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segunda-feira, 18 de julho de 2016

Medo de ir ao dentista pode ser sinal de odontofobia



Cirurgião-dentista explica os sintomas deste temor excessivo, e dá dicas de como o paciente pode ter uma experiência agradável durante uma consulta


É comum pessoas adultas torcerem o nariz quando precisam ir ao dentista. Pinças, brocas, alicates, seringas, agulhas e motores barulhentos não parecem oferecer pensamentos agradáveis. Talvez por isso, ir ao dentista seja uma daquelas tarefas que, com prazer, deixaríamos de fazer, se fosse possível. Mas será que a sensação da consulta é realmente desagradável ou existe algum tipo de fobia? Segundo o especialista em Saúde Bucal e Estomatologia, Sérgio Kignel, muitos pacientes sofrem de odontofobia, reação física não controlada, associada à figura do dentista e ao tratamento, e, a maioria apresenta os sintomas ainda na infância. 

O especialista explica que é por meio das reações do paciente durante a consulta, que o dentista consegue identificar o medo. “Os comportamentos típicos da odontofobia são suores abundantes, taquicardia e aumento da pressão arterial. Pode ocorrer também queda repentina de pressão, palidez e, às vezes, desmaio na cadeira”, explica Kignel. Ainda segundo o dentista, este tipo de fobia tem diversas origens sendo que as mais frequentes são as experiências vividas  no tratamento odontológico. Outras podem ser transmitidas à criança por pessoas diretamente no meio familiar ou mais indiretamente através dos meios de comunicação.

O cirurgião-dentista, porém, conta que há formas de deixar a experiência da consulta mais agradável. Por parte do profissional, a sedação é a técnica mais eficaz de evitar dores ao paciente, além da comunicação entre o especialista e o adulto, que é essencial para controlar ansiedades. Já os pacientes podem falar com o dentista sobre os seus medos, pois isso ajuda a aliviar a tensão. Outra orientação é pedir ao profissional que explique cada passo do tratamento e combinar com ele um sinal para que interrompa a ação caso a dor fique muito forte. Marcar consultas rotineiras também é uma forma de evitar doenças bucais mais graves em que o tratamento precisa ser mais agressivo.  

No caso de crianças, a atuação do dentista é ponto crucial para que não se desenvolva o medo.  “É extremamente eficaz, por exemplo, quando o dentista elogia o comportamento da criança imediatamente após sua manifestação de medo. Jamais se deve ignorar ou negar os sentimentos da criança, e sim mostrar-se atento aos sentimentos, ou seja, a comunicação é de extrema importância nestes casos”, conta o especialista. 



Dr. Sérgio Kignel - especialista em Estomatologia, professor titular de Semiologia da UNIARARAS e Mestre e Doutor em diagnóstico bucal pela FOUSP-SP, sendo considerado uma das mais respeitadas referências em diagnóstico oral no Brasil.  À frente da tradicional Clínica Kignel, em São Paulo, o Dr. Sérgio é uma autoridade em neoplastias bucais, congressista nacional e internacional e autor de livros como “Diagnóstico Bucal” e “Estomatologia, base do diagnóstico para o clinico geral”, única obra de Odontologia a receber o 1º lugar do concurso Jabuti, em ciências da saúde.  


Memória: descubra se a sua está em dia




Especialista do Hospital San Paolo explica como identificar eventuais problemas e dá dicas para proteger o sistema cognitivo


Uma pesquisa global realizada em 2014 pela GE Healthcare concluiu que três em cada quatro pessoas gostariam de saber se têm algum problema neurológico, mesmo que não haja cura. O motivo principal por tanto interesse é simples: saber com antecedência para buscar maneiras de gerenciar os sintomas da doença.
Dez mil pessoas, de dez diferentes países - entre eles, Austrália, China, Japão, Reino Unido e Estados Unidos -, foram ouvidas durante o levantamento, mas ninguém se mostrou tão interessado quanto os brasileiros: 91% dos entrevistados em nosso país gostariam de ter um diagnóstico precoce para, por exemplo, adiantar o gerenciamento do problema, mudar o estilo de vida a fim de abrandar os impactos, passar mais tempo com a família e até para, simplesmente, ter paz de consciência.
Existem vários tipos de doenças neurológicas, como Alzheimer, Parkinson, demências vasculares, hidrocefalia de pressão normal, lesão cerebral ou involução neurodegenerativa. Todas elas podem provocar sintomas como a perda de memória, um problema comum que pode estar associado à alguma desordem psíquica, como ansiedade e depressão. Caso seja leve, a desmemoria pode ser considerada comum, afinal, todo ser humano esquece alguma coisa todos os dias. Mas como ter certeza de que o nível de esquecimento é algo normal ou um problema grave?
Para o Dr. Maurício Lima Lobato, Coordenador da Equipe de Neurologia Clínica do Hospital San Paolo, esquecer é comum, mas isso deve ser investigado clinicamente a partir do momento em que atrapalha a vida do indivíduo. “Se o esquecimento for constante e prejudicar a interação com outras pessoas, o trabalho e os afazeres do dia a dia, é necessário procurar um médico neurologista e fazer exames de neuroimagem, laboratoriais e, em alguns casos, uma avaliação neuropsicológica”, explica.
Segundo o médico, há pessoas que são naturalmente privilegiadas em termos de desempenho cognitivo, mas é possível melhorar essa função com alguns hábitos. “Manter uma mente saudável e otimista, praticar regularmente atividades físicas, ter uma alimentação balanceada, nutritiva e rica em vitamina B12, além de fortalecer o intelecto com leitura, filmes e música são atitudes que ajudam a proteger o indivíduo de eventuais deteriorações cognitivas ao longo da vida”.
Alimentos que ajudam a fortalecer a memória
A nutricionista Flavia Salvitti, também do Hospital San Paolo, acrescenta que a vitamina B12 pode ser encontrada em maior quantidade nas proteínas animais, principalmente no fígado, carne bovina, leite e ovos. “Outros alimentos que ajudam a fortalecer o sistema cognitivo são os ricos em vitamina B1, como ervilhas, nozes, cereais integrais, arroz integral e verduras amargas”, ensina. 


Hospital San Paolo
Rua Voluntários da Pátria, 2786 – Santana
Telefone: (11) 3405-8200
www.hsanpaolo.com.br

Aumento do consumo de ansiolíticos coloca em risco adolescentes e adultos no País




Cada vez mais consumidos no País, os medicamentos para tratamento da ansiedade vêm ganhando espaço entre adolescentes e adultos, que muitas vezes desconhecem os riscos aos quais serão expostos. Um erro que pode custar caro, de acordo com a psicóloga do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, Marina Arnoni Balieiro.

“O que acontece hoje em dia é que as pessoas estão cada vez mais impacientes. Querem que tudo seja resolvido e feito imediatamente e, isso faz com que as pessoas tornem-se mais ansiosas. Ninguém mais tem paciência de esperar e de se frustrar”, frisa a psicóloga.

A ansiedade é uma resposta fisiológica normal do organismo diante de algo novo, inesperado, desejado, temido, muito feliz e, portanto, normal. Acontece que em alguns casos estes sintomas aparecem com mais frequência e com intensidades desproporcionais, passando para um transtorno e não mais algo esperado.

A psicóloga esclarece que para cada caso há um tipo de tratamento indicado. Em alguns deles, a solução mais eficaz são as sessões de terapia, por exemplo.

“Na grande maioria das vezes, as pessoas se utilizam de remédios quando estão em crise, o que se torna um problema sério. Nessa hora, a automedicação é, sem dúvida, muito perigosa, podendo levar à intoxicação e colocar a vida desta pessoa em risco”, adverte a psicóloga ao ressaltar que o uso de remédios é recomendado quando a relação entre o risco e o benefício vale a pena e muitas vezes necessária.

“Os casos onde os sintomas deixam de ser pontuais e se estabelecem com maior frequência sugerem transtorno de ansiedade, porém, o diagnóstico correto cabe apenas a um médico”, completa.

De acordo com dados do IMS Health, entidade privada especializada em informações da área da saúde, em 2015, foram comercializadas 23 milhões de caixas de um conhecido ansiolítico. Esta pesquisa coloca o Brasil no ranking dos maiores consumidores de medicamentos para essa finalidade.




Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos
Rua Borges Lagoa, 1.450 - Vila Clementino, Zona Sul de São Paulo.
Tel. (11) 5080-4000

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