Hospital Sapiranga reforça importância de esclarecer dúvidas e manifestar previamente o desejo de ser doador
Falar sobre doação de órgãos antes que uma situação
de emergência aconteça pode facilitar uma das decisões mais difíceis
enfrentadas por uma família. Neste domingo, 27/09, Dia Nacional da Doação de
Órgãos, o Hospital Sapiranga reforça a importância de esclarecer dúvidas sobre
a morte encefálica, conhecer o processo de captação e, principalmente,
conversar com os familiares sobre o desejo de ser doador.
Quando um paciente está internado em estado grave,
especialmente após uma lesão cerebral, a equipe médica pode iniciar a
investigação de uma possível morte encefálica. Diferentemente do coma, essa
condição representa a perda completa e irreversível das funções do cérebro,
incluindo o tronco encefálico. Embora o coração possa continuar batendo
temporariamente com o auxílio de equipamentos, a pessoa já faleceu.
A confirmação segue critérios médicos rigorosos,
com avaliações realizadas por profissionais habilitados e exames previstos no
protocolo. Após o diagnóstico e a comunicação do óbito à família, a
possibilidade de doação pode ser abordada. Havendo autorização dos familiares,
são realizadas as avaliações necessárias para verificar quais órgãos e tecidos
apresentam condições para transplante, em articulação com a Central de
Transplantes.
“A prioridade da equipe médica é sempre salvar a
vida do paciente. A possibilidade de doação somente é considerada quando todos
os esforços para o tratamento foram realizados e a morte encefálica foi
confirmada. A partir daí, a integração com a Central de Transplantes permite
conduzir todas as etapas com segurança, agilidade e respeito”, explica o
presidente da e-Dot - Equipe Hospitalar de Doação para Transplantes do Hospital
Sapiranga, Pedro Lima.
Além dos procedimentos médicos, o acolhimento aos
familiares ocupa papel central. Informações claras, tempo para compreender a
situação e espaço para perguntas ajudam a tornar o processo mais humanizado em
um momento marcado pela dor e pelo luto.
A psicóloga do Hospital Sapiranga, Viviana Mayer
Blume, destaca que muitos receios surgem justamente pela falta de informação
sobre a morte encefálica. “Algumas famílias ainda têm dúvidas se existe
possibilidade de recuperação ou se a doação poderia interferir nos cuidados
oferecidos ao paciente. É importante compreender que a doação somente é
abordada depois da confirmação da morte encefálica, seguindo todo o protocolo
previsto. Antes disso, todos os esforços são direcionados ao tratamento do
paciente”, esclarece.
No Brasil, a doação de órgãos após a morte depende
da autorização familiar. Por isso, manifestar previamente esse desejo pode
fazer diferença quando os familiares precisam decidir em meio ao impacto de uma
perda.
“Quando a pessoa já conversou sobre o assunto e
deixou claro que gostaria de ser doadora, a família não precisa tomar essa
decisão apenas com base em suposições. Ela passa a conhecer a vontade daquele
familiar. Em um momento de extrema fragilidade, isso pode tornar a decisão mais
consciente e também ajudar a dar um novo significado à perda”, afirma Viviana.
O Dia Nacional da Doação de Órgãos também é uma
oportunidade para incluir o assunto nas conversas cotidianas. “Falar sobre
doação é falar sobre vida, solidariedade e cuidado. Uma conversa feita hoje
pode, no futuro, representar uma nova chance para alguém que aguarda por um
transplante”, acrescenta a psicóloga.
Ao ampliar o acesso à informação e estimular o
diálogo familiar, o Hospital Sapiranga busca contribuir para que a doação de
órgãos seja compreendida com mais segurança, transparência e respeito, tanto
por quem deseja ser doador quanto pelas famílias responsáveis pela
autorização.Para mais informações sobre o Hospital Sapiranga, entre em contato
pelo telefone (51) 3599-8100 ou acesse www.hospitalsapiranga.com.br.

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