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terça-feira, 16 de agosto de 2016

5 dicas para ensinar seu filho a comer bem



Criadora do site Pequeno Gourmet mostra que é possível educar o paladar infantil de forma saudável.


Quantas vezes você já ouviu a frase “meu filho não come nada”? É comum, não é mesmo? Formar o paladar dos filhos requer empenho e criatividade. Há uma infinidade de orientações para este período tão gostoso e repleto de descobertas. Foi com essa vontade – de formar o paladar de seu filho, Santiago, hoje com 3 anos, que Camila Verdeja, 36 anos, criou o  site Pequeno Gourmet (www.pequenogourmet.com.br). A ideia do site é fazer pratos saudáveis, mas ao mesmo tempo práticos e que possam ser consumidos por todos – pais, inclusive. “Acho fundamental consultar profissionais especializados para tirar dúvidas e colher informações. E foi com o apoio da minha nutricionista e do pediatra do filhote que desenvolvi alguns macetes para estimular o paladar do Santiago e criar hábitos saudáveis”, conta Camila.

Confira as dicas:

1) Diversificar o preparo das papinhas

“Além de variar os ingredientes na hora de preparar a papinha do bebê, vale a pena revezar no modo de preparo das receitas. Papinhas feitas com legumes cozidos no vapor são, sem dúvida, a opção mais saudável. Mas se assarmos esses mesmos ingredientes com um fiozinho de azeite, o sabor vai ser bem diferente e a textura também, podendo acompanhar o peixinho grelhado dos pais. Já em dias mais corridos, cozinhar com pouca água pode ser a solução. Fica ainda mais gostoso se substituir a água por caldo de carne, frango ou legumes congelados, ou, até mesmo, cozinhar os ingredientes em suco de laranja.”

2) Utilizar os mesmos ingredientes dos pratos dos adultos para o preparo das papinhas

“Acostumei a preparar as papinhas do meu filho com os mesmos ingredientes que iria usar para os adultos de casa. Além de ganhar alguns minutinhos a mais na rotina, os gastos com as compras são menores, pois há menos desperdício e fortalecemos os hábitos saudáveis da nossa família.”

3) Explorar diferentes texturas, cores e sabores

“O mais importante na formação do paladar das crianças é variar, variar e variar. Isso pode, em um primeiro momento, ser sinônimo de mais trabalho, mas em longo prazo os resultados são animadores. É bom caprichar em diferentes sabores, com temperos frescos, oferecendo desde uma sopinha rala até pedacinhos de legumes cozidos para os bebês comerem com as mãos. É preciso haver equilíbrio na oferta dos alimentos, sem priorizar nenhuma textura, sabor ou cor, mas sim um pouquinho de cada um.”

4) Apresentar os alimentos para os bebês

“Gosto de contar para o Santiago todos os ingredientes que eu coloco na comida dele – desde bebê. Os alimentos devem fazer parte da rotina das crianças e a abordagem não precisa ser feita somente na hora das refeições. Visitas às feiras e aos hortifrútis podem e devem ser feitas com as crianças desde pequenas. Brincar de cozinhar, deixar que elas explorem a cozinha (com supervisão, é claro), cantar musiquinhas e contar histórias, mostrar livros de receitas, decorar os pratinhos pode ajudar e muito.”

5) Deixar o bebê “brincar com a comida”

“Muitos especialistas em alimentação infantil não diferenciam a faixa etária na hora de sugerir a postura mais adequada à mesa. Muitos não recomendam brincadeiras na hora das refeições e sugerem que as crianças devam focar na comida por pelo menos 20 minutos. Mas os bebês aprendem brincando, gostam de explorar com as mãozinhas e levam tudo à boca. Então, por que não utilizar isso a nosso favor na hora de apresentar os alimentos?”


Pokémon Go sinaliza problemas de visão



Óculos desatualizados para hipermetropia, astigmatismo e presbiopia são sinalizados pelo aumento da fadiga digital. Especialista ensina como proteger os olhos.


A mais nova febre no país, o Pokémon Go, está fazendo muitas pessoas perceberem que não enxergam bem de perto. De acordo com o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto  do Instituto Penido Burnier, isso acontece porque a maior exigência da visão próxima está causando nestas pessoas dor de cabeça, ressecamento dos olhos e visão embaçada. O médico diz que fazem parte deste grupo pais com início de presbiopia,  quem é portador de hipermetropia (dificuldade de enxergar de perto) ou astigmatismo (visão desfocada para perto e longe).

A presbiopia, explica, resulta da perda da flexibilidade do cristalino a partir dos 40 anos e dificulta  a focalização de imagens próximas mesmo entre pessoas que nunca precisaram usar óculos. Por isso, comenta, a  estimativa do CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia), é de que o Brasil tenha 20 milhões de présbitas sem correção visual adequada. Estes pais formam o principal grupo que está sofrendo com os filhos nos espaços públicos para caçar os monstrinhos do Pokémon.  Para Queiroz Neto o aplicativo pode melhorar a  correção visual no país. Isso porque, exige mais da visão e atualmente  a maioria dos adultos só passa por consulta oftalmológica quando vai renovar a carteira de habilitação.  Isso explica porque o último censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) indica que  metade dos tem algum problema de visão continua não enxergando bem, mesmo usando óculos de grau. Na infância, um levantamento feito no hospital com 36 mil crianças mostra que 70% nunca foi ao oftalmologista.

Compulsão causa fadiga digital 

Autor de três estudos sobre a influência da vida digital na saúde ocular, o especialista estima que uma partida do jogo dure em média 30 minutos. O tempo, comenta, é insuficiente para causar fadiga digital ou CVS (síndrome da visão no computador). O problema é que  a falta de correção visual somada ao fato de muitos pais jogarem compulsivamente com os filhos e ambos continuarem navegando separadamente depois do jogo,  facilita o aparecimento do cansaço visual. Uma criança, destaca, pode usar o computador ininterruptamente por duas horas e o adulto por 3 horas sem sentir qualquer desconforto quando enxergam bem. Acima disso, surge a dor de cabeça, ressecamento dos olhos e visão embaçada. A CVS é um problema sério de saúde publica, ressalta, porque atinge 75% dos brasileiros, reduz a  produtividade e compromete o aprendizado das crianças. 

Miopia

Outro problema do excesso de atividade digital  é a perda do foco para longe entre crianças. Um estudo conduzido pelo médico com 360 crianças com idade de 6 a 12 anos mostra que passar até seis horas com os olhos colados na tela do computador fez com que 21% dos participantes apresentassem dificuldade de enxergar de longe, contra 12% de incidência da miopia apontada pelo CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia). Queiroz Neto afirma que se trata de uma miopia acomodativa que pode ser revertida com mudança de hábitos. Para ele, o Pokémon pode melhorar o controle da progressão da miopia entre crianças, porque os pais estão saindo para os espaços públicos com as crianças e isso facilita o incentivo de outras atividades ao ar livre, indicada por um estudo da Academia Americana de Oftalmologia para frear a miopia infantil.

Prevenção

As principais dicas do oftalmologista para prevenir a fadiga digital durante uma partida de Pokémon são:
1) Piscar voluntariamente repetidas vezes. Isso porque, normalmente piscamos 20 vezes por minuto e na frente de uma tela de 6 a 7 vezes.

2) Manter o celular a uma distância de 30 cm do olho.

3) Crianças devem pausar 30 minutos a cada duas partidas  e adultos 5 minutos.

4) Olhar para o horizonte para relaxar a musculatura dos olhos e moldar o foco para perto e longe.

5) Dar preferência a partidas antes do anoitecer. Isso porque, o celular emite luz azul que inibe a produção da melatonina, hormônio responsável pela indução ao sono.

6) Usar óculos que filtrem 100% da radiação UV (ultravioleta) emitida pelo sol  e a luz azul do sol e do celular. A longo prazo estes dois comprimentos de onda  aumentam o risco de contrair catarata e degeneração da mácula, parte central da retina responsável pela visão de detalhes.

7) Manter acionado o recurso de diminuir a emissão de luz azul pelo celular caso o aparelho permita.



13º para aposentados - conheça orientações para usar com educação financeira



Aposentados pelo INSS receberão a primeira parcela do 13º salário a partir de 25 de agosto. Em meio a recessão econômica, é mais indicado quitar dívidas, poupar para o futuro ou aproveitar para consumir? Com educação financeira, o uso do valor tende a ser planejado com cautela, levando em consideração a situação financeira do idoso hoje e no futuro.

A principal orientação para os beneficiários neste momento é evitar utilizar a renda extra para pagar dívidas. Os compromissos financeiros precisam ser honrados mês a mês, conforme planejamento inicial. A expectativa em usar o 13º para pagar dívidas é um sinal de alerta, que indica que a soma dos compromissos financeiros está alta e que há risco de entrar na inadimplência.

A quem está inadimplente, ou seja, com dívidas em atraso, a orientação é não se apressar em usar o 13º para quitá-las. O primeiro passo é elaborar uma estratégia para sair dessa situação, identificando todos os compromissos financeiros. É importante considerar as principais dívidas, as de necessidade primária, como de energia, água, gás e moradia, além das que incidem mais juros, como cheque especial e rotativo do cartão de crédito.

Considerando as dívidas a serem pagas primeiro, algumas orientações são importantes para negociá-las com o credor. Além da primeira parcela do 13º, poupe uma quantia mensalmente para ter sucesso na negociação. Se for parcelar o pagamento da dívida negociada, tenha certeza de que as parcelas caberão em seu orçamento mensal.

Caso já seja um investidor, use parte do valor em seus investimentos e a outra parte, direcione para a realização de um novo sonho. O dinheiro poupado precisa ter objetivos correspondentes, como uma reserva para emergências, uma viagem dos sonhos ou a reforma da casa, por exemplo.

Quem não tem dividas mas não poupa dinheiro pode achar que está em uma situação tranquila, porém na verdade encontra-se em uma fase preocupante. Isso porque, se não desenvolver o hábito de poupar e acabar utilizando a primeira parcela do 13º para o consumo, pode entrar no endividamento caso, no futuro, sofra qualquer imprevisto. Além de ter reservas para situações emergenciais, é importante sair do consumismo incosnciente e se tornar uma pessoa mais feliz, que realiza sonhos constantemente.


Independente de sua situação financeira aproveite a oportunidade para:

• Fazer um diagnóstico financeiro e saber exatamente o quanto você ganha e onde o seu dinheiro está sendo gasto. Anote durante 30 dias tudo aquilo que consome, incluindo despesas pequenas e supérfluas. Assim, conhecerá seu perfil financeiro e saberá em quais pontos pode melhorar para levar uma vida de realização de sonhos.

• Estabeleça pelo menos três sonhos: um a ser conquistado em curto prazo, outro em médio e outro em longo. Procure saber quanto custará para conquistar cada um dos seus objetivos e defina o quanto será preciso poupar mensalmente para realizá-los. Os sonhos de curto prazo se realizam em até um ano, os de médio entre um e dez anos, e os de longo acima de dez anos.

• Com os sonhos estabelecidos, procure poupar dinheiro para realiza-los o quanto antes. Elimine gastos desnecessários e supérfluos e prefira pagar à vista para conseguir descontos e direcionar os valores economizados para a poupança dos sonhos. Além de ser uma pessoa realizada, assim você também terá boa saúde financeira, baseada em hábitos de consumo sustentáveis.

• Invista o valor poupado de acordo com o tipo de sonho que deseja realizar. Para sonhos de curto prazo, a poupança é bastante indicada. Para sonhos de médio prazo, CDB, LCI e LCA são interessantes. Para sonhos de longo prazo, considere a previdência privada, por exemplo. Os rendimentos variam de acordo com o tempo em que o dinheiro fica investido.


DSOP Educação Financeira
Avenida Paulista, 726, conjunto 1205 - 12º andar, Bela Vista/SP. Telefone: 11 3177-7800

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