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quarta-feira, 9 de agosto de 2017

58% dos brasileiros ficam deprimidos nos primeiros dias após as férias



 Segundo pesquisa da momondo, sentimento é mais comum em jovens entre 23 e 35 anos e afeta mais mulheres

Para recuperar o ânimo, brasileiros voltam antes da viagem e adotam atitudes como dormir mais, passar mais tempo com família e amigos e pesquisar novos destinos


As férias de julho chegaram ao fim e muitas pessoas já voltaram ou devem voltar à rotina nos próximos dias. Entretanto, para muita gente, o retorno à vida cotidiana depois de viajar não é um período fácil. De acordo com um estudo* da momondo, buscador de passagens aéreas e reservas de hotéis, 58% dos brasileiros se sentem tristes ou desanimados na hora de retomar as atividades diárias.

Viajantes entre 23 e 35 anos são os mais afetados pelo desânimo pós-férias. Nesta faixa etária, 64% das pessoas ficam para baixo ao retornar de viagem. No geral, as mulheres são mais impactadas por esse sentimento. Enquanto 53% dos homens ficam deprimidos nesse período, entre o público feminino esse índice é de 64%. A boa notícia é que os brasileiros estão reagindo melhor em relação a isso se comparado a 2016. No ano passado, 62% da população afirmava não ficar muito bem nos primeiros dias depois das férias.

Para tornar mais fácil o retorno aos compromissos do cotidiano, 30% dos brasileiros voltam de viagem alguns dias antes das férias acabarem. Outra atitude muito comum é priorizar mais tempo para si mesmo a fim de relaxar (30%). Pesquisar novos destinos e já começar a planejar as próximas férias é a opção para 26%. Além disso, 25% dormem mais que o normal para recuperar as energias e 24% procuram passar bons momentos em família ou com amigos.

“Voltar à rotina depois de dias incríveis de viagem não é mesmo muito fácil. E não são só os brasileiros que ficam para baixo nesse período. Globalmente, 47% dos viajantes afirmam se sentirem assim. Outro fato interessante é que, independente da nacionalidade, as pessoas adotam atitudes muito parecidas para retornar a rotina. Cuidar do bem estar e se cercar de pessoas queridas são ações que ajudam muito. E sem sombra de dúvidas, a parte boa desse momento é que é hora de começar a planejar as próximas férias”, comenta Pedro Correia, responsável pela operação da momondo no Brasil.

Como os viajantes de outros países se sentem ao retornar das férias

Embora os brasileiros fiquem bem desanimados ao voltar à rotina, há nacionalidades que se sentem ainda mais para baixo. Os que mais sofrem são os poloneses (66%), os britânicos (65%) e os turcos (64%). Mas há também os que praticamente não se abalam. Nesta categoria, a China sai na frente. Por lá, 75% da população retorna às atividades diárias sem maiores problemas.  Os austríacos (61%) e os alemães (58%) também encaram o retorno com tranquilidade.





*Os dados foram retirados da edição 2017 da pesquisa International Travel Survey, da momondo. O estudo analisa os hábitos de viagem de homens e mulheres, entre 18 e 65 anos, no Brasil e em mais 22 países, incluindo Áustria, Austrália, Bélgica, Canadá, China, Alemanha, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Itália, Holanda, Noruega, Polônia, Portugal, Romênia, Suécia, Turquia, Reino Unido e Estados Unidos.




momondo




Estresse e ansiedade: inimigos da saúde estomacal



Sensação de queimação, estômago pesado, dores, azia e enjoos. Esses sintomas são comuns quando já existe um problema gástrico ou houve algum exagero na alimentação. Por outro lado, engana-se quem acredita que eles são exclusivamente decorrentes dessas questões, já que uma das  principais causas dos males do tubo digestivo tem origem emocional, em razão do estresse e da ansiedade. Magdala Tolentino, especialista do Núcleo de Gastroenterologia do Hospital Samaritano (Barra da Tijuca), destaca como é importante prestar atenção aos sinais que essas situações provocam para evitar problemas no estômago.

O tubo digestivo sofre com a pressão do dia a dia, como explica a especialista, tendo em vista que a ansiedade libera adrenalina e cortisol, substâncias que fazem com que o corpo aumente a produção do suco gástrico. “Essa alta ocasiona irritação em todo o aparelho digestivo, o que gera dores, náuseas, diarreias e vômitos”, diz. A médica observa que existem vários fatores que contribuem para os males dessa parte do organismo, como o excesso de comida industrializada e gordurosa, além da ingestão em demasia de bebidas alcoólicas. “Por outro lado, não adianta manter somente uma alimentação saudável se a mente não estiver em paz, pois o tubo digestivo é um alvo certo quando o estresse não é controlado”, ressalta.

Os problemas de origem emocional e psicológica refletem-se diretamente no organismo. “No consultório, embora a maioria dos pacientes apresente mais as queixas sobre os sintomas e desconfortos, ao fazermos exames e constatarmos gastrite ou outros males que causam dores estomacais, acabamos concluindo que a rotina do paciente envolve situações de pressão e que esse é um fator determinante para as doenças apresentadas”, explica Magdala.

Problemas emocionais também podem afetar o intestino, como afirma a especialista, que observa a tensão e a ansiedade como impedimentos para que o sistema gastrointestinal processe os alimentos de forma correta. “O fato de essas sensações liberarem substâncias que aumentam a produção de ácidos no organismo faz com que todo o aparelho digestivo fique irritado. Caso não ocorra o devido acompanhamento médico, no pior dos cenários uma úlcera poderá surgir, o que é bem mais delicado de ser tratado, por ser uma ferida no órgão”, alerta.

O importante é saber que, sempre que houver um alerta do corpo – como dor no estômago, azia, diarreia ou desconforto abdominal, a avaliação médica é indicada. Também não é recomendável tentar solucionar o problema com receitas caseiras e remédios adquiridos por conta própria, sem a devida orientação especializada. “Em algumas situações, os especialistas conseguem resolver a causa do desconforto com a prescrição de remédios e orientação para mudança de hábitos e de alimentação. Por outro lado, se o motivo for estresse, nada disso se resolverá se não ocorrer uma mudança no padrão de vida, juntamente com o acompanhamento dos problemas emocionais, o que pode ser feito por um psicólogo ou psiquiatra, por exemplo, dependendo de cada caso”, informa a especialista.

Sobre as formas de prevenção, a médica diz que a qualidade do sono é um fator fundamental para que esses quadros de ansiedade e estresse sejam amenizados. “Manter bons hábitos nesse sentido poderá contribuir para reparar os danos, reduzindo os riscos do surgimento de doenças mais difíceis de serem solucionadas. Outra dica é a busca por alternativas de relaxamento durante as demais horas do dia, mesmo diante de uma rotina difícil”, completa a gastroenterologista, que indica, ainda, alimentação saudável de três em três horas e realização de atividades físicas com acompanhamento profissional, além da dedicação a projetos pessoais que possibilitem prazer. “Essas são excelentes maneiras de evitar o estresse e, consequentemente, prevenir os problemas do tubo digestivo, que impactam diretamente a qualidade de vida de tantas pessoas”, finaliza.





terça-feira, 8 de agosto de 2017

Dá licença, paternidade!



Dia 13 de agosto. Mais um Dia dos Pais que se apresenta. E a cada ano, podemos notar como muda o exercício da paternidade.

A Semana Mundial de Aleitamento Materno tem o seguinte tema da WBW (World Breastfeeding Week da WABA - World Alliance for Breastfeeding Action), traduzido oficialmente para o português:


Amamentar. Ninguém pode fazer por você. Todos podem fazer junto com você.

Entre as ações recomendadas está a compreensão da importância do trabalho conjunto nas 4 grandes áreas temáticas que são governo, sistemas de saúde, local de trabalho e a comunidade. E dentro da comunidade, a família tem papel primordial e, nessa, o pai é figura central nesse apoio.


A influência “cientificamente comprovada” do pai na amamentação

Uma
monografia apresentada à Universidade Estácio de Sá (2005) trouxe resultados que mostraram que “as mães que amamentaram até os seis meses, foram as que durante a entrevista mais confirmaram a participação do pai, durante o período exclusivo do aleitamento materno, o que faz com que possamos concluir que quando o pai se faz participativo durante o período de amamentação, este é o maior e o principal incentivador de uma mulher, contribuindo para o êxito da mesma”.

Um artigo publicado na Revista Paulista de Pediatria (2012), faz uma revisão da literatura, entre 1995 a 2010, nas bases de dados LILACS, SciELO, BDENF e PubMed/MEDLINE e identificou "44 publicações que mostraram que o apoio social, profissional e familiar foi imprescindível para o sucesso do aleitamento materno. O pai foi destacado como suporte fundamental pela forte influência na decisão da mulher em amamentar e na sua continuidade."

Outro estudo, publicado na Revista da Faculdade de Ciências Médicas de Sorocaba (2015), apontou que “o desejo da paternidade e a satisfação ao presenciar seu filho ser amamentado superaram qualquer distanciamento físico que o casal pudesse enfrentar após o parto” e “que os pais que receberam orientações tiveram melhor desempenho junto à mãe no processo de amamentação, apoiando, participando, incentivando e reconhecendo a importância do leite materno para seu filho”.

Uma pesquisa (2016) com 115 mulheres com filhos de dois a oito meses de idade, demonstrou que “as mulheres reconhecem a importância do pai como auxiliares e incentivadores do aleitamento materno. E quanto maior o apoio dos pais, maiores as chances de sucesso no aleitamento materno, segundo as mulheres. Portanto a participação paterna no processo de aleitamento materno deve ser incentivada”.

Outro estudo publicado na revista Cogitare Enfermagem (2017), buscou “identificar a participação do pai no processo de amamentação em uma maternidade estadual da região centro-oeste do Brasil. Estar junto da mulher é a maneira que os pais encontraram para favorecer a amamentação e sua participação é fundamental para o sucesso desse processo”.


Não basta ser pai. Tem que participar.

Lembram disso? Foi a frase mais marcante de uma campanha publicitária em 1984. A participação do pai na família sempre gerou sensações distintas, controversas.

O provedor, o cuidador, o responsável, o ausente, o que sabe tudo, o que não sabe tanto assim, o que não sabe nada, não é o que gera, mas sim o que cria.

O mundo muda. As sociedades mudam com ele. As famílias também estão mudando. Os papéis se transformam. E o pai se não for acolhido e permitido no processo, será engolido nessa mudança.

Recentemente, o que parecia um grande avanço nesse caminho tem se mostrado menos efetivo do que o esperado, mas não por culpa dos pais.

Em 8 de março de 2.016, a Presidência da República decretou e sancionou a LEI Nº 13.257 que, entre outros assuntos, trata da prorrogação da licença-maternidade por mais 60 dias totalizando 180 dias) e da licença-paternidade por mais 15 dias (total de 20 dias), ambos com remuneração integral, para quem trabalhar em Empresa-Cidadã. 

O que as notícias mostram atualmente é que desde então, até o fim de 2016, menos de mil empresas novas (cerca de 12% das grandes empresas do país) aderiram a essa nova lei. De acordo com a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), no Brasil a licença-paternidade corresponde a 9% da média de tempo dos países desenvolvidos (8 semanas).

Apesar de a Confederação Nacional das Indústrias ser contra essa licença-paternidade, justificando por uma possível diminuição da produtividade, empresas como a Microsoft, Google, Johnson & Johnson, a Natura (40 dias) e o Twitter (140 dias) oferecem mais tempo para os pais.

Vamos aproveitar o momento (Semana Mundial de Aleitamento Materno, Agosto Dourado, Dia dos Pais) e fazer valer os direitos adquiridos para que tanto o pai, quanto a família, quanto a amamentação possam ser beneficiados.







Dr. Moises Chencinski - CRM-SP: 36.349 - Pediatra e homeopata
Presidente do Departamento de Aleitamento Materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo (2016 / 2019)
Membro do Departamento de Pediatria Ambulatorial da Sociedade de Pediatria de São Paulo.



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