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quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Dia da Dermatite Atópica: Doença inflamatória crônica da pele impacta na qualidade de vida dos pacientes e convívio social

 Sociedade Brasileira de Dermatologia alerta para a importância do diagnóstico adequado e dos cuidados contínuos 

 

Nesta semana marcada pelo Dia Nacional de Conscientização sobre Dermatite Atópica, em 23 de setembro, a Sociedade Brasileira de Dermatologia chama atenção para essa doença inflamatória e crônica da pele, caracterizada principalmente pela coceira intensa, que pode comprometer significativamente a qualidade de vida dos pacientes.

“A dermatite atópica é uma doença multifatorial. Existem fatores genéticos, muitos deles associados também à asma e à rinite, além de fatores ambientais e imunológicos. Todos esses elementos atuam em conjunto para que a doença se manifeste. Por isso, é importante compreender que não existe uma causa isolada para todos os pacientes", explica Dra. Rosana Lazzarini, médica dermatologista da SBD.

O diagnóstico é clínico e não existem exames laboratoriais específicos capazes de confirmar, isoladamente, a doença. Exames complementares podem ser solicitados em situações específicas, seja para auxiliar na investigação, seja para descartar outras doenças com manifestações semelhantes.

“Observamos o aspecto, a distribuição das lesões, presença de períodos com e sem lesões (recidivas) além da intensidade da coceira”, detalha a especialista.

A avaliação deve ser feita por profissionais qualificados, especialmente dermatologistas ou alergistas, que poderão definir a estratégia terapêutica mais adequada para cada paciente.



Hidratação da pele é um dos pilares do tratamento 

O tratamento da dermatite atópica envolve cuidados contínuos para preservar a barreira cutânea e controlar a inflamação e a coceira. Entre as principais recomendações estão o uso frequente de cremes e loções hidratantes, banhos rápidos, com água não muito quente, e a utilização reduzida ou adequada de sabonetes.

Dependendo do quadro, podem ser indicados medicamentos tópicos apropriados para cada região do corpo e os utilizados para o controle da coceira. Nos casos mais graves, o tratamento pode incluir imunossupressores por via oral, além de fototerapia com UVB de banda estreita, que pode contribuir especialmente para a redução do prurido.

“A pele dos pacientes com dermatite atópica é muito seca e precisa de cremes ou loções hidratantes aplicados, em geral, de duas a três vezes ao dia. Esses cuidados ajudam a preservar a barreira cutânea e devem fazer parte da rotina, não apenas dos momentos de crise”, esclarece Dra. Rosana.

A condição também pode afetar diretamente o convívio social. “A coceira intensa pode comprometer o sono e, consequentemente, o rendimento na escola e no trabalho. Além disso, as lesões em áreas expostas podem gerar constrangimento, dificuldades de relacionamento e até situações de bullying. É fundamental reforçar que a dermatite atópica não é contagiosa", enfatiza a médica dermatologista.



Uso inadequado de corticosteroides pode provocar efeito rebote 

Dra. Rosana Lazzarini também alerta para o uso inadequado de corticosteroides sistêmicos, por via oral ou injetável, especialmente quando prescritos sem o acompanhamento de um especialista ou utilizados de maneira pontual em situações de emergência.

Embora esses medicamentos possam proporcionar a melhora rápida dos sintomas, sua utilização inadequada pode ser acompanhada de piora intensa após a suspensão, caracterizando o chamado efeito rebote.

"É fundamental que o tratamento seja orientado por um médico capacitado, que avalie os riscos e benefícios de cada opção terapêutica”, ressalta Dra. Rosana.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia reforça que o diagnóstico precoce, o acompanhamento regular e a adoção de cuidados adequados com a pele são fundamentais para reduzir os sintomas, prevenir complicações e minimizar os impactos da dermatite atópica na vida dos pacientes e de suas famílias.

Para saber mais sobre a saúde da pele, cabelos e unhas, acesse as redes sociais @dermatologiasbd e o site www.sbd.org.br. Informe-se e encontre um dermatologista associado à SBD em sua região.

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