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Nutricionista orienta cuidados para uma perda de peso saudável após os 60
Perder peso com o
passar dos anos exige mais do que reduzir os números na balança. Isso porque,
além da gordura, a diminuição do peso corporal pode vir acompanhada da perda de
massa muscular, importante para manter força, mobilidade e autonomia. O alerta
ganha relevância diante do envelhecimento da população brasileira: o país já
reúne cerca de 36 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, o equivalente a
aproximadamente 17% da população, segundo dados de 2024 divulgados pelo
Ministério da Saúde.
Segundo Fernanda
Lopes, nutricionista e responsável técnica da Six Clínic, plataforma 100%
online voltada ao cuidado de pessoas com obesidade e sobrepeso, a perda de peso
nessa fase da vida deve considerar as particularidades de cada paciente.
“Histórico de saúde, medicamentos em uso e composição corporal são alguns dos
fatores que ajudam a definir a conduta mais adequada. Com o passar dos anos,
preservar a musculatura se torna tão importante quanto reduzir gordura. Por
isso, não devemos olhar apenas para os quilos perdidos, mas também para a
manutenção da força, da mobilidade e da independência”, explica Fernanda.
A seguir, a
nutricionista reúne quatro cuidados que
podem fazer a diferença para quem busca
perder peso com saúde.
1. Avalie sua condição atual
Antes de
estabelecer uma meta, é importante entender as condições atuais do organismo e
definir um ponto de partida. Essa análise ajuda a identificar a dieta mais
adequada para as necessidades de cada paciente, além de determinar parâmetros
para acompanhar os resultados ao longo do tempo. “Nem sempre uma queda rápida
na balança representa um bom resultado, a avaliação inicial nos ajuda a definir
uma alimentação compatível com as necessidades do paciente e acompanhar como o
organismo responde às mudanças propostas”, orienta.
2. Conte com suporte profissional
Consultas
periódicas ajudam a acompanhar a evolução e rever a conduta quando necessário.
“A telemedicina facilita a continuidade do cuidado, principalmente para quem
tem dificuldade de locomoção ou mora longe dos profissionais que o acompanham.
Com os retornos online, conseguimos avaliar a evolução, esclarecer dúvidas e
fazer os ajustes necessários ao longo do tratamento”, afirma a nutricionista.
3. Defina horários para as refeições
Estabelecer
horários para as principais refeições ajuda a organizar a alimentação e pode
evitar o hábito de beliscar ao longo do dia sem perceber a quantidade
consumida. Ter uma programação também reduz as chances de passar muitas horas
sem comer e chegar à refeição seguinte com fome excessiva. “Não é preciso
seguir horários rígidos, mas criar uma regularidade, quando as refeições estão
organizadas, fica mais fácil perceber a fome, controlar os intervalos e evitar
pequenos consumos frequentes que, somados ao longo do dia, podem interferir no
resultado”, orienta Fernanda.
4. Faça parte de uma comunidade com o mesmo objetivo
Compartilhar
experiências com quem busca resultados semelhantes pode trazer apoio para
enfrentar situações comuns, como viagens ou períodos fora do planejamento.
Comunidades online também criam um espaço para dividir conquistas, dúvidas e
formas de retomar os cuidados após um
imprevisto. “Perceber que outras pessoas passam por desafios parecidos pode
tornar a jornada menos solitária, essa troca não substitui a orientação
especializada, mas ajuda a lidar com os altos e baixos sem interpretar um
episódio fora do planejado como motivo para abandonar o que já foi construído”,
conclui a profissional.
Six Clínic

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