Especialistas alertam que dores de cabeça frequentes, palpitações e insônia costumam ser os primeiros sinais da mente pedindo socorro, destacando a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento psicológico e psiquiátrico.
Dores de cabeça recorrentes,
palpitações, insônia, cansaço e desconfortos digestivos costumam levar o
paciente ao consultório em busca de uma causa exclusivamente física. Em alguns
casos, porém, esses sintomas podem estar associados a quadros de ansiedade ou
depressão que ainda não foram identificados.
Durante o Setembro Amarelo, especialistas
da UniClínica BH alertam que o sofrimento emocional nem sempre aparece primeiro
como tristeza, choro ou uma crise evidente. O organismo também pode responder
ao estresse prolongado e às alterações emocionais por meio de tensão muscular,
sudorese, falta de ar, mudanças no apetite e dificuldade para dormir.
“Nem sempre o paciente percebe que está
ansioso ou deprimido. Muitas vezes, ele relata apenas que não consegue
descansar, sente o coração acelerar ou convive com dores que se repetem. Esses
sinais precisam ser investigados considerando tanto a saúde física quanto a
emocional”, explica a equipe médica da UniClínica BH.
Isso não significa que palpitações,
dores ou alterações no sono devam ser atribuídas automaticamente à ansiedade.
Os mesmos sintomas podem estar relacionados a diferentes condições clínicas,
por isso a avaliação médica é necessária para investigar sua origem e evitar
conclusões precipitadas.
O diagnóstico também considera a
duração, a frequência e o impacto dos sintomas na rotina. Perda de interesse,
irritabilidade, dificuldade de concentração, isolamento, medo constante, queda
no rendimento e sensação de desesperança podem reforçar a necessidade de uma
avaliação em saúde mental.
Muitas pessoas adiam a procura por
ajuda por acreditarem que precisam resolver o problema sozinhas ou porque temem
o julgamento de familiares e colegas. Essa demora pode intensificar os sintomas
e comprometer o trabalho, os relacionamentos, o sono e o autocuidado.
O acompanhamento psicológico permite
compreender emoções, comportamentos e situações que contribuem para o
sofrimento. Quando necessário, a avaliação psiquiátrica pode identificar a
indicação de tratamento medicamentoso, sempre de maneira individualizada e
associada ao acompanhamento profissional.
“Cuidar da saúde mental não significa
ignorar o corpo. Pelo contrário, significa entender que corpo e emoções estão
conectados. Quanto mais cedo o paciente recebe uma avaliação adequada, maiores
são as possibilidades de encontrar a origem do problema e construir um
tratamento seguro”, destacam os especialistas.
A equipe reforça que falas sobre morte,
desejo de desaparecer ou falta de motivos para continuar devem ser levadas a
sério. “A escuta sem julgamento e o encaminhamento para ajuda profissional
podem ser decisivos. Ninguém precisa esperar que o sofrimento se torne
insuportável para procurar cuidado”, conclui.
Em situações de crise, procure o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência pelo telefone 192, uma unidade de pronto atendimento ou o Centro de Valorização da Vida pelo número 188.
Fonte: Especialistas da UniClínica BH — clínica médica.
@uniclinicabh
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