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sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Cidade de São Paulo distribui gratuitamente sensores de glicose para crianças com diabetes

 O Smart 2.0 é um dos sensores disponibilizados pela Prefeitura da cidade na ação que deve beneficiar mais de 1.500 pacientes entre 10 e 12 anos

 

A Prefeitura de São Paulo está distribuindo gratuitamente sensores de monitoramento contínuo de glicose para crianças de 10 a 12 anos diagnosticadas com Diabetes tipo 1. A ação deve atender mais de 1.500 pacientes cadastrados no Programa de Automonitoramento Glicêmico (Pamg) da rede municipal de saúde. A medida está prevista na Lei nº 18.306 e garante o fornecimento contínuo dos sensores pela UBS, transformando em direito algo que antes era inacessível para muitas famílias. 

Atualmente, existem no Brasil cerca de 99 mil casos de crianças e jovens com Diabetes tipo1, segundo o Atlas da Federação Internacional de Diabetes, o que coloca o país no ranking atrás somente dos Estados Unidos, Índia e China. Com o intuito de facilitar o monitoramento dos níveis glicêmicos, a MedLevensohn trouxe para o mercado o Smart 2.0, uma nova geração de sensores de monitoramento contínuo das taxas de glicemia. Dentro da ação de distribuição promovida pela Prefeitura de São Paulo, o dispositivo será distribuído para crianças entre dez e 12 anos. 

“Mais do que um dispositivo, o Smart 2.0 representa qualidade de vida, por eliminar em quase 100% a medição da glicemia por meio de picadas. Com ele, as crianças com diabetes e suas famílias terão mais liberdade e maior controle sobre seus níveis glicêmicos. Esta tecnologia segue em concordância com o propósito da MedLevensohn, de manter cada indivíduo em um nível confortável de saúde”, diz Agnaldo Fernandes, Head de Diabetes Care da MedLevensohn. 

O modelo traz importantes avanços na precisão, conforto e acessibilidade, podendo ser utilizado em crianças a partir dos dois anos de idade. Entre as inovações do dispositivo está a medição dos níveis glicêmicos a cada um minuto, o que garante um acompanhamento mais preciso e um histórico mais detalhado das taxas para a tomada de melhores decisões clínicas. 

Com design menor e mais discreto (mede apenas 22mm de diâmetro e 4mm de altura, com peso de 2,2g), o dispositivo consolida-se como o sensor mais compacto do país, com possibilidade de aplicação no braço ou no abdômen.  O tempo de uso pelos pacientes é de 15 dias contínuos, e o dispositivo mantém o diferencial da calibração opcional, que permite corrigir pequenas variações das medições sem necessidade de troca do sensor.  

 

Mães pâncreas compartilham o aumento da qualidade de vida após o uso dos sensores para monitoramento contínuo da glicose 

Hannah Marietta de Souza com sua mãe, a professora Darlene Azevedo.
 Créditos: Arquivo Pessoal

A professora Darlene Azevedo tomou um susto ao levar sua filha Hannah Marietta de Souza, na época com oito anos, para uma consulta e não poder levá-la de volta para casa. O motivo: a menina foi diagnosticada com diabetes tipo 1 e precisou ser internada. "Quando a diabetes da Hannah foi descoberta, foi desesperador. Ela precisou ir direto para a UTI e, no meio de tudo isso, eu ainda estava grávida”, conta. 

Diante de todos os desafios que envolvem a descoberta de um diagnóstico como esse, o da aceitação por parte da criança e dos pais foi o maior de todos. Porém, após o medo constante e os múltiplos furos diários nos dedos para checar as taxas de glicemia, o uso dos sensores foi um divisor de águas para a vida de Darlene. “Além de nos dar mais segurança no controle e evitar novos sustos, finalmente pudemos voltar a dormir melhor, sabendo que os alarmes nos avisariam de qualquer alteração”, relata a professora. 

Hannah será uma das crianças que receberá o Smart 2.0 gratuitamente da Prefeitura de São Paulo. Para a mãe, esta é uma iniciativa que irá ajudar a melhorar não apenas na qualidade de vida, mas também, na questão financeira. “Saber que agora teremos essa iniciativa e não precisaremos mais arcar com o custo mensal dos sensores é maravilhoso. É uma atitude muito humana, que pensa não só na saúde das crianças, mas também na qualidade de vida e no acolhimento das mães”, completa. 

Quem também se beneficiou com a distribuição dos sensores foi Miguel Santos, de 10 anos que, há quatro, convive com o diabetes tipo 1. O diagnóstico aconteceu de forma repentina, após uma sequência de sinais que, inicialmente, pareciam isolados: idas frequentes ao banheiro, alterações de comportamento, dores e episódios de incontinência urinária noturna. Até então, exames de rotina e uma consulta pediátrica indicavam que o menino estava saudável. 

A mudança aconteceu em poucos dias. Depois de pesquisar os sintomas e relacioná-los ao comportamento do filho, a mãe, Thaís Teófilo, decidiu medir a glicemia de Miguel em casa. O resultado confirmou a gravidade da situação e levou a família imediatamente ao pronto-socorro, onde o menino foi encaminhado à UTI e recebeu o diagnóstico de diabetes tipo 1. 

“Foi tudo muito rápido. A gente percebe alguns sinais, mas, muitas vezes, tenta encontrar uma explicação para eles. Quando fizemos a medição e vimos que a glicemia estava em 593, eu entrei em desespero. Corremos para o hospital e, a partir dali, a nossa vida mudou”, relembra Thaís. 

Desde então, Miguel passou a utilizar o monitoramento contínuo da glicose. Para Thaís, o uso da tecnologia se tornou uma ferramenta fundamental para acompanhar as oscilações glicêmicas e agir diante de possíveis episódios de hipoglicemia ou hiperglicemia. 

“Eu não me vejo deixando o Miguel sem o sensor. Ele nos dá informações que ajudam a entender se a glicose está subindo ou baixando e permite que a gente acompanhe a situação continuamente. Isso traz mais segurança não apenas para mim, mas para toda a família e também para ele”, afirma. 

O compartilhamento das informações também permite que outros familiares acompanhem a glicemia de Miguel quando a mãe não está disponível. “Às vezes estou na faculdade ou em uma prova e deixo meus sogros acompanhando. Se houver alguma alteração, eles conseguem acionar a escola ou quem estiver com ele. É uma rede de cuidado”, explica Thaís, que é fisioterapeuta, cirurgiã-dentista e atualmente estudante de medicina. 

Para ela, além de contribuir para o controle da condição no dia a dia, ampliar o acesso às tecnologias de monitoramento pode fazer diferença na qualidade de vida das pessoas que convivem com o diabetes. “Conhecimento salva vidas. Quanto mais as pessoas souberem sobre a doença e sobre os recursos disponíveis para o seu acompanhamento, mais preparadas estarão para lidar com ela”, conclui.

 

 MedLevensohn

 

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