Pesquisar no Blog

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Setembro Amarelo: quando os sintomas físicos escondem quadros de ansiedade e depressão

Especialistas alertam que dores de cabeça frequentes, palpitações e insônia costumam ser os primeiros sinais da mente pedindo socorro, destacando a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento psicológico e psiquiátrico. 

 

Dores de cabeça recorrentes, palpitações, insônia, cansaço e desconfortos digestivos costumam levar o paciente ao consultório em busca de uma causa exclusivamente física. Em alguns casos, porém, esses sintomas podem estar associados a quadros de ansiedade ou depressão que ainda não foram identificados.

Durante o Setembro Amarelo, especialistas da UniClínica BH alertam que o sofrimento emocional nem sempre aparece primeiro como tristeza, choro ou uma crise evidente. O organismo também pode responder ao estresse prolongado e às alterações emocionais por meio de tensão muscular, sudorese, falta de ar, mudanças no apetite e dificuldade para dormir.

“Nem sempre o paciente percebe que está ansioso ou deprimido. Muitas vezes, ele relata apenas que não consegue descansar, sente o coração acelerar ou convive com dores que se repetem. Esses sinais precisam ser investigados considerando tanto a saúde física quanto a emocional”, explica a equipe médica da UniClínica BH.

Isso não significa que palpitações, dores ou alterações no sono devam ser atribuídas automaticamente à ansiedade. Os mesmos sintomas podem estar relacionados a diferentes condições clínicas, por isso a avaliação médica é necessária para investigar sua origem e evitar conclusões precipitadas.

O diagnóstico também considera a duração, a frequência e o impacto dos sintomas na rotina. Perda de interesse, irritabilidade, dificuldade de concentração, isolamento, medo constante, queda no rendimento e sensação de desesperança podem reforçar a necessidade de uma avaliação em saúde mental.

Muitas pessoas adiam a procura por ajuda por acreditarem que precisam resolver o problema sozinhas ou porque temem o julgamento de familiares e colegas. Essa demora pode intensificar os sintomas e comprometer o trabalho, os relacionamentos, o sono e o autocuidado.

O acompanhamento psicológico permite compreender emoções, comportamentos e situações que contribuem para o sofrimento. Quando necessário, a avaliação psiquiátrica pode identificar a indicação de tratamento medicamentoso, sempre de maneira individualizada e associada ao acompanhamento profissional.

“Cuidar da saúde mental não significa ignorar o corpo. Pelo contrário, significa entender que corpo e emoções estão conectados. Quanto mais cedo o paciente recebe uma avaliação adequada, maiores são as possibilidades de encontrar a origem do problema e construir um tratamento seguro”, destacam os especialistas.

A equipe reforça que falas sobre morte, desejo de desaparecer ou falta de motivos para continuar devem ser levadas a sério. “A escuta sem julgamento e o encaminhamento para ajuda profissional podem ser decisivos. Ninguém precisa esperar que o sofrimento se torne insuportável para procurar cuidado”, conclui.

Em situações de crise, procure o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência pelo telefone 192, uma unidade de pronto atendimento ou o Centro de Valorização da Vida pelo número 188.




Fonte: Especialistas da UniClínica BH — clínica médica.
@uniclinicabh


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Posts mais acessados