Pesquisar no Blog

sexta-feira, 17 de março de 2017

ESCRITÓRIO DE CONTABILIDADE É PRIMORDIAL NA GESTÃO DA EMPRESA?



Começar um novo negócio, especialmente em um mundo tão competitivo como o atual, não depende mais apenas da vontade “de dar certo” do empreendedor. Gerir um negócio exige conhecimento e apoio de profissionais gabaritados, que vão auxiliar na condução da empresa ao crescimento.
Não é incomum ver empreendedores que dispensam auxílio de consultores ou de especialistas, tentam fazer tudo sozinhos a fim de conter custos e depois descobrem que a ajuda de quem tem conhecimento do assunto era mais do que necessária. Um desses especialistas, muitas vezes procurados em momento de apuro, são os profissionais e os escritórios de contabilidade.
Em primeiro lugar, é preciso superar a ideia de que o contador deva assumir posições de nível operacional ou tático, ou seja, a visão de que ele é um tecnicista. A contabilidade é, e sempre foi, uma das principais áreas de influência no nível estratégico das empresas. Os bons profissionais atuam hoje como verdadeiros consultores. Prova disso é uma recente pesquisa realizada pela UK National Enterprise Network. Segundo o estudo, 70% das pequenas empresas que possuem mentores — e aqui se enquadra o contador — sobrevivem 5 anos ou mais, o dobro quando avaliamos as empresas que não adotam a prática.
Para se diferenciar, portanto, é preciso que o profissional de contabilidade ou o escritório especializado na área conheça um pouco sobre administração de empresas e, principalmente, tenha know how em planejamento estratégico. Assim, ajudará a definir, por exemplo, metas de vendas para determinado período frente aos encargos que serão pagos.
Outro ponto de diferenciação está na especialização. Cada empresa possui necessidades específicas que devem ser atendidas. A legislação para cada nicho de mercado muda frequentemente, isso sem contar a questão jurisprudencial e os constantes incentivos fiscais e tributários concedidos. Um profissional que tenha propriedade sobre o que está falando e, acima de tudo, se atualize para acompanhar as melhores práticas para determinado setor, certamente terá mais êxito que os profissionais que oferecem o básico. Lembre-se de que um contador reativo é um contador oneroso para qualquer empreendimento.
Na verdade, o fato é que a contabilidade sempre foi levada a sério. A questão é que, na maioria dos casos, apenas os gestores de médias e grandes empresas, além dos estudiosos da área de administração, investem na área. Para se ter uma ideia, a contabilidade é considerada como um dos alicerces da administração desde o início dos estudos acadêmicos mais aprofundados na área (administração científica). Acontece que, mesmo algumas dessas pessoas não conhecem exatamente todo o potencial de contribuição de um contador para o futuro de uma organização. Por conta disso, resolvi listar, logo a seguir, alguns dos principais papéis da contabilidade nos diferentes momentos de uma empresa:

- Fase embrionária
Nos momentos iniciais de uma empresa, a contabilidade assume uma posição fundamental em diversos campos. O contador deve participar diretamente na elaboração de qualquer contrato social, momento em que são definidas as participações societárias e o modelo da empresa. O profissional participa, ainda, da escolha do regime tributário que a empresa adotará para o seu regime social, fato que ocorre anualmente (Simples, Lucro Presumido ou Lucro Real).

- Dia a dia
Além de lidar diretamente com a gestão tributária do empreendimento, determinando as melhores formas de compensação, verificando a compatibilidade de processos com a atual legislação, prestando contas com o Fisco (municipal, estadual e federal) e avaliando quais são as possíveis isenções, o contador também assume sua função em qualquer incremento de capital da empresa, seja pela entrada de novos sócios, pela emissão de ações ou, simplesmente, por uma fusão entre empresas. Além disso, ele pode fornecer relatórios precisos acerca da situação patrimonial da organização, ajudando o empreendedor a tomar decisões.

- Planejamento estratégico
Por fim, o contador é uma peça-chave durante a elaboração de qualquer planejamento estratégico, já que esse é o profissional mais indicado para determinar, por exemplo, a viabilidade de recursos, a sustentabilidade de projetos (no campo financeiro e econômico), além de definir quais são os possíveis encargos que o empreendedor terá que arcar caso assuma determinada posição. É comum também ouvirmos que o contador é aquele que faz a empresa render mais, não só por conta da escolha do regime tributário mais conveniente, mas também por ser ele o responsável por conferir todos os créditos tributários — não perdendo as compensações previstas em lei — além de acompanhar os incentivos fiscais concedidos pelos órgãos governamentais que podem e devem ser aproveitados para que o empreendedor viabilize o seu negócio.
Escolher um escritório especializado em contabilidade ou um profissional da área que atenda as expectativas da empresa e que atue de forma estratégica pode ser o aspecto diferencial que falta para o seu negócio alavancar de uma vez. Pense nisso!



Silvinei Toffanin - especialista em contabilidade e sócio-diretor da DIRETO Contabilidade, Gestão e Consultoria, escritório com mais de 20 anos de experiência e atuação estratégica em empresas de todos os segmentos e portes.



Coaching para profissionais de vendas: por que é importante?



Os primeiros processos de compra e venda surgiram logo que os seres humanos começaram a socializar. Desde então, com a evolução da sociedade, as técnicas também se modificaram, e vender hoje é bastante diferente do que era nos primórdios da civilização. Passamos por tempos em que o foco estava no produto, evoluímos para quando os esforços se concentravam em buscar novos mercados e, agora, vivemos um momento em que o cliente tem muitas opções de escolhas.

Assim, a grande preocupação dos profissionais de vendas está conectada ao entendimento de como os clientes percebem suas próprias necessidades e de como imaginam resolvê-las. Ou seja, estamos na fase do relacionamento, e o que pesa é a atenção.

Além das várias opções de produtos e serviços, cada vez mais, temos alternativas de autoatendimento e compra pela internet, cenários em que a presença de um especialista acaba sendo dispensável. Porém, embora gostem dessa liberdade de escolha, os clientes ainda precisam – e muito - em inúmeras situações de profissionais que os auxiliem no processo de compra. Por isso, é importante que o vendedor não se limite a falar apenas das características do produto ou serviço e compreenda, de fato, a necessidade do comprador.

Os profissionais de vendas - sejam vendedores ou gestores - devem trabalhar alguns pilares para obter a tão desejada alta performance: uma boa definição dos resultados esperados, das metas e métricas que trarão sustentabilidade para o negócio: um ferramental adequado para realizar o processo, as técnicas de venda e negociação que permitem atingir os resultados planejados; as competências específicas para trabalhar essas técnicas; e, por fim, a motivação para persistir em cenários de maior dificuldade.

É bastante comum que as pessoas se dediquem a aprender técnicas e metodologias e invistam menos energia em desenvolver suas próprias competências. Isso acontece por vários motivos, mas principalmente por conta da dificuldade em perceber eventuais comportamentos inadequados e modificá-los. Como consequência, muitos até compreendem as ferramentas, mas não conseguem utilizá-las no processo comercial por não terem desenvolvido as competências necessárias, não atingem a alta performance e, consequentemente, ficam frustrados com os resultados.

É exatamente neste contexto que o coaching se torna fundamental para que os vendedores profissionais desenvolvam as oito grandes competências da alta performance: disciplina, comunicação, criatividade, capacidade investigativa, adaptabilidade, empatia, networking e tenacidade comercial. Cada pessoa tem, por característica, algumas dessas competências mais desenvolvidas que outras, no entanto, é importante que cada uma conheça os próprios pontos fortes e os fracos para atingir os melhores resultados.

Passar por um bom processo de coaching em vendas permite que o profissional desenvolva sua capacidade de ser um verdadeiro consultor, compreendendo o que cada pessoa necessita e valoriza. É isso que os profissionais de alta performance fazem. É por isso que são tão bem remunerados.



José Aquino - consultor 


VOCÊ JÁ SE IMAGINOU SENDO O SEU PRÓPRIO CHEFE?



No futuro todos os trabalhadores serão seus próprios chefes. Ou ao menos a grande maioria será. É o que sinaliza a evolução de um novo modelo que dá independência ao trabalhador, conhecido como Gig Economy, Freelancer Economy ou também chamado de Economia Autônoma.

Neste novo modelo as pessoas podem trabalhar quanto, quando e de onde quiserem. Ao invés de vínculo empregatício, as relações de trabalho passam a ser temporárias e definidas para a execução de projetos e tarefas específicas. Não há mais horário a cumprir e nem mesmo a necessidade de ir à empresa. O trabalhador é quem decide. Em alguns casos, não há nem mesmo uma relação de trabalho, mas sim disponibilização de uma plataforma que conecta o trabalhador ou prestador de serviço, a empresa ou diretamente ao cliente final. 

Há inúmeras plataformas digitais no mundo criando oportunidades para as pessoas trabalharem por conta própria, conquistar clientes e desenvolver projetos. Plataformas como a Workana ou Freelancer, por exemplo, geram oportunidades para profissionais de tecnologia, marketing, design, entre outros, se conectarem as empresas que precisam do seu serviço. Outras plataformas, como a TaskRabbit ou a brasileira Get Ninjas, permitem que as pessoas ofereçam seus serviços de assistência técnica, aulas diversas, consultoria, serviços em geral, entre outros, a qualquer um que esteja buscando. Há também plataformas como o Cabify ou o DogHero, que dão a oportunidade para qualquer um ser motorista particular ou um anfitrião de cachorros, cujo os donos precisam de alguém para cuidar de seus bichinhos por uns dias.

Estas plataformas inovam conectando pessoas e criando oportunidades de troca entre quem oferece e quem procura, sendo que o mais valioso é a reputação na rede e avaliação pública dos serviços prestados. Para quem tem uma boa nota, não vai faltar trabalho. Isso é ótimo também para a sociedade, pois contribui para elevar o nível geral dos serviços prestados.

Com os novos modelos vêm a mudança e com ela a resistência. Alguns podem não se encaixar nos padrões regulamentados atuais, gerando o debate entre o reconhecimento do inusitado ou a tentativa de encaixar no tradicional. Como no caso do Uber, por exemplo, quando no último dia 15 de fevereiro, foi divulgada a notícia que um juiz de Belo Horizonte interpretou como vínculo empregatício a relação entre o motorista e a plataforma, gerando massivas críticas e diferentes opiniões na sociedade. 

Desta economia sob demanda, também fazem parte as empresas que têm contribuído contratando cada vez mais profissionais para projetos temporários. No final de 2016, o McKinsey Global Institute, uma consultoria empresarial dos Estados Unidos, divulgou uma pesquisa constatando que aproximadamente uma em cada quatro pessoas que trabalham na Europa ou Estados Unidos, estão envolvidas com trabalho independente. Outros estudos preveem que em 2020, provavelmente um a cada três trabalhadores americanos serão independentes. O emprego de carreira tende a ser cada vez menos comum.

Muitas pessoas preferem ser independentes, pois têm mais flexibilidade e são donas do seu tempo. Ao mesmo tempo, é interessante para as empresas, pois já se provou mais eficiente contratar profissionais específicos para alguns trabalhos do que manter times de pessoas que as vezes tendem a se acomodar. Hoje, acredito que as escolhas dos profissionais são feitas cada vez mais pela reputação e o portfólio de projetos desenvolvidos, do que somente pelo diploma.

Em 2016, durante sua campanha presidencial, Hillary Clinton disse em um discurso: “A economia sob demanda, ou a chamada economia gig, está criando muitas oportunidades para as pessoas e destravando a inovação. Mas ela também está levantando difíceis questões sobre relações trabalhistas e sobre o que será considerado um emprego no futuro”. 

Novas relações, formas de contratar e de trabalhar. Uma mudança grande está acontecendo e pressionando o mundo a se adequar. A economia sob demanda vem demonstrando aumentar as oportunidades no mercado enquanto equilibra relações ao satisfazer tanto o trabalhador quanto o tomador de serviço. Quando a relação é ganha-ganha, a tendência é aumentar o número de adeptos.

E você, já se imaginou sendo o seu próprio chefe?




Jorge Pacheco - CEO e fundador da Plug, pioneira na cultura de coworkings no Brasil e que atualmente possui mais de 600 posições divididas em cinco unidades, sendo quatro em São Paulo, na região de Pinheiros, Brooklin e em breve no Ibirapuera, e uma em Cambridge nos Estados Unidos - além de administrar grandes espaços como o CUBO, em São Paulo.



Posts mais acessados