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quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Até 45% do risco de demência é potencialmente modificável, explicam especialistas de S


Adoção de hábitos saudáveis como boa alimentação, prática de atividade física, descanso adequado e busca por novos aprendizados ajuda a reduzir o risco de Alzheimer


Até 45% do risco de demência é potencialmente modificável, explicam especialistas do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) de São Paulo, com base na literatura médica. A adoção de hábitos saudáveis pode contribuir para a prevenção do Alzheimer. Entre as boas práticas estão: alimentação balanceada, atividade física, descanso adequado, controle de diabetes e hipertensão e busca por novos aprendizados. Embora a idade avançada seja o principal fator associado ao quadro, uma parcela dos gatilhos da doença pode ser modificada ao longo da vida. 

O Alzheimer é uma condição neurodegenerativa progressiva que compromete a memória, as funções cognitivas e, com a evolução da doença, a capacidade de realizar atividades cotidianas. O quadro pode provocar também alterações comportamentais e sintomas neuropsiquiátricos, gerando: apatia, agitação, depressão, ansiedade, irritabilidade, delírios e alucinações. 

De acordo com o neurocirurgião do Iamspe, José Oswaldo de Oliveira Júnior, o controle de doenças crônicas e os estímulos cognitivos podem contribuir para a prevenção e o retardo do declínio cognitivo. “Os hábitos adotados ao longo da vida, como má alimentação, sedentarismo e tabagismo, podem apresentar efeito cumulativo e independente sobre esse risco. Quanto maior o número de comportamentos saudáveis adotados simultaneamente, maior a possibilidade de reduzir o risco”, explica. 

Os fatores associados à demência podem ser divididos em três etapas da vida: início da vida, até os 17 anos; meia-idade, dos 18 aos 64 anos; e vida tardia, a partir dos 65 anos. 

No início da vida, a baixa escolaridade está associada ao menor desenvolvimento da reserva cognitiva. Na meia-idade, fatores como hipertensão, diabetes e sedentarismo ganham destaque. A pressão alta pode danificar os vasos cerebrais; o diabetes provoca alterações metabólicas e vasculares; e o sedentarismo aumenta a probabilidade de doenças cardiovasculares e metabólicas, comprometendo a saúde cerebral. 

Na vida tardia, por sua vez, estão entre os fatores associados à demência o isolamento social, a poluição do ar e a perda visual não tratada. “O isolamento social reduz os estímulos cognitivos e pode estar associado a outros fatores, como depressão e sedentarismo. A poluição do ar está relacionada a processos inflamatórios e alterações vasculares que também podem afetar o cérebro. Já a perda visual não tratada pode reduzir a estimulação sensorial e cognitiva, além de favorecer o isolamento social”, complementa o neurologista do Iamspe. 



Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual de São Paulo - Iamspe


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