Escalada da guerra
pressiona combustível de aviação e encarece tarifas; especialistas apontam
caminhos para economizar mesmo em cenário adverso
Imagem de rawpixel.com no Freepik
A escalada recente da guerra no Oriente Médio já
começa a pesar diretamente no bolso dos viajantes. Com o avanço do conflito, o
preço do petróleo disparou e ultrapassou a casa dos US$ 100 e como consequência,
o querosene de aviação, que é responsável por cerca de 30% dos custos das
companhias aéreas, sofreu forte alta, pressionando o valor das passagens em
todo o mundo.
Em alguns mercados internacionais, os reajustes já
estão acontecendo, enquanto no Brasil a tendência é de aumento progressivo nas
tarifas, acompanhando o encarecimento do combustível e a redução da oferta de
voos. Para quem estava fazendo planos para viajar em 2026, o repasse ao
consumidor costuma ser rápido. Segundo Marco Lisboa, CEO e fundador da 3,2,1
GO!, uma rede de franquias especializada em oferecer experiências de viagens
completas para destinos nacionais e internacionais, a melhor hora de
comprar as passagens é o quanto antes:
“Em momentos de instabilidade global, o consumidor
sente isso no preço das companhias aéreas, mas ainda existem formas
inteligentes de economizar. Quem deixa para comprar em cima da hora tende a
pagar muito mais caro”, afirma Marco.
Mesmo com o cenário desfavorável, o especialista
aponta estratégias práticas para reduzir o impacto no orçamento:
- Planejamento
Com a volatilidade dos custos, comprar passagens
com maior antecedência ajuda a fugir dos picos de preço. Em períodos de crise,
as tarifas podem variar rapidamente, por isso, logo no início do planejamento,
pesquise também por benefícios no cartão de crédito ou por algum programa de
pontos que esteja inscrito. Muitos oferecem gratuidade na sala vip, no seguro
viagem, ou pontuação suficiente para pegar algum trecho de passagem aérea,
locação de carro ou hospedagem.
- Flexibilidade
de datas e horários
Voos em dias menos concorridos, como terças e
quartas-feiras, tendem a ser mais baratos. Horários alternativos também ajudam
a reduzir custos.
“Ser flexível hoje é uma das maiores vantagens do
viajante. Pequenas mudanças na data podem gerar economias significativas”,
explica Lisboa.
- Monitoramento
constante de preços
Ferramentas de alerta e comparação permitem
identificar promoções pontuais, que ainda surgem mesmo em cenários de alta. Mas
para quem não tem tempo de fazer esse monitoramento, investir em um agente de
viagem pode ser a opção mais vantajosa:
“Uma ajuda profissional vai fazer o viajante gastar
menos na hora da compra das passagens e na organização da viagem como um todo.
Essa pessoa fica responsável por monitorar preços de passagens de todas as
companhias aéreas, valores de hospedagem, ingressos para parques e atrações
turísticas, e faz toda uma curadoria que ajuda a economizar tempo e dinheiro”,
explica o CEO da 3, 2, 1 GO!
- Aeroportos
alternativos
Avalie outras opções de aeroportos que fiquem
próximos a cidade do destino final. Muitas vezes, desembarcar em um aeroporto
um pouco mais distante pode compensar e reduzir o custo total da viagem.
- Pacotes
completos
Com a alta das passagens, fechar pacotes que
incluem hospedagem, ingressos e transporte pode diluir custos e garantir mais
previsibilidade no valor final. “Hoje, mais do que nunca, o viajante precisa
ter um olhar como um todo e avaliar todas as possibilidades. Às vezes, um
pacote fechado pode sair mais vantajoso do que comprar tudo separado”, diz
Lisboa.
A expectativa do mercado é de que a instabilidade
geopolítica continue impactando o setor aéreo e o turismo nos próximos meses.
Por isso, o cenário exige uma decisão mais rápida e planejamento estratégico:
“quem se antecipa e busca orientação especializada consegue viajar melhor e
gastar menos, mesmo em momentos de crise”, conclui o CEO de 3, 2, 1 GO!.
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