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segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Raios UV são mais prejudiciais em crianças



Correr ao ar livre, brincar na praia e praticar esportes são atividades deliciosas da infância, mas que escondem um silencioso perigo para a pele, a superexposição aos raios UV. Em geral, embora tenha o mesmo número de camadas, a pele das crianças possui apenas um quinto da espessura da pele dos adultos, o que as coloca em maior risco quando o assunto é exposição solar. Estima-se que cerca de 80% da exposição solar da vida ocorrerá até os 20 anos. Portanto, é preciso pensar na infância e adolescência como uma importante fase para prevenir doenças e canceres de pele.

A recomendação médica é que durante os seis primeiros meses de vida, os bebês não devem utilizar o protetor solar. Isso porque a substâncias químicas da formulação podem ser absorvidas pela pele. O ideal é evitar a superexposição aos raios solares e utilizar roupas adequadas, com proteção UV.

Ao longo da infância, o recomendado é que as crianças se exponham ao sol até as 10h da manhã e após as 16h da tarde. Ou seja, no início da manhã e no fim da tarde, horário em que os raios solares são menos intensos e prejudiciais à saúde da pele. Dentro dessa janela de tempo, os cuidados vão desde proteção com filtro solar até com as roupas tratadas com a tecnologia que bloqueia os raios UV. Hoje já é possível encontrar roupas, chapéus, trajes de banhos, todos com tratamento no tecido capaz de bloquear até 90% das radiações solares.

Para evitar a desidratação durante a exposição ao sol, e também horas depois, é preciso tomar bastante líquido, principalmente água para se manter hidratado. Sobre a pele pode ser utilizada uma loção à base de Aloe Vera. Com tantas recomendações médicas, pode parecer que o sol é um vilão, mas na realidade se expor ao sol é extremamente saudável para todos, inclusive para as crianças.

Os raios solares provocam reações biológicas extremamente positivas, sendo a principal delas a síntese de Vitamina D. Esta vitamina estimula o metabolismo do cálcio e favorece o crescimento ósseo. Precisamos apenas ter cuidado com o exagero e principalmente com o descuido. A prevenção é a melhor saída quando se trata de minimizar os riscos e efeitos do sol sob a pele.





Victor Peixoto - médico dermatologista e consultor da Litonaneus.




 


Doença silenciosa pode ser fatal



Dia Nacional de Combate ao Colesterol enfatiza importância de manter hábitos saudáveis para prevenir problema comum entre brasileiros


Controlar o nível de colesterol significa amenizar as chances ter problemas cardiovasculares, como infarto e AVC (Acidente Vascular Cerebral), principais causas de mortes no Brasil. Por isso, anualmente, há uma mobilização para este cuidado, com o Dia Nacional de Combate ao Colesterol, comemorado no dia 8 de agosto.

Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), 40% da população adulta no país possui níveis elevados de colesterol. A cardiologista Carmen Weigert, do Hospital Cardiológico Costantini, alerta que o problema é causado por alimentação inadequada, com muita gordura ruim, estresse, tabagismo e sedentarismo. Além disso, pessoas que tenham histórico familiar com este problema devem ficar ainda mais atentas e cautelosas.

“É importante saber que existem dois tipos de colesterol, o HDL – com lipoproteínas de alta densidade –, e o LDL – com lipoproteínas de baixa densidade. O primeiro é o chamado bom, pois mantém as artérias limpas e remove a gordura nos vasos sanguíneos. Ele tem a função de transportar o colesterol ruim para o fígado para ser metabolizado e, posteriormente, eliminado pelo organismo. O outro é o perigoso, pois retém gordura nas artérias e, com isso, os órgãos vitais recebem menos sangue, causando derrames e infartos”, esclarece.

A cardiologista explica que 200 mg/dL é o nível máximo de colesterol total que deve constar para adultos saudáveis. Já o nível de LDL deve estar entre 70 e 100 mg/dL. “É uma doença silenciosa, com inexistência de sintomas. O exame de sangue é a única maneira de analisar como está seu nível no organismo. Por isso, é importante ir regularmente um médico, fazer o acompanhamento e seguir os cuidados para evitar o problema, pois em alguns casos o tratamento com medicamentos deve ser iniciado o quanto antes, junto com as mudanças para um estilo de vida mais saudável”, ressalta a cardiologista.

A médica ainda alerta que mesmo pessoas magras podem ter o colesterol elevado e devem ficar atentas, principalmente, se houver parentes de primeiro grau (pais, irmãos ou tios) que desenvolveram doenças cardíacas precocemente. “É importante lembrar também que as dislipidemias, atualmente, são verificadas em grande número, entre 28% e 40% das crianças e adolescentes do Brasil. Na maioria dos casos são provocadas diretamente por hábitos alimentares e costumes familiares inadequados”, destaca Carmen.

As gorduras saturadas, presentes em alimentos de origem animal – como ovos, derivados do leite, carne –, e produtos industrializados e processados, com muita gordura trans, aumentam as taxas de colesterol. Por isso, a médica lista algumas sugestões de alimentos e cuidados para evitar o colesterol alto: “Prefira os integrais, leite e iogurtes desnatados, queijos brancos e light, carnes brancas ou vermelhas grelhadas e cozidas. Evite frituras, refrigerantes, coma frutas e legumes, pratique atividade física regularmente, mantenha o peso dentro do normal para peso x altura, reduza o consumo de álcool, abandone o cigarro e evite o estresse. Aproveite mais o tempo de lazer com a família e amigos!”, destaca a especialista.





Endocrinologistas chamam atenção para Dia Nacional de Combate ao Colesterol



Dia 8 de agosto alerta sobre fatores de risco da doença, importância da manutenção do tratamento medicamentoso e, principalmente, mudança no estilo de vida para reduzir a mortalidade por doenças cardiovasculares


Com objetivo de conscientizar a população sobre os riscos do colesterol alto, 8 de agosto foi instituído como o Dia Nacional de Combate ao Colesterol. Neste ano, a campanha da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia segue o mote: “Colesterol no alvo: abrace essa ideia e proteja seu coração”. 

 Médicos endocrinologistas associados à entidade alertam que muitos pacientes têm abandonado o tratamento medicamentoso, por conta da desinformação sobre os efeitos colaterais das estatinas. Mas o grande desafio para população ainda é a mudança no estilo de vida.

Todos os anos as doenças cardiovasculares fazem cerca de 17,5 milhões de vítimas ao redor do mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Este número poderia ser reduzido com um efetivo controle do colesterol e da pressão alta, além de outras condições que contribuem para o aumento do risco de ataques cardíacos e derrames.

Os principais vilões que impactam em um colesterol alto são obesidade, sedentarismo, alimentação gordurosa, estresse, tabagismo, hipertensão e diabetes melitus. Praticar atividades físicas, evitar o consumo excessivo de gordura, consumir fibras, visitar regularmente um endocrinologista para acompanhar os níveis de colesterol são orientações importantes para manter o colesterol em níveis saudáveis. Outros fatores que influenciam o colesterol são herdados, como aumento genético do colesterol, além de história familiar de infarto em mulheres antes dos 65 anos e homens  antes dos 55anos.


Uso crônico das estatinas

Quem já teve um infarto ou tem alto risco de desenvolver doença cardíaca e apresenta placas de colesterol, é um candidato a uso crônico das estatinas. 

Segundo a endocrinologista Maria Augusta Karas Zella, médica que integra a diretoria da SBEM-PR, é importante desmistificar o risco desses medicamentos.

 “O endocrinologista, ao prescrever uma medicação à base de estatina para tratar o aumento do colesterol já avaliou os fatores de risco para o desenvolvimento da doença aterosclerótica, que leva ao entupimento das artérias”, pontua Maria Augusta. As diretrizes das Sociedades de Endocrinologia e Cardiologia estabelecem os alvos de tratamento do colesterol LDL, por isso é importante conversar com o especialista.

Ela explica que, hoje o infarto (IAM) e o acidente vascular cerebral (AVC) respondem por cerca de 2/3 das mais de 350 mil mortes cardiovasculares que ocorrem no Brasil a cada ano. “O paciente nunca deve abandonar o tratamento medicamentoso, porque está se colocando em risco. O endocrinologista ficará atento aos efeitos colaterais que estão associados ao uso crônico desses remédios e não usá-los quando indicados aumenta a mortalidade”, alerta a endocrinologista.


Mudança no estilo de vida

A aderência ao tratamento medicamentoso no paciente com colesterol alto é muito importante, mas no caso dos pacientes que também têm hipertrigliceridemia, o risco de mortalidade só será reduzido quando o paciente conseguir implementar mudanças no estilo de vida. “Sabemos que é difícil para todos, independente da faixa etária ou classe social, mas mudar o fator comportamental na maioria dos casos é mais importante do que o uso da medicação isoladamente”, alerta o endocrinologista Alexandre Carrilho, associado da SBEM-PR e palestrante do Congresso EndoSul 2017.

“Então é preciso que o paciente obedeça a dieta, faça exercícios, perca peso se ele tiver sobrepeso ou obesidade, que ele abandone o etilismo se ele tiver o hábito de consumo regular de bebida alcoólicas. Estas medidas são parte integrante do tratamento”, lembra o especialista. Segundo ele, pela dificuldade em corrigir alguns hábitos, esse é o tipo de educação que tem que começar na infância.


O que você precisa saber sobre o colesterol (*)

Embora muitas pessoas achem o colesterol uma substância maléfica, ele é primordial para o funcionamento do corpo humano. Para isso, no entanto, seus níveis devem estar sempre controlados. Confira informações importantes sobre o colesterol:

- O colesterol é um tipo de gordura (lipídio) encontrado em nosso organismo. Ele é fundamental para o funcionamento normal do organismo, sendo o componente estrutural das membranas celulares em todo nosso corpo. Ele está presente no cérebro, nervos, músculos, pele, fígado, intestinos e coração.

- O corpo humano utiliza o colesterol para produzir vários hormônios, vitamina D e ácidos biliares que ajudam na digestão das gorduras. Cerca de 70% do colesterol é fabricado pelo nosso próprio organismo, no fígado, enquanto que os outros 30% vêm da dieta.

- Quando em excesso (hipercolesterolemia), o colesterol pode se depositar nas paredes das artérias, que são os vasos que levam sangue para os órgãos e tecidos, determinando um processo conhecido com arteriosclerose. Se esse depósito ocorre nas artérias coronárias, pode ocorrer angina (dor no peito) e infarto do miocárdio. Se ocorre nas artérias cerebrais, pode provocar acidente vascular cerebral (derrame).

- Manter uma vida saudável, praticando exercícios físicos e evitando comer alimentos gordurosos ajuda a evitar o alto colesterol. Parar de fumar também é uma atitude que ajuda a neste controle.

- Para fazer uma dieta visando o controle do colesterol prefira leite e iogurte desnatados, queijo branco fresco, ricota, cottage, queijos lights, peixes, aves sem pele, carnes magras, evitando sempre consumir gordura em excesso.

- O tratamento das alterações do colesterol deve ser mantido por toda a vida. Tanto os cuidados com a alimentação e exercícios, como o uso de medicamentos deverão ser empregados continuamente.




Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia – Regional Paraná | SBEM-PR

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