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| Ashi Sae Yang iStock |
O Brasil é um país onde cerca de 36% de sua população adulta é investidora. São mais de 60 milhões de pessoas que possuem seu dinheiro aplicado em algum tipo de produto financeiro. Isto é, que depositam seu dinheiro em uma poupança, ou em títulos públicos e privados, em ações, em previdência privada, ou em moedas digitais.
Esse número, obtido em pesquisa realizada pela Anbima, a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais, em parceria com o Instituto de Pesquisa Datafolha, ainda indica um crescimento se comparado com anos anteriores, quando girava em torno de 31%.
Esse importante salto é um indicativo de que, cada vez mais, o brasileiro tem se preocupado com a sua saúde financeira e com o futuro.
Pensando neste cenário, a Nova Futura, corretora de investimento para trader e investidores, realizou um levantamento, com base no volume médio mensal de buscas no Google Brasil para o termo “Investir”, entre julho/2025 e junho/2026, proporcional a 100 mil habitantes, em que mapeou os estados brasileiros que apresentam maior interesse por investimentos. O estudo leva em consideração apenas dados de buscas no Google Brasil proporcionais à população de cada estado, não refletindo, portanto, intenções de compra ou comportamentos para além do ambiente digital.
Quais estados lideram o interesse por investimentos no Brasil?
O Distrito Federal lidera o indicador nacional com índice de 57,3 buscas por 100 mil habitantes, seguido de perto por São Paulo, com 53,8. Confira o ranking completo:
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| dados de investidores brasileiros na B3, a bolsa de valores oficial do Brasil |
Qual o impacto do perfil nas buscas por investimento?
Investir significa qualquer aplicação com o intuito de obter retorno ou renda, seja em um produto financeiro ou na compra de um imóvel, por exemplo. O fato de a maioria dos investidores se concentrar no eixo Sul-Sudeste também tem uma explicação.
Segundo dados de mercado da B3, a Bolsa de Valores Brasileira, as regiões comportam juntas as maiores rendas do país, e é no Sudeste que elas estão mais presentes, já que quase metade dos investidores brasileiros se concentra na região.
A escolaridade também tem um papel importante. 34% dos investidores possuem ensino superior e 45% o ensino médio completo. Entre os não investidores, 40% possuem somente o ensino fundamental. Em outras palavras, o nível de conhecimento e formação tem um papel fundamental no entendimento e na aquisição de informações sobre investimentos e finanças pessoais.
No mais, a renda familiar média dos investidores varia conforme sua idade, mas se mantém na faixa dos R$ 4 mil a R$ 5 mil, sendo esta uma renda que permite a formação de um excedente que pode ser investido.
Contudo, o desejo
de fazer uma reserva de emergência, garantir um rendimento mensal ou mesmo se
preparar para uma futura aposentadoria desperta o interesse de muito mais
pessoas. Segundo projeção da própria Anbima, serão mais 8,7 milhões de novos
investidores em 2026.
Como começar a investir?
Para começar, o essencial é poupar dinheiro. Seja cortando gastos supérfluos ou por meio de renda extra, sem excedente se torna difícil começar a investir.
Um dos fatores
mais importantes para quem está ingressando neste universo é conhecer seu
próprio perfil de investidor e encontrar o produto que mais se assemelha aos
seus anseios. Para tanto, buscar orientação especializada pode ser um fator
fundamental para assegurar os primeiros passos nesta jornada.
Aplicar o dinheiro em uma renda fixa de alta liquidez e baixo risco, como um CDB, o Certificado de Depósito Bancário, por exemplo, já é uma forma interessante de começar a investir.
Depois, ao estudar
mais sobre o assunto, é possível se aventurar em investimentos mais rentáveis,
ainda que mais arriscados. É o caso de Fundos Imobiliários, ações e
criptomoedas. Em suma, as rendas variáveis.
Mesmo dentro da
renda fixa há investimentos que podem dar mais retorno que o CDB e o Tesouro
Direto. É o caso das Letras de Crédito Imobiliário ou Agrícola, LCI e LCA, que
possuem liquidez menor, se comparada ao CDB, o que pode afastar investidores
iniciantes.


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