Entenda como a fisioterapia pélvica soluciona as perdas involuntárias de urina, devolvendo a segurança para a mulher tossir, rir e praticar exercícios sem medo ou vergonha.
Estudos apontam que a incontinência urinária atinge cerca de 10 milhões de pessoas no Brasil, sendo que as mulheres são as mais afetadas devido a fatores como gestação, menopausa e a própria anatomia feminina. Apesar de comum, a perda involuntária de urina ainda é tratada como um tabu silencioso, levando muitas mulheres a abandonarem a academia ou evitarem situações sociais por medo de passar vergonha ao tossir, rir ou pular.
Muitas pacientes acreditam que perder um pouco de xixi faz parte do envelhecimento, mas a fisioterapeuta pélvica Flaviana Teixeira alerta que isso é um mito perigoso. "É fundamental entender que, embora seja frequente, não é normal perder urina em nenhuma fase da vida. O corpo está dando um sinal de que a musculatura do assoalho pélvico não está conseguindo lidar com a pressão interna", explica a palestrante. Segundo ela, aceitar o problema como algo natural impede que a mulher busque o tratamento adequado.
A fisioterapia pélvica surge como a primeira linha de cuidado, focando no fortalecimento e na coordenação dos músculos que sustentam a bexiga e o útero. Diferente do que muitos pensam, o tratamento vai muito além de simples exercícios de contração. Envolve uma reeducação completa, que devolve à mulher a confiança de realizar atividades físicas de alto impacto ou simplesmente brincar com os filhos sem a preocupação constante com a proximidade de um banheiro.
Flaviana destaca que o impacto emocional da condição é, muitas vezes, mais debilitante do que o físico. "Recebo mulheres que deixaram de usar roupas claras ou que evitam viajar porque o escape de xixi dita o ritmo da rotina delas. Quando iniciamos o trabalho de reabilitação, o que devolvemos não é apenas o controle muscular, mas a liberdade e a autoestima", afirma a especialista.
O tratamento é personalizado e costuma apresentar resultados significativos em poucas semanas, dependendo de cada caso. O uso de absorventes higiênicos, embora ajude no dia a dia, deve ser visto apenas como um paliativo e não como a solução definitiva. A meta da fisioterapia é justamente eliminar a necessidade desses artifícios, tratando a causa raiz do enfraquecimento muscular.
Para quem convive com o problema, o
primeiro passo é vencer a barreira da vergonha e buscar ajuda profissional. Com
as técnicas corretas e o acompanhamento especializado, é possível retomar o
controle do próprio corpo e garantir uma qualidade de vida plena, livre de
restrições e, principalmente, sem o medo constante de novos episódios de perda.
@flavianateixeirafisiopelvica
flavianafisiopelvica.com.br
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