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quinta-feira, 9 de abril de 2026

Quando levar seu filho à emergência? Pediatras orientam famílias sobre sinais de alerta

Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul esclarece quais sintomas exigem atendimento imediato e como agir diante de situações de urgência 

 

Diante da superlotação recorrente dos serviços hospitalares e da redução de pediatras na atenção básica, a Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS) reforça uma orientação essencial às famílias: saber reconhecer sinais de gravidade é decisivo para proteger a saúde de recém-nascidos, bebês, crianças e adolescentes. O objetivo é esclarecer, de forma prática, quando a busca por atendimento de urgência é realmente necessária. 

De acordo com o vice presidente e coordenador do Pediatric Advanced Life Support (PALS) polo SBP-RS Silvio Baptista, algumas situações exigem avaliação imediata. “Existem quadros que não podem aguardar consulta eletiva. Febre em recém-nascidos, dificuldade respiratória, alterações de consciência, convulsões e sinais de desidratação são exemplos claros de urgência. Reconhecer esses sinais precocemente pode evitar complicações”, explica. 

Entre os recém-nascidos, merecem avaliação urgente o aparecimento ou agravamento de icterícia (coloração amarelada da pele e do branco dos olhos), dificuldade para mamar, ausência de urina, alterações respiratórias, pausas ou ruídos ao respirar, febre acima de 37,5°C medida com termômetro digital axilar, após corrigir excesso de agasalho ou ambiente abafado, além de mau cheiro ou presença de pus no coto umbilical. 

Nos bebês, são sinais de alerta a febre que não melhora com a medicação orientada, febre com duração superior a 48 horas sem diagnóstico definido, prostração, manchas na pele, dificuldade para respirar, respiração rápida ou com esforço, vômitos repetitivos, presença de sangue, recusa alimentar com sinais de desidratação como ausência de lágrimas e saliva, além de dor acompanhada de choro inconsolável. 

Para crianças e adolescentes, somam-se dificuldades de equilíbrio, alterações do nível de consciência, sangramentos por orifícios naturais, dores intensas que não cedem com medicação habitual e quadros de intoxicação por álcool ou outras substâncias com alteração de comportamento. 

Independentemente da idade, situações como traumatismo craniano com sonolência ou mudança de comportamento, quedas com deformidades, ferimentos penetrantes, suspeita de violência física, psicológica ou sexual, crises convulsivas, desmaios, ingestão ou aspiração de corpo estranho, reações alérgicas com dificuldade respiratória e queimaduras extensas exigem avaliação imediata. 

A entidade também lembra que os serviços de emergência utilizam sistemas de classificação de risco, priorizando o atendimento conforme a gravidade e não pela ordem de chegada. “Utilizar o sistema de saúde corretamente e fortalecer a presença do pediatra na atenção primária são medidas fundamentais para garantir cuidado adequado a toda população pediátrica”, complementa o vice presidente da SPRS e coordenador do Pediatric Advanced Life Support (PALS), Silvio Baptista. 

A SPRS orienta que famílias mantenham acompanhamento regular com pediatra e busquem os serviços de urgência sempre que identificarem sinais de alerta ou agravamento do quadro clínico.

 Para mais informações, orientações e conteúdos educativos, acesse os canais oficiais da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul.

 

Marcelo Matusiak


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