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quinta-feira, 16 de março de 2017

FMB recruta voluntários para pesquisa sobre dor muscular crônica




Pessoas com dores na região do pescoço e ombros serão o foco do trabalho


Pesquisadores do Departamento de Anestesiologia da Faculdade de Medicina de Botucatu/Unesp (FMB) iniciaram a seleção de voluntários para participar de um projeto de pesquisa clínica sobre dor muscular crônica. O trabalho tem a finalidade de verificar a eficácia de técnicas de acupuntura e eletroacupuntura no tratamento da dor.

Podem participar do estudo homens e mulheres com idade acima de 18 anos que tenham dores na região do pescoço e ombros (músculo trapézio superior). O tratamento será realizado em oito sessões, na cidade de Bauru-SP.
Não podem participar do estudo pessoas com hérnia de disco cervical, diabetes, fibromialgia, portadores de marcapasso e pessoas que utilizam medicação anticoagulante.

Os interessados em participar, que se enquadram nos critérios exigidos, devem entrar em contato com um dos telefones (14) 3214-3168/3202-7338/99197-5052 ou pelo email: marlene_moro@hotmail.com



Imagem: reprodução

Qualidade de vida começa com uma boa noite de sono



40% da população apresenta algum tipo de distúrbio




              “Uma noite mal dormida pode comprometer o desempenho das atividades diárias, pois é responsável por causar dificuldade de concentração, alterações da memória e do humor, entre outros sintomas”, afirma a médica neurologista Ester London, especialista em sono do Hospital VITA. Durante o repouso o organismo volta à condição na qual iniciou o dia, é nesse período que acontece o relaxamento muscular, redução da pressão arterial, dos batimentos cardíacos e da produção de urina. É também o momento de consolidação da memória e do controle da temperatura corporal. Além disso, diversos hormônios são influenciados pelo sono, como a insulina, que controla a glicose no sangue, a leptina, responsável pela saciedade, a grelina, responsável por estimular o apetite, e a somatotrofina, que age no crescimento.

              Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam que cerca de 40% da população apresenta algum tipo de distúrbio do sono, como insônia, terror noturno, apneia e sonambulismo. Essas alterações podem ser identificadas com o auxílio de uma análise chamada de polissonografia. O exame também é indicado para diagnosticar a apneia, roncos, ranger de dentes (bruxismo), fibromialgia, entre outros transtornos.

              A polissonografia é realizada no Laboratório do Sono, no qual é reproduzido o ambiente de um quarto, onde o paciente passa a noite e tem o sono monitorado por um técnico, por câmeras e eletrodos que servem para medir as atividades cardíaca e cerebral, ronco, movimentos e oxigenação. A partir dos resultados, o médico tem as informações necessárias para tratar o problema da pessoa. 

            Segundo a médica, mudar alguns hábitos já é um bom caminho para melhorar a qualidade do sono. Confira as dicas:

- Procure deitar e levantar no mesmo horário todos os dias;

- Desligue os eletrônicos (celular, tablet, computador) pelo menos 1 hora antes da hora de dormir; 

- Leia um livro e/ou escute uma música suave para relaxar;

- Tome um leite morno/quente ou chá de ervas;

- À noite, prefira refeições leves;

- A temperatura do quarto deve ser suave também (no máximo, 22 º C);

- Vista um pijama confortável;

- Roupa de cama limpa também ajuda a dormir bem;

- Evite atividades físicas perto da hora de dormir, prefira os alongamentos e relaxamentos; 

- Evite ingerir bebida alcoólica ou com cafeína à noite;

- O sono é induzido pelo relaxamento e a falta de luz, então relaxe e deixe o quarto escuro para seu cérebro liberar a melatonina;

- Se acordar durante a noite e não voltar a conciliar no sono, pegue um livro para ler, isso ajuda.





Hospital VITA



7 Mitos e verdades da febre amarela




 
Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC) orienta sobre doença que atinge algumas cidades do país, onde há fila de espera pela vacina


Com a epidemia de febre amarela em algumas cidades do país e a confirmação de casos isolados pelo Ministério da Saúde, a Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC) esclarece as principais dúvidas sobre a doença que é mais frequente em matas (ciclo silvestre), mas apenas em macacos. Considera-se o ser humano um hospedeiro acidental do vírus - o mosquito pica um macaco infectado, e depois pica um humano não vacinado. Esse é considerado o ciclo silvestre da febre amarela.

“O grande risco é que se o hospedeiro humano (a pessoa que está com febre amarela) for picada pelo Aedes aegypti dentro da zona urbana, esse mosquito pode transmitir a febre amarela para outras pessoas dentro do município - ciclo urbano, quando deixa de existir apenas em matas). Atualmente a febre amarela está sendo considerada como ciclo SILVESTRE, e todas as pessoas que tiveram confirmação da doença foram por picada de mosquitos que contraíram a doença de macacos”, explica Lucas Gaspar Ribeiro, médico de família e comunidade, diretor da Associação Paulista de Medicina de Família e Comunidade, filiada à SBMFC.

Confira mitos e verdades da febre amarela:

1. A febre é o principal sintoma. VERDADE. A febre amarela é considerada uma síndrome febril transmitida por mosquito. Assim, o principal sintoma dela é a febre que dura até sete dias. Associados à febre, o paciente apresenta alguns sintomas gerais e inespecíficos: calafrios, dores pelo corpo, dor de cabeça, dor nas costas, mal-estar, náuseas e vômitos.

2. A pessoa fica com a pele amarelada. VERDADE. O nome da febre é característico pois em torno de 15-25% dos pacientes ficam com a pele amarelada (icterícia).

3.Qualquer pessoa pode se vacinar. MITO. Atualmente, o Ministério da Saúde considera uma pessoa com vacinação completa após duas doses da vacina, sendo que é necessário haver um tempo de 10 anos entre as duas vacinas, exceto nas crianças que é com nove meses e quatro anos. Importante ressaltar que não são todas as cidades do Brasil que necessitam de vacina, apenas as que tem macacos com febre amarela ao redor (risco elevado da doença). A vacina, como todo medicamento, apresenta riscos à saúde, por isso existem suas indicações e contraindicações, que estão a seguir:

Com duas vacinas, a chance de ter febre amarela é muito pequena. Um ponto a se considerar é quem pode e quem não pode ser vacinado: crianças menores de seis meses e idosos acima dos 60 anos, gestantes e mulheres que amamentam crianças de até seis meses, pacientes em tratamento de câncer e pessoas imunodeprimidas. Em situações de emergência epidemiológica, vigência de surtos, epidemias ou viagem para área de risco, o médico deverá avaliar o benefício e o risco da vacinação para estes grupos, levando em conta o risco de eventos adversos.

4. É possível prevenir. VERDADE. Porém, a única forma de prevenção é a vacinação contra o vírus da febre amarela. Outro ponto muito importante é o controle do vetor, que na zona urbana é o Aedes aegypti (o mesmo mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya).

5.Existe tratamento específico. MITO. Assim como a dengue, zika e chikungunya, inicialmente é oferecido suporte para dor e orientação de ingestão de bastante líquido. Caso haja piora dos sintomas, é necessária a internação e alguns casos inclusive são internados em UTI.

6.É contagiosa. MITO. A única forma de transmissão da febre amarela é pela picada do mosquito.

7.O diagnóstico está disponível em todo o Brasil. MITO. O diagnóstico é realizado por exame de sangue, mas que não é disponível em todos os lugares do Brasil, por ser um exame muito específico, contudo sempre que há o risco (é pensada nesse diagnóstico), é colhido exame e encaminhado ao laboratório para confirmar. Existem outros exames mais comuns que é possível fazer o diagnóstico do quadro grave (problemas de coagulação, hepáticos e renais). O diagnóstico laboratorial não é obrigatório para o tratamento.

Quem é o médico de família e comunidade?
A medicina de família e comunidade é uma especialidade médica, assim como a cardiologia, neurologia e ginecologia. O MFC é o especialista em cuidar das pessoas, da família e da comunidade no contexto da atenção primária à saúde. Ele acompanha as pessoas ao longo da vida, independentemente do gênero, idade ou possível doença, integrando ações de promoção, prevenção e recuperação da saúde. Esse profissional atua próximo aos pacientes antes mesmo do surgimento de uma doença, realizando diagnósticos precoces e os poupando de intervenções excessivas ou desnecessárias.

É um clínico e comunicador habilidoso, pois utiliza abordagem centrada na pessoa e é capaz de resolver pelo menos 90% dos problemas de saúde, manejar sintomas inespecíficos e realizar ações preventivas. É um coordenador do cuidado, trabalha em equipe e em rede, advoga em prol da saúde dos seus pacientes e da comunidade. Atualmente há no Brasil mais de 3.200 médicos com título de especialista em medicina de família e comunidade.











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