Os tutores de animais sofrem menos de depressão, de solidão, de medo e de ansiedade.
Quando você pensa em algo que melhore sua saúde, adotar um
animal vem à sua mente? Dezenas de pesquisas e estudos realizados ao redor do
mundo mostram que pessoas que têm animais vivem mais e com melhor qualidade de
vida do que as que não têm. Eles trazem benefícios em todas as fases da vida.
Os animais são recomendados para crianças, porque contribuem
para o aumento da autoestima, melhoram a integração, aumentam a capacidade de
aprendizagem e diminuem a agressividade. "A presença deles estimula o
equilíbrio emocional, especialmente de crianças com problemas na escola",
ressalta a ambientalista Vininha F. Carvalho, editora da Revista Ecotour News
Ensinar a criança a cuidar e respeitar o seu animal de
estimação permitirá o desenvolvimento de sentimentos nobres, alicerçados no
amor e na inocência, criando um laço profundo de amizade, que no futuro poderá
servir de referência na socialização. O animal faz com que ela se sinta mais
segura, pois aprenderá a se relacionar sem os conflitos encontrados no dia a
dia com seus colegas.
"A maioria dos países desenvolvidos tem programas
educacionais baseados nessa experiência, onde conseguem motivar os alunos a ter
consciência sobre o autorrespeito, o respeito a outras formas de vida e, por
consequência, à natureza", enfatiza Vininha F. Carvalho.
Os animais oferecem companhia aos adolescentes, até na
prática de esportes, como é o caso dos cães no agility. Eles se sentem
autovalorizados ao aprender a conduzir o animal, enquanto despertam para
responsabilidade e obrigação, pois o animal é disciplinado através do limite
estabelecido.
Em vários países, inclusive no Brasil, hospitais já admitem
a presença deles para auxiliar no tratamento e elevar a recuperação dos
pacientes.
Os tutores de animais estão entre os que sobrevivem mais
tempo após um ataque cardíaco, sofrem menos de depressão, de solidão, de medo e
de ansiedade.
A presença deles em casa, também, diminui a pressão
sanguínea, os níveis de colesterol e o estresse dos moradores. Os idosos que
possuem um animal de estimação gastam menos com médicos. As caminhadas diárias,
realizadas para levá-lo para passear, auxiliam na prevenção de problemas
cardíacos e na recuperação de quem sofreu um infarto.
Segundo Dennis Turner, fundador da Associação Internacional
das Organizações de Interação Homem-Animal, animais podem atuar como terapeutas
para crianças, jovens infratores, idosos, deficientes físicos e mentais e até
casais em crise. "A presença de um animal de estimação em casa previne
doenças psicológicas e até problemas cardíacos, uma vez que os passeios com o
animal obrigam o dono a praticar exercícios", afirma.
Uma pesquisa da Universidade de Búfalo (EUA) realizada com
50 casais que tinham animais e 50 que não tinham, demonstrou que lares com
animais apresentavam redução de conflitos, ajudando a manter a vida conjugal
mais estável.
Escolas, hospitais ou residências, não importa o lugar;
conviver com um animal é um dos melhores recursos terapêuticos. Adotar um
animal é um verdadeiro plano de saúde, sem restrições e carências, onde todos
são beneficiados. Não tem contra indicação. Ele tem uma influência muito
positiva, sendo capaz de estimular as pessoas a encontrarem o equilíbrio físico
e mental. " É o remédio na dose certa, que faz bem em todas as
idades", conclui Vininha F. Carvalho.
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