na frequência
cardíaca. Aos 28 anos, Luciana sentiu os primeiros sintomas de uma
arritmia cardíaca e, em junho de 2012, aos 38 anos, depois de uma
internação em UTI, foi diagnosticada com Disfunção do Nó Sinusal (ou seja, disfunção do marca-passo cardíaco natural do coração) e recebeu o implante do dispositivo cardíaco artificial.
“Sempre
lembro do meu caso e vejo que é extremamente importante saber socorrer
alguém de forma rápida e segura. Isso significa reduzir as chances de
sequelas e uma infinidade de sofrimentos podem ser evitados. Depois de
duas paradas cardíacas e um dispositivo implantado, voltei a realizar
atividades normais, a fazer as coisas que sempre fiz e a praticar
atividade física. Quando você está preparado para socorrer alguém,
possibilita isso aos outros também”, diz Luciana, doutora em Ciências da
Saúde pela Universidade Federal de Minas Gerais, fundadora do Blog
e-Patient Brazil – Pacemaker Users e presidente do Clube do Marcapasso,
organização sem fins lucrativos cuja missão é ajudar pacientes com
dispositivos médicos implantáveis. Em seu Blog e redes sociais, Luciana
compartilha informações relacionadas à saúde e tecnologia, além de
facilitar o contato regional e global entre médicos e pacientes.
Geralmente,
a parada cardíaca acomete pessoas ativas, que desempenham suas
atividades cotidianas normalmente e, de repente, por estresse físico,
emocional, ou outra razão, sofrem um mal súbito. E são esses sustos que
servem de alerta.
A
carioca Aline Rocha tem um histórico parecido. Saudável e praticante de
ciclismo e montanhismo, fez diversas investigações e tratamentos, até o
último recurso, o implante de marca-passo em 2003, aos 30 anos de
idade: “Depois de muitas síncopes e arritmias, inclusive fibrilação
atrial!”. Aline também teve parada cardíaca dentro do hospital, sem
precisar de socorro emergencial em locais públicos. Hoje, mesmo com o
marca-passo implantado, sua maior distância em corridas marca 25km de
montanha - esforço equivalente à uma maratona.
“Fui
socorrida por profissionais durante a minha cirurgia para o implante do
marca-passo. Digamos que estava segura. Talvez não pudesse contar esta
história, nem continuar correndo, caso tivesse uma parada cardíaca na
rua ou em um show. Por isso, qualquer cidadão deve ser orientado e
treinado para socorrer. Infelizmente, isso não é muito difundido e
também não vejo aqui no Rio, por exemplo, desfibriladores portáteis
(DEAs) em locais públicos, que deveriam estar disponíveis para aqueles
que já sabem fazer a reanimação cardíaca”, relata Aline.
Segundo
a Presidente da SOBRAC, a maioria das mortes ocorre fora do ambiente
hospitalar, sendo que 86% das paradas cardíacas acontecem nos próprios
lares das vítimas e 50% são assistidas por um adolescente ou por uma
criança, sem nenhum adulto por perto. Considerada de alta incidência,
14% das paradas cardíacas ocorrem em vias públicas ou em lugares de
grande concentração de pessoas, como em aeroportos, dentro de aeronaves,
shopping centers, estádios desportivos, cadeias públicas. Em todos os
casos, o atendimento rápido é fundamental para que se evite a morte
súbita ou sequelas decorrentes de uma parada cardíaca não recuperada.
Sobre
atividade física, a cardiologista lembra ainda que é sempre benéfica,
para pessoas de todas as idades, gêneros e etnias. Alguns estudos, no
entanto, observam que os exercícios de alta intensidade, quando
realizados por longos períodos de tempo, podem aumentar o risco de morte
súbita. Em indivíduos com mais de 35 anos, a principal causa de parada
cardíaca durante a prática esportiva é a doença arterial coronária (DAC)
e, assim como na população em geral, a avaliação deve focar o
diagnóstico da DAC.
“A
divulgação desses depoimentos reais e a realização de ações concretas,
dirigidas por sociedades médicas como Campanhas em nível populacional,
têm como objetivo promover a conscientização sobre a importância do
reconhecimento e do atendimento imediato de vítimas de parada cardio
respiratória (PCR), seja dentro de suas casas, em locais públicos, no
ambiente de trabalho, em instituições de ensino e mesmo dentro de
serviços de saúde. Ações preventivas e educativas, como as realizadas
pela SOBRAC, são imprescindíveis e devem ser disseminadas amplamente”,
pontua Dra. Denise Hachul.
O que fazer diante uma vítima com Parada Cardíaca?
A morte súbita
pode ser evitada em grande parte dos casos, se o socorro à vítima for
realizado rapidamente, por meio de massagens cardíacas e aplicação de um
choque elétrico no peito do paciente (desfibrilação). Esse choque é
liberado por um aparelho chamado Desfibrilador Externo Automático (DEA),
facilmente manuseado, desde que haja treinamento prévio.
É
extremamente recomendável – em várias circunstâncias é obrigatória - a
existência de um DEA facilmente acessível em locais públicos ou privados
de grande circulação de pessoas, como por exemplo: praças, parques,
praias, shoppings centers, aeroportos, estações rodoviárias e de trens,
clubes, condomínios, estádios de futebol, ginásios esportivos, academias
de ginástica e instituições de ensino, entre outros.
O
índice de sucesso na recuperação de uma PCR depende diretamente do
tempo transcorrido entre a sua ocorrência, o início das massagens
cardíacas externas e a desfibrilação.
As chances de sobrevivência da vítima diminuem cerca de 10% a cada minuto de atraso nesse socorro.
Danos cerebrais irreversíveis podem ocorrer a partir de 4 a 6 minutos após uma parada cardíaca não socorrida.
Poucas tentativas de reanimação cardíaca são bem sucedidas após 10 minutos.
Se
você não estiver preparado/a para realizar as manobras de reanimação e
não souber usar o DEA, acione uma equipe de socorro local, solicite
imediatamente um DEA e ligue rapidamente para o SAMU (192).
Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas – SOBRAC Criada
oficialmente em 1984, a SOBRAC, antigo Departamento de Arritmias e
Eletrofisiologia Cardíaca (DAEC), é uma entidade médica sem fins
lucrativos, afiliada à Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). Seus
objetivos são normatizar as atividades relacionadas às arritmias
cardíacas no Brasil, promover o desenvolvimento científico e a
valorização profissional da especialidade, além de orientar a população
leiga a respeito dos problemas mais comuns ligados à arritmia cardíaca e
morte súbita por meio de campanhas educativas.
Ela pode ser letal. Têm sido detectados casos na região Centro Oeste,
exigindo atenção redobrada das pessoas. A prevenção é a melhor estratégia para
combater a doença.
Atenção para
a Leishmaniose Visceral. Nas últimas semanas, têm sido reportados casos da
doença na Região Centro Oeste. “Essa zoonose é transmitida por um protozoário
(Leishmania), pela picada de flebotomíneos, conhecidos popularmente como
mosquito-palha ou birigui. O mosquito se reproduz em lugares úmidos e com
acúmulo de material orgânico, como terrenos com mato alto e lixo. Hoje em dia,
até mesmo os condomínios residenciais oferecem mais espaços verdes,
arborizados, o que é ótimo, porém, precisamos estar atentos, pois, esses
ambientes podem ser convidativos à reprodução do mosquito. O cão é um
reservatório da doença e, muitas vezes, demora a apresentar os sintomas,
aumentando os riscos de contágio aos seres humanos”, alerta a médica
veterinária Cecília Barbosa, coordenadora técnica e especialista em Animais de
Companhia da Boehringer Ingelheim Saúde Animal.
Segundo a
Organização Mundial de Saúde (OMS), a Leishmaniose Visceral está presente em 12
países das Américas, sendo que 96% dos casos relatados são do Brasil. “O grande
número de ocorrências mostra a importância de prevenir a doença e difundir as
práticas para combater o transmissor”, ressalta Cecília Barbosa.
A
especialista da Boehringer Ingelheim Saúde Animal explica que “mesmo com os
cuidados rotineiros – alimentação e vacinação em dia –, os cães ainda estão
propensos a diversas doenças. Muitas vezes, o contágio dessas enfermidades
acontece por negligência e falta de informação sobre medidas simples que podem
ser tomadas. A Leishmaniose Visceral é uma dessas enfermidades, porém pode ser
evitada por meio da prevenção, visto que também apresenta perigo aos seres
humanos e leva a morte se não for tratada corretamente”.
A prevenção
é a melhor forma de combater a Leishmaniose Visceral. Além de evitar o acúmulo
de lixo, os donos devem aplicar repelentes eficazes nos animais para afastar os
flebotomíneos. A Boehringer Ingelheim Saúde Animal está lançando no Brasil o
antiparasitário de uso tópico Frontline Tri-Act, que atua no combate às pulgas
e carrapatos e tem ação repelente contra flebótomos transmissores da
Leishmaniose Visceral.
“Com a correta prevenção, donos e cães podem aproveitar mais
seu tempo juntos sem preocupações. Frontline Tri-Act é uma solução
rápida e eficaz contra os principais parasitas
em um único produto, protegendo os cachorros das principais doenças”, completa
Cecília.