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quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Superproteção pode comprometer o desenvolvimento dos filhos



A psicóloga Simone Domingues explica como formar adultos independentes e autoconfiantes


Crianças costumam ser indefesas e ingênuas, por isso é natural os pais agirem de forma protetora. Mas até que ponto essa atitude é benéfica? Segundo Simone Domingues, professora de psicologia da Universidade UNG, o excesso de zelo pode acarretar em sérias consequências na fase adulta. 

Apesar de dependerem dos cuidados e supervisão de adultos, Domingues explica que com aproximadamente seis anos de idade os baixinhos já começam a perceber uma diferenciação de pensamentos e opiniões entre as pessoas, iniciando o autoconhecimento de suas particularidades. "Nesta etapa é essencial promover momentos de liberdade, porque a medida que a criança enfrenta um desafio sem os pais, haverá possibilidades de fazer acontecer, verificar seus limites e perceber o quanto consegue dar conta sozinha. Isso é bom, porque ela estará organizando sua personalidade e seu conhecimento sobre o mundo", afirma Domingues.

O problema é que muitos pais inibem esse processo, e em casos mais acentuados esta coibição permanece até mesmo na adolescência ou juventude.  Segundo a professora, eles tomam este tipo de conduta por dois motivos, para manter o elo afetivo por meio da dependência ou por subestimá-los. Em ambas situações, a docente faz uma analogia com o uso de óculos que distorcem a visão da realidade, porque independente do motivo, os pais se negam a aceitar que os filhos têm a capacidade de observar seu entorno, criar suas próprias percepções e serem protagonistas de suas ações. Sendo assim, Domingues afirma, "é importante que os pais perguntem aos filhos o que eles acham, o que querem e ajudem a solucionar seus problemas. Inclusive as crianças. É preciso desmistificar a ideia de que elas não entendem, não prestam atenção ou que não têm opinião".

A psicóloga enfatiza que há diferença entre ajudar e solucionar. Por exemplo, existem pais que não permitem que os filhos passeiem com a escola. Diante deste cenário, Domingues acredita que os pais devem expor seus receios, explicar o porquê desta insegurança e permitir que os próprios filhos sugiram como assegurar a tranquilidade de seus responsáveis. Desta forma, eles ampliam o repertório de vivência e interação, ao mesmo tempo em que estreitam a relação de confiança com seus pais.

Quando a independência dos filhos não é respeitada e é exercido um abuso da autoridade familiar, eles podem se tornar adultos medrosos e dependentes, que sentem dificuldade de se posicionar e enfrentar desafios, além de se considerarem incapazes e necessitarem da aprovação dos outros, o tempo todo.

"Felizmente, o ser humano tem o que chamamos de plasticidade, de flexibilidade. Porque ele aprendeu ou viveu de uma forma, não quer dizer que ele não possa rever esse conceito". Domingues conta que se a pessoa tiver oportunidades em seu caminho, ele pode superar essas características enfrentando suas inseguranças, através de incentivos de outras pessoas, como amigos, companheiros ou até mesmo chefes de trabalho. Em quadros mais persistentes, é recomendável a ajuda de um psicólogo para auxiliar o processo de superação.





Segundo semestre começa com queda anual de 5,53% no número de dívidas atrasadas, mostram SPC Brasil e CNDL



 59,4 milhões de consumidores brasileiros estão negativados. Sudeste tem a maior concentração: 25,6 milhões de negativados na região



O Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) estimam um total de 59,4 milhões de pessoas físicas negativadas no país, ao final de julho. O número representa 39,3% da população com idade entre 18 e 95 anos e reflete as dificuldades que o cenário de desemprego elevado impõe às famílias. Em junho passado, a estimativa apontava a marca de 59,8 milhões de inadimplentes.

Na variação anual do número de dívidas atrasadas, o indicador mostrou uma queda de 5,53%. O dado mostra que o número de dívidas tem cedido de maneira mais rápida do que o número de inadimplentes.

A estimativa de devedores vem se mantendo próxima ao patamar dos 59 milhões desde o segundo trimestre de 2016. Para o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, isso acontece porque, se as dificuldades do cenário recessivo fazem crescer o número de devedores, a maior restrição do crédito e queda na propensão do consumo por parte das famílias, provocada pela própria crise, age na direção contrária, limitando o crescimento da inadimplência. “Assumindo que a economia e o consumo irão se recuperar de forma lenta e gradual, a estimativa deve permanecer ainda oscilando em torno dos 59 milhões de negativados ao longo dos próximos meses, sem mostrar um avanço expressivo”.

Dados detalhados por faixa etária indicam que é entre 30 e 39 anos a maior frequência de negativados, uma vez que em junho metade dessa população (50,11%) estava com o nome incluído em listas de proteção ao crédito – um total de 17,1 milhões de pessoas. Vale destacar ainda que uma quantidade significativa das pessoas entre 40 e 49 anos está inadimplente (47,55%), bem como entre os consumidores de 25 a 29 anos (46,10%).


25,6 milhões de inadimplentes na região Sudeste

De acordo com a estimativa, a região Sudeste é a região que concentra, em termos absolutos, o maior número de negativados, somando 25,6 milhões de consumidores, o que representa 39,06% da população adulta da região.

Em seguida aparecem o Nordeste, que conta com 15,7 milhões de negativados, ou 39,28% da população; o Sul, com 7,8 milhões de inadimplentes (35,01%); o Norte, com 5,3 milhões de devedores (45,52% – o maior percentual entre as regiões); e o Centro-Oeste, com um total de 4,9 milhões de inadimplentes (43,03% da população).


Comércio tem recuo mais acentuado

Os dados de dívidas abertos por setor credor revelam que todos os segmentos mostraram retração anual do número de pendências pelo segundo mês consecutivo. No setor de Comércio foi onde houve o recuo mais acentuado: o número de pendências com o segmento caiu -7,40%. Em seguida estão Comunicação (-6,53%), Água e Luz (-4,20%) e Bancos (-3,15%).

Em termos de participação, os bancos seguem como credores de maior parte das dívidas em atraso no país, concentrando 48,87% do total. Aparecem, em seguida, o setor de comércio (19,84%), o setor de comunicação (14,08%) e os segmentos de água e luz (7,89% das pendências).


Metodologia

O indicador de inadimplência do consumidor sumariza todas as informações disponíveis nas bases de dados às quais o SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e a CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) têm acesso. As informações disponíveis referem-se a capitais e interior das 27 unidades da federação.







 

Número de Gatos aumenta no Brasil



Como os felinos ficam em ambientes fechados é necessária uma alimentação balanceada e com componentes que auxiliem a vivência dentro de lugares pequenos


Os pets são mais de 130 milhões no mundo inteiro: cachorros, gatos, aves, peixes e alguns tipos mais exóticos. Um levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em parceria com a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet) mostrou que o Brasil tem a segunda maior população de pets do mundo, com 22,1 milhões de felinos e 52,2 milhões de cachorros. O ponto mais interessante é sobre a população de gatos, que se multiplica em maior proporção e deve predominar em menos de dez anos.

O Brasil é um dos poucos países no mundo em que o cão ainda é o companheiro preferido, mas segundo a Abinpet a verticalização dos grandes centros e a mudança no estilo de vida das pessoas são fatores que fazem com que os brasileiros optem por um animal de estimação mais independente e de fácil adaptação aos ambientes menores.

Para o médico veterinário da Equilíbrio e Gerente Técnico Nacional da Total Alimentos, Marcello Machado, como o aumento de felinos é predominante, o tutor deve dar importância a castração e os cuidados após a cirurgia. “A castração é de grande relevância, principalmente para evitar o número de gatos abandonados nas ruas, mas como o felino é um animal que se adapta facilmente a apartamentos e lugares pequenos, ele pode ficar mais preguiçoso após a cirurgia, o que pode resultar em ganho de peso, por isso é ideal oferecer alimentos para gatos castrados, que possuem L-carnitina e calorias reduzidas para auxiliar no controle do peso”, explica.

Segundo a Gerente de Produto da linha Equilíbrio Super Premium, Érika Miklos, outra preocupação com o aumento do número de gatos nos lares é a forma de alimentá-los. “Como eles ficam fechados em espaços pequenos, é necessária uma alimentação balanceada, rica em proteínas, de ótima digestibilidade e ingredientes que auxiliem na redução do odor das fezes”, acrescenta.

Dessa forma, seguindo as tendências do mercado e da mudança de hábitos dentro dos lares, a linha Equilíbrio Super Premium investe constantemente no portfólio de produtos para gatos. “Temos opções para todas as fases da vida e necessidades nutricionais, desde sensibilidade digestiva, manutenção do peso, prevenção de bolas de pelos até alimentos que são coadjuvantes no tratamento de doenças”, finaliza Érika.





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