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terça-feira, 8 de agosto de 2017

Mulheres com casos de falência ovariana precoce se deparam com a infertilidade



Com a mudança de comportamento social e nas prioridades, as mulheres estão optando por engravidar cada vez mais tarde. Atualmente observa-se que um em cada cinco nascimentos são de filhos de mulheres com idade superior a 35 anos. Mas, para algumas mulheres essa decisão pode ter um custo alto, uma vez que a busca pela maternidade acontece na fase de declínio da fertilidade, pois os óvulos que são formados ainda na vida intrauterina já estão em processo de envelhecimento e as chances de se deparar com a situação de Falência Ovariana Precoce (FOP), também conhecida como menopausa precoce, passam a ser maiores.

De acordo com Dr. Waldemar Carvalho, Médico Ginecologista, especialista Reprodução Humana e Endoscopia Ginecológica, na Clínica Genics, a idade materna incide em um dos principais fatores ligados à fertilidade, a diminuição da reserva ovariana. “Em geral, começa após os 35 anos e permanece de forma contínua até a menopausa. Porém, para algumas mulheres a fertilidade já começa a diminuir a partir dos 30 anos”, explica o especialista. “Os hormônios alteram, falta ovulação e a menstruação se torna irregular cessando gradativamente até o desaparecimento, quando o ovário deixa de funcionar adequadamente e, assim, é constatada a falência ovariana prematura, que é natural em mulheres de 45 e 55 anos, mas quando ocorre antes dos 40, consideramos precoce.

 A FOP tem ligação com a rotina das mulheres. A pressa em excesso e o estresse exagerado desencadeiam distúrbios psicológicos. Hábitos alimentares inadequados, exercícios em exagero, tabagismo e o alcoolismo também são fatores que impactam no desgaste dos ovários e tem também uma forte relação com as doenças da tireoide e a própria genética da paciente.


Infertilidade feminina


Falência Ovariana Precoce está entre as causas da infertilidade feminina e afeta cerca de 1% das mulheres, que nessas condições apresentam uma chance de aproximadamente 10% de engravidar.
 

Atente-se aos principais sintomas

Irregularidade menstrual, diminuição da libido, pele e cabelos secos, insônia, irritabilidade, melancolia, secura vaginal, ondas de calor, dores nas relações sexuais e incontinência urinária são sintomas que devem ser informados ao ginecologista.


Diagnóstico


Para o diagnóstico de FOP são realizados exames de sangue com intuito de investigar se existe a presença de anticorpos que causam danos às glândulas endócrinas, exames de análise da dosagem hormonal ginecológica que deve ser feito entre o segundo e quarto dias do ciclo menstrual e o ultrassom ovariano. Quando se trata de mulheres com menos de 30 anos de idade, geralmente é realizada uma análise genética.


As chances de engravidar


Apenas 10% das mulheres com FOP podem engravidar espontaneamente. Para as demais, as chances aumentam em até 50% quando é realizada a Fertilização In Vitro, via ovodoação, recepção de óvulos de outra mulher para serem fertilizados.
 
 

Clínica Genics 





Quatro dúvidas comuns sobre o câncer durante a gestação



Especialista do Centro Paulista de Oncologia (CPO) – Grupo Oncoclínicas esclarece as principais dúvidas das mulheres quando recebem o diagnóstico de um câncer durante a gravidez


Câncer na gestação é incomum, estudos recentes apontam que uma a cada 1.000 gestantes são surpreendidas com esse diagnóstico. Diante deste cenário, existem diversas dúvidas que permeiam a cabeça das mulheres e, para reverter este quadro é necessário o acompanhamento multidisciplinar especializado, que conduzirá o tratamento da melhor forma, sem prejudicar o desenvolvimento do bebê.

De acordo com dados do Instituto Oncoguia, os cânceres que acontecem com maior frequência durante a gravidez são: os de mama, colo de útero, de pele (melanoma), linfomas e leucemias. “Lidar com a doença no momento da gravidez não é fácil, porém, é preciso deixar claro que existem possibilidades de tratamento. O tumor de colo do útero, por exemplo, pode ser tratado durante a gestação e, dependendo do estágio em que o tumor se encontra, também pode ser tratado depois do nascimento do bebê”, comenta a Dr. Michelle Samora, oncologista do Centro Paulista de Oncologia (CPO) – Grupo Oncoclínicas.

Abaixo, a especialista esclarece as principais dúvidas sobre neoplasias durante a gestação:


1- Quando acontece o surgimento de um câncer durante a gravidez, qual o primeiro passo a ser seguido?

De acordo com as recomendações do Ministério da Saúde em seu último manual de pré-natal, a autonomia da paciente é um direito que deve ser sempre respeitado. Dessa forma, o desejo da mulher de manter a sua gestação deve ser considerado. Assim, o objetivo principal é encontrar o caminho que não prejudique a saúde do bebê e, ao mesmo tempo, consiga combater o crescimento da doença. Por isso, é indicado que se procure um oncologista que, por sua vez, irá recomendar o melhor tratamento em cada caso. Durante o processo, é preciso se atentar também ao crescimento fetal de maneira mais cuidadosa do que de uma gestação comum. Qualquer mudança no feto, fará com que o tratamento seja revisto.


2- Os tratamentos de câncer podem interferir no desenvolvimento do feto?

Esse é um fator preocupante. Utilizamos os tratamentos quimioterápicos apenas a partir do segundo trimestre de gestação, quando o efeito teratogênico é possivelmente menor sobre o feto. A radioterapia pode causar problemas no bebê como microcefalia, retardo mental, microoftalmia, catarata, anormalidades, até morte fetal. Além disso, deve ser considerada individualmente de acordo com o tipo e localização do tumor, desde que a dose no feto seja inferior aos limiares de segurança, o que pode ser atingido mediante uso de blindagens, configurações de campos de radiação e planejamento por especialistas capacitados. A radioterapia em pelve e órgãos próximos ao feto é contraindicada, por exemplo, no câncer de colo de útero. A cirurgia, por sua vez, pode ser realizada durante a gestação, mas em determinadas ocasiões pode ser reservada para o período pós-parto.


3- É indicado que a paciente faça um acompanhamento multidisciplinar?

Além do tratamento médico também é recomendado que a mulher passe por um acompanhamento psicológico bem direcionado para amparar e dar suporte. Por meio desse processo multidisciplinar, a mulher se sente mais segura para enfrentar o tratamento, lida melhor com o medo da doença e a preocupação com o desenvolvimento da criança. Mesmo o câncer durante a gravidez sendo considerado de alta gravidade, é possível tratá-lo de maneira segura tanto para a mãe como para o bebê.


4- A doença é o motivo para o adiantamento do parto?

O parto deverá ser considerado assim que a viabilidade fetal for alcançada, com menor morbidade neonatal esperada. Em relação ao tipo de parto, alguns tumores podem estimular a preferência pela cesárea, como ocorre em certos casos de câncer de colo de útero, a fim de se evitar liberação de células tumorais, lacerações ou hemorragias. O quimioterápico deve ser suspenso em torno de três a quatro semanas antes do parto, para evitar que a mãe e o feto estejam com baixa imunidade, risco de infecções e/ou com plaquetas baixas e risco de sangramento no momento do parto, o que aumenta as chances de complicações materno-fetais. É importante lembrar que deve evitar a amamentação, visto que vários quimioterápicos foram encontrados no leite materno.






Sobre o CPO
Fundado há mais de três décadas pelos oncologistas clínicos Sergio Simon e Rene Gansl, o Centro Paulista de Oncologia CPO - Grupo Oncoclínicas, oferece cuidado integral e individualizado ao paciente oncológico. Com um corpo clínico com mais de 50 oncologistas e hematologistas e uma capacitada equipe multiprofissional com psicólogos, nutricionistas, farmacêuticos, enfermeiros e reflexologistas. Oferece consultas médicas oncológicas e hematológicas, aplicação ambulatorial de quimioterápicos, imunobiológicos e medicamentos de suporte, assistência multidisciplinar ambulatorial, além de um serviço de apoio telefônico aos pacientes 24 horas por dia e acompanhamento médico durante internações hospitalares. O CPO possui a acreditação em nível III pela Organização Nacional de Acreditação (ONA) e a Acreditação Canadense Diamante (Accreditation Canada), do Canadian Council on Health Services Accreditation, o que confere ao serviço os certificados de "excelência em gestão e assistência” e qualifica a instituição no exercício das melhores práticas da medicina de acordo com os padrões internacionais de avaliação. A instituição possui uma parceria internacional com o Dana Farber Institute / Harvard Cancer Center, que garante a possibilidade de intercâmbio de informações entre os especialistas brasileiros e americanos, bem como discussão de casos clínicos. Além disso, ainda, proporciona a educação médica continuada do corpo clínico do CPO, com aulas, intercâmbios e eventos com novidades em estudos e avanços no tratamento da doença. Atualmente o CPO possui duas unidades de atendimento em São Paulo, nos bairros de Higienópolis e Vila Olímpia.


Sobre o grupo oncoclínicas
Fundado em 2010, é o maior grupo especializado no tratamento do câncer na América Latina. Possui atuação em oncologia, radioterapia e hematologia em 10 estados brasileiros. Atualmente, conta com mais de 43 unidades entre clínicas e parcerias hospitalares, que oferecem tratamento individualizado, baseado na melhor prática clínica.



43% DOS BRASILEIROS SOFREM DE JOANETE



Graus severos da deformidade são três vezes mais comuns em mulheres 


Uma pesquisa desenvolvida entre março e junho deste ano revelou estatísticas alarmantes a respeito das dores e problemas que surgem a partir do tempo que se passa em pé no trabalho e também do uso de calçados inadequados.

O estudo foi intitulado de "O trabalho e a relação com os pés, tornozelos e joelhos" e consultou 2.940 brasileiros com o objetivo de conscientizar as empresas do cuidado com os membros inferiores. O fisioterapeuta e co-autor da pesquisa Mateus Martinez alerta: "Quanto maior o grau de joanete, mais dores o indivíduo sente. Além do problema estético, o joanete também altera a forma que a pessoa caminha".


Além da dor, o joanete dificulta a compra de calçados. O problema é progressivo e evolui até o grau 5 caso não seja feita uma prevenção com palmilhas ortopédicas e o uso de sapatos adequados. "Em casos muito severos, apenas a cirurgia é capaz de trazer o realinhamento do osso. É um procedimento muito invasivo e doloroso.




 Se o indivíduo não fizer a correção biomecânica com o uso de uma palmilha e do calçado ideal, o joanete pode reincidir" conclui Martinez.

A pesquisa também traz diversos dados sobre complicações e riscos que o trabalhador está exposto ao se submeter a muitas horas de trabalho em pé sem a devida prevenção e ergonomia adequada. O estudo está disponível ao público em bit.ly/PesquisaPesNoTrabalho.








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