No Dia Mundial
da Saúde, celebrado em 7 de abril, especialistas reforçam a importância de
olhar para a saúde de forma preventiva e contínua. No caso das mulheres, o
acompanhamento médico ao longo da vida é essencial, já que o corpo passa por
mudanças hormonais e fisiológicas importantes em diferentes fases.
Segundo a
ginecologista Camila Bolonhezi, entender essas transformações ajuda a
identificar sintomas, prevenir doenças e garantir mais qualidade de vida.
“A saúde da
mulher não é algo estático. O corpo muda bastante ao longo das décadas e cada
fase traz necessidades específicas de cuidado e acompanhamento”, explica a
especialista.
Dos
20 aos 30 anos: prevenção e saúde reprodutiva
Nessa fase, o
foco costuma estar na saúde reprodutiva, no acompanhamento do ciclo menstrual e
na escolha do método contraceptivo mais adequado.
Também é o
momento de manter exames preventivos em dia, como o papanicolau, além de
avaliar possíveis alterações hormonais, cólicas intensas ou irregularidades
menstruais.
“É uma fase
importante para criar o hábito de acompanhamento ginecológico regular. Muitas
mulheres só procuram o médico quando surge algum problema, mas o ideal é manter
consultas preventivas”, explica a ginecologista.
Dos
30 aos 40 anos: fertilidade e equilíbrio hormonal
Entre os 30 e 40
anos, muitas mulheres começam a olhar com mais atenção para questões
relacionadas à fertilidade, especialmente aquelas que desejam engravidar.
Nesse período
também podem surgir alterações hormonais, mudanças no ciclo menstrual e
sintomas como aumento da tensão pré-menstrual ou alterações de humor.
“Cada mulher tem
um ritmo diferente, mas essa costuma ser uma fase em que o planejamento
reprodutivo e o acompanhamento hormonal ganham mais relevância”, afirma.
A
partir dos 40 anos: preparação para a perimenopausa
Com a
aproximação dos 40 anos, algumas mulheres começam a entrar na chamada
perimenopausa, fase de transição que antecede a menopausa.
Sintomas como
alterações no ciclo menstrual, ondas de calor, dificuldade para dormir e
mudanças no humor podem começar a aparecer gradualmente.
“Nesse período,
o acompanhamento médico é fundamental para orientar sobre sintomas, avaliar a
saúde hormonal e garantir qualidade de vida durante essa transição”, explica.
Segundo Camila Bolonhezi, o mais importante é entender que a saúde feminina precisa ser acompanhada de forma contínua, e não apenas quando surgem sintomas.
“No Dia Mundial da Saúde, é importante lembrar que cuidar da saúde da mulher significa olhar para cada fase da vida com atenção. A prevenção e o acompanhamento regular são os melhores caminhos para manter o bem-estar e identificar qualquer alteração precocemente”, finaliza a especialista.
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